História Monotonia - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku, Viagem Sasusaku
Visualizações 85
Palavras 1.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite ;v
Gente... 92 favoritos, 30 comentários e mais de 6.000 visualizações, que maravilha! ♥ É ótimo ver que essa história tão linda escrita por Nariko esteja conquistando tantos leitores :D Enfim...

Boa leitura pra vcs ^^

Capítulo 31 - Trigésima Primeira Drabble


                            Monotonia     

                                   ❇

Sasuke esperou pelo tempo que fosse necessário para que sua esposa se acalmasse pela segunda vez, segurando-a com firmeza sem cogitar a hipótese de soltá-la. Fez isso até que, pouco a pouco, tanto os soluços quanto as lágrimas foram diminuindo, cessando por definitivo.

A palavra “pai” ainda causava um alvoroço na sua cabeça. É claro que ele considerou — e ansiou — a possibilidade, mas agora ela não era mais um futuro abstrato, pintado pelos seus anseios mais profundos e dolorosos; era real, dizia para si mesmo, no seu íntimo.

Em outra época, com outro eu seu, o medo o subjugaria, o colocaria de joelhos, reflexos dos traumas que viveu e que o marcaram tão profundamente. Mas esse Sasuke não existia mais. Então, ele se certificou de oferecer toda a segurança de que Sakura precisava nesse momento.

Antes que percebesse o que estava fazendo, estava acariciando as costas dela e apagando rastros de lágrimas com seus beijos. Não era bom com palavras, nunca havia sido, mas seus gestos sempre haviam falado mais alto no fim.

Ainda assim, viu-se perguntando logo depois de ela haver suspirado demoradamente:

— Está mais calma?

Quando a olhou, o rosto dela estava vermelho, os olhos um tanto inchados e ainda brilhantes de lágrimas, mas era o seu sorriso que resplandecia, mais quente e mais luminoso do que o próprio sol.

Sakura assentiu energicamente e usou o dorso da mão para terminar de enxugar o rosto.

— Ahh, desculpa, Sasuke-kun, eu estou uma bagunça... E num momento como esse...

Então, desfez o abraço de vez e se sentou com as costas apoiadas na cabeceira da cama e nos travesseiros, respirando uma vez de cada. Sasuke fez o mesmo, mas se voltou completamente para ela — fosse um gesto consciente ou não, não conseguia evitar.

Sakura respirou fundo mais uma vez, e mais outra. Quase um minuto se passou enquanto o silêncio se esgueirava entre ambos. Por fim, ela adotou uma postura mais séria.

— Precisamos conversar, Sasuke-kun.

Ele aquiesceu e esperou. Mais alguns segundos se passaram antes que Sakura voltasse a falar e num tom mais calmo.

— Eu sei que não conversamos sobre filhos. Com o casamento acontecendo tão depressa e depois a viagem, não tivemos muito tempo para discutir sobre isso.

Ela fez uma pequena pausa, enrubesceu um pouco e continuou depois de conseguir se recompor:

— E, bem, nós também não tentamos evitar a possibilidade.

De repente, o rubor suave nas faces dela se intensificou e ela desviou o olhar encabulado para as mãos, que se retorciam nervosas sobre o colo. Em seguida, usou-as para cobrir o rosto num gesto de frustração.

— Ahh, shannaro! É tão constrangedor conversar sobre isso com você!

Uma vez que a fachada séria dela ruiu, Sasuke se pronunciou pela primeira vez desde que ouviu a confirmação de sua suspeita da própria Sakura.

— Há quanto tempo você acha que...?

Sakura destapou o rosto e espreitou o rosto dele com cuidado, franzindo os lábios.

— É difícil dizer com exatidão. Mas, pelos meus sintomas, eu diria talvez um mês ou um mês e meio.

— Entendo — murmurou e depois não soube mais o que dizer; talvez houvesse palavras demais — quase ao ponto de sufocá-lo — e regurgitá-las não era fácil para ele, alguém reservado e até um pouco tímido.

— Sasuke-kun? — Sakura o chamou de forma mais cautelosa, o que ele estranhou.

Quando voltou a olhá-la, a expressão no rosto dela não o agradou:

— Você... Você quer esse bebê?

Sasuke respirou fundo e fixou o olhar penetrante na esposa ao respondê-la:

— É claro que eu quero, Sakura.

Ela arfou e em seguida respirou aliviada; a tensão abandonou-a imediatamente. Ao que parece, havia entendido que era besteira questionar se Sasuke queria aquela criança. Céus, ele mal conseguia parar de pensar naquele pequeno ser que crescia dentro de Sakura e que eles dois haviam feito: um pedaço dele e dela.

Num suspiro, ela se desculpou por questionar os seus sentimentos.

