História Monster - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Sehun, Suho
Tags Baeksoo, Chankai, Psycho Kim, Soobaek, Sookai
Exibições 100
Palavras 2.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieeeeeee ><

Sinto que já faz um tempo que eu não posto, não sei, nem vi a última data de postagem
Eu ando meio morta pra ~tudo~ escrever, chego morrendo de dor de cabeça e tudo mais
Mas tenham paciência comigo
Monster continua sendo meu mozinho <3
Inclusive, AVISO IMPORTANTE: A fanfic está, possivelmente, entrando em sua etapa final. É um plot já pronto né, eu só acrescento detalhes e etc. Mas a partir desse cap as coisas vão encaminhar mais pro final, eu não vou prolongar demais pra acabar ficando chato.

Sem mais delongas, espero que gostem <3

PS: não sei se o nome combina, eu escolhi as pressas.

Capítulo 15 - Memórias


 

Os olhos do garoto começavam a pesar quando a escuridão já começava a deixar o céu e voltava a clarear. Jongin não havia conseguido dormir em nenhum momento, apenas parar de soluçar. Algumas lágrimas silenciosas ainda escapavam de seus olhos em alguns momentos, porém, por algum motivo estranho, ele sentia-se vazio e também reconfortado.

 

Chanyeol não havia saído de seu lado, e ele agradecia muito por isso. A senhora estava tão devastada quanto a si mesmo, por cuidar da família dos Kim há muito tempo e conhecer Jong Hyuk desde que este era um adolescente idiota. Ela havia ido para casa por alguns instantes, para visitar seus familiares e também descansar um pouco, se conseguisse.

 

Já o policial estava absorto em todo o trabalho a sua volta, porém também não podia esquecer o moreno que estava ao seu lado, agora piscando mais do que o normal. Sabia que ele estava morrendo de sono, mas não conseguia descansar. Talvez por ainda se sentir mal, talvez por sentir medo de ter pesadelos. Havia tantas possibilidades. O mais velho soltou um suspiro baixo e apertou a mão de Jongin, fazendo com que este lentamente olhasse para si.

 

Acreditava ser a pessoa mais íntima do Kim ali no momento, já que seus amigos não estavam e nem a velha senhora, então não conseguia sair dali para ajudar melhor na investigação, porque se preocupava com ele. E isso, é claro, fazia totalmente parte de seu trabalho.

 

- Você devia dormir um pouco. – Chanyeol disse baixinho para o mesmo, ignorando os poucos olhares direcionados a eles e o corre-corre em volta.

 

Eles estavam tentando descobrir quem estava por trás do ataque. Era uma tarefa complicada, mas não impossível, já que concluíram que aqueles homens foram contratados diretamente pelo mandante de tudo. E também havia a conversa que o Park havia ouvido, que ele já compartilhara com os outros para ver se ajudava.

 

- Eu... Não consigo. – Jongin sussurrou, sua voz ainda fraca e meio falha. Não havia ajudado nada ficar sem falar por todo aquele tempo.

 

O policial mordeu os lábios nervosamente, pensando em algo que pudesse fazer. Aquilo não faria bem a Jongin e ele tinha que estar preparado caso qualquer outra coisa acontecesse. Não havia acabado ali, com certeza. Todas as ações e herança de Kim Jong Hyuk agora entrariam em um processo lento para passar para o nome de Jongin e não era vantajoso para quem quer que seja que planejou aquilo, que ele estivesse vivo e bem. Quase bem.

 

Porque parecia que ele se jogaria na frente de um carro, se tivesse coragem de se levantar.

 

Chanyeol levantou-se do sofá da sala, ainda segurando a mão de Jongin, e o mais novo olhou para si, curioso e desanimado.

 

- Venha comigo.

 

- Pra quê? – Jongin perguntou, desviando o olhar e soltando a mão do maior. – Só me deixe aqui.

 

- Jongin. Venha comigo.

