História Mon Amour - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Justin Bieber
Tags Justin Bieber, Purple_ninjas2
Exibições 940
Palavras 2.009
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tenham uma boa leitura amores :3

Capítulo 21 - Só quinze dias...


Fanfic / Fanfiction Mon Amour - Capítulo 21 - Só quinze dias...

O amor não foi feito para passar por despedidas, é difícil ficar longe de alguém que um dia já acordou ao seu lado.

...Justin Drew Bieber Point Of View...

Na manhã de sábado da minha formatura, tudo parecia uma correria, minha família ficou em um hotel próximo ao local da festa e eu não tinha os visto muito, apenas quando fomos jantar fora no dia anterior.

Nos últimos dias tentei dar mais atenção a Alaska do que ela esperava, apesar de um pouco pensativa, ela parecia normal, suas provas estavam terminando e ela nunca via problemas em ficar um pouco mais comigo, mesmo que precisasse estudar e tivesse de me aturar tirando a sua concentração.

Ela me pedia para ficar quieto, mas era totalmente impossível, isso a deixava furiosa mas em menos de cinco minutos estava gargalhando junto comigo.

Apesar de estar entrando de férias na próxima semana, Alaska não viria ao Canadá comigo por agora, precisava resolver algumas coisas, e arrumar tudo o que era seu para uma mudança definitiva, pelo menos nas férias.

Thomas não aderiu à ideia muito bem, mas como seriam somente as férias, lhe pareceu plausível, desde que eu me certificasse de ficar de olho nela por ser um pouco desastrosa na cozinha.

Havia conversado com Chris em relação à empresa que pretendíamos abrir aqui, e apesar de ser meio cabeça oca, ele entendeu que agora precisava arrumar um emprego e parar de curtir a sua vida como se você realmente o ultimo dia, acabou por concordar em ver os melhores lugares disponíveis e aptos para uma empresa de grande porte em um lugar que seja conhecido.

Apesar de serem nove horas da manhã de um sábado, eu não conseguia prosseguir dormindo, tinha uma xícara de café na mão esquerda, sentado na sacada da sala, sentindo o vento soprar contra mim e os raios de sol atingirem o meu corpo.

No canto da sala todas as minhas malas estavam empilhadas, dezenas de caixas sobre a bancada da cozinha continham aquilo que eu não usaria mais, e decidi doar um pouco das coisas que não usaria pelos próximos seis meses.

Meu closet estava vazio, e apesar de saber que Alaska estava dormindo do meu quarto, nunca me senti tão sozinho quanto naquele momento, temendo que iria embora junto com os meus pais e só voltaria a vê-la daqui duas semanas.

Alaska parecia lidar melhor do que eu estava me saindo com toda essa situação, tentava me confortar de que ficaria bem e tinha planos para essas duas semanas, pretendia até conseguir um estagio quando as férias terminassem, o que parecia lhe deixar bem animada quando tocado no assunto.

Ouvi passos pelo corredor depois de mais algum tempo apreciando a solidão, Alaska estava abraçada ao cobertor e tinha uma feição cansada e abatida. Okay, talvez naquele dia tivesse lhe caído à ficha do que estava acontecendo.

A chamei com a mão, colocando a xícara ao meu lado para segurar em sua cintura assim que sentou em meu colo, aninhando a cabeça em meu peito, fechando os olhos em seguida e soltando um suspiro.

— Tudo bem? — concordou com um manuseio de cabeça, e permaneceu quietinha. — Quer que eu faça suas panquecas preferias? — negou, e eu suspirei, queria agrada-la e deixa-la feliz pelo menos hoje.

— Podemos só ficar assim até a hora da sua formatura? — assenti, apertando ainda mais forte meus braços em torno do seu corpo, nos cobri com o cobertor e selei o topo da sua cabeça, sentindo sua respiração fraquinha colidir contra o meu peito.

Não disse nada, assim como ela também não o fez, minha garganta se fechava a cada segundo, e o som árduo do desespero rompeu aquele momento quando Alaska soluçou, tentando engolir o choro e não molhar o meu peito com as lágrimas.

— Amor, porque esta chorando? — me afastei um pouco, sustentando um olhar preocupado enquanto erguia seu queixo para olha-la nos olhos.

