História Mommy - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Ageplay Não-sexual, Infantilismo, Regressão Idade Mental, Trauma
Exibições 217
Palavras 2.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei ! Estou agitada hahaha


Emma is coming !

Capítulo 2 - 2


Já se passaram três semanas que voltei para casa e as coisas estão melhores. Saio para caminhar e praticar yoga em alguns dias, cozinho com mamãe em outros e leio bastante, já que é um de meus hobbies preferidos e em casa temos uma biblioteca maravilhosa. Herança de papai que amava ler.

Ouço a campainha e como estava mais próximo da porta atendi.

- Pois não?

- Cora está?

- Olá Granny. Como está? Entre.

- Menina Regina! Estou muito bem e você?

- Há muito tempo ninguém me chama de menina.

- Pra mim será sempre a menina que adorava minhas tortas e passava quase todo dia para comer na lanchonete.

- Bons tempos Granny. Mamãe fala ao chegar do meu lado.

- Bom dia Cora. Podemos conversar um pouco?

- Claro vamos à cozinha para que eu faça um café fresquinho.

- Venha também querida - Granny me chama, pois já estava voltando para a biblioteca.

Após estarmos todas sentadas e desfrutando de um café maravilhoso começo a prestar atenção no assunto que trouxe Granny até em casa.

- Como ela está?

- Não muito bem, não come direito você sabe.

- Eu sei e o que podemos fazer por ela?

- É exatamente isso que vim conversar com você minha amiga. Não posso ir buscá-la, uma vez que trabalho praticamente o dia todo e você sabe como ela é.

- Você acha que ela aceitaria ficar comigo?

- Não vejo porque não. Ela conhece você assim como me conhece e ela precisa de rostos conhecidos agora.

- De quem estão falando?

- Se lembra dos Swan menina Regina?

- O filho deles era o capitão do time da escola, não era? David acho.

- Isso mesmo. Não sei se você sabe, mas eles sofreram um acidente de carro, os quatro estavam no veículo. Os pais morreram na hora e David está no hospital em coma.

- Espera. Os quatro? Eu contei vocês falando de três pessoas.

- Sim, acho que não se lembra mas eles tinham uma filha – a caçula, Emma.

- Não me lembro dela.

- Idades diferentes, é normal não lembrar.

- E o que tem ela?

- Bem, ela estava no carro quando o acidente ocorreu. E ficou presa no carro junto com a família por todo o tempo que o resgate demorou.

- E ela está bem?

- Fisicamente sim, ela não sofreu mais que uns arranhões.

- Mas psicologicamente. Completa Granny.

- O que houve?

- Bem meu amor - mamãe falava com cautela como se isso fosse demais para mim - pelo que conversamos com os médicos o Sr Swan morreu na hora mas a Sra Swan não, então Emma ficou presa dentro do carro assistindo a mãe morrendo aos poucos.

- Meu Deus mamãe!

- Menina Regina ela sofreu tanto. E ainda está sofrendo, agora ela não tem ninguém porque os pais se foram e o irmão está em coma.

- E onde ela está então?

- Bem meu amor, quando ela teve alta do hospital eles não sabiam para onde mandá-la.

- Como assim?

- Ela meio que desligou desse momento sabe; apagou certas coisas da memória menina Regina.

- Meu amor, ela “fugiu” para uma parte da cabecinha dela onde não precisa enfrentar o que aconteceu com ela, entende?

- Entendo mamãe, e como entendo. Às vezes eu queria poder fazer isso.

Mamãe só me olhou com pesar pois sabia que era verdade.

- Para onde a levaram?

- Para uma clínica de repouso.

- Mas por quê?

- Ela não tem parentes, menina Regina e ninguém que se responsabilize por ela. E me corta o coração ver a menina lá, ela é um amor de pessoa.

- E o que esta acontecendo que você veio falar com a minha mãe Granny?

- Amanhã irei visitá-la e queria saber se Cora não gostaria de vir junto. Ela gosta muito da sua mãe menina Regina.

- Claro que vou Granny.

- Irei com vocês também.

- Isso é ótimo menina Regina.

3

No outro dia após o almoço que mamãe e eu aproveitamos para comer no Granny’s, nós três seguimos para a cidade vizinha.

A “clínica” nada mais era do que um lugar velho e feio cheio de pessoas demais para o tamanho do lugar. Acho que eles não sabem o que significa lotação máxima.

Quando chegamos à recepção uma mulher de aparência desleixada mascando um chiclete e assistindo um programa na TV nos olhou, fingiu que não nos viu e voltou a se concentrar na TV.

- Bom tarde. Viemos visitar uma paciente.

- Qual? Ela perguntou ainda prestando atenção na TV.

- Emma Swan. Minha mãe se apressou a dizer.

- Ela está no jardim.

- Podemos ir lá?

- Podem.

- Esse lugar é horrível mamãe!

- Também achamos na primeira vez que viemos meu amor. Mas é isso que o seguro dos pais dela cobre uma vez que o irmão dela está em coma e é caro o hospital.

