História M.o.n.s.t.e.r. - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Clichê
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Palavras 1.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 26 - Capítulo 26- Faded


Fanfic / Fanfiction M.o.n.s.t.e.r. - Capítulo 26 - Capítulo 26- Faded

                Depois do simples pedido de casamento, Peter não tirava mais seus objetivos de sua cabeça. Precisava mais do que tudo realizar seus sonhos para poder, finalmente, ter o homem que ama casado consigo.

                O moreno não acha que esteja cedo demais, afinal, até ele terminar a academia ele estaria muito mais velho e também não tinha sombra de dúvidas que amava Rafael incondicionalmente. E se para que pudessem ficar juntos de uma vez ele precisasse se arriscar novamente, ele faria. Na verdade, não importa o quanto seja o esforço, ele sempre tentará.

                Depois das provas finais do ensino médio, Rafael e Peter estavam pensando em fazer um pequeno pique nique perto da linda praça que tinha ali perto. Ia ser bastante incomum, mas eles queriam fazer e foi um dos dias mais incríveis da vida dos dois. Sentados debaixo de uma árvore, comendo, bebendo e conversando, não estavam abraçados, mas estavam perto um do outro, o que já era o suficiente.

O baile escolar estava chegando e não podia saber quem estava mais ansioso. Peter não parece o tipo de pessoa que gosta desse tipo de festa, muito menos Rafael, mas aquele seria o último momento da vida deles sendo “crianças”. Eles estavam crescendo e isso os assustava de certa forma.

Em duas semanas seria a prova para entrar na força aérea e Peter estava nervoso desde já. Esteve estudando e se empenhando muito para conseguir, sem contar com a ilustre ajuda de seu namorado.

-Pensando na prova de novo? – Rafael perguntou assim que entrou na cozinha e viu o namorado olhando para o nada enquanto enxugava as mãos no pano de prato. – Fica tranquilo, vai dar tudo certo. – Chegou perto e passou a acariciar o braço, já um pouco musculoso, do namorado. Viu uma porção de morangos limpos no pote em cima da pia e pegou um. – Hum... esse está gostoso... – Pensou alto.

-Sabe o que eu estava pesando? – Disse se apoiando na pia e puxando o mais baixo para o meio de suas pernas enquanto segurava em sua cintura.

-No que? – limpou os dedos na camisa do moreno, tirando uma risada do mesmo.

-Eu... vou contar pra minha mãe sobre a prova. Sabe, ver a reação dela e tudo mais. Não quero esconder mais nada e quero começar com isso. – Suspirou. – Caso ela continue não dando a mínima, não vou me esforçar para tentar apresentar você como seu namorado pra ela agora. Vou te apresentar somente quando você se tornar meu marido e já estivermos morando juntos. – Beijou a testa do menor. – Espero que esteja tudo bem pra você. – Falou inseguro enquanto brincava com a barra da camisa alheia.

-Hey. – Segurou as mãos do mais alto. – Não se preocupe, sei que está com medo da reação dela, tanto se ela brigar como se ela não der a mínima. – Falou calmo. – Eu também não estava pensando em dizer nada, sei que minha mãe não gosta de você e se soubesse que estamos juntos ela teria um infarto. Vamos só... aproveitar o que temos enquanto ainda temos. – Falou melancólico, dessa vez desviando o olhar. – Não é como se o mundo precisasse saber que estamos juntos não é mesmo? – Falou sorrindo sem humor.

-Rafa, você está bem? – Peter perguntou assim que percebeu que o mais novo tinha mudado suas feições.

-Eu só... queria poder andar com você na rua sem ter medo dos amigos dos meus pais verem, ou até eles mesmos. Queria poder ir com você para o baile e que minha mãe tirasse uma foto nossa para podermos enquadrar e lembrar desse dia daqui a alguns anos. Queria que você pudesse vir aqui quando quisesse e não somente quando eles viajam, como está sendo agora. – Rafael já se encontrava chorando e soluçando igual uma criança.

De um tempo para cá, o loiro passou a perceber como a relação deles era complicada. Claro que havia muitas mais complexas e impossíveis que a deles, mas mesmo assim o incomodava.

Peter não se incomodava de ter que acalmar o namorado sempre que esse assunto virava pauta, mas não iria menir ao ponto de dizer que gostava. Pra ele seria tudo mais fácil se não precisassem se esconder ou se sua mãe não o odiasse.

-Rafa, você confia em mim? – Peter perguntou e logo depois viu o menor balançar a cabeça positivamente. – Então acredite em mim quando digo que vai dar tudo certo.

 

 

                Depois de passar alguns dias na casa do namorado, Peter volta para a sua segurando uma mocinha e seu diploma nas mãos. Desde a formatura ele tinha passado as noites na casa de Rafael, já que seus pais tiveram que viajar logo depois da cerimônia. Eles não voltariam até o próximo mês, então nada atrapalharia a noite de gala que tinha preparado para ter com o loiro.

                A passos lentos se aproximava de sua casa e m frio na barriga o incomodava. Ter que falar com sua mãe era complicado, ainda mais quando tinha aquele olhar de desgosto direcionado a si de forma tão cruel e fria. Depois de tanto tempo era de se esperar que Peter não se incomodasse mais, porém não foi bem assim que acontecia.

