História Monólogo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi"
Tags Angst, Gyuhoon, Jigyu, Jihoon, Mingyu, Seventeen, Woozi
Visualizações 23
Palavras 597
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drabble, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse texto nada mais é que um desabafo meu, escrito no celular em menos de uma hora, projetado no meu pequeno amado Lee Jihoon e, consequentemente, no meu casal favorito. É inútil ler e mais inútil ainda eu estar publicando, mas, de toda forma, espero que vocês que abrirem isso e estiverem decididos a ler gostem.

Capítulo 1 - Reflexão sobre o adeus.


não tomo banho há 12 dias e, há 15, durmo sozinho; meu marido se mudou pra sala de estar e, posteriormente, para o quarto de hóspedes. ele sai cedo para trabalhar e volta tarde o suficiente pra ter certeza de que eu estou dormindo (não estou, mas não faz diferença; não é como se eu saísse desse quarto). ele acha que eu nunca percebo, mas é quase impossível pegar no sono quando a cada vez que fecho os olhos acordo imóvel e diante das imagens mais destruidoras que já presenciei -- desenvolvi, como dizem... hipnofobia? acho que é isso.

sinceramente, não o culpo. primeiramente porque eu devo estar fedendo pra caralho -- não aguento levantar meu próprio braço. no mais, quem iria querer fazer companhia para um suposto amante que nada consegue fazer além de ter uma expressão morta, olhos esvaziados, voz rasa e declarações quebradas? não o culpo. só o culpo de trazer comida para cá -- às vezes quando eu estou realmente dormindo, às vezes vejo-o. dou uma, duas mordidas quando sinto fome e já me basta; ele troca a bandeja toda manhã e às vezes ela permanece intocada. sendo sincero, mais uma vez, ele não deveria me manter vivo, alguém indigno de ter um calor ao lado na cama não deveria ser mantido vivo.

se não fosse ele, já estaria no meu lugar de direito a cinco palmos do chão. eu não deveria o ter.

outrora, nossa vida fora repleta da luz de mil e duzentas estrelas explodindo e emitindo seu brilho por cada pedaço de alma que nos compunha. outrora, sorrisos foram nossa maior riqueza e nada mais queríamos, de mãos entrelaçadas e presas ainda mais juntas por um fio vermelho (nunca o vimos de fato, mas sempre tivemos certeza de que estava lá). outrora, criáramos planos e mais planos; alguns se concretizaram enquanto eu ainda tinha chamas, como nosso casamento, mas outros, como nossa vontade de construir uma família, ruíram juntos do meu espírito.

outrora, eu o fizera feliz. dava para ele cada suspiro dos meus pulmões, cada pulsar do músculo que agora tanto odeio por ainda conseguir bater, cada sílaba que minha língua conseguia formar em suas dobras, cada sinapse do meu agora tão falho e desbalanceado cérebro. agora? agora não o dou nada.

não sei por que ele ainda está aqui. não sei por que ele ainda não, simplesmente, entrou com um processo de divórcio e foi embora, deixando-me para apodrecer sobre um colchão antes partilhado, para buscar a felicidade que ele merece. a felicidade que eu não mais dou. não passamos de meros estranhos sob o mesmo teto -- mero cuidador e semi-morto, se preciso ser mais explicativo. ele não deveria sentir responsabilidade para comigo; não é culpa dele e eu, há meses, não sou mais o tão amado pequeno dele. não sou mais nada.

conto as horas, na espera do meu nunca-mais-despertar que parece nunca vir. conto os segundos para ouvir o clique da porta de entrada, conto os roncos persistentes e insatisfeitos do meu estômago, conto os ossos cada vez mais aparentes e as veias cada vez mais escuras. conto, conto, conto e conto, só não conto o quanto o amo porque as palavras parecem ter rasgado a minha garganta e se arrastado para fora com garras viciosas e ferimentos brutais (que ninguém é capaz de ver).

sequer o olho.

sou nada e ele é tudo.

nada e tudo não combinam, não sou um nada preenchível. não sou vácuo, não sou vazio, não sou um recipiente sem conteúdo; apenas não sou, enquanto ele é. e é desenfreadamente.



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