História Monstrinho do Papai - Capítulo 55


Escrita por: ~

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Categorias Esquadrão Suicida
Tags Arlequina, Coringa, Joker
Exibições 592
Palavras 1.707
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii amores tudo bem?

Capítulo 55 - Não pode ser


POV Harley

Já se passaram uma semana desde o tratamento, e eu não ouço mais nada, estou bem, eu pelo menos acho que estou bem.  Não sei o que esta acontecendo comigo, mas sei que há algo errado, nesses últimos dias ando tendo tonturas do nada, e não estou consigo me alimentar direito sem ter enjoos, o que será que e há de errado comigo?! Não posso contar a puddin sei que ele falaria que é coisa do meu psicológico, ou meio que um “efeito colateral” do tratamento, eu só quero melhorar logo, não quero estar doente de novo, não aguento mais tanta preocupação dos outros em mim, gosto de atenção, mas já ta de mais. Quero voltar à ação, não quero mais ficar trancada em quatro paredes, estou me sentindo uma criança de castigo por ter respondido a mãe ou o pai, mas nesse caso faz muito tem porque não respondo o pai.

É de noite e nada de senhor C. chegar, mas estou acostumada, pois ainda preciso seguir as regras impostas por ele, posso não ser mais um simples brinquedo, mas as regras veem em primeiro lugar, tenho que obedecer tudo que ele ordena, tenho que ser obediente, não posso errar com ele, eu aceitei a viver para ele, e vou viver até o dia de minha morte. Eu fui feita para suportar todos os abusos impostos nessa vida, e eu sou boa nisso, nessa merda, sempre com um sorriso em meu rosto, e a maioria se me lembro bem, eram falsos, mas todos acreditavam que era feliz, e eu era realmente a maior parte do tempo, mas as ameaças que sofria antes de quaisquer festas que fosse me assombravam a noite inteira, um eco das ameaças de puddin ficavam em minha mente, me torturando cada vez mais, sei que puddin achava graça quando eu ficava sem graça, sem saber o que fazer, pois seu tom de voz amedronta qualquer um.

De manhã...

Acordo e me espreguiço, não acredito que dormi com aqueles pensamentos, mas agora deixe quieto. Olho para o lado da cama que esta intacto:

- É pelo visto ele não dormiu aqui- do um longo suspiro.

Levanto-me da cama e sinto uma tontura muito forte, quase vou ao chão, respiro fundo, quando estou a caminho do banheiro, me da um enjoo forte, coloco a mão em minha boca e vou correndo. Eu forço para vomitar, mas não consigo, não da para eu ficar nesse estado, preciso de alguém para conversar sobre o que esta acontecendo ,vou ligar para Hera.

Levanto, escovo meus dentes e vou pegar meu celular, disco o número de Hera:

- Oi Harley, tudo bem?

- Oi Hera, então eu não sei ainda, você pode vir aqui? Por favor.

- Claro já estou indo- desligo a ligação.

Passa cerca de uns quinze minutos quando a Hera chega:

- Oi- ela me abraça- O que você tem?

- Oi- do um sorriso- Podemos conversar no quarto?

- Claro, vamos sim- chegando lá eu tranco a porta- O que esta acontecendo?- seu tom é de preocupação.

- Eu não sei Hera- eu respiro fundo, preciso manter a calma- Eu ando tendo enjoos, tonturas, não consigo me alimentar direito, qualquer cheiro me faz ter náuseas- Hera fica pálida- O que foi?- o que tem de errado comigo agora?!

- Harley você já pensou na possibilidade de... - não gostei nada dessa pausa.

- De?- ai meu Deus, vou ter um treco.

- Estar grávida?- sinto que todo o sangue de meu rosto fugiu, quase caio no chão, mas Hera me segura e me coloca sentada na cama- Você esta bem?

- Grávida?- sai como um cochicho- Não pode ser.

- Harley eu já volto- Hera me deixa sozinha.

Já se passaram dez minutos e nada dela voltar, onde que ela foi? Ela entra com pressa e me entrega um teste de gravidez:

- Vai fazer o teste logo- concordo e vou para o banheiro.

Faço, ainda não olhei o teste quero ver com Hera, respiro fundo e volto para o quarto:

- E aí o que deu?- ela esta eufórica.

- Eu ainda não olhei- entrego o teste a ela.

- Harley... – meu coração vai sair pela boca- Você esta grávida- meu mundo desabo grávida eu?! Puddin vai matar essa criança, e me matar de brinde.

- Senhor C. não pode saber disso- falo paralisada.

- Harley pensa bem, ele é o pai dessa criança e- antes que ela termine a frase eu a interrompo.

- Ele vai mata-la e me matar por ter deixado isso acontecer- essa é a verdade por mais que doa na minha alma, é a única verdade.

- Harley não pensa assim- Hera senta do meu lado e me abraça- Se ele te ama como ele mesmo confessou isso a você, ele vai amar essa criança também.

- Não é tão simples assim- infelizmente não é.

- E como é?