                Assim que parou na frente da porta de entrada, o moreno pode ouvir risadas altas de sua irmã assim como a de sua mãe e padrasto. Seria muito ruim ele interromper um momento de família como esse? Afinal, ele era da família, certo?

                Suspirou fundo, sentindo o coração se apertar, deu meia volta e foi para a lateral da casa, iria subi pela árvore e ir para seu quarto, mas ao passar pela janela não pode deixar de parar para olhar o que acontecia ali.

Todos estavam em volta da mesa de centro, tinha papéis colados em suas testas com algo escrito. A brincadeira era tentar adivinhar o que estava escrito na própria testa a partir de dicas dadas pelos outros. Todos riam e se divertiam com a tentativa alheia.

Menos Peter que olhava aquilo tudo de longe. Se sentou em cima do tronco antigo, cortado pois a árvore já estava muito velha, que ficava perto da janela e passou a observar aquilo que nunca teria, não com aquelas pessoas, mas quem sabe com Rafael isso não aconteceria?

Cruzou as pernas e passou a divagar em como seria o futuro dos dois. Teriam filhos? Rafael quer ter algum? Eles seriam assim? Queria que fosse.

Com um sorriso nos lábios, Peter passou a admirar aquilo que nunca teve, mas que desejava muito algum dia ter.

Tudo ocorreria bem, se a irmã mais nova de Peter não tivesse o visto pela janela.

-Mamãe, é o Peter! – a pequena gritou chamando a atenção de todos enquanto apontava para a janela. Ambos os adultos acompanharam o olhar da menina podendo ver Peter com um olhar assustado.

Sem saber o que fazer, Peter se levanta e vai embora dali, mas não antes de ouvir sua mãe chamando.

-Peter! – Isso fez com que os passos do moreno cessassem de imediato.

-Desculpa, eu não deveria ter ficado olhando eu... – Peter não conseguia olhar sua mãe nos olhos, isso o assustava. Tudo o que menos queria era ver aquele olhar sobre si de novo.

-Até quando vai ficar correndo? – Perguntou a mulher de uma forma brava. – Não para mais em casa, sai e não fala mais para ninguém aonde vai. Quem você pensa que é? – Perguntou indignada.

-E desde quando você se importa? – Dessa vez foi Peter que aumentou a voz. Se virou de supetão e encontrou a mulher de braços cruzados, mas agora parecia te suavizado as feições. – Desde quando você se importa com o que eu faço?

-Não é como se eu me importasse, mas você devia ter me falado. – Bronqueou.

Não é como se a mulher odiasse seu filho, ela apenas não suportava olhar para a cara do primogênito e lembrar do homem que a magoou tanto. Doía demais e até hoje, depois de tantos anos, ela não conseguia se controlar, acabando por criar uma armadura fria.

-Quer saber? – Perguntou enquanto abria a própria mochila e tirava de lá um papel. – Não vai mais precisar olhar para a minha cara mais. Estou indo embora. – Entregou o papel nas mãos da mulher que ainda estava parada no mesmo lugar.

Desamassou o papel rapidamente e viu uma propaganda sobre alistamento da aeronáutica.

“Então é isso... ele vai embora também? ” A mulher pensou consigo mesma ao constatar o que estava acontecendo. Mas o que ela esperava? Que podia maltratar o filho e o tratar como um cachorro que ele iria ficar? Ela achou que ele aguentaria por quanto tempo mais? Ela não podia nem o culpar por isso, pois ela acabou afastando- o de si.

-Talvez assim seja melhor! – Disse alto o suficiente para o moreno ouvir e aumentar a velocidade dos passos enquanto tentava conter as lágrimas que teimavam em cair.

 

-Quem será agora? – Ryan perguntou a si mesmo. – Espera um segundo, vou ver quem é. – Avisou a Lucas.

Os dois estavam passando bastante tempo juntos desde o dia naquele bar. Ainda não namoravam oficialmente, mas agiam como se estivessem. Lucas sempre perto do ruivo, como se fosse um carrapato, mas isso apenas fazia com que Ryan gostasse mais dele. Não era algo obsessivo, mas é bom ter alguém que você gosta por perto para poder compartilhar de bons momentos. E o sexo é sempre bom, nenhum dos dois nunca ficaram desapontados, então não tinham do que reclamar. Ficariam juntos até onde o tempo permitir.

-Peter? – O ruivo perguntou assustado. – O que faz aqui a essa hora? E porque está chorando? – Metralhou o amigo o vendo parado do lado de fora apenas soluçando. – Entre, entre. Vou lhe fazer um chá. LUCAS! ME AJUDA AQUI!

-O que houve? – Perguntou o loiro quando chegou correndo até o encontro do namorado.

-Anda, pega uma toalha para mim, ele está ensopado.

-T-Tudo bem. – Disse e correu apartamento adentro a procura do que lhe foi pedido.

-Você estava na chuva? – Perguntou enquanto abraçava o amigo para que ele pudesse se aquecer.

-Não, eu tomei banho de roupa, idiota. – Ironizou e empurrou o ruivo de perto de si. – Você vai se molhar.

-Nossa... mesmo eu tentando te ajuda, você me trata assim? – Se fingiu magoado. -Vamos, tire logo esse tênis. Vá tomar um banho e depois vamos conversar e tomar um chá. – Disse enquanto levava o outro apartamento adentro.

-Ryan, obrigado.



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