História Mono e a Espada do Santuário - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Espada, História, Mono, Nova, Original, Santuário
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


(Algum tipo de observação)
[Hora, Local, Dia]
{Pensamento}

Capítulo 3 - Morcegos!


Fanfic / Fanfiction Mono e a Espada do Santuário - Capítulo 3 - Morcegos!

[Sol ao Nascer (Seis Horas), Densa Floresta Elamiss, Dez meses após o Capítulo 2].

Um coelho de espécie rara saltitava pela floresta. Era final de temporada de caça aos coelhos nas terras de Elamiss onde se encontram várias espécies raras não só de animais, mas também plantas e solos. Para o pequeno coelho tudo corria bem, pois já era tempo do recolher dos caçadores e seu caminho estava livre. Apenas os mais espertos e inteligentes conseguiam pegar esse coelho por conta de suas habilidades motoras, mas a ambição era grande por sua capacidade de botar ovos de chocolate.

-Ele está vindo... –Sussurra um caçador com uma fantasia de arbusto para seus amigos que também participavam do momento, escondidos na mata. Existiam caçadores de todos os tipos: Habilidosos, fortes, rápidos, experientes e... Bom... Os lerdos que geralmente não se dão nada bem. –Agora!

Dois caçadores posicionados nas diagonais do coelho puxaram enormes tábuas de madeira presas a cordas, fechando o animal em uma área quadrada. Logo o caçador principal empurra a árvore ao seu lado fazendo com que uma caixa caia e prenda o coelho.

-Aí sim! Chocoboni para a vida toda! –Exclama um dos caçadores das diagonais, tirando a roupa de arbusto, é Yuki. Logo os outros dois também tiram, o principal é Sei e o outro Mono. Os três estavam cansados e mal dormidos, pareciam ter passado dias ali.

-Eu não acredito que finalmente deu certo... Eu já ia desistir. –Afirma Mono sonolento e sem energia. –Preciso de café...

-Acabou no terceiro dia, eu acho... –Afirma Yuki pensativo enquanto tira a caixa do chão. –Caralho que pesado!

-Não eu acho que foi no quarto dia... –Retruca Sei usando uma árvore como encosto.

-Foda-se o dia, eu só quero voltar para casa logo... –Afirma Mono, com raiva, mas muito fraco para se expressar direito.

Os jovens estão no meio de uma missão dada por Shu: Trazer algum animal raro de Elamiss durante a temporada bissemanal de caça. Esse foi um dos novos métodos de ensino que o Mestre empregou após a visita de Alba. O trabalho foi dividido entre trios: A (Sei, Mono e Yuki), B (Taiki, Felgin e Gerry), C (Latos, Petunio e John), D (Caracun, Logunios e Jiiu) e E (Katakuso, Luaris e Youni).

[Sol perto do Nascer (Sete Horas), Floresta Elamiss, Mesmo Dia].

-Caraca, isso vai demorar um tempão! –Reclama Yuki enquanto o trio segue uma trilha em direção ao leito, arrastando a caixa com o raro coelho dentro. –Quando a gente tem que chegar mesmo?

-O Mestre disse que tínhamos que chegar lá com uma criatura rara antes da lua chegar ao meio. –Responde Mono esfregando os olhos e tirando remela. –Acho que dá tempo e sobra, mas provavelmente o time E deve ter chegado faz uns dois dias.

-Porque você acha isso? –Pergunta Sei enquanto folheia um livreto que levou para a caçada, o nome era “O Mito das Ilhas Perdidas”.

-Tirando pelo nosso grupo, o deles é único em que todos têm a mesma idade, criando um bom relacionamento entre eles, além da Luaris ser meio-sereia e o Youni ser meio-plantimos. –Responde Mono de forma inteligente.

-Sim, mas eles como você não controlam bem suas habilidades, além do fato de que o Katakuso desequilibra todo o sistema. –Retruca Sei.

-Não comecem com esse papo de lerdo agora, por favor. –Pede Yuki com fome visível no rosto. –Então, o Chocoboni é feito com os ovos desse bicho...

-Os Chocoboni Exclus sim, mas os normais não por conta da ameaça de extinção desses coelhos. –Afirma Mono.

-Bom saber Sei. –Agradece Yuki.

-Sei? Você tá maluco eu sou o Mono! –Exclama Mono com raiva depois dessa situação se repetir a viagem inteira.

-Desculpa, eu ainda não estou acostumado a ter dois amigos inteligentes... –Afirma Yuki se afastando um pouco e posicionando as mãos sobre o rosto em sinal de defesa.

-Tudo bem, eu não vou te bater... –Afirma Mono, que logo depois de Yuki baixar a guarda soca o ombro do amigo. –Hehe mentirinha...

-Vamos logo, seguindo sem enrolar! –Anima Sei animado para quando chegar ao Leito e vir se ganhou ou não a disputa.

