História Monster - Livro 1 - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Visualizações 15
Palavras 1.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 21 - 21 - Ethan


 

Sentados lado a lado bem organizados, os meninos, quietos e atentos a um de seus colegas começam a ouvi-lo. Liam parecia ser o comandante deles, era o mais calmo - pelo que parecia - e o mais forte fisicamente do que os outros. Sempre tinha uma ideia e era ágil.

- Pelo que vocês sabem, bom, pelo menos a maioria, aquela instalação em que fugimos parecia ser um ambiente para aprisionamento de pessoas como nós. Mas claro, parece que também era utilizado para testes serem feitos com nosso corpo.

- Sim, e não sabemos se ainda tem mais pessoas ali, mas pelo menos vocês já estão livres, e se quiserem nos ajudar a descobrir o que está acontecendo podem ficar, mas se não quiserem, podem seguir a vida calma de vocês pelo resto da vida. - Newt fala após o amigo. E logo continua: - Vocês já nos conhecem, falamos nossos poderes e nomes, então sabem que confiamos em todos vocês. E se por gentileza quiserem continuar com a gente, por favor, nos ajudem a sabermos a verdade sobre como temos esses incríveis e misteriosos poderes.

- Sei que vocês estão confusos... Até eu estou sinceramente. E sim, mesmo se vocês não quiserem nos ajudar iremos para a outra cidade mesmo assim. Lá pode ser nossa única chance, e também... Acho que essa casa não é o ideal para nós, está bem acabada, e não temos coisas para consertá-la.

- Ah... Uma pergunta. - Ruan, mesmo hesitando em falar levanta sua mão direita devagar - Vocês sabem se lá também tem ciborgues como esses que estavam atrás de nós? - Todos olharam para o menino suando frio por falar na frente dos outros.

- Provavelmente sim. - Liam olha para o lado pensativo mas certo do que falava. - E por isso quanto mais pessoas melhor. E se vocês souberem de algo que possa nos ajudar, é bom falarem agora antes que seja tarde. - Encarou por um minutos cada um dos garotos.

Ethan então se lembrou da nota que havia guardado em seu bolso, aquele que tinha encontrado numa das salas em que continham macas e pequenas mesas prateadas. Lentamente tirou o papel num de seus bolsos e esticou seu braço para o asiático surpreso.

- Eu encontrei essa nota quando estava correndo de alguns ciborgues, numa sala vazia. - O outro segura a nota, a desdobra e começa a ler atentamente.

" Doutora Chefe Chieko". Liam se lembrava desse nome, talvez tinha ouvido isso quando se escondia daqueles dois pesquisadores esquisitos com quem roubou a maleta prateada. Sim... Era dali mesmo. "Patricie" também. Elas pareciam ser bem importantes para o inimigo.

- E também... - Ethan continua dizendo baixo, segurou três seringas em sua mão esquerda e entregou a Newt. - ...Essas seringas, o curioso é que cada uma tem cor diferente das outras.

- Roxo, laranja e vermelho? Cada um tem uma função?

- Não sei, eu vi em cima de uma das mesas daquela sala e simplesmente peguei, isso pode nos ajudar com algo talvez.

- Ótimo trabalho - Olhava atentamente, os líquidos levemente borbulhavam dentro. Passou as três para Liam que ainda lia a nota devagar e suspirou fechando os olhos por dois segundos.

- Ótimo, mais perguntas.

- Isso podemos descobrir com o tempo, Ethan, guarde com você - O garoto de cabelos castanhos devolve a nota para o outro que em seguida o colocou de volta ao seu mesmo bolso do macacão todo sujo.

- Eu... - Matias finalmente fala para os outros - Sei de uma coisa.

- Nos diga então.

- Parece que tem alguém bem importante para os planos deles, uma garota, olhos verdes e cabelos escuros.

- Eu já vi ela, esbarrou na gente na cidade. - Ethan diz.

- Doutores diziam que se ela fugir deles, poderia contar algum segredo para a outra cidade, mas eu não sei o que. Estava preso naqueles chatos cubículos.

- Porcaria de doutores - Isac resmunga.

- Tudo bem, obrigado por ter falado pra gente Matias. - Newt diz calmo, e o outro responde com um leve aceno.

- Bom, pelo que entendi,... - Liam interrompe o assunto - ...faziam mesmo testes em gente como nós, com poderes, e podem fazer de tudo até descobrirem como temos essas nossas "habilidades"... - Faz aspas com as mãos e continua: - ... Por isso temos que tomar bastante cuidado daqui pra frente.

- Principalmente quando chegarmos na outra cidade, não sabemos como é lá -  Isac interrompe soltando normalmente seus braços que antes estavam cruzados.

- Sim. Devemos tomar cuidado, parece que a resposta para eles terem os mesmo poderes que nós está aqui. - Pontou para sua testa - Na nota, diz que nossos cérebros, no interior, tem um tipo de gosma brilhante azul que eles não tem. Pode ser isso. Essas são as medidas deles, foi o que falaram. E... - Para de falar, olhando um pouco para baixo. - Quando estava correndo nos corredores com essa maleta que não sabemos ainda como abrir... Eu... entrei enquanto fugia, numa sala de refrigeração. Lá dentro, havia pendurado um corpo, de um homem parecia, e em outra ao lado, um monte de caixas transparentes e potes de vidro com... Bom... Órgãos... - Expira e logo volta ao normal de repente - Não sabemos o que mais podem fazer, mas acho que isso já é demais. Nos abrem, examinam nossos corpos no mínimo quase a morte, e depois os congelam em salas cobertas por gelo, nas paredes, no teto... E por isso temos que encontrar um local seguro, mas só depois de explorarmos esses lugares. Todos entenderam?

De bocas abertas pelo que o outro passou, voltaram depois de uns minutos ao normal e fechando a boca, acenaram suas cabeças franzindo as sobrancelhas.

Juntos então, conversaram, fizeram várias táticas de fuga e de camuflagem, tinham que ter o máximo de cautela, e talvez - só talvez - todos se estiverem juntos conseguiriam finalizar seus planos.

No dia seguinte, iam sair dali e iriam para um outro lugar.

 

(...)

 

De manhã, Ethan acorda com a ardente luz do sol que iam diretamente em seus olhos. A claridade vinha de pequenas frestas entre as telhas quase completamente destruídas, mas pelo menos tinha ajudado eles a se protegerem da chuva, tirando pelo fato de terem leves goteiras que molhavam as tábuas de madeira clara vinda do chão.

Se senta na beira da cama ainda sonolento, e boceja durante oito segundos seguidos de braços sendo esticados assim como suas pernas. Olhou em volta com os olhos semiabertos. Avistou os outros garotos, uns sentados nos sofás e outros em camas quase destruídas nuns cantos cobertos. Levanta e abre bem devagar e sem fazer barulho a porta de entrada que antes estava somente encostada. Foi para a sacada vazia e se apoia no corrimão da pequena escadinha ao lado. Sorri sem saber o porquê ao olhar para a paisagem, para o enorme muro que ainda não conhecia direito e para as grandiosas e estranhas naves flutuando pelo grande céu azul que ainda naquele momento não tinha mais nenhuma nuvem sequer. Esfregou a nuca e entrou de volta para a casa e assim barulhento, começa a acordar cada um de uma vez.

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...