História Moments Of Impact - Capítulo 5


Escrita por: ~

Visualizações 106
Palavras 3.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ei galeraaaa!
Primeira coisa que eu queria falar é: esqueçam todo o sofrimento que vocês já leram até agora porque esse capítulo vai ser definitivamente o pior ~daquelas que da spolier~ kkkkk
Mas sério agora, esse foi o capítulo mais difícil de todos os tempos pra escrever e eu fiquei com muito medo de escrever o que escrevi porque achei pesado, mas olhem, eu preciso quebrar o coração duro do Robin, então coisas pesadas precisam acontecer.
Eu espero muito que gostem do capítulo. Amando cada vez mais a interação de vocês <3
Ah! Eu esqueci de comentar antes mas eu tenho twitter @/parrillasmirror hihi quem quiser aparecer lá pra gente bater um papo e virar migs eu prometo que sou legal sdionsdnw
beijos

Capítulo 5 - 5 - Blood


Fanfic / Fanfiction Moments Of Impact - Capítulo 5 - 5 - Blood

“- Regina?”

“- Oi Emma. O que foi?”

“- Eu te liguei para saber se Henry está com você... Ele disse que vinha aqui pra casa depois da escola, mas até agora não chegou.”

Chequei eu relógio de pulso. Já eram sete e meia da noite, onde aquele garoto estava?

“- Não está comigo.” – pude ouvir ela respirar fundo do outro lado da linha e sentir uma onda de preocupação tomando conta do meu corpo.

“- Então eu acho que nós temos um problema...”

“- Estou a caminho.”

Não demorou nem dez minutos e eu já estava de pé na porta da casa de Emma esperando que ela abrisse pra mim.

Todos estavam lá, Charmings e o seu cachorrinho de estimação de lápis de olho, Granny, Zelena, Archie, Violet, Rumple, e até os Marry Men e Robin, que fora um olhar duro voltado pra mim assim que eu entrei, pareceu alheio a minha presença enquanto conversava com Belle. Procurei ao redor pra tentar encontrar Roland, mas ele não estava em lugar nenhum. O fato de Emma já ter arranjado uma equipe de busca, eu precisava admitir, só havia me deixado mais tensa com a situação.

- Alguma novidade? – perguntei me aproximando da loira.

- Não...

- Precisava ter chamado a cidade inteira?

- Eu estou preocupada Regina. – ela disse em tom de repreensão. – Ele já devia ter dado algum sinal. – Ela falou olhando novamente o celular.

- Eu sei... Eu também estou. – Respirei fundo. – Acho que devíamos procurar por ele. Não adianta nada toda essa gente se é pra ficarmos sentados aqui esperando. Vamos nos dividir e sair por ai.

Emma concordou com a cabeça, mas antes que pudesse tomar a liderança da situação, meu celular tocou.

- É Cruella... – disse para Emma e pude perceber o seu semblante de preocupação pesar ainda mais. Todos na sala voltaram os olhos e ouvidos para nós, na expectativa de termos alguma noticia de Henry.

“- Alô?”

“– Oi, darling. Tudo bem com você?”

“- O que você quer?”

“- Direta. Gosto disso, então vou ser direta com você também, não faz a minha onda aquele cinismo amistoso. Estou com Henry.” Meu coração parou por alguns instantes. “Estamos no celeiro. Quero que você venha aqui para pegá-lo e quero que venha sozinha. Saberei se trouxer alguém.”

E então ela desligou o telefone e antes mesmo que eu alguém tentasse me impedir, eu já estava a caminho do celeiro.

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O caminho até o celeiro foi difícil porque eu tinha as piores hipóteses sobre o que poderia estar acontecendo com Henry gritando na minha cabeça. Eu sabia que Hades estava na cidade e sabia que ele queria me fazer sofrer. Certamente Cruella não passava de um de seus piões e a ideia de que eles poderiam machucar Henry me tirava do sério. Eu precisava saber se ele estava bem ou iria entrar em combustão espontânea.

Eu tremia quando entrei no celeiro, naquele mesmo lugar onde o portal do tempo de Zelena havia sido aberto, tremia de medo e principalmente de raiva. Eles haviam mexido com o meu filho e iriam pagar as consequências.

- Cruella? – gritei para o nada, o celeiro estava completamente vazio. – Henry? – tentei mais uma vez. Nada.

