História Monster - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baeksoo, Chanbaek, Chanhun, Chankai, Hunhan, Kaihan, Kaisoo, Lubaek, Seho, Sulay, Taoris, Xiubaek, Xiuhan
Exibições 86
Palavras 1.107
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Calma que não desisti
Então
Não desistam de mim

Capítulo 12 - Sangue sujo, sangue limpo


Cap 12
 

        

A Lua era cheia, o céu negro. O choro nas crianças não podia ser ouvido pela  grande.

Os corvos passeavam pelos cemitérios, e os morcegos pelas casas abandonadas. A noite era clara, mas a dor escura.

 

 

- Perdoe-me padre pois eu pequei. - Com a voz afiada como uma faca disse.

- Diga suas penitências.

- Eu fiz muitas coisas ruins, senhor padre. Eu infrigi as dez leis de Deus. - Cruzou uma mão na outra, segurando os joelhos cruzados, e asperou  -  Eu fui egoísta, eu menti, eu roubei, eu matei, eu invejei,  eu desejei a mulher do próximo e provei de sua carne. - Um resquício de remorso, talvez - E hoje, eu desejo ser algo que eu não posso ser. - O vermelho do fogo na vela brilhavam em seus olhos. Não era arrependimento.

- Por ser um jovem pecador, e por ter consciente de teus atos, reze um terço - Disse o padre - Trezentas vezes.

- Mas padre - Disse com sacarsmo - Eu não tenho consciente de meus atos, e... - Não tirava os olhos da vela - Rezar não é o meu forte.

O padre pensou em falar muitas coisas, mas sentia que não havia tanta necessidade.

Como sempre, após se confessar o silêncio vinha. Não fazia muito tempo desde a última vez, ele ainda sentia o gosto de sangue no paladar. Talvez desse uma segunda chance.

- Como se chamas?

- Wu Yi Fan. - Uma perfeita pronúncia do chinês, proferida em cada sílaba pausada. Levantou tão rapidamente e atravessou aquela pela linha de madeira que o separava do velho padre que o mesmo mal teve tempo de reagir - Mas pode me chamar de Kris ou... - Curvou-se - Ou o próprio demônio.

Aquele par de olhos azuis o encaravam com medo, o que para Kris era uma presa perfeita. Não tardou a apertar-lhe o pescoço, e mordendo-o logo em seguida.

- x x x -

- Finalmente vejo você descansando - Disse Jongdae, enquanto retirava frascos de remédio de uma caixa vermelha e colocava em outra rosa.

 

Baekhyun estava meio sentado, meio deitado, meio calmo e meio atormentado.

 

- Você tem algo para fazer nesse final de semana?

 

Baekhyun revirou os olhos, não querendo ser chato, mas não Estava muito afim de falar.

 

- Tudo bem. - Parou o que estava fazendo - Entendo.

 

- Você já sentiu como se estivesse vivendo uma realidade, mas que na verdade não é uma realidade?

 

Jongdae fez cara de interrogação.

 

- Eu não sei se essa realidade onde estou agora é realmente real, então não sei como me sentir.

 

- Mas e essa realidade for real? - Baekhyun ajeitou-se na cadeira, juntou as mãos e mordeu os lábios, na expectativa de conseguir imaginar que tudo aquilo era real.

 

A imagem de um corpo caindo veio sem sua mente, logo em seguida cordas de pregos amarrando e esmagando o corpo, que ao contrário do que imaginava, não morria, mas continuava ali, sendo cortado e aguentando a dor, sem o direito de morrer.

 

- Como você se sente nessa realidade?

 

- Esgotado.

 

 

 

-

-

 

 

 

            Estava chovendo forte. As trovoadas vinham como uma tosse esganiçada, e as gotas como lagrimas amargas.  O frio era bom para se encolher debaixo das cobertas, mas Tao preferia andar pelas ruas, sem rumo. Debaixo de um guarda-chuva transparente e uma jaqueta de couro, ele seguia as calçadas com passos pesados.

Seu corpo doía um pouco, havia tido uma péssima noite. Não era sempre que encontrava uma cama que lhe coubesse perfeitamente nos hotéis caros. Era apenas disso que ele precisava: uma mochila com comida, roupas confortáveis, dinheiro o bastante para durar um mês, e um mapa da cidade a qual ele estivesse visitando. Por que ele é desses, de visitar, e não de morar. Tanto nas cidades quanto nas pessoas.

Tao ainda não se recordava muito de tudo o que havia acontecido antes de tomar essa decisão, de fugir. Só se recordava de que precisava fugir, e o fazia. Cada vez que as gotas ficavam mais fortes, seus passos ficavam mais leves. Ele gostava de senti-la, principalmente do cheiro, o fazia se esquecer da sensação de se lembrar de algo que não sabia o que era, só que era algo bem ruim. Algo que ele havia feito e não se recordava.

O sentimento mais forte que tinha era o do cheiro. O cheiro de pólvora, se sangue, de suor. Da sensação de estar fazendo algo impulsivamente. Não se recordava nem ao menos de como perdera a memoria.

- “Talvez seja melhor você sair da cidade” – Era apenas  o que lembrava, vinda de uma voz masculina e conhecida. 

 

-

                Todos estavam atormentados, uma confusão estava acontecendo. Muitos alunos corriam em uma direção, mas ele permanecia ali, e talvez fosse correr pela direção contraria. Mas ele não queria fugir, ele queria ajudar.  E ele esperou até que o tão temido aparecesse na sua frente e lhe explodisse a cabeça, mas ele não o fez. Apenas sorriu doído e pediu para  que o mesmo fechasse os olhos para que não visse a barbaridade que estava prestes a fazer.

Naquele dia sua fome foi maior, e as mortes mais rápidas.

Estava com raiva e  não queria entender o porque. Apenas fazia e logo depois fugia. O monótono para ele estava acabando, assim como para seu amigo.

Era um belo pesadelo.

 

-

 

Cabelos assanhados, roupa amassada, olhos fundos, vermelhos e tristes, dedos trêmulos e corpo sem muita reação. Chovia. O som do desespero e da perdição podiam ser ouvidos.

- Você vai ficar aí ? – Perguntou Minseok ao ver o estado que o amigo se encontrava.  Era um ignorante completo em identificar quando uma pessoa estava mal, mas a situação estava tão mórbida que quase tomava conta de tudo. – Está um dia lindo lá fora – Abriu a janela, e no mesmo momento uma trovoada forte soou. O céu estava cinza, fazia tempo que ele não via um céu tão escuro como naquele dia, pois Minseok passava a maior parte de seu tempo trancado em uma sala, estudando.

- Por que tudo está tão tenso e obscuro?

- Eu não sei, meu amigo... – Fechou a janela novamente.

 Estava com o jaleco e cabelos impecáveis, Baekhyun detestava admitir isso.

– Você não parece bem.

- E você parece um babaca. – Sorriu de leve. Era dolorido até mesmo sorrir, mas valia apena, a sensação em seguida o aliviava um pouco. 

- E você é um.

- Anda, quero sair daqui. – Pediu Baekhyun, e os dois saíram daquela sala.

Mal sabiam que havia uma pessoa escondida, bem ali, debaixo da cama.

Agora tudo estava calmo.

 

 


Notas Finais


tive que atualizar duas vezes ;-; odeio atualizar pelo celular
mas é o jeito
fazer o que


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