História Monsieur de Glace - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Miro de Escorpião
Tags Camus, Ficwriter, Milo
Visualizações 68
Palavras 1.533
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gincana 2 anos do Fórum Need For Fic Desafio Ficlet I, metafic Slash MXM, Saint Seiya Pós Saga Hades – Milo e Camus – 1.497 palavras.
Postada originalmente 26 de junho de 2011

Lembretes: Para que todos se situem, essa fic se passa logo após o término da Saga Hades. Todos os Saints foram ressuscitados e voltaram para seus templos no Santuário.

Beta: ShiryuForever94 – Querida minha amizade, respeito e devoção forever!

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Monsieur de Glace - Capítulo 1 - Capítulo único

Sentado confortavelmente em sua poltrona ao lado da janela, o homem de olhar frio e sério torna a ajeitar-se melhor e arrumar o pequeno netbook em seu colo. Estava pensativo. O olhar perdido em direção da janela. Estava sem inspiração. Quem sabe talvez se tomasse uma taça de vinho a motivação para voltar a escrever não retornasse. Suspirou. Recostou a cabeça no encosto alto, fechou os olhos rubros e retirou os óculos de leitura os colocando sobre a cabeça.

O netbook pendeu para um lado e, antes que um acidente acontecesse segurou o aparelho eletrônico com cuidado e voltou a abrir os olhos somente para ter certeza de que tudo estava bem. Que seu precioso texto não havia sido deletado por tocar acidentalmente em alguma tecla. Mordiscou o lábio inferior enquanto recolocava os óculos. Suspirou aliviado. Nada havia acontecido.

O cursor piscando na tela lhe dava certa agonia e até mesmo ansiedade. Não era fadado a ter esses sentimentos, ainda mais sendo ele o mais frio e controlado de todos os Santos de Ouro, mas era humano também e querendo ou não, aprendera com seu amado que ele possuía sentimentos e que deveria demonstrá-lo vez ou outra.

Colocou o netbook sobre a mesa ao lado. Voltou novamente seus olhos para a janela e para o céu. Este ganhava nuances de azul mais escuro. Espreguiçou-se languidamente e levantou. Deixou a biblioteca para trás descendo as escadas.

De volta com uma taça de vinho, sentou-se novamente na poltrona e degustou lentamente o encorpado liquido rubro que lhe inebriou os sentidos.

Olhou para a tela e releu a parte final de seu texto. Sorriu de lado ao perceber que conseguiria terminá-lo antes do que imaginava. Sua inspiração voltara.

Deixou de lado a taça já pela metade e, começou a digitar o que lhe vinha à mente. Tão compenetrado estava que mal teve tempo de perceber a chegada do furacão loiro que com passadas largas e decididas se aproximou de onde ele estava.

- Onde esse mundo vai parar? – O recém chegado perguntou sem dizer nada mais que isso. Estava perplexo.

- Boa noite, Milo! – Saudou-o retirando os óculos. Salvou o pouco que digitara e encarou o escorpiano nos olhos.

- Desculpe, Camus é que eu fico indignado com certas coisas. – Bufou e jogou-se em sua outra poltrona a frente da que o amado estava.

- Isso non é novidade, mon amour. Diga-me outra coisa. – O ruivo revirou os olhos. O grego bufou. Conhecia-o muito bem, até mesmo por isso deixou o netbook de lado e deu-lhe atenção. – Conte-me. Sou todo ouvidos.

Milo sorriu. – Você sabe que adoro a tecnologia, não é? – Perguntou e, ao vê-lo concordar com um meneio de cabeça continuou. – Pois bem, essa tarde ao passar pelo templo de Aldebaran, este me chamou para mostrar seu novo notebook. Camie é um aviãozinho, com um processador Intel i7 e... – Parou de falar ao ver o olhar do francês. Empolgara-se. – Já sei... atenha-se aos fatos. – O ruivo sorriu como quem concorda. – Bem, o caso é que Aldebaran me deixou usá-lo para fazer um teste. E eu acabei por acessar a internet enquanto o tourão ia buscar uns aperitivos, achei nos favoritos dele um site diferente. Um site de fanfics, Camus! – O loiro parecia ter ficado mais transtornado. – Sabe o que é uma fanfic?