- Aquela é a Dra White que cuida da clínica e aquela é Emma. Granny disse virando o rosto para o jardim, que era muito do mau cuidado.

Então eu a vi.

Loira, muito pequena para idade isso eu podia notar de longe. E estava com uma roupa cinza que obviamente estava grande nela, pois os poucos minutos que fiquei parada olhando ela puxou a calça três vezes. Estava com o cabelo solto e cobrindo todo o rosto, pois ela estava com a cabeça abaixada e parecia levar uma bronca da mulher parada a sua frente.

- Vamos até lá. Parece que a menina Emma esta com problemas. De novo!

Aproximamo-nos e podemos ouvir uma parte da conversa.

- Aqui não é a sua casa e você não pode fazer o que quer!

- O que esta acontecendo aqui? Pronunciei-me pois a menina estava com medo ao ouvir a mulher gritando com ela.

- E quem é você?

- Regina Mills. E você?

- Dra Ingrid White.

- Ei menina Emma.

- Ny! A menina correu para abraçar Granny.

- E eu não ganho abraço? Minha mãe perguntou para a menina.

- Vovó!

- Que saudade pequena. Quero te apresentar uma pessoa.

- Teeeem?

- A minha filha. Regina essa é Emma. Emma essa é Regina.

Quando se virou na minha direção e me olhou nos olhos senti uma conexão imediata com a menina.

Os olhos verdes mais bonitos que eu já tinha visto e com tanta pureza que parecia um anjo. Um anjinho.

- Ooooi! Ela me disse timidamente.

- Olá Emma. Ouvi muito falar de você sabia?

- Não.

- Fiquei sabendo que você é uma menina muito especial.

- Emma é pecial. Ela disse balançando a cabeça concordando com o que eu disse.

- E porque a Dra White estava brigando com você quando chegamos?

- Emma mau! E vejo o lábio fino dela tremer como se fosse chorar.

- O que ela quer dizer com isso? Pergunto a Dra White.

- Coisas do dia a dia da clínica, senhora Mills.

- Emma fominha! Ela puxou a blusa de mamãe para chamar a atenção.

- Eu posso comprar alguma coisa na cantina para ela não ficar com fome. Granny disse a Dra White ao ver o olhar que a médica lançou para a menina.

- Se é assim, a doutora dá de ombros. Mas entenda ela está com fome porque não quis comer junto com o resto dos internos.

Ninguém falou nada depois da Dra White dar seu parecer desnecessário.

- Vou deixá-las sozinhas.

Senti que o clima melhorou bastante depois que a Dra nos deixou.

- Vou à cantina e já volto, ouço Granny falando.

A menina pulava em volta de minha mãe e observando Granny ir à cantina.

- Calma menina. Assim vai passar mal.

- Emma não té gomitar.

- hahahaha

Eu não aguento e começo a rir. Mamãe me olha sorrindo.

- Adoro esse som Regina.

- Não é gomitar é vo-mi-tar. Eu falo para Emma.

- Go-mi-tar. E fez bico de contrariada.

- Deixa ela querida, você entendeu não entendeu?

- Emma com fominha!

- A Granny já volta Emma. Minha mãe tentava contornar a situação.

- Não, Emma com fominha agola. Falou começando a chorar. Aquilo partiu meu coração, ela estava com fome de verdade.

Vejo Granny voltando com um copo de leite nas mãos e um pedaço de bolo.

- Aqui menina Emma.

- Emma té lête! E pensa na bagunça que ela fez – tinha bigodinho de leite e mais bolo na roupa do que dentro da boca dela.

Eu não podia com tanta fofura, ela é um bebezão indefeso e inocente. E não conseguia imaginar ela sendo maltratada nesse lugar horrível.

Nisso sinto meus olhos arderem e eu já estava chorando. Quando sinto um dedinho secando uma lágrima no meu rosto.

- Ta cholando?

- Um pouquinho.

- Não chola, Emma vai abaçar pra salar.

E senti os bracinhos dela me apertando.

Mamãe e Granny olhavam sorrindo para nós.

- Parece que ela gostou de você querida.

- É mesmo menina Regina, ela é meio tímida com as pessoas e quase não fala com estranhos.

- Fico feliz porque também gostei dela. Falo puxando a menina para sentar nas minhas pernas.

A menina levanta a cabeça me fazendo vidrar nos olhinhos verdes dela.

- Emma molou a sua busa.

A menina disse apontando a minha blusa na altura dos seios. Minha vontade de chorar agora era por mim e pela situação de Emma.

- Não foi você não querida. Digo com a voz embargada.

- Minha querida, mamãe fala me olhando com pesar na voz.

- Achei que já tinha parado de vazar mamãe. Não acontecia a um mês.

A menina sentada no meu colo não parava quieta agora.

- O que foi Emma? Mamãe perguntou a ela.

Mas ela não respondia estava esfregando o rostinho agora vermelho com as mãozinhas e soltando resmungos baixinhos.

- Ela parece irritada mamãe.

- Parece mesmo.

- Emma?