Peguei meu celular. Eu iria ligar pra aquela maldita e gritar com ela até que ela contasse onde estava e me entregasse o meu filho, mas antes que eu pudesse discar qualquer número, eu pude ouvir alguém chamar o meu nome.

Era a figura do meu pai, ele estava ali, um pouco longe de mim, do outro lado do celeiro. A sua expressão era dura, ao passo que eu permanecia estatelada. Era perceptível que não era o seu corpo de fato, parecia mais como a sua alma.

- Pai? – eu perguntei enquanto ele se aproximava de mim em passos lentos.

O cenário todo parecia mórbido demais, eu pude sentir em minha espinha um calafrio que apontava que as coisas ficariam piores do que eu imaginava.

Ele chegou perto o suficiente de mim e eu pude perceber a expressão triste em seu rosto.

- Você me matou. – Eu continuei o encarando. Todo o meu peito se encheu de remorso e dor. Eu não entendi o que estava acontecendo, mas a figura dele ali, olhando pra mim e me acusando de sua morte, me fez ter a vontade de transformar o meu próprio coração em cinzas.

- Eu sinto muito. – disse encarando o chão, permitindo que algumas lágrimas brotassem. – Eu queria que fosse diferente...

- O meu sangue está em suas mãos. – Ele disse. Antes que eu pudesse pergunta-lo o que estava acontecendo e dizer o quanto eu sentia muito mais uma vez, eu pude ouvir a mesma frase “O meu sangue está em suas mãos” vinda por trás de mim.

Virei para me deparar com a figura de Graham dessa vez, que tinha a mesma impressão de alma do meu pai. A terceira a aparecer foi uma garotinha. Eu não fazia ideia de quem ela era. Ela tinha os cabelos loiros presos em duas trancinhas e vinha saltitando até que seus olhos se depositaram em mim e ela disse a mesma coisa. Foi a partir dela que o pior momento da minha vida começou.

As pessoas apareciam de modo em que chegou ao ponto de ser impossível pra mim contá-las, todas elas repetindo a mesma frase de que seu sangue estava nas minhas mãos, e de fato estava. Em meio a multidão que falava em um coro, sangue começou a brotar em minhas mãos, se espelhando pelas minhas roupas. Eu não sabia de onde vinha, mas era inútil tentar limpá-lo, continuava a aparecer sem que nada eu pudesse fazer.

- Eu sinto muito... Sinto muito... – Todo o meu corpo tremia, e o choro saia livre pelos meus olhos e garganta.

Elas estavam ali, todas, ou pelo menos a grande maioria das pessoas que eu havia matado estavam diante de mim, pessoas que eu nem sequer conhecia e mesmo assim havia tirado a vida sem nenhuma misericórdia.

 “O meu sangue está em suas mãos” elas repetiam, fazendo todo o meu corpo se contorcer e a cabeça girar. Eu havia caído no chão, as minhas pernas não tinham forças pra me manter de pé, alias, eu não tinha força nenhuma naquele momento.

Certo, eu sabia que tinha matado todas aquelas pessoas e muito mais, era algo que me atormentava dia e noite, mas eu estava olhando pro rosto delas naquele momento, o sangue delas manchava as minhas mãos e eu não tinha o ódio pra me esconder. Na época em que eu as matei, eu de fato não sentia, me escondia atrás da muralha que significava ser a Evil Queen e acreditava que tudo havia sido pelo motivo maior da minha vingança. Mas naquele momento era só eu, Regina Mills, e todas as pessoas que eu tinha matado.

Eu não conseguia me mexer, apenas permanecia no chão aterrorizada, observando as pessoas se aproximarem e o sangue ir me manchando cada vez mais com o decorrer do tempo, enquanto eu gritava que sentia muito para todas elas. Mas eu sabia que não adiantava sentir muito agora, eu já havia tirado a suas vidas, o sangue delas já estava em minhas mãos.

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POV ROBIN

Já tinha cerca de duas horas desde que a Evil Queen tinha saído atrás de Henry e era perceptível o quão inquietos todos os estavam. Cada um lidava com a ansiedade de uma forma diferente, alguns andavam em círculos, outros checavam o celular e a janela a cada cinco minutos. Eu nem sabia o que estava fazendo ali, só tinha ido porque Little John havia insistido demais e havia dito que como homens bons era o nosso dever ajudar. Era até constrangedor pra mim estar tão calmo em meio a tanto caos.

