História Monster - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~ommonstAx

Postado
Categorias EXO
Personagens Kai, Sehun, Suho
Tags Gangster
Visualizações 6
Palavras 4.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente linda, dessa vez quem vai escrever a fanfic será somente eu e a Emily. Estou muito feliz por ela ter me convidado (já deixando de cara que a maior parte da ideia foi ela então deem os créditos a mesma) e vamos lá pra mais uma, nós já acabamos ela então só postaremos, decidimos assim por ser mais organizado e etc.
Sem enrolações, espero que gostem!
Boa leitura

Capítulo 1 - Primeiro capitulo- Meet Katherine


Fanfic / Fanfiction Monster - Capítulo 1 - Primeiro capitulo- Meet Katherine

     Katherine Brandon 

Larguei minha mala no chão assim que sai do carro.

Corri em direção ao homem parado de braços abertos, minha barriga doeu com o impacto que eu dei mas não liguei pra isso, a saudade falava mais alto e eu o apertei contra meu corpo.

-Papai.- Falei deixando algumas lágrimas escaparem, em meio a sorrisos ele me soltou no chão e me encarou melhor.

-Como você cresceu!- Falou após me analisar por completo, sorri mais ainda e dei-lhe outro abraço.- Está ainda mais bonita, Katherine.

-Eu esperei tanto por esse momento.- disse sentindo as lágrimas molharem meu rosto, foram oito anos de angústia esperando seu abraço.

Os oito anos mais demorados de toda a minha vida, eu contava os dias, as horas pra estar ali com ele e isso finalmente aconteceu, e eu não podia estar mais feliz.

-O senhor não está nada mal.- Comentei risonha e ele passou o braço pelo meu ombro começando a me guiar em direção à casa.

Nem tinha reparado muito bem no local, somente quando passamos pelo portão gigante de ferro e entramos numa área muito bonita, um jardim florido e com um cheiro muito bom.

Eu não conhecia a Coreia corretamente, minhas lembranças foram esquecidas e eu tentei trazer em mente de quando era criança e vivia nessa casa mas foi a doze anos aproximadamente.

-Então me conte sobre a faculdade, já escolheu?- Meu pai perguntou tirando-me dos meus devaneios.

-Sim, literatura inglesa.- Falei e ele sorriu orgulhoso.

-Combina com você.- Concordei, eu ainda estava agarrada na sua cintura quando passamos pela enorme porta, estranhei o fato de ter dois seguranças a cada lado com armas nas mãos, eu sabia como meu pai vivia, mesmo não concordando corretamente eu tinha que aceitar.

Era uma forma suja, mas foi o que ele escolheu.

Afastei esses pensamentos nada promissores e meus olhos se encantaram ao ver como aquela sala era grande, com almofadas fofas e uma decoração brilhante mas escura. Isso dava um ar de masculinidade, mas não deixava de ser um dos lugares mais bonitos que eu já vi.

-É lindo.- Falei quando recuperei o fôlego, eu morava em um apartamento luxuoso no Canadá mas nada se comparava aquilo. Era ostentação demais pra uma só pessoa.

-Que bom que gostou, quero te mostrar seu quarto.- Ele me guiou em direção às escadas, eu sentia o veludo do corrimão nas minhas mãos, era tão fofo.

No segundo andar tinha um corredor onde tinha várias portas, mas uma diferenciada com o meu nome escrito em dourado.

-Pensou mesmo nos mínimos detalhes.- Falei me referindo ao nome bordado.

-Você costumava se perder quando era pequena, imagino que não mudou muita coisa.- Assenti e ele soltou uma gargalhada.

Ele abriu a porta e me empurrou pra dentro.

-Isso tudo é pra mim?- Perguntei encantada, aquele quarto só podia ser um sonho.

-É o básico, você pode decorar se quiser. Tem algumas roupas que Maria comprou pra você.- Franzi o cenho e lembrei que era a governanta da casa.

-Acho que está perfeito, obrigada eu amei.- Falei o abraçando, ele acariciou minhas costas e novamente fomos pro primeiro andar.

-Agora preciso falar algo sério com você.- Ele disse me levando pra fora, fiz uma careta após ver alguns seguranças armados que não estavam ali antes.

-Tudo bem, pode falar.