 

A tom de voz do outro fora tão firme, que parecera uma ordem. Jongin fez um bico contrariado e lentamente se levantou do sofá, se colocando ao lado do maior. Chanyeol deu um meio sorriso e aos poucos foi arrastando o Kim para cima, de volta ao seu quarto. Digitais já haviam sido coletadas e o quarto já estava arrumado novamente, pronto para uso.

 

- Chanyeol...

 

- A sua cama é mais confortável que o sofá. Descanse um pouco, amanhã de manhã os meninos já podem vir para te fazer companhia.

 

Os dois trocavam breves olhares e Jongin, depois de alguns segundos, foi até sua cama. Sabia que não daria para argumentar com o policial naquele momento, e ele também não tinha energia o suficiente para tal. Os lençóis pareciam até mais frios naquela noite, mas seu quarto ainda era seu quarto, e mesmo que parecesse solitário e frio, ainda se sentia a vontade ali. O garoto tirou o casaco que fora oferecido para si algumas horas mais cedo, por conta da mudança de temperatura, e sentou-se. Chanyeol continuava parado no mesmo lugar.

 

- O que eu faço agora, Yeol? Eu me sinto... Perdido. – confessou, abaixando sua cabeça e mordendo os lábios com força, tentando segurar o choro. Ele não queria parecer uma criança chorona. – M-Meu pai, ele sempre estava lá quando eu precisava de ajuda, ou não sabia o que fazer, quando precisava de conselhos, ele... Ele... Mesmo quando não tinha tempo...

 

- Ele foi o melhor pai que pôde pra você, Jongin, eu sei disso. – Chanyeol sentia um bolo em sua garganta, pois não conseguia ao menos imaginar como estaria se estivesse no lugar dele. – Mas eu tenho certeza de uma coisa. O senhor Kim sempre se importou muito com você, então ele não queria te ver triste, machucado, perdido ou sozinho. Ele iria querer que você superasse isso. Não importa se vai levar pouco ou muito tempo. Você tem pessoas que se importam com você aqui também, nós... Eles vão te ajudar.

 

- E você? Se importa comigo, Yeol?

 

Ele estava ao lado do moreno já. O encarava completamente em silêncio, sem saber direito o que lhe responder. Com o tempo que havia ficado junto de Jongin, havia descoberto e aprendido muito com o garoto. Também já sabia que ele não era apenas um adolescente chato, como concluiu nos primeiros dias, quando ele implicava mais consigo. Mas ele era sim, em muitos aspectos, como uma criança. Isso lhe dava mais vontade de o proteger e cuidar dele. Então sim, se importava.

 

- Você já está com muito sono. Quer que eu traga outra coberta?

 

Jongin soltou um suspiro pesado e negou com a cabeça, deitando-se na cama e cobrindo-se, deixando apenas o topo de sua cabeça para fora.

 

- Só essa já está bom. – confirmou, ajeitando-se melhor na cama e olhando para o maior, que agora estava sentado na beirada da cama e o olhando, com calma. Jongin admitia que não conseguia mais sentir a repulsa que tinha antes, de Chanyeol. Fora a pessoa que mais esteve ao seu lado naquele dia difícil, e também mesmo que quisesse negar, lhe fazia muita companhia. Também fora a pessoa que seu pai tinha escolhido para si, como não confiar nele? – Yeol... Eu não consigo dormir. Fica aqui? Tem bastante espaço na cama.

 

- E você não vai me chutar pra fora dela? – Chanyeol brincou, fazendo o garoto revirar os olhos e o bater embaixo da coberta mesmo.

 

- É claro que não. Eu prometo.

 

- Jongin, eu não posso. – falou, um pouco mais aliviado por ter conseguido pelo menos apanhar do garoto. Era difícil negar qualquer coisa quando o moreno lhe olhava daquela forma, mas ele simplesmente não podia aceitar qualquer coisa que ele dissesse. – Isso não faz parte do meu trabalho.

 

- Ficar comigo foi só parte do seu trabalho? – Jongin perguntou, o encarando fixamente e tentando não demonstrar que estava chateado. – Porque se sim, eu concordo, você devia só me deixar sozinho.