— Não sei — sussurrou, deixando-me ainda mais confuso. — Só deu vontade — ergueu os ombros, e levou os dedos até abaixo dos olhos no intuito de secar as lágrimas.

— Shiu... — pressionei sua cabeça contra o meu peito, tentando deixa-la calma. — Não esta assim porque vou embora, não é? — o desespero fez meu sangue circular com mais forca em minhas veias.

— Não — sussurrou. — Só estou me sentindo um pouco estranha hoje — fez uma careta, quase parecendo a minha namorada nos seus dias normais, agindo por espontânea vontade e alegrando-me todos os segundos em que passava me tirando do sério, mas ainda assim, não fora o bastante para me convencer de que estava tudo bem.

Mordi o lábio e respirei fundo antes de assentir.

— Quer assistir alguma coisa? Faço o que você quiser hoje.

— Você já faz isso todos os dias — sorriu, limpei os requisitos de lagrimas em suas bochechas e beijei-a.

— Só tento ser o melhor namorado do mundo — dei de ombros.

— Pode ter certeza de que é — senti as minhas bochechas corarem, e isso fez com que ela desse um meio sorriso fraquinho.

— Não, não sou. A minha garota esta chorando e eu não sei o que fazer para deixa-la feliz — suas mãos correram até o meu maxilar, o segurou e roçou a pontinha do seu nariz sobre o meu.

—Eu devo estar ficando de TPM, já esta na época mesmo, sempre fico assim, não tem com o que se preocupar.

Concordei, ainda meio inseguro quanto a sua afirmação, mesmo que minutos depois Alaska já se sentisse melhor, aquilo não fora o bastante para me deixar tranquilo, tinha certeza de que estando longe dela eu ligaria a cada minuto do seu dia para saber como esta.

◊Ѽ◊

— Vai ficar bem aqui? — era a terceira vez que eu perguntava isso, e a julgar pela sua expressão, era o momento de parar.

— Vou, não se preocupe.

Suspirei, vendo Alaska se acomodar em uma das cadeiras ao lado dos pais, estava calada desde de manhã, aquele clima estranho ainda prevalecia, apesar de sentir feliz por me ver concluindo a faculdade eu sabia que tinha algo a mais que isso e ela não queria dizer.

Minha família estava logo ao lado, e haviam se dado muito bem com os Lovato assim que os conheceram.

Apesar de um pouco rancoroso, Thomas deixou isso de lado assim que começou a conversar com o meu pai, e percebeu que assim como eu, eram todos boas pessoas.

— Pronto? — Chris surgiu logo atrás de mim, estava animado ao extremo e não fazia questão de esconder o quanto estava satisfeito por estar se livrando dos estudos.

— Acho que sim — olhei rapidamente para o meu amor, vendo-a com a atenção voltada para suas mãos pousadas em seu colo.

Merda! Aquilo estava me matando por dentro, e o pior de tudo era não saber o que estava acontecendo.

— Ótimo! Precisamos ir!

Christian não me deu tempo de me despedir, saiu me puxando até as fileiras de formandos e me fez ficar sentado ali até que começasse.

Mesmo satisfeito comigo mesmo por ter conseguido chegar até ali, a outra metade estava voltada a algumas fileiras lá atrás, tentando entender o que diabos estava acontecendo com Alaska.

Passei a cerimônia inteira sem dar atenção a nada, só me mantive em alerta quando chamaram o meu nome, mas não fora um dos momentos mais animados de toda a minha vida, tentei sorrir para o fotografo e não fiquei no palco por pouco mais de dois minutos, retornando a minha cadeira e me afundando sobre a mesma.

Chris tentou me fazer contar o que estava acontecendo, mas não soara com efeito, e eu não disse nada de tão significativo além de que estava nervoso. A desculpa pareceu favorecer a minha mentira, e ele não me encheu mais o saco a partir daí.

Cumprimentei algumas pessoas que estudaram comigo durante os quatro anos, e engasguei ao me deparar com Scarlet, me estendeu a mão de forma amigável, e mesmo receoso, o fiz.

— Fico feliz em vê-lo junto com a sua “amiga” — sorriu, dando de ombros. — Acho que o ajudei um pouco quanto a contar a ela, não foi?