-Como você já tem idade o suficiente pra entender no que eu trabalho eu deixei você vir passar um tempo comigo. Porém quero que saiba que vai ter uma pessoa como sua guarda costas o tempo inteiro, e quando sair se quiser passear pela cidade vai ter de dois a três seguranças juntos. Não pode sair sem me comunicar e nem dispensar algum de seus guarda costas, você me entendeu Katherine?- Em meio a confusões eu assenti meio perdida.- Tudo bem, vamos conhecer sua guarda costas.

Caminhei meia insegura, como assim guarda costas?

Ele não havia mencionado isso pelas chamadas de vídeos, eu já imaginava algo parecido mas não era pra tanto.

Resolvi ignorar todo meu nervosismo conforme ele me levava pros fundos da casa onde ficava uma piscina gigante e o gramado.

Cruzei minhas mãos na frente do meu corpo e passei meus olhos por tudo aquilo, tinha umas árvores pequenas de decoração que eu achei a coisa mais fofa dali.

Nem percebi quando papai estava bem à frente caminhando e eu apressei meus passos não querendo ficar muito atrás com tantos seguranças mal encarados.

Agora eu conseguia ver uma sala onde tinha algumas coisas de lutas como sacos de areias e o que mais me chamou a atenção foi uma garota que estava a socar um deles.

Ela era um pouco mais baixa que eu, tinha os cabelos presos por um coque e uma roupa curta, estava frio mas mesmo assim ela não parecia se importar.

Conseguia ouvir seus gemidos de dor conforme ela socava com mais força e me surpreendi quando ela deu uma cambalhota pra trás levantando em um pulo só em seguida.

Ela nem sequer nos olhou, apenas limpou o suor das suas mãos e testa colocando uma camiseta.

-Dahyun.- Meu pai falou e finalmente ela nos olhos, meus olhos trataram de fazer uma análise sob ela enquanto ela fazia a mesma coisa.- Essa é minha filha, Katherine.

Me aproximei da mesma estendendo meu braço, ela encarou minha mão no ar e me encarou, encolhi meus ombros recolhendo minha mão e minhas bochechas esquentaram.

Confesso ter ficado muito sem graça com aquilo, eu deveria saber que nem todo mundo vai com a minha cara.

-Ela é sua Guarda costas, Katherine.- assenti meio insegura, eu teria de conviver com alguém que não foi com a minha cara durante seis meses.

-É um p-prazer, Dahyun.- Tive que falar seu nome devagar pra não errar, já que eu não era acostumada com nomes coreanos nem algo relacionado. 

Ela apenas assentiu e continuou me encarando, desviei meus olhos quando ouvi alguns risos vindo em nossa direção.

Era um grupo de garotos, todos altos e eles gargalhavam de alguma coisa em conjunto, minha curiosidade me despertou mas quando eles perceberam minha presença e da garota ao meu lado eu nunca me senti tão sem graça.

-Babacas.- Dahyun comentou baixo, me virei pra mesma confusa.

-Quem são eles?- Perguntei e ela revirou os olhos.

-Uns idiotas que seu pai vai ensinar, se algum deles fazer algo pra você é só me dizer. Eu acabo com eles rapidinho.- Assenti novamente, pelo olhar dela de raiva eles não pareciam boas pessoas.

-Meu pai vai ensinar o que a eles?- ela riu.

-A serem gângster de verdade, bobinha.- Estranhei quando ela afagou meus cabelos.

Ela gostava ou não de mim?

-Você me acha boba?- Perguntei meio chateada, ela me encarou estranho antes de começar a rir novamente.

-Fiquei quieta, vamos ouvir o que eles estão conversando.- Ela falou e eu comecei a caminhar pela sala, tocando naqueles sacos de areias mas o que me surpreendeu foram as facas em cima de um balcão.

Meu pai estava do lado de fora conversando com aqueles garotos quando ouvi sua voz chamando Dahyun, toquei em cima faca e peguei ela lentamente na minha mão.

Tinha uma lâmina tão afiada que quando eu encostei acabei me cortando.

-.- Sussurrei deixando ela cair e aquilo fez um barulho alto que atraiu a atenção de todos do lado de fora, senti minhas bochechas queimarem e coloquei a faca no lugar.

-Você se machucou, filha?- Meu pai perguntou e eu neguei mostrando o pequeno corte.

-Não foi nada demais, me desculpe por ter mexido nas suas coisas.- Falei quando ele fez uma cara feia colocando a faca corretamente no lugar.