A única coisa que eu queria era que a Evil Queen voltasse com vida, porque eu não poderia suportar a ideia de quem alguém que não fosse eu tivesse tido o prazer de mata-la.

Olhei no relógio da parede. Já estava ficando tarde e eu me perguntava quando finalmente poderia sair dali, quando todos puderam ouvir uma batida desesperada na porta. Emma andou tão rápido para abri-la que foi até difícil pros meus olhos acompanharem o movimento, mas foi quando ela abriu que a grande surpresa veio.

Henry estava do outro lado da porta e tinha o corpo todo ensanguentado da Evil Queen em seus braços.

- Ela está choque. – ele gritou entrando na sala visivelmente desesperado. – Eu preciso de ajuda. Ajudem ela, por favor.

Todos estavam atônitos, as inquietações haviam parado e ninguém ousava soltar um suspiro sequer. A Evil Queen se soltou de Henry e permitiu que seu corpo caísse, ficando sentada no chão no meio da sala estar. Ela tremia, chorava e gritava que sentia muito. Era uma cena chocante para dizer o mínimo.

- Mexam-se! – Henry gritou quando percebeu que ninguém saia do lugar. – Eu não sei como acalma-la...

- Ela... Ela está machucada? – Snow perguntou enquanto se aproximava lentamente do menino.

- Não, o sangue não é dela. Eu já chequei não tem nenhum ferimento. Era uma armadilha. Eles me usaram para pegá-la.

Snow abaixou-se para ficar a altura da morena.

- Regina? – Snow arriscou colocar a mão no ombro dela, que instantaneamente recuou o corpo.

- Não toque em mim! Eu posso te machucar. Eu sou um monstro, eu... eu matei todos eles... não toque em mim. Eu sinto muito....

- Regina, tente se acalmar, já passou, já acabou. – Ela tentou se aproximar novamente.

- Eu já disse pra não tocar em mim. – a Evil Queen gritou. – Por favor, por favor, eu não quero machucar ninguém... eu sinto muito... eu matei eles... eu sinto muito.

Várias pessoas já compartilhavam as lágrimas da Evil Queen, ela sofria e o seu sofrimento era perceptível. Eu senti pena dela. Eu não sabia como aquele sentimento havia parado ali no meu peito, mas eu senti pena, eu quis abaixar junto com Snow e tentar acalma-la também. Vejam, eu não um homem ruim, ela era uma mulher má, e mesmo sendo má do jeito que era, a situação dela no chão, desesperada, tocou meu coração.

Eu nunca imaginei que ela pudesse sentir pelas vidas que havia tirado, nunca imaginei que isso lhe causava dor. Mas ao vê-la ali eu pude enxergar o ser humano por trás do monstro. Fora a primeira vez que eu consegui ver que a rainha de fato tinha um coração.

Eu reconhecia a expressão em seus olhos, reconhecia porque eu tinha visto e sentido aquele mesmo sentimento sob a minha própria pele quando eu participei da guerra junto ao Rei Ricardo. Quantos homens, homens bons, eu mesmo com as minhas próprias mãos já não havia matado e visto serem mortos? Eu sabia o que ela sentia e por um instante, eu cogitei a hipótese de que ela poderia ser digna de perdão. Ela estava desesperada. Alguém precisava levar ela pra casa.

- Tire-a daqui. – eu sussurrei chegando perto de Zelena. – Leve-a pra casa, dê um banho nela e certifique-se de que ela vá comer alguma coisa. Faça-a dormir. Não deixe-a sozinha nem por um instante, ela ainda está em choque e está sofrendo, ela pode tentar contra a própria vida. Tire-a daqui Zelena, agora.

A ruiva somente assentiu e se aproximou da irmã que ainda estava ao chão, colocando uma toalha por cima seu corpo e abraçando-a, tentando fazer com que ela se levantasse.

- Zelena... por favor, se afaste. Eu sou um mostro... eu matei... eu sou um monstro. Sai de perto de mim... eles eram inocentes.

Zelena permitiu que as suas lágrimas rolassem. Todos choravam também. Era uma cena forte demais para a pequena cidade de Storybrooke.

- Não, eu não vou me afastar. Olhe pra mim. – Ela subiu o rosto da Evil Queen. – Se você é um monstro eu também sou. Eu também os matei Regina, vários inocentes. Não precisa ter medo de me machucar porque eu assim como você. Você é minha irmã, não me peça pra me afastar.