- Hera, puddin nunca quis ser pai, como eu nunca quis ser mãe, se ele me ama já é um grande passo, ele nunca amou ninguém, e eu o conheço ele não amara essa criança- começo a chorar.

- Harley não fica assim- eu quero morrer, essa criança não pode nascer- Você tem que pensar no que vai fazer- eu já sei, respiro fundo e seco minhas lágrimas.

- Já decidi o que vou fazer- é o único método.

- O que você decidiu?- ela fala com cautela, como se eu fosse um animal selvagem.

- Eu vou abortar- é o jeito.

- O QUE?- é eu estava certa, Hera não gosto da ideia- PERDEU O RESTO DO SEU JUÍZO? QUE JÁ NEM ERA MUITO- ela para e respira fundo- Por que você quer abortar?- a encaro e sua expressão é confusa, não sei ao certo se é raiva, ódio ou tristeza.

- É o único jeito- respiro fundo- Hera pensa comigo se essa criança nasce imagine o que trairia consigo, dor, magoa, tristeza, sangue, sofrimento e muitas mortes- do um longo suspiro, preciso me manter calma Harley, você não pode chorar, não agora- Hera, pense como eu, ela seria uma psicopata sem amor do pai, ou pior ela nem chegaria a se dar conta da vida, se ela nascer será morta no mesmo instante que ver o mundo pela primeira vez- eu não suportaria ver um filho (a) meu sofrendo- Eu estou tentando evitar tanta dor e sofrimento.

- Você pensa assim?- seu olhar é incompreensível.

- Sim, eu penso exatamente assim- até porque eu conheço o final dessa historia.

- Você ta errada- eu a olho perplexa- A dor e o sofrimento vai começar quando você tirar a força  essa criança de dentro de você- ela respira fundo- Você sabe muito bem que pode acabar morrendo também.

- É eu sei, mas é um risco que tenho que correr, se não senhor C. irá mata-la.

- De qualquer jeito essa criança vai morrer- como?!- Ou é você que vai matar ela, ou é o Joker- faz sentido- Deixe que pelo menos essa criança tenha uns segundos dessa miserável vida que te espera.

- Hera, eu nunca quis ter filhos- um suspiro longo sai de minha alma- Eu não seria uma boa mãe, eu seria negligente.

- Eu penso ao contrario, tenho certeza que seria uma ótima mãe- ela me da um sorriso acolhedor, no qual sou incapaz de retribuir- Melhor eu ir embora e deixar você descansar e pensar muito bem sobre esse assunto- concordo com a cabeça, e ela se levanta- Tchau- ela dá um beijo em minha testa- Eu te amo- eu a olho em seus olhos verdes vivos, que chamam a atenção de qualquer um.

- Eu também te amo- ela sorri para mim, e eu tento sorrir de volta, ela sai me deixando completamente sozinha nesse enorme quarto.

Deito-me com delicadeza, e coloco minhas mãos sobre minha barriga:

 - E agora? O que irei fazer com você?- falo dando umas batidinhas de leve- Seu pai não vai gostar nenhum um pouquinho dessa historia, viu- puddin vai nos matar da pior forma que existe, eu tenho certeza, eu o conheço melhor que todos, acho que até melhor  que ele mesmo se conhece.

Narradora

Enquanto Harley estava deitada na enorme cama falando com seu (a) filho (a), ela se colocava em dúvida na decisão do aborto, ela queria se livrar daquela criança antes que começasse a amar ela com todas suas forças, mas ela não percebe que já esta a amando mais do que tudo, mal vê a hora de olhar o rostinho dessa criança, ouvir seu riso, e ver seu sorriso, mas sabe que vai ter que lutar muito para que essa criança fique viva, sabe que Joker é capaz de matar as duas, ainda mais a Harley por ter parado de tomar seus remédios, isso foi um grande erro, e como todo erro, surge consequências e desse foi a gravidez, e essa não vai durar por uma hora, ou um dia, ou uma semana, um mês, um ano, essa consequência vai durar pelo resto da vida, isso se não for interrompida, e não era bem o que a palhacinha queria.

Preocupações ela nunca teria, já que é bem desencanada pra tudo, ela seria uma boa mãe, e se o Joker quiser também será um bom pai, mas essa criança não será como as outras, ela será filha de psicopatas, assassinos, e com certeza essa criança seria o mesmo não mediria consequências, ela não teria medo, seria temida, até porque será a herdeira do trono de Gotham terá que aprender como ser a princesa do crime.

Uma musica se passava na cabeça da rainha, todas as palavras ecoavam em sua mente:

 I need a gangsta

To love me better

Than all the others do

To always forgive me

Ride or die with me

That's just what gangsters do

I'm fucked up, I'm black and blue

I'm built for all the abuse

I got secrets that nobody, nobody, nobody knows

I'm good on that pussy shit

I don't want what I can get

I want someone with secrets that nobody, nobody, nobody knows

É exatamente o relacionamento dos dois, descrevia muito bem, o que a fazia se sentir mal, por ser tão abusivo.


Notas Finais


Espero que gostem, beijos meu amores❤💘💖


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