-Espero que não mexa novamente.- Concordei e ele me levou até a parte de fora.- Essa é Katherine, minha filha.- Ele me apresentou e os garotos somente assentiram.- Kath, esses são uns amigos.

-Não sabia que tinha uma filha.- Um deles comentou.

-Não esperava que soubesse.- Meu pai disse de uma forma grosseira.

-A viagem foi longa, será que eu posso descansar?- Perguntei baixinho e ele assentiu.

-Dahyun irá te guiar até seu quarto.- Ela passou por aqueles garotos que soltaram alguma piadinha e eu fui logo atrás.
                        [...]

Abri lentamente meus olhos e logo os fechei quando vi que a luz estava acesa, me espreguicei e levantei lentamente sentindo o vento frio nas minhas pernas desnudas.

Céus como a noite é fria aqui.- pensei, peguei a roupa mais quente que tinha ali no armário e pus retomando o calor do meu corpo, ajeitei meus cabelos e sai do quarto a procura de comida.

Eu estava com tanta fome, não sabia definitivamente as horas mas sabia que já era tarde pelo silêncio.

Tirei meus sapatos ficando só de meia e desci as escadas, estava tudo muito escuro e eu mal conseguia enxergar, só a cozinha estava acesa e iluminava uma parte da escadas, me segurei com as duas mãos no corrimão enquanto descia.

Engoli um seco ao ouvir o barulho na cozinha e soltei um gritinho de espanto, céus como eu estava assustada.

Parecia um filme de terror, realmente. Assim que cheguei nos últimos degraus olhei pros dois lados me certificando de que eu estava sozinha, e assim que vi continuei a caminhar sempre olhando pra trás.

Quando eu ouvi um barulho na escada foi o meu fim, sai correndo em direção à cozinha e gritei alto quando vi os garotos ali sentados.

Eles se assustaram com o meu grito e eu me assustei com eles, respirei fundo retomando o ar dos meus pulmões.

-Que droga.- Falei escorando minha testa na porta, coloquei minha mão no coração esperando que acalmasse.

-Mas que porra que você estava fazendo?- Um garoto me perguntou, eles ainda não tinham entendido.

-E-eu ouvi um barulho na escada e sai correndo, achei que era um fantasma.- Falei quase chorando.

-Eu acho que ela vai chorar.- Ouvi outro garoto sussurrar, eles começaram a rir e minhas lágrimas ameaçaram a sair.

-Katherine.- ouvi uma voz atrás de mim e pulei novamente de susto, reconheci ser Dahyun.- o que está fazendo aqui uma hora dessas?

-Acabei de acordar.- Falei e fui até o armário pegando um copo e servi água bebendo rapidamente.

-se isso te faz se sentir melhor, quem estava nas escadas era eu.- Ela disse e começou a rir.- Você é mesmo uma tonta, quando eu fui te ajudar a descer saiu correndo.- as lágrimas saia dos seus olhos enquanto ela contava, enquanto eu estava apavorada ela ria de mim.

-Me deixa mais tranquila, realmente.- Confessei e me escorei no balcão sem saber o que fazer.

-Está com fome?- Assenti.- Vou preparar algo, mas já vou lhe avisando que eu não sou boa com cozinha.- Assenti e me sentei na bancada de frente pros garotos.

-Já que está aqui, vou te apresentar esses babacas.- Ela falou e eles ruborizaram.- Esses são D.O, Suho, Chen, Sehun, Baekhyun, Chanyeol, Xiumin, Kai e Lay. Todos moram aqui, por pouco tempo, menos Kai já que ele é casado, mas ele quase mora aqui também -Dahyun falou tão rápido que eu mal consegui entender, assenti meio perdida e ela teve de me apresentar cada um novamente.- E como vocês, babacas, já sabem está é Katherine.- Sorri e estendi a mão pra cada um deles, felizmente todos me cumprimentaram e não deixaram minha mão no ar como Dahyun havia feito anteriormente.

-Então, você veio do Canadá?- Lay perguntou e eu assenti.- Como é lá? 

-Bem... É bonito, tem muitos turistas e é movimentado. E em Toronto onde eu morava era quase sempre calor.- Eles murmuraram um "hum" em conjunto, pelo que percebi eles eram bastante unidos.

-Quantos anos você tem?- Chanyeol perguntou e todos eles prestaram a atenção em mim.