- Oui... sei o que é fanfic. E qual é o problema? Fanfic também é uma forma de cultura... uma boa leitura se conseguir achar bons ficwriters. – Respondeu o ruivo com desenvoltura de causa.

– Como sabe tudo isso?

- Ora, mon ange! O netbook que me deu abriu novos horizontes. – Camus respondeu. – Mas creio que você non está chocado e indignado por que nosso amigo taurino gosta de fanfics, está?

- Não! Não é por isso. – Milo respondeu apressado. – Nesse site que o Deba favoritou, tem muitas fics falando dos Santos de Athena! Como pode isso? Eu achei que fôssemos desconhecidos.

- Ora Milo... acha que depois de nós todos termos dado nossas vidas em prol do bem maior da humanidade iríamos continuar no anonimato?

- Não, mas...

- Mas o que? – Mirou-o de soslaio. Não conseguia entender o que estava deixando seu amado escorpiano daquele jeito.

- Camie... escreveram sobre nós. – Ali estava o que lhe incomodava. Os olhos azuis arregalados. – Ainda se nos retratassem separados, mas nos colocam como um casal...

- E non somos um? – A voz fria e por deveras cortante. 

Milo encarou o ruivo. Não queria armar uma discussão por coisa tão boba. – Sim, somos, mas o fato é que tem um ficwriter... – Ficou pensativo. Parecia forçar a memória para recordar-se do nome. – de Glace. Monsieur de Glace... sim é esse o nome do tal. O escritor parece nos conhecer como a palma de sua mão.

- É mesmo? Por que acha isso? – Perguntou sem se abalar.

- Por que esse aloprado descreve coisas que somente você e eu sabemos. Que fizemos entre quatro paredes. – O grego arregalou os olhos ante o jeito calmo do aquariano.

- Milo, ficwriters tem boa imaginação, non ligue para isso. – Camus pediu. – Às vezes foi algo parecido...

- Ah! Então esse deve ter instalado câmeras em meu templo e no seu. 

Ange, se acalme. Vou buscar uma taça de vinho para você. Quem sabe assim non relaxe um pouco. – Sem esperar resposta o francês levantou-se e saiu deixando o outro sozinho.

Irrequieto, o escorpiano começou a andar. Não entendia por que seu amado não se importava com aquilo tudo. E logo ele que era tão reservado, que detestava dar demonstrações de afeto e carinho na frente dos outros. Parou próximo à janela. Esbarrou sem querer a mão na mesinha onde se encontrava o netbook e a taça com vinho. Assustou-se, pois escutou o barulho de algo tombando. Voltou-se a tempo de ver a taça entornada. Sem pensar, com uma mão tirou o aparelho de perto e com a outra, levantou a taça. 

Algo chamou-lhe a atenção ao voltar seus olhos para o pequeno computador. Sentou-se novamente onde estava. Mordiscou o lábio inferior. O ruivo estava escrevendo alguma coisa. Se lesse, ele poderia acusá-lo de curioso e desconfiado, mas ele era assim... Muito desconfiado, ciumento e belicoso.

Voltou seus olhos para porta aberta. – “Uma espiadinha não fará mal.” – Pensou antes de ler a parte final. Sua reação a principio foi de choque. Depois de espanto. Não podia acreditar que o francês escrevia coisas daquele teor. Logo ele, tão recatado... Precisava ler mais. Voltou o texto para o inicio. Leu o título, achou tentador: ‘Loucuras ao sabor do luar”. Sorriu de lado. Seu queixo caiu ao ler o nome do autor. – “Não pode ser... É um sonho e eu vou acordar ao lado do meu aquariano gostoso.” – Pensou. 