[Sol Perto do Nascer (Oito Horas), Caminho de Terra, Mesmo dia]

-Estamos chegando! –Exclama Mono retirando a caixa com o coelho do chão e começando a correr. O trio então se anima para finalmente descansar em paz e correm todos.

-O que é aquilo? –Pergunta Yuki, observando algo no horizonte a sua frente.

-Deve ser algum improviso do mestre para indicar o final do caminho. –Afirma Sei ignorando a estranheza do que se vê ao longe.

Ao chegarem um pouco mais perto eis que vêm à surpresa:

-É um morcego gigante ou eu to muito sonso? –Pergunta Mono ao possivelmente identificar a coisa. Ao chegarem mais perto ainda percebem o que realmente é a criatura e desviam do caminho se escondendo na mata. –Estamos fudidos... Olha o tamanho dessa porra de morcego (Só a altura passa do triplo do tamanho de Mono, tendo mais de quatro metros).

-Vamos contornar a cerca e ver o que está acontecendo no Leito. –Comanda Sei, enquanto segura com firmeza a caixa com o coelho. Ao chegarem perto do portão só se vê morcegos, alguns mortos, vários vivos, de diferentes tamanhos, destruindo o píer e a casa aos poucos. –Nossa vida acabou.

-Eu não acho que o Mestre esteja morto, ele é muito forte para isso. –Afirma Mono otimista. –Vamos tentar entrar no galpão de armas do Mestre e pegar algo útil para explorar a casa.

-Como, o lugar tá infestado de morcegos! –Exclama Sei. Logo depois disso Yuki joga no chão as roupas de arbusto. –Agora sim pode dar certo.

O trio se veste de arbusto e silenciosamente se disfarçam em meio à floresta em volta, indo diretamente para os fundos da grande casa, onde ficava o galpão.

-Vamos lá, agora nós só precisamos esperar um momento de distração deles e entrar no galpão. –Afirma Sei. Em alguns minutos os enormes morcegos que patrulhavam a área saem e o trio segue ao galpão. Antes que pudessem se armar um morcego ao longe percebe a ação e começa a destruir o cômodo com eles dentro, dando cabeçadas e fortes arranhões.

-Ahh droga! –Exclama Mono tentando pegar um arco e uma bolsa flecha perto dele enquanto desvia das garras lentas do morcego. –Peguei!

Mono finca uma ponta do arco na cabeça do morcego e sobe na criatura. Logo depois a criatura abre asas para voar e os outros dois pequenos sobem nela rapidamente, mas desarmados. Agoniando de dor, o enorme morcego solta gritos alertando aos outros avança em direção ao céu, tornando visível aos companheiros quem são os intrusos, que se seguram firmemente na criatura.

-NÓS VAMOS MORRER! –Exclama Yuki desesperado ao ver a multidão de morcegos estrondosos indo a sua direção.

-Vai ficar tudo bem! Eu acho... –Afirma Mono escalando a cabeça da criatura com dificuldade e segurando as orelhas, formando um desvio contra a corrente de morcegos. Em compensação, com o brusco movimento os outros dois acabam desequilibrando e quase caem, mas são salvos pela pequena calda da criatura. –Estou tomando o controle, soltem as flechas, com a velocidade elas ganharam impulso, é só soltar!

-Tudo bem! (Eles estão falando gritando devido a grande quantidade de ar entrando nos ouvidos e diminuindo a audição) –Sei avança para o torço do morcego, pega algumas flechas na bolsa e solta no bando logo atrás, ferindo no mínimo uns dez e derrubando oito (uma delas quase acerta Yuki que faz uma cara de “Sério isso?!”). –Desculpa tá, ninguém tem mira perfeita!

Logo depois Mono perde o controle do animal que começa a ir em direção ao chão.

-Ultima palavra pessoal! –Afirma Mono dando a deixa aos amigos.

-Eu nunca gostei da cor vermelha, só acho que ficaria mais másculo usando roupas dessa cor! –Afirma Sei.

-Eu não matei aquele diabrete há três anos! –Afirma Mono.

-Eu amo a Taiki! –Afirma Yuki envergonhado e de rosto vermelho enquanto os outros se olham com cara de quem já suspeitava. –Vão para o inferno!

-Não tão rápido! –Exclama uma voz ao longe. Logo depois uma criatura com asas (possivelmente um Angerra) em alta velocidade avança e pega os garotos, salvando-os de um impacto desastroso. –Sou eu, o Alba!

-DE ONDE É QUE VOCÊ VEIO CARA!? FOI MUITO RÁPIDO! –Exclama Mono pensando em um dia conseguir fazer isso.

-Gente, eu não queria estragar o clima, mas TEM UM BANDO DE MORCEGO GIGANTES VINDO EM NOSSA DIREÇÃO! –Afirma Sei.

-Eu cuido disso! –Exclama Alba indo em direção as criaturas e arrancando as asas delas uma por uma.