-Dezoito.

-Você aparenta ser mais nova.- Sehun comentou e eles concordaram.- Acho que é por causa do cabelo, e de ficar vermelha por qualquer coisa.- Senti minhas bochechas esquentarem, ele sorriu pra mim e eu abaixei minha cabeça.

Que vergonha, alguém me tira daqui?

-Lá no Canadá, as mulheres são bonitas?- Algum deles me perguntou, acho que era Xiumin.

-Bem...eu acho que sim.- Falei meia confusa.

-E vocês costumam andar de biquínis em qualquer lugar?- Ele perguntou e eu fiquei meia sem graça.

-Não, algumas e não em todos os lugares.

-E você? Não costuma andar de biquíni?- Baekhyun perguntou e sorriu de uma forma estranha.

-N-não, eu não gosto.- Novamente abaixei a minha cabeça.

-Não dê ouvidos ao que eles dizem, Katherine.- Ela me entregou um sanduíche, encarei uma pasta nele e com receios mordi.

Aquilo tinha um gosto horrível, mas eu sorri a contra gosto e dei outra mordida.

Parecia estar comendo a morte, peguei um suco pra disfarçar mas nada tirava aquele gosto.

-Dahyun, você não desiste mesmo de tentar cozinhar.- Lay falou e ela negou.

-Sou uma cozinheira com talento.- Ela se gabou e mexeu seus cabelos como se fosse uma celebridade.

-Vai matar todos com intoxicação alimentar.- D.O riu dela quando fez uma careta.

-Agora você me paga.- Ela disse e avançou pra cima do mesmo que caiu da cadeira, ela colocou uma perna a cada lado de D.O e tentou socar o rosto dele que desviava e inverteu as posições ficando por cima dela.

-Eu aposto que ela não aguenta cinco minutos.- Sehun disse e somente Xiumin e Kay concordaram com ele, o restante apostou em Dahyun.

Cruzei meus braços e fiquei horrorizada com a brincadeira que eles estavam fazendo, os dois trocavam socos e chutes, D.O era mais alto que ela e aparentava mais forte e eu fiquei preocupada com ela, afinal poderia se sair machucada.

Essas brincadeiras poderiam tomar um rumo muito ruim, por isso eu fiquei séria e não aguentei ficar vendo quando eles começaram a se machucar de verdade, Dahyun deu um soco na boca do estômago de D.O e o mesmo pegou os cabelos dela enrolando na mão e a puxou pra baixo a derrubando.

Ele arrastou ela até a parte de fora e pegou a mesma no colo saindo em direção aos fundos da casa, nós fomos atrás e eu ouvi o barulho de água.

Dahyun estava na piscina e eles começaram a rir e alguns tiraram um dinheiro e pagaram pro Sehun.

-Ela poderia ter se machucado.- Falei e mordi o lábio quando Suho virou pra mim, ele estava ao meu lado e me olhou de cima a baixo antes de revirar os olhos.

Caminhei até a beira da piscina e me ajoelhei na altura de Dahyun.

-Você está bem?- Perguntei preocupada e ela assentiu.

-Eu só perdi porque não gosto que toquem no meu cabelo.- Ela disse e riu.- Não faz isso.- Ela disse olhando pro lado e eu virei pra trás vendo Chen atrás de mim e eu ia perguntar o que ele estava fazendo se não fosse pelo impacto com a água.

Ele me derrubou.

A piscina era funda, mas por sorte eu sabia nadar e me equilibrei na borda.

-O que você fez?- Perguntei irritada e me levantei mas fui empurrada de novo dessa vez por Kai.

Eu conseguia ouvir as gargalhadas deles e de Dahyun.

Me sentei novamente na borda e tirei meu casaco e minhas botas, eu estava tão irritada naquele momento que só queria que eles sumissem.

Não, não tem graça derrubar uma pessoa na piscina ainda mais nesse frio.

Tirei o excesso de água da minha roupa começando a sentir frio, muito frio.

Apoiei minhas mãos no chão tentando levantar mas as minhas meias escorregavam no piso fino.

-Deixa que eu te ajudo.- Sehun disse e ficou na minha altura me ajudando a levantar e permanecer em pé.- vou pegar suas coisas, você pode ir indo.- Ele me soltou e eu comecei a resbalar.