 

O menor virou para o outro lado da cama e fechou os olhos, sentindo-se meio infantil por estar agindo daquela forma, e sabia que seu pai também lhe diria a mesma coisa se estivesse ali. Havia passado tanto tempo levando sermões do mais velho, que parece que já havia acostumado e até sabia o que ele falaria em cada situação. Mas mesmo que soubesse de tudo aquilo, ainda não conseguia deixar de se sentir irritado com o policial.

 

Porém, o que não havia imaginado era que sentiria o colchão afundar ao seu lado, que fosse abrir os olhos e encontrar Chanyeol deitado ali, com uma carranca contrariada e sem graça. O menor sorriu pequeno, com o rosto ainda escondido embaixo da coberta.

 

- Agora vá dormir, hm? Amanhã seus amigos poderão vir aqui, então...

 

Chanyeol parara de falar quando Jongin se aproximou mais e se aconchegou em si, o abraçando como um ursinho. O Kim havia escondido o rosto entre a blusa de Chanyeol, que na verdade era sua. Como havia tomado um tiro antes, precisou tratar do ferimento e o moreno havia lhe emprestado uma roupa. Era agradável sentir seu cheiro misturado ao do maior.

 

- Obrigado... Por se importar comigo.

 

Não demorou muito para que o garoto fechasse os olhos e finalmente descansasse, ressonando baixinho. Chanyeol passara um bom tempo zelando o sono do outro, que parecia tão calmo e inocente enquanto dormia. Porém depois de um tempo, começou a sentir cansaço também.

 

Antes que acabasse dormindo também, o Park pegou seu celular e procurou o número de KyungSoo, ligando para o mesmo e esperando alguns toques até que finalmente atendesse.

 

- Alô? Quem está me ligando a essa hora?

 

No mesmo instante, o garoto franziu o cenho, pois aquela com certeza não era a voz de seu amigo. Depois de alguns segundos que associou, ao ouvi-la novamente. Aquele era Baekhyun. Talvez ele nem tivesse se tocado que aquele celular não era seu.

 

- Alô?

 

- Me desculpe, eu liguei pro número errado. – disse, tentando modificar um pouco sua voz e desligando logo em seguida, soltando um risinho. Queria atualizar o Do sobre o que havia acontecido, porém parecia que este finalmente estava tirando uma folga do trabalho, depois de anos.

 

E quem era ele pra estragar um momento de paz do amigo, seja lá o que fazia e onde fazia, junto de Baekhyun? Deixou seu celular em algum lugar da cama grande e então virou-se para Jongin novamente, hesitante. Vivia falando para que KyungSoo vivesse sua vida novamente e encontrasse algo para si, mas ele mesmo não seguia muito seus conselhos.

 

Então acabou ignorando todas as suas regras de etiqueta do trabalho quando trouxe Jongin para mais perto de si e dormiu abraçado ao mesmo.

 

•◘•◘•◘•◘•

 

O garoto acordara com um pouco da luz solar incomodando em seu rosto, já que havia esquecido a janela aberta. Virou-se na cama, notando que não estava sozinho e se assustou por alguns segundos, porém ao ver o rosto alheio e onde estava, lembrou-se da noite anterior e acabou sorrindo.

 

KyungSoo ainda dormia, completamente alheio que Baekhyun o encarava. O Byun achava que demoraria uma vida antes que KyungSoo finalmente se deixasse levar pela situação, porém eles haviam se entregado um ao outro inteiramente. Ainda se lembrava da sensação da pele quente de KyungSoo contra a sua, seus lábios, os toques nada castos.

 

O garoto mordeu os lábios e tirou a coberta de cima de si, apenas para colocá-la de novo. Não estava acostumado a andar por aí do jeito que viera ao mundo, mas queria levantar e achar o banheiro. Se enrolou na coberta e levantou-se da cama, andando ainda meio cambaleante pelo quarto.