— Foi, obrigado por isso — enfiei as mãos no bolso da calça.

— Sucesso com a sua carreira, Bieber.

— Você também.

E sumiu, infiltrando-se entre os convidados, me fazendo respirar fundo e caminhar até os meus pais, encontrando-os junto a família Lovato perto da saída.

Alaska estava entre eles e tinha Jaxon no colo, estava quase dormindo e tinha os bracinhos aninhados ao seu pescoço.

— Parabéns querido! — Sierra me abraçou, seguido dos demais e eu olhei receoso para Alaska, diferente do que eu imaginei que faria, ela sorriu, um sorriso fraco mas ainda assim era um sorriso.

— Estou feliz por você — sussurrou quando me aproximei, selou os nossos lábios e eu suspirei, tudo parecia normal, mas aqui dentro eu sabia que não estava.

— Eu amo você — minha voz soou falha, senti meus olhos arderem e isso a deixou confusa. — Tem alguma coisa e você não quer contar, eu passei o dia inteiro tentando esquecer isso mas a cada segundo em que olho para você tenho certeza de que nada esta normal.

— Esta tudo igual — tentou sorrir.

— Não, não esta.

— Justin, você vai viajar daqui a pouco, e eu não quero brigar antes de você partir — ela respirou fundo, reprimindo os lábios. — Não há nada okay.

— Juro que vou tentar acreditar em você.

 Jantamos em um restaurante próximo, não comi muito ou fiquei por dentro de tudo o que falavam, o que fazia Alaska tentar me enturmar a cada segundo.

Ela era uma boa atriz, estava se saindo melhor do que eu cogitei que poderia ser, tentando me convencer que não tinha nada de errado.

Faltando uma hora para o voo para o Canadá, voltamos para casa, encontraria o meu pai no aeroporto depois disso.

Chris me ajudava a colocar as malas no táxi, assim como o próprio taxista, sentia o olhar de Alaska enquanto apertava o meu casaco contra o corpo para escapar do frio, estava parada na calçada, os cabelos mexiam-se a cada segundo, mas a sua expressão continuava a mesma.

Sempre soube que ela não era do tipo que se abala por muitas coisas, e talvez seja por isso que nunca tenha se apaixonado antes, mas eu também sabia que aquela era a sua forma de omitir como estava se sentindo de verdade, e a julgar pela forma como me encarava, a situação dentro dela não era uma das melhores.

Pedi que não fosse ao aeroporto comigo, já era tarde e eu queria evitar despedida mais prolongadas já que nos veríamos dentro de duas semanas.

— É meio difícil acreditar que antes eu podia encontra-la a cinco passos e agora vou precisar de um avião para isso — segurei em sua cintura, os lábios tremeram quando seus olhos brilharam.— Não vai durar muito, certo?

Ela ficou em silencio, apenas me olhando, não disse nada, mas concordou com a cabeça e aquilo foi o bastante para que eu me sentisse um pouco mais seguro.

— Podemos mobiliar a casa inteira quando você voltar, arrumar os cômodos como você quiser e quem sabe comprar um cachorro — meu sorriso morreu aos poucos quando ela me abraçou, fora apertado e durou bastante.

Suspirei, sentindo meus olhos encherem-se de lagrimas.

— Não pensei que fosse doer tanto — sussurrou de volta, apertando o tecido da minha blusa entre os dedos com certa força, demonstrando a forma como estava se sentindo. Engoli a seco.

— Pode me ligar quando quiser okay, se precisar de algo eu venho correndo, não importa quando, se sentir saudades, eu também posso vir — segurei seu rosto, e cobri o mesmo com beijos, sentindo o gosto salgado das suas lagrimas. — São só quinze dias.

— É...

Engoli a vontade de chorar, e a puxei para um beijo de verdade, pedi passagem com a língua e ela correspondeu, deixou com que os dedos corressem pelos meus fios de cabelo e os puxou levemente, me fazendo suspirar e sorrir contra a sua boca.

A retirei do chão por alguns minutos, apertando-a contra mim com mais força, e senti me corpo esfriar no momento em que se afastou.

— Só quinze dias...


Notas Finais




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