-Volta aqui, eu vou cair.- Falei apavorada e felizmente eu senti alguém segurar meu braço, era Suho e eu fiquei confusa por ele ter me ajudado.

Vi que os outros meninos foram pra volta de Dahyun conversar com a mesma e rir por ter apostado nela que não ganhou.

Continuei ali parada até Sehun pegar minhas coisas e começar a ir pra dentro da casa.

Suho passou seu braço pela minha cintura e eu fiquei nervosa e encarei seu braço o tirando, ele me olhou estranho e pegou meu braço o puxando.

-Aí.- reclamei baixo, subi as escadas com a ajuda dele e logo estávamos no meu quarto.- obrigada.- Falei e sorri agradecida o mesmo so assentiu e saiu caminhando, já Sehun deixou minhas coisas no banheiro e ficou ali encarando algumas coisas.

-Não liga pro Chen, ele é sempre assim.- Disse rindo e eu assenti.- Tira essa roupa molhada, boa noite.

-boa noite.- Murmurei e o acompanhei até ele sair e fechar a porta.

Sorri começando a sentir minhas bochechas queimar, eu não estava acostumada com garotos mas ele era diferente... era fofo, e não me tratava como os outros.

Corri até o banheiro e tirei minha roupa ligando o chuveiro, senti a água quente relaxar meus ombros e todos meus músculos.

Eu adorei reencontrar papai, fazia muito tempo que eu não o via.

Meus pais se separaram quando eu tinha cinco anos, mas eles resolveram ficar um ano morando junto mas quando perceberam que não dava mais minha mãe se mudou comigo pro Canada. Acho que parte da separação fora minha culpa, porque os adultos parecem tão infelizes quando tem filhos, minha mãe comentou uma única vez que eles não estavam mais casados porque o destino deles não era ficar juntos, mas eu imaginava que parte da culpa era minha. 

Meu pai me visitou até meus dez anos, depois desse tempo eram apenas chamadas de vídeos e conversar de dez minutos pelo celular. Nada mais nem a menos.

Eu nunca liguei muito pra isso porque era criança, minhas imaginações eram fictícias mas quando eu comecei a entrar na adolescência entre catorze e quinze anos, eu senti a falta que ele fazia na minha vida, pedi diversas vezes pra vir visitá-lo mas ele disse que estava sempre ocupado demais, até mesmo pra mim.

Eu fiquei surpresa quando no meu aniversario de dezoito anos ele me convidou pra vir passar um tempo com ele, mesmo sendo apenas seis meses eu irei aproveitar o máximo ao lado dele.

Começarei minha faculdade aqui e continuarei lá, esses são meus planos e se tudo der certo vai ser concluído.

Eu gostei da Coreia, é bem Florida e iluminada. Realmente um lugar lindo pra se morar.

Gostei de Dahyun, minha guarda costas, assim que nos vimos ela parecia uma pessoa mal encarada mas descobri que é muito legal.

E em relação aos garotos, todos eles são diferentes entre si, porém todos meio fechados comigo.

Acho que é porque sou filha do "professor" deles.

Exceto Sehun, ele é fofo e muito bonito devo dizer. Sei que não é correto apreciar seus atributos é tão menos pensar neles, mas ele tem um físico ótimo e uma personalidade linda.

Ele me ajudou e eu serei grata, gostei do sorriso que ele tem.

talvez eu escreva sobre ele na minha próxima história, pra poder me recordar.

A única coisa que eu não posso é gostar romanticamente dele, isso não.

P.O.V Kim Dahyun

Como sempre eu fui uma das primeiras pessoas à acordar. O chefe ficava acordado até tarde tratando de seus "negócios" e os garotos dormiam até tarde por serem preguiçosos mesmo, mas hoje seria diferente, eu os acordaria para eles me ajudarem a ensinar Katherine a se defender sozinha.

A mais ou menos um ano, esses nove garotos se tornaram aprendizes do meu chefe, Joon Hyung, e como a mansão é grande e tem muitos quartos, Joon ofereceu-lhes moradia e infelizmente eles aceitaram e eu tive que começar a conviver com nove garotos barulhentos e bipolares. As vezes eles estão de bom-humor e nós até parecemos amigos, mas quase sempre eles estão mal-humarados e são rudes. Mas parece que logo isso vai acabar, pois eles estão com um plano para fazer um grande assalto e com isso vão ganhar dinheiro e comprar uma mansão pra eles. 

