História Monstro - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Lee Jihun "Woozi", Personagens Originais, Soonyoung "Hoshi"
Tags Fantasia, Hoshi, Kpop, Seventeen, Soonhoon, Woozi, Woshi, Yaoi
Visualizações 35
Palavras 954
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeonhaseyo, obrigada pelos favoritos e comentários <3
espero q continuem gostando, é nois

Capítulo 2 - O Primeiro Contato


Flocos de neve rodopiavam lentamente no ar antes de se assentarem no mar negro e emaranhado que eram os cabelos de Kwon Soonyoung.

O rapaz de dezessete anos não se importava com eles, realmente, mas vivia dividido entre achá-los lindamente delicados ou ter ódio deles por serem tão frágeis. Beleza e fragilidade não salvariam sua bunda quando tudo desse errado e ele temia que esse momento se aproximava, rápido como uma avalanche.

Terminou de descer a viela estreita de pedras escorregadias que tornaram-se familiares para ele nos últimos meses e bateu levemente na única porta de madeira que havia ali. Se parasse pra pensar, era a única porta que havia ali no geral.

Cerca de meio segundo depois, uma senhorinha escondida entre montanhas de roupas e xales apareceu e ofereceu um sorrisinho banguela que o fez se sentir ligeiramente enjoado.

- Pensei que não viria hoje.

- Eu disse que viria. Eu sempre venho. – replicou em um murmúrio baixo.

Desde que entendera o que era a Visão, Soonyoung sempre recorria à mulher para comprar coisas que talvez pudessem ajuda-lo a salvar a própria bunda caso tudo desse errado. Ela nunca fazia perguntas e, mesmo que fizesse, elas nunca seriam respondidas. Pelo menos não por ele.

- Ótimo – ela parecia genuinamente satisfeita – Entre antes que apanhe um resfriado.

Soonyoung ficaria agradecido se adoecesse e morresse de uma vez, mas não disse nada enquanto a seguia pra dentro da casa que estava mais pra uma cabana decrépita.

Assim que passou da soleira, todos os pelos de seu corpo se eriçaram dolorosamente sob a roupa escura e ele parou.

- Há algo aqui – chiou.

- Não há nada aqui, bobinho.

Soonyoung estreitou os olhos para ela. Ela sabia que tinha algo ali, só não entendia por que ela esconderia isso dele. Ambos possuíam a Visão e ambos estavam cientes disso. Não havia porque mentir, além de que ele poderia ajudá-la a se livrar daquilo, o que quer que fosse.

- Sei... – foi tudo o que ele disse em voz alta, mas a mão esquerda escorregou graciosamente até o cabo da faca de caça que carregava bem presa à cintura.

- Sente-se, Soonyoung. – ela apontou para uma cadeira que parecia incapaz de suportar sequer o próprio peso. Ele se sentou na ponta, pronto para se levantar e rendê-la a qualquer instante. – Jihoon, traga um chá para o nosso convidado.

Jihoon. Ele nunca ouvira aquele nome na vida e realmente cogitou que aquela velha senhora estava louca.

Soonyoung não queria nenhum chá, só queria o livro e as raízes de tramazeira pelos quais pagara caro.

- Ah, não precisa, eu só...

- Ande logo, Jihoon – a velha o interrompeu. Se Deus existisse, ele saberia que Soonyoung preferia um tiro a colocar qualquer coisa vinda dela na boca mas, aparentemente, não havia muitas opções de escolha.

Logo um menino de cabelos castanhos que aparentava ter, no máximo, uns quinze anos irrompeu de um lugar que poderia ser a cozinha, trazendo duas xícaras cheias de algo fumegante.

Os pelos de Soonyoung arrepiaram-se mais fortemente dessa vez, chegando a machucá-lo. Seu aperto no cabo da faca aumentou e ele se colocou de pé.

- O que ele é? – grunhiu.

- Meu neto, não é óbvio?

Soonyoung quis gritar que a única coisa óbvia ali era que queria pegar sua encomenda e dar o fora dali.

- Não seja mal educada, vovó. – o menino sorriu e revelou dentinhos pontiagudos. – Perdoe-a por isso, a idade costuma fazer isso com as pessoas.

- Não me importo, contanto que ela me dê as coisas pelas quais paguei. E bem caro, por sinal.

Havia algo... inadequado naquele menino e Soonyoung não queria descobrir o que era.

- A senhora não deveria enrolar as pessoas – o menino fez um muxoxo para a avó e começou a remexer nas prateleiras que enchiam as paredes. Por fim, encontrou as coisas marcadas com o nome de Soonyoung e as entregou para ele.

Soonyoung reparou que ele não tocara na tramazeira diretamente. A única coisa em que Soonyoung não reparou foi no olhar de Jihoon descansando desejosamente sobre a jugular transbordando vida em seu pescoço.

Entretanto, isso não o impediu de correr como um demônio quando saiu dali.

                                      ***

Strigoi.

A única certeza que Soonyoung tinha sobre eles era sobre serem bebedores de sangue. As outras coisas que ouvira eram apenas um monte de baboseiras inspiradas em algum filme imbecil.

Até mesmo escrever essa palavra parecia errado, de alguma forma. Como se o demônio fosse antigo demais pra ser nomeado em línguas tão jovens como as línguas humanas.

Ele não tinha certeza se a coisa que visitara sua casa quatro anos antes era um deles. Poderia ter sido qualquer coisa, no final das contas, e ele nunca saberia. Esperava de verdade nunca saber.

Depois daquela noite, ele fazia o possível para esquecer, mas não conseguia – e talvez não quisesse – deixar a família pra trás.

O lugar onde vivia agora era um lembrete constante de tudo o que acontecera, mesmo que não houvesse nada físico a que se apegar. Esconder-se em uma casa abandonada era recordar-se o tempo todo do motivo de estar ali. Entretanto...

Soonyoung desenhava.

Nas paredes, no teto e em folhas de papel. Onde fosse possível, ele desenhava os rostos dos pais e do irmão quando ainda eram uma unidade. Talvez, se desenhasse bastante, poderia torna-los reais assim como na lenda em que a deusa transformou uma estátua em mulher devido aos clamores desesperados de um homem.

Mas já fazia algum tempo que Soonyoung deixara de acreditar. Já estava na hora de parar de esperar e trocar seus lápis coloridos por armas.

Era hora de vingar-se por sua querida família e ficar deitado desejando estar morto não ajudaria com isso.


Notas Finais


bom, a partir daqui as coisas vão começar a acontecer de vdd. até mais e pode fazer teoria sim que eu gosto cajhdhvhvoi


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