 

Ele e KyungSoo haviam passado o dia na sala ontem, então ainda não havia visitado o apartamento inteiro do outro, o que fazia com que o bichinho da curiosidade o incomodasse. Depois de usar o banheiro, o garoto olhou para a porta do quarto fechada e para o corredor do mesmo, optando por seguir pelo corredor. A primeira porta era meio que um pequeno escritório do menor, e tudo indicava que ele levava muito trabalho para casa. Haviam documentos, folhas, e até mesmo armas jogadas pelos cantos. Baekhyun perdeu um pouco do sorriso que tinha no rosto enquanto olhava tudo aquilo, então achou que era melhor sair daquele cômodo. Então fora para a porta seguinte.

 

Era mais um quarto, completamente diferente do que havia virado um escritório ou o próprio quarto de KyungSoo. Ele tinha cores alegres, apesar da pintura já estar bem desgastada. Todos os móveis eram menores e havia uma pequena cama no centro. Era um quarto de criança. Baekhyun franziu o cenho enquanto observava tudo a sua volta, pois ele imaginava que KyungSoo morava sozinho. Ninguém parecia dormir ou entrar ali há algum tempo, apesar do quarto estar perfeitamente arrumado. Ele lhe passava uma sensação de vazio.

 

O garoto apertou o lençol em seus dedos e foi até uma cômoda que havia ali, encontrando diversas fotos enfeitando a mesma. Não estavam empoeiradas.

 

Era KyungSoo, uma criança e uma mulher desconhecida. A pequena era realmente parecida com o Do, então logo Baekhyun concluiu que aquela era a sua família. Pegou a foto onde havia os três, engolindo em seco e sentindo uma pontada em seu coração, diferente de qualquer uma que já havia sentido antes.

 

Antes que pudesse pensar em algo, ou sair dali, ouviu a porta atrás de si rangendo e olhou para trás, vendo KyungSoo parado atrás de si. Ele havia ao menos colocado sua boxer antes de se levantar, e encarava o Byun de uma forma que nunca havia feito antes. Ele parecia possesso de raiva.

 

- O que está fazendo aqui?

 

- D-Desculpa. Eu...

 

- Você devia ao menos pedir a minha permissão. Faz isso na casa dos outros também?

 

- Eu fiquei curioso.

 

- Ficou? E acha que pode se esgueirar em qualquer canto por causa da sua curiosidade? Achou que eu não ia me importar? PARE DE SE METER EM ONDE NÃO DEVE!

 

- Você não acha que está exagerando? – Baekhyun disse, começando a se alterar também. – Eu não tinha como saber, idiota! Eu só entrei. Eu não tenho culpa se olhar suas fotos fere os seus sentimentos.

 

- Não são só fotos!

 

- Não, não são. Mas você não precisa se prender a elas.

 

- Não me diga o que fazer. Você não é dono da minha vida só porque a gente fod...

 

- Quer saber, KyungSoo? – o garoto repousou o quadro em seu lugar novamente, indo até o garoto e o empurrando violentamente, com uma força que KyungSoo nem imaginava que ele tinha. – Vá tomar no seu cu. Fica preso nessa sua vida, eu não vou ficar escutando você gritar assim comigo a cada passo que eu dou. Se você não consegue seguir em frente e não deixa que ninguém te ajude, então eu sinto que não há muito que eu possa fazer. Mesmo que eu ainda ame você. Espero que tenha ficado feliz por ter conseguido uma foda. A gente se vê por aí.

 

E saiu tão tempestuosamente do cômodo, que KyungSoo continuara ali parado, com sua cabeça doendo pela batida e os olhos ardendo. Mesmo quando ouviu a porta de sua casa bater, ele não saiu dali. Porque sabia que tinha sido idiota novamente e que Baekhyun não havia lhe falado tudo aquilo à toa.

 

E mesmo que, pela segunda vez, ele quisesse muito, KyungSoo não tinha uma máquina do tempo.  

 

 


Notas Finais


Assim que eu tiver tempo - provavelmente a noite, dps de chegar do trabalho -, eu respondo os comentários pendentes <3
Até o próximo~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...