-Não vai direto para a sala de treinamento hoje Dahyun? -Governanta Kang perguntou e eu neguei enquanto subia as escadas.

-Vou acordar os meninos -Respondi ela.

Antes de os garotos virem morar na mansão do chefe, o meu quarto ficava no segundo andar da casa, mas após eles se mudarem para cá, eu decidi que ficaria com um dos quartos do primeiro andar pois não queria ficar muito perto daqueles garotos.

-Vocês vão treinar a filha do chefe? -A governanta Kang voltou a perguntar e eu respondi um breve sim -Não peguem pesado com a Katherine, ela é muito fofinha -Ela continuou e eu ri.

-Eu concordo -Falei chegando ao segundo andar e bufei ao perceber que tinha esquecido as tampas de panela -Senhora Kaaaaang... -Eu chamei-a para pedir que ela trouxesse as tampas para mim, mas antes mesmo de pedir ela apareceu ao meu lado  com as tampas de panela.

-Eu conheço bem você menina -Sra. Kang falou entregando-me as duas tampas de panela e eu ri.

 Após ver a Sra. Kang descendo as escadas eu posiconei as tampas uma de frente para a outra e comecei a bater as duas, causando um barulho chato e insuportável que ecoava no corredor. Não foi preciso muitas batidas para as portas começarem a se abrir com força e meninos zangados e com cara amassadas começarem a sair delas.

-DAHYUN! -Xiumin gritou saindo de seu quarto. Seu cabelo estava bagunçado e seus passos pesados, como se ele não agüentasse seu próprio peso, sem contar com sua expressão de infelicidade e raiva.

-Não encoste em mim -Falei posicionando as tampas na minha frente, como se elas fossem um escudo que me protegeriam da irá do oppa Xiumin.

Xiumin deu um sorrisinho irônico e pegou as tampas de panela da minha mão, tocando-as no chão irritado. 

-POR QUE? -Foi a vez de Kai gritar e eu entendi ao que ele se referia, porque acordar eles cedo?

-Nós vamos treinar a Katherine -Respondi Kai e ele negou com a cabeça, outros meninos também fizeram isso  -O chefe que mandou -Falei e apontei a língua para eles. O chefe manda, eles obedecem.
 

Fui surpreendida com alguém me pegando no colo e colocando-me em suas costas desajeitadamente, como se eu fosse um saco de batatas. Eu sabia que era Lay que estava me carregando.

-Me solta Lay -Resmunguei enquanto ele andava comigo em suas costas. 

Eu estava completamente desajeitada, não sei como ele não quebrou minha coluna. Os outros meninos riram do que Lay fez, mas logo ficaram quietos e eu vi porque quando Lay virou-se. Katherine havia abrido a porta do quarto dela e estava olhando confusa para nós.

-Ei, se arrume e desça para a sala de treinamento, nós vamos treinar -Falei olhando para ela de cabeça para baixo e sorrindo.
                       [...]

 Ri quando Katherine levantou o pé para acertar um chute em D.O, pois eu sabia o que aconteceria depois. Como eu previa ele pegou o pé dela no ar, antes que ele pudesse acertar suas partes baixas, e fez ela cair.

-Katherine -Falei e ela olhou-me ainda caída no chão -Não -Repreendi-a.

-Eu não quero fazer isso -Ela resmungou enquanto sentava-se no chão parecendo enburrada.

-Seu pai manda, nós obedecemos -Falei e empurrei Lay, que estava escorando seu braço em cima da minha cabeça, por ser muito alto ele podia fazer isso.

-Mostra pra ela como se faz -Lay falou e afagou meu cabelo. Parei na frente dele e olhei-o séria.

-Nunca mais faça isso -Falei olhando brava pra ele, mas o mesmo apenas riu.

-Nem tenta, seu rosto é muito infantil pra me dar medo -Lay deu de ombros com um ar superior e eu resmunguei baixinho, logo seguindo para o meio dos tatames.

-Vem cá então Lay -Cheguei no meio dos tatames e chamei-o com a mão.

-Eu não vou lutar com você -Lay negou com a cabeça e encostou-se na parede.

-Eu luto! -Xiumin falou e veio para minha frente.

-Eu não vou lutar com você -Imitei Lay e empurrei Xiumin para trás. Ele era o mais experiente e o mais forte, eu não queria lutar com ele nem brincando -Kai, vem cá -Chamei o Kai e ele bufou mas ainda assim veio em minha direção. 