Tentei afastá-la de mim um pouco, mas ela me apertou mais ainda e começou a chorar. Mas dessa vez o choro era mais sentido.

- Regina, acho que ficar com ela no colo não esta ajudando. Me dê ela aqui. Mamãe disse a puxando para seus braços, mas a única coisa que conseguiu foi que ela chorasse mais alto esticando os bracinhos.

- Gi. Gi.

O rosto dela estava um tomatinho agora de tão vermelho e as lágrimas escorriam sem parar.

- Deixa ela comigo mamãe. Ela está agitada demais e nem sabemos o motivo.

Mamãe a colocou em meus braços novamente e ela acalmou um pouco, mas continuava resmungando e com um choro baixo e sentido.

- O que ela tem mamãe? Foi de uma hora para outra.

- Não sei querida. Não parece ser dor.

- Resolvi levantar e fiquei ninando ela nos braços cantando uma música qualquer.

- Ela está acalmando, Granny disse.

E realmente ela estava tranquila agora, chupando o dedo e uma mãozinha estava nas minhas costas agarrada na minha blusa e com a cabeça no meu peito.

- So-soninho. Disse ela com a voz mole.

Continuei ninando a loirinha em meu colo até sentir ela se entregar ao sono.

- Onde é o quarto dela?

- Consegue carregá-la querida?

- Ela é leve e pequena mamãe. Não há problema.

E saímos em direção ao interior da clínica e o quarto era horrível assim como o resto da clínica. Havia umas dez camas num quarto grande e cheirando a abandono.

Coloquei a menina ainda dormindo na cama.

- Vamos falar com a Dra White.

Seguimos pelo corredor até a recepção onde a mesma mulher mascava provavelmente o mesmo chiclete.

- Preciso falar com a Dra White.

- Segunda sala à direita.

Batia na porta e ouvi um entre.

- Dra White?

- Sim.

- Gostaria de conversar sobre Emma.

- Pois não.

- O quarto dela...

- O que tem o quarto?

- Ele está horrível doutora. Ele cheira a falta de limpeza.

- E gostaria que ele cheirasse como se ela faz questão de molhar a cama todo o santo dia!

- Como assim?

- Isso mesmo que você ouviu. Ela amanhece com a cama molhada todo dia. A Dra disse com nojo na voz.

- Como pode tratá-la assim sendo uma médica?

- Exatamente por ser uma médica que a trato assim. Se fizer todas as vontades dela, ela não irá melhorar. Ela precisa entender as coisas.

- Chega! Eu não conseguia assimilar o que ela dizia com a fala de uma médica que deveria proteger a integridade do paciente, acima de qualquer coisa.

- Vocês não entendem. Não convivem com pessoas assim o dia todo.

- Eu quero levá-la. Isso é possível?

- Você quer se responsabilizar por ela?

- Sim, eu e minha mãe podemos fazer isso. Temos tempo e condições de cuidar de tudo que ela necessita.

- Bem, ela só está aqui porque não tem ninguém.

- Nós podemos levá-la conosco?

- Prepararei os papéis referentes à transferência da tutela provisória dela. Espero que estejam cientes que ela dá trabalho. E que se o irmão dela se recuperar a guarda pertence a ele.

- Não há problema quanto nenhuma dessas coisas.

- Ok, esperem e já podem levá-la.

Assim que a Dra White saiu da sala, sinto Granny me abraçando e ouço mamãe falando.

- Tem certeza disso querida? É uma responsabilidade muito grande.

- Eu sei mamãe. Mas não iria ficar tranquila em deixar a menina aqui, vivendo desse jeito. Meu coração não iria ter paz.

- Eu tenho que ser sincera com você meu amor. Eu nunca fiquei tranquila com ela aqui.

- Fico tão feliz menina Regina!

Após meia hora e com papéis devidamente assinados, volto ao quarto de Emma e ela ainda está dormindo.

- Quando ela veio para nós, estava somente com a roupa do corpo e depois só usou os uniformes.

- Fique tranquila, só pegarei a menina e já iremos embora.

- Emma. Vamos acordar? Chamei a menina baixinho para não assustá-la.

- Não quer passear comigo e com a vovó?

- De caio? Ela perguntou com a voz mole de sono.

- Sim, você quer ir?

- Té.

- Então vamos!

Ela estava lutando para abrir os olhos, mas estava com muito sono pelo jeito.

- Vamos Emma, acorde logo. A Dra White disse de forma brusca.

Ao ouvir a voz da Dra White a menina abriu os olhos rapidamente.

- Não precisava falar assim com ela.

- Que seja. Mas ela acordou não foi?

- Desnecessário!

Peguei a mãozinha da menina e sai do quarto seguindo até a recepção onde mamãe e Granny esperavam por nós.

- Vamos embora querida? Mamãe perguntou a menina.

- Emma vai passeiá de caio!

Ela falava e batia as mãozinhas.

- Então vamos embora.

- Vaaaaamo.

- Até mais Emma. A Dra White disse com a voz carregada de sarcasmo.

- Diga Adeus Emma.

- Adeus Emma!

E deu tchau com as mãos para a Dra White. 




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