-Nossa... Mono você tem que aprender isso! –Exclama Yuki impressionado com a agilidade e força de Alba. Rapidamente o velhote (usando o manto como sempre) mata todos os morcegos. –{Estranho, cadê o sangue dessas coisas?}

-Você venceu a Hidra?! –Pergunta Sei curioso como nunca.

-Não, eu consegui a espada numa ruína bem longe, mas não achei a Hidra ainda. Eu vim para cá com o intuito de chamar o seu Mestre para me ajudar de alguma forma na caça.

-É MESMO, O MESTRE! –Exclama Mono lembrando de que não viram o Mestre em lugar algum.

-Eu acho que estamos em uma situação pior! –Exclama Yuki apontando para os morcegos despedaçados que começam a formar outros a partir de suas partes.

-Mas que morcegos são esses?! –Pergunta Sei assustado e se afastando junto aos outros do local.

-Droga! –Exclama Mono, com medo que o terror volte. Logo depois o pequeno tropeça na caixa com o coelho que Sei havia deixado para trás perto do galpão. –Como isso foi parar aqui?

-Olha, digamos que eu esteja muito cansado para voar, então... CORRAM! –Os quatro começam a correr em direção a floresta enquanto são perseguidos por dezenas e dezenas de morcegos gigantes, ou estavam até eles pararem ao verem a caixa. –O que aconteceu?

-Eu acho que eles queriam o coelho. –Afirma Yuki enquanto veem os morcegos abrindo a caixa. –Mas para o que?

Os morcegos pegam o coelho, prendem em uma bolha mágica e vão embora. Ao se virarem e irem embora os quatro veem o selo de proteção animal na calda dos animais.

-O QUE ACONTECEU?! EU ESTAVA EM MEU SONO DE BELEZA PAZ! –Exclama o Mestre acordando de um sono e vendo a casa destruída. Logo os quatro vão até ele e explicam a história. –E como eu poço acreditar?

Alguns momentos depois um morcego desse do céu deixa uma papel no chão, logo depois a criatura volta de onde veio. No papel estava escrito:

“Após algumas observações de nossos fecit-agentes (Feitos em laboratório) da Proteção Animal, o seu sujeito, Shu Ico foi acusado de mandar crianças em caça sem licença. Sabemos que o senhor tem licença para mandar as crianças em missões, mas não especificou juridicamente que haveria uma caça. Então recolhemos todas os trios com exceção de um que não achamos e os mandamos para a Baixa Corte, onde você devera ir e pagar uma multa por não ter licença. Ao mandarmos agentes para avisá-lo o senhor não atendeu então eles aplicaram danos a sua propriedade em troca da multa. Recolhemos todos os animais caçados. Repetimos, o senhor deve comparecer a Baixa Corte na Cidade de Fandos, juntamente com o trio restante, e o sujeito que agrediu nossos fecit-agentes e assim buscar os outros alunos”

-Droga de burocracia! Agora vou ter que ir até Fandos buscar as crianças, era só o que me faltava! –Reclama Shu. –Mas espere aí, que agrediu os fecit-agentes?

-ALBA! –Exclamam o trio apontando para o velho que tenta disfarçar a preocupação.

Os cinco saem em direção a Fandos pelo bom e velho caminho de terra.

[Sol ao Meio (Meio Dia), Cidade de Fandos (Seguindo em direção a Baixa Corte), Mesmo Dia]

A enorme cidade de Fandos era bastante moderna, tinha prédios enormes, ruas lisas, trafego de animais, bastantes comércios e pessoas se utilizando de mágicas incríveis, uma paisagem maravilhosa aos olhos do trio, mas triste para os idosos.

-Esses jovens de hoje, adoram essas construções altas e esses animais de luxo, eu hein... –Afirma Shu tentando descontrair a viagem silenciosa.

-O que você ira fazer quanto a casa Shu? –Pergunta Alba.

-Vou ver se consigo uma indenização por terem achado que eu não estava na casa e resolverem usar brutalidade direta. –Responde Shu.

Os cinco chegam a Baixa Corte. Nesse mundo a Baixa Corte é onde se julgam crimes não muito grandes. Os outros alunos esperavam em uma ala especial para isso, logo o Mestre tratou de alguns papeis e eles foram liberados, mas o idoso exigiu e conseguiu uma indenização por estar dentro da casa na hora da destruição. Logo os outros alunos são completamente ambientados na situação.

[Sol perto do Meio (Uma Hora), Cidade Fandos (em uma enorme carroça pública voltando para casa), Mesmo Dia]

-Nossa que clima chato aqui... –Afirma Yuki envergonhado ao sentar ao lado de Taiki. E situação só piora quando uma ventania leva um pouco do cabelo loiro da garota no ombro dele.

-O Yuki gosta da Taiki. –Afirma Mono. Todos olham para o pequeno com cara de que já suspeitavam.

-A fala sério!

FIM DO CAPÍTULO


Notas Finais


(Algum tipo de observação)
[Hora, Local, Dia]
{Pensamento}


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