História Monstro de Circo - Capítulo 3


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Categorias Jeff The Killer, Lendas Urbanas, Slender
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Creepypastas, Exposição De Cadáver, Insanidade, Jeff, Tortura
Exibições 104
Palavras 1.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - What The Hell is "He"?


Acordei ofegante às 4:04 da madrugada. Eu sempre sonho com a mesma coisa. Sou submissa de meus próprios pesadelos e não sinto nenhum alívio ao estar acordada. Sempre a mesma coisa. Sempre a mesma memória.

Pelo visto, não conseguirei dormir novamente. Então, me levantei do sofá e caminhei até o armário onde ele guardava as coisas para limpeza. Peguei uma vassoura e uma pá. Comecei a varrer a casa toda até o sol surgir.

Ah, mais um dia vendo o nascer do sol.

Mais uma alvorada sem pregar os olhos.

Aproveitei que Liu estava dormindo, e entrei em seu quarto. Parei e observei ele roncar.

Um leve riso escapou de meus lábios. Ele é meu único amigo. Seria realmente ruim perdê-lo. Ele era como um irmão mais velho para mim.

Percebi que ele estava em sono profundo, então, resolvi varrer seu quarto.

Era uma mania horrorosa minha. Sempre que eu acordava no meio da noite, eu me sentia na obrigação de limpar alguma coisa. E, o quarto de Liu parece mais um lixão. Ou seja, eu poderia me distrair por muito tempo.

Enquanto eu varria a parte de baixo de sua cama, senti que bati em algo similar a uma caixa.

Abaixei e peguei a mesma.

Era uma caixa de madeira pesada, a qual eu não consegui abrir com facilidade. Mas - como eu sou uma completa anta -, não notei que precisava de uma chave para abrir. Quando eu - finalmente - notei que necessitaria de uma, desisti e pus aquela caixa novamente em seu lugar.

Pensei ter escutado algo na cozinha cair, então,  apenas sai do quarto de Liu e encostei a porta para ver o que estava acontecendo.

Os barulhos soavam como desesperados e neuróticos passos para lá e para cá. Resolvi apressar o passo e assim que cheguei lá, encarei tudo em completo silêncio.

Eu estava inconformada observando o nada.

Tudo estava estranhamente em seu devido lugar. E um silêncio ensurdecedor pairava por aquele cômodo. Desviei meu olhar e fitei o relógio. Seis da manhã. O relógio de Liu despertaria em breve.

Então, resolvi tomar logo um breve banho e arrumar esse cabelo de uma vez.

Assim que entrei no banheiro, notei algumas coisas rabiscadas na parede, mas, não dei muita importância. Após fechar a porta, me despi e entrei debaixo do chuveiro. A água fria se chocava contra a temperatura do meu corpo. Enquanto eu pensava em coisas alheias, veio em minha mente algumas fotos das crianças desaparecidas no caso e consequentemente o nome delas. Harleen Fox, onze anos. Seu cabelo era loiro e em baixo de seus olhos verdes havia profundas olheiras. As anotações que foram encontradas em seus cadernos, eram similares a das outras desaparecidas. Gabriel Ferraz, sete anos. Pele negra e olhos castanhos escuros, sem contar que são incrivelmente arregalados. O mais estranho, é que as crianças não tinham mais de doze anos e, também não levava recém nascidos ou menores de três anos.

Parei de pensar um pouco nisso quando escutei o despertador de Liu tocar.

Então, desliguei o chuveiro e me vesti. Assim que abri a porta, vi ele passar arrastando chinelo pelo corredor, estranhando a própria casa.

-Você... Limpou tudo isso? - Indagou.

- Sim. - Respondi - Desculpa. É uma mania minha muito forte.

- Tudo bem. Eu que tenho que pedir desculpas. Te dei trabalho demais. - sorri gentilmente.

- Tudo bem. Eu fico desapontada quando o local é limpo. Isso significa que eu ficaria sem fazer nada. - ele devolveu o sorriso e me abraçou.

Por que seu abraço é tão confortável?

- Bom dia, Hope. - fechei meus olhos e retribui o abraço.

- Bom dia, Liu. - Me separei dele e assim que cheguei a cozinha, fui preparar o café da manhã.

Assim que terminei de pôr a mesa, Liu já se sentou a mesma e ri.

- O quê foi? Eu tô com fome.

- Cruzes, peixe morre pela boca, sabia? - me manifestei.

- Só lamento, porque sou humano, e não um peixe. - Me sentei do lado dele e comecei a por meu café. O mesmo segurou minha mão direita e me puxou para perto dele - Mas, e você? Como está?

- Como você acha que eu estou? Eles morreram ontem. Eu tô do mesmo jeito.

- Ok... Já está tudo pronto? - ele tentou mudar de assunto. Assenti, me afastando dele - A gente vai daqui a duas horas. A gente só vai pôr as coisas no caminhão de mudança e vamos direto para lá.

Dito isso, ele me ajudou a lavar a louça e embalar tudo o que faltava.

Fizemos isso em uma hora.

A outra, gastamos conversando, até escutar uma buzina.

Assim que colocamos tudo no caminhão, entramos no carro e então indaguei.

- Liu... O que você estava querendo dizer com "esse é um caso mais perigoso que os outros"? - ele deu a partida e suspirou pesadamente.

- Hope... Eu pensei que você não conseguiria passar, por isso eu disse que se conseguisse o caso. Eu prometi a mim mesmo que não envolveria mais ninguém importante nisso. - eu não estava entendendo, o que ele estava querendo dizer com o "não envolveria mais ninguém" - Mas, eu te fiz uma promessa, e, espero que você leve as coisas a sério.

- Como o quê, por exemplo? - questionei.

- Seis pessoas já tentaram ficar a frente desse caso. Todas as seis morreram de jeitos diferentes. E as pessoas acham, que, foram esses assassinos que os mataram. O problema, é que não achamos digitais e nem mesmo DNA dos assassinos. Eles possuem uma abilidades de aparecer e desaparecer em um piscar de olhos.

- Entendo. Mas... Por que eu não levaria a sério?

- Eles conseguem descobrir tudo, antes mesmo de acontecer. - estremeci.

Ele parecia sério ao comentar sobre isso.

Peguei o diário de minha irmã, e percebi que haviam "páginas novas", que não estavam lá antes. Eu não demorei muito e folheei as páginas. Mais, mais e mais.

"7 de fevereiro de 2016.

Eu me encontrei com ele de novo e com mais uma pessoa. As o essas a quem ele me apresenta são muito diferentes. Ele reforçou a ideia de que minha hora está chegando. E mais uma vez, me pediram para esquecer Hope quando for a hora. Mas, eu sei quando é a hora e eu não quero a esquecer. Eu não quero te esquecer, Hope!"

Eu virei a página e li um texto que estava com a letra reforçada com grafite.

"Hope, se algum dia você ler esse diário, queime-o IMEDIATAMENTE. Eles podem ir atrás de você se não for discreta. Se não tiver coragem para o queimar, não queime, mas o esconda."

Aquilo era estranho. Ela nunca disse que saía com alguns amigos. E, eu ainda não sabia o que aquele caderno de capa preta tinha de tão importante.

Continuei a ler.

" 20 de fevereiro de 2016.