-Além de me acordar cedo e apontar a língua pra mim, você ainda quer me bater? -Kai perguntou fingindo estar irritado.

-Só se você deixar -Falei e fiz um aegyo pra ele.

-Você é muito falsa e manipuladora -Kai falou e ficou em posição de lutar.

-Obrigado Oppa, vamos apenas mostrar as artes de defesa para ela, sem violência -Falei e também fiquei em posição de lutar.

Logo Eu e Kai estávamos lutando. Ele tentava me dar um soco e eu abaixava e desviava e explicava para Katherine como ela deveria fazer isso. Após uma série de explicação sobre como prever um soco e desviar-se dele, Eu e Kai começamos a explicá-la sobre os chutes. Kai era a minha cobaia, apesar de ser rude as vezes eu sei que ele não me machucaria de verdade, e isso valia para todos os garotos.

Kai tentava me chutar e eu pegava o pé dele e fazia-o cair no chão enquanto explicava para Katherine como ela deveria mover sua mãos para conseguir virar a perna e consequentemente o corpo do oponente e fazê-lo cair no chão. Eu tive que repetir o processo várias vezes para Katherine conseguir entender quais movimentos ela deveria fazer para conseguir virar o oponente pela perna e derrubá-lo. Nas primeiras vezes que eu tive que repetir o golpe Kai gritou para Katherine prestar bem atenção, para mim não ter que derrubar ele várias vezes, mas após Katherine me pedir para repetir umas 8 vezes, ele apenas começou a cair no chão com uma expressão derrotada.

-Acho que entendi -Katherine falou e Kai levantou as mãos para cima, como se agradecesse a Deus.

-Não se enganem com essas carinhas delas -Kai apontoi para mim e para Katherine enquanto se sentava em um canto fazendo careta.

-Vem cá Katherine -Chamei-a e ela veio para minha frente -Lembra do que aprendemos sobre socos? Então, vamos tes... -Antes que eu pudesse terminar de falar eu fui surpreendida com um soco vindo de Katherine.

Eu fui pega totalmente de surpresa por aquele soco, eu sei que eu disse para pegar o oponente de surpresa, mas com isso eu não quis dizer  para ela me dar um soco enquanto eu falava. Fiquei meia desnorteada pela surpresa e pelo soco e acabei caindo sentafs no chão.

-D-desculpa, eu q-queria te pegar de surpresa -Katherine falou se agachando ao meu lado. Parecia que só ela havia ficado com pena de mim, pois os garotos começaram a rir.

Tirei mão da frente da minha boca e vi que havia um pouco de sangue na mesma, mas não era nada demais. Katherine tem um soco forte.

-Pelo menos você aprendeu -Falei enquanto limpava o canto da minha boca.

-Você ta bem? -Lay perguntou abaixando-se do meu lado mas ele logo começou a rir também.

-Minha mão está doendo -Katherine fez careta e eu deu uma risadinha, parece que ambas haviam nos machucado.

-Deixa eu ver -Suho chegou por trás de Katherine para pegar a mão dela, nesse momento ela levantou seu braço e acabou batendo com o cotovelo no rosto de Suho.

Suho sentou no chão fazendo drama e eu ri enquanto Katherine pedia desculpas e Suho xingava ela baixinho.

A sala de treinamento foi preenchida de risadas e zoações, os garotos riam de Suho e me zuavam por ter sido nocauteada. Katherine chegou a um dia  e já mudou o clima na casa, até me bateu um ciúmes, só um pouco.

As risadas pararam quando barulhos de tiros foram ouvidos. Katherine se atirou no chão gritando e todos os outros ficaram quietos.

-Deve ser uma simulação -Chen falou assim que os barulhos de tiros pararam. As vezes o chefe fazia algumas simulações de invasão com a gente, para nós nos prepararmos para quando alguém tentasse invadir a mansão.

Levantei-me do chão com a mão na boca e  fui em direção a janela, abri uma parte da cortina e olhei para fora. Me assustei quando vi um de nossos seguranças caídos no chão.

-Não é uma simulação.


 


Notas Finais


Eu confesso que odeio esse capitulo no pov da Katherine, sério nem eu sei o porque mas eu não gosto... Vai entender as minhas loucuras né.
Ate o próximo, bjinhos


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