— Desculpa, Sasuke-kun, acho que só estou um pouco nervosa com tudo o que está acontecendo.

Ele se aproximou mais, recostando-se aos travesseiros também. Sakura seguiu cada movimento dele com os olhos grandes e brilhantes, mesmo quando um braço caiu os ombros dela e fez menção de puxá-la para perto. Felizmente, ela o conhecia bem demais para entender o convite e o aceitou, deitando-se no peito dele.

Sasuke manteve o braço ao redor do ombro da esposa, deslizando-o ao longo das costas dela numa carícia suave. Sentiu-a exalar profundamente contra o seu corpo e roçou a boca no alto da sua cabeça.

— Nós vamos ser uma família completa agora — ela divagava entre sussurros, quase febril de felicidade.

— Quando acha que podemos partir para Konoha?

Sakura, que estivera sonolenta com os afagos dele nas suas costas, despertou completamente depois de ouvi-lo questioná-la sobre Konoha. Desprendeu-se dele e se sentou com as costas eretas na cama, alerta.

— Konoha?! Estamos voltando para Konoha?!

Sasuke bufou pelo nariz e apertou os olhos, apesar de não encará-la. Sakura contou quase um minuto até que ele abrisse a boca para explicar a situação de ambos.

— Nós vamos ter um bebê, não? — indagou como se fosse algo óbvio e seu tom condescendente acendeu algo dentro dela, o que também a levou a franzir os lábios um pouco. — Não podemos continuar nos movendo da forma como nos movemos.

Apesar de usar a palavra “nós”, Sakura sabia que ele estava se referindo apenas a ela. Sentindo-se contrariada, ela apoiou as mãos na cintura e fixou o olhar no rosto dele com uma obstinação incisiva.

— Sasuke-kun, eu estou grávida e não doente. É claro que o bebê demandará cuidados específicos, mas, francamente, se eu não puder lidar com uma gravidez durante essa viagem então ninguém mais pode, shannaro!

Ele tornou a desviar a olhar, determinado a manter o seu ponto a qualquer custo.

— Não vou colocar você e nem o bebê em perigo, Sakura, isso já está decidido.

— E por que você acha que corremos algum perigo, Sasuke-kun, francamente?!

— Eu tenho as minhas razões — reiterou com um tom tão categórico ao passo que finalmente permitiu que Sakura enxergasse a insegurança por trás de sua máscara, um único fragmento de vulnerabilidade no seu rosto que a fez compreendê-lo de imediato.

Comovida pelo sentimento tão frágil que enxergou no semblante do marido, Sakura voltou a se aproximar e, dessa vez, foi ela a abraçá-lo, apertando o rosto contra o peito bem onde o coração dele batia. Virou o rosto e beijou o espaço, verdadeiramente ansiando alcançá-lo.

— Está tudo bem, Sasuke-kun, eu entendo, de verdade — sussurrou e, pouco a pouco, ele relaxou nos seus braços. — Mas a gravidez ainda está só no início, temos tempo para decidir o que vamos fazer, tudo bem? Nós ficaremos bem por enquanto, eu prometo. — E com isso, ela se referia aos três.

Ao que parece, a solução proposta havia, pelo menos, amenizado os ânimos exaltados de ambos. Sakura entendia por que Sasuke a queria na segurança e no conforto de Konoha, entendia a ansiedade crescente dele por mais que ele tentasse disfarçar. Acreditava que a palavra família, para ele, tanto despertava lembranças doces quanto terrores amargos.

Não duvidava de que fosse ter que lidar com um Sasuke superprotetor a partir de agora, mas não se importava. Queria que eles dois começassem uma nova família, queria, de certa forma, devolver o que ele havia perdido há tanto tempo. Queria que se sentisse amado mais do que tudo.

E esse bebê não era o princípio disso, mas a conclusão de todo um processo.

Nos últimos tempos, ela descobriu facetas dele que não conhecera em anos. Como marido, percebeu que ele era atencioso e carinhoso a sua própria maneira. A lealdade que ele lhe devotava ainda conseguia fazê-la se sentir a mulher mais amada do mundo. Porque ele era intenso em tudo o que fazia e em cada sentimento que transbordava.

Sasuke havia se tornado um homem magnífico, a pessoa incrível que se escondeu por trás das suas próprias feridas e mágoas por tantos anos enfim havia podido emergir, e se Sakura já não o amasse tanto que esse sentimento desbordava dela, então ela sentia que poderia se apaixonar por ele de novo e de novo.

Mas agora ela, na verdade, mal podia esperar para vê-lo como um pai porque não duvidava de que ele também seria nada menos do que excepcional.

Até lá, só precisava convencê-lo de que podiam continuar com a viagem.


Notas Finais


Uchiha super-protetor e cuidadoso à caminho :v hehe

Até ♥


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