Sentiu o cosmo do amado. Colocou o netbook na mesa grande ao canto e tornou a se sentar. Assim que o outro entrou, falou. – Camie, sem querer derrubei sua taça espalhando o resto de vinho, mas não se preocupe, não aconteceu nada com seu netbook.

Camus voltou seus olhos pelo local. Nada disse a respeito do acontecido. Usando o tecido que envolvia a garrafa de vinho dentro do balde de gelo, limpou o local e somente depois serviu a ambos.

- Hmm... Antares... – Milo comentou ao sentir o sabor. – Estamos comemorando alguma coisa? – Perguntou. Aquele mesmo Merlot já havia embalado uma noite de puro romantismo e sexo. Sorriu sedutor.

Non, mas precisamos estar comemorando algo para bebermos esse vinho delicioso?

- Quem sabe? Que tal se comemorássemos o grande sucesso que as fics do tal Glace fazem, non é mon amour? Ou devo dizer: Monsieur de Glace? – O loiro sorriu perversamente.

- Como? – Agora era o ruivo quem estava perplexo. – Milo, você mexeu em minhas coisas?

- Foi um acidente... – Tomou num gole só o vinho e se aproximou tomando-o em seus braços. Tirou-lhe a taça da mão, bebeu um pouco e beijou-o deixando que o líquido rubro e de sabor frutado fosse da sua para a boca alheia. Sabia como fazê-lo esquecer as coisas. Ao se separarem os olhos azuis fizeram-lhe a pergunta que seus lábios não proferiram. – ‘Por quê?’

- Por que achei interessante e divertido escrever sobre todos nós. Queria com minhas fics mostrar como somos de verdade. Non como muitos nos descrevem.

- Mas como explica o ser discreto?

- Estar escrevendo é diferente. Desculpe por non ter contado. Pensei que non se importasse, mas esqueci como seu gênio é terrível.

- Ora... – Sorriu. – Ágape deixemos isso para lá. Você escreve bem. – O roçar dos corpos inebriando o loiro e também o ruivo.

- Merci... 

- Você ainda não terminou essa fic, não é? – Perguntou e, ao vê-lo negar, sorriu. Uma ideia prazerosa passou-lhe pela cabeça. – Camie, o que você acha de terminarmos sua fic em seu quarto? Mas se você quiser, pode ser aqui mesmo como já escreveu em uma de suas fics, Monsieur de Glace. – O loiro roçou seu corpo novamente no do amado. Sem esperar por respostas guinchou-o para o quarto.

oOoOoOo

Coisitas usadas na fic em Francês e Grego:

Mon ange = Meu anjo
Oui = Sim
Non = Não
Ágape = Amor
Monsieur de Glace = Senhor do Gelo ou se preferirem, Cavaleiro do Gelo


Notas Finais


Momento Aquariana no Divã:

Milo: Até que enfim... Uma fic em que eu finalmente e depois de décadas fico com meu ruivo gostoso!

Milo, pelos céus. Deste jeito vão pensar que eu não escrevo com vocês há muito, muito tempo.

Milo: E não? Você já fez fics demais de Kardia e Dégel... colocou meu ruivo com o Saga. Me fez pranteá-lo em Anjo e Chocolate e agora deu até pra escrever sobre X-Men e Scooby Doo!

Céus... Escorpiano, sou eu que estou entrando na TPM e não você. Talvez você e Camus precisem de mais tempo juntos. *olhando para os lados do francês* Camie, pelo ar que respiramos, leva esse homem belicoso pra longe de mim... Ele precisa de um ‘remédio’ que só você pode dar. *vendo o ruivo levar o grego a reboque para outro local* E sem fazer muito barulho! :err: Eu que tenho de escutar né? Maldade isso! kkkkk

Bem, quero agradecer a Kardia por ter betado essa fic pra mim. Merci! E também as pessoas amigas que chegaram até aqui e que também deixaram seus comentários.

Beijos

Theka Tsukishiro


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