O choro da Evil Queen se tornou mais forte e Zelena estendeu a mão, ajudando-a a levantar mesmo que ainda tivesse pouca estabilidade em seus pés, e as duas saíram caminhando em direção a casa da prefeita junto a Belle, que carregava a pequena Robin nos braços.

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Eram oito horas da manhã quando eu acordei, arrumei o acampamento, dei os comandos diários para os Marry Man e tive de ouvir Roland perguntar umas mil vezes sobre como estava a Evil Queen, antes de ir acender a minha fogueira no local habitual. Parecia que ele podia pressentir que tinha algo errado com ela.

Caminhei alguns minutos até chegar na minha fogueira, depositando minha mochila ao lado do tronco e arrumando o arco flecha nas costas. Eu iria treinar aquele dia, já fazia um tempo desde o meu último treino e seria bom para colocar os pensamentos no lugar depois da noite passada ter sido tão intensa.

Acertei algumas flechas contra alguns alvos que havia colocado nas árvores até que ouvi o som de passos vindo por trás de mim e me virei em alerta, com o arco e flecha armado, para me deparar com a imagem da Evil Queen parada diante de mim.

O seu rosto ainda estava inchado por causa do choro e seus olhos apresentavam as mais roxas e profundas olheiras que eu havia visto em muito tempo. Ela parecia frágil, como se um simples sopro fosse capaz de derrubá-la.

- O que você faz aqui? – eu disse com a arma ainda apontada na direção ela.

- Eu vim para pedir que me mate.

- E por que acha que eu acreditaria nisso? – disse com a mira ainda sobre a cabeça da Evil Queen. – Qual é o seu truque?

- Sem truques hoje. – Ela balançou a cabeça negativamente. – Esta vendo esse bracelete? – Era um bracelete grande e preto de couro que estava preso em seu pulso. – Ele me impede de usar magia. Eu não vim pra lutar com você.

- Eu não acredito! – Eu disse esbravejando.

- Acredite. Eu não tenho motivos para tentar te fazer mal.

Eu estava confuso sobre o que eu devia fazer. Eu tinha medo daquilo não passar de um teatrinho que me levaria para a morte certa caso eu tentasse mata-la. Eu queria o fazer, mas tinha receio do que poderia estar me esperando caso eu tentasse. Parecia surreal pra mim que ela tinha ido me encontrar sem armadilhas, se rendendo para que eu pudesse tirar a sua vida.

- Mas... mas por que está me pedindo pra que te mate? – o colar da minha mãe brilhava em seu pescoço. Eu seria capaz?

- Porque é o que eu mereço, você sabe que é. Eu matei pessoas Robin, pessoas que inocentes e que não haviam feito nada de ruim pra mim. Eu matei sem misericórdia e ontem eu pude ver todas elas de novo... Sabe, uma vez eu queimei uma vila inteira... Em outra eu exigi que todos fossem guilhotinados... Você tem noção de quantas pessoas viviam naqueles lugares de forma feliz? Eu acabei com tudo... O sangue delas escorria pelas minhas mãos ontem. Eu me olho no espelho e não consigo ver nada além de um monstro.

Ela falava devagar e não escorriam lágrimas em seus olhos. Seu olhar parecia perdido, parecia vazia por dentro. Ela tinha razão, merecia uma morte lenta e dolorosa para vingar todos aqueles que fez sofrer, mas naquele momento, a única coisa que eu conseguia enxergar era uma pessoa que estava sofrendo e precisava muito de ajuda.

- E por que eu? Por que você veio até mim para que eu o fizesse?

- Porque eu sei que você seria a única a pessoa que tem ódio o suficiente para ter coragem de fazer isso, e se não fosse você que me matasse, você iria guardar raiva pelo resto da sua vida por não ter o feito. Eu sei como funciona isso de vingança... Se não for você mesmo, não vale a pena. Olhe, eu não quero isso escureça o seu coração. Depois que me matar, tem que me prometer que vai deixar o ódio ir embora. Aliás, depois acho que deveria voltar para a Floresta Encantada, algumas pessoas daqui podem ficar chateadas por um tempo, mas vão saber que foi um pedido meu, eu escrevi pra Zelena.

Ela deu uns passos pra mais perto de mim.

- Quando você estiver pronto, pode lançar a flecha. – ela disse antes de fechar os olhos.

Ela estava diante de mim, sem mágica, com os olhos fechados enquanto a minha flecha a tinha como alvo. Era o momento pelo qual eu havia esperado desde que pusera os olhos nela quando entrou no Granny’s naquela outra manhã, era um momento glorioso, por mais que eu não me sentisse exatamente assim. Eu tentava focar na arte de atirar, lembrava os meus pontos específicos de morte para não deixar que nenhuma dúvida pudesse me impedir de soltar o arco. Eu iria o fazer, mesmo com o colar, mesmo com dó.

Respirei fundo, a minha mão tremia sobre a arma. Eu mirava em seu coração. Era esmagando vários deles que ela gostava de matar, então nada mais justo do que ser morta por meio do seu próprio. Por que raios eu já não tinha conseguido deixar aquela flecha ir de uma vez por todas?

Eu pude ver uma lagrima solitária brilhar em sua bochecha, a primeira que ela permitira rolar desde que chegara ali. Ela estava destruída. Um aperto rondou o meu coração, a lembrança do quão machucada ela estava na noite anterior me trazia o extinto de querer abraça-la e não matá-la. Ela permitiu-se morder o lábio inferior e balançar a perna direita, ainda com os olhos fechados. Ela estava nervosa, tinha medo.

- Por favor, não demore. – ela falou em um sussurro.

Ela não parecia má, parecia o total oposto de tudo o que eu já havia visto e ouvido sobre a Rainha Má. Naquele momento, ela só parecia a Regina.

Eu não tinha certeza de como aquilo tinha acontecido, mas no minuto seguindo o meu arco e flecha estava no chão e os meus lábios haviam ido de encontro aos lábios dela. Por Deus, o que eu estava fazendo?

No inicio ela pareceu tão surpresa quanto eu com o meu ato, mas logo em seguida permitiu-se relaxar um pouco e abrir espaço para que eu aprofundasse o beijo. E assim o fiz. Rodeei as minhas mãos pela sua cintura, trazendo seu corpo para mais perto de mim e pude sentir as suas mãos brincarem com a minha nuca, trazendo um arrepio imediato. As nossas línguas duelavam por espaço no tinha se tornado um beijo intenso e cheio de desejo. Sim, eu a desejava, a desejava como um louco enquanto me permita explorar cada centímetro de sua boca. Apertei-a ainda mais contra o meu corpo. Não havia mais espaço entre nós, mas eu ainda queria trazê-la pra perto. Eu estava totalmente fora de mim. Era um momento que parecia que todo o espaço ao redor de nós não tinha importância e que o que quer que tivesse me feito julgar que beijá-la seria errado estava bem longe dali.

- Regina? – um grito surgiu vindo de dentro de floresta.

Nós nos afastamos com o susto. Zelena estava ali, acompanhada de Little John. Ambos nos olhavam atônitos e eu pude perceber um sorriso malicioso brotar no rosto do meu amigo. Meu Deus, o que eu havia acabado de fazer? Eu estava louco, não tinha outra justificativa.

Olhei para a Evil Queen, ela tinha os olhos cravados no chão, como se a situação lhe causasse algum tipo de constrangimento e sua boca apresentava uma vermelhidão intensa por causa do nosso beijo.

- Desculpa, nós não queríamos atrapalhar. – Zelena disse desconsertada.

- Não atrapalharam nada. – eu disse ríspido. Como? Como eu havia me permitido beijar a Evil Queen? Onde eu estava com a cabeça?

Zelena se aproximou, com o que parecia ser o tal bilhete escrito pela Evil Queen.

- Você está maluca? – ela gritou. – Como pode me deixar uma coisa dessas escrita pra mim e não querer que eu faça nada? Regina, eu não tenho coração pra essas suas loucuras. Um dia desses você vai me encontrar dura no chão!

- Eu... Me desculpa. – Ela disse segurando o braço da irmã. – Vamos pra casa.

E então as duas entraram pela floresta sumindo do meu campo de visão sem que Evil Queen me olhasse novamente nem por um segundo sequer antes de partir. Little John soltou uma gargalhada e eu empurrei forte o suficiente para que ele caísse no chão.

Eu estava puto. Como eu havia deixado aquilo acontecer? No que eu estava pensando? Eu havia beijado a Evil Queen e o pior de tudo, eu havia gostado muito do beijo.


Notas Finais


e ai gente o que acharam?
O finalzinho foi a melhor parte né? hahahaha
Até o próximo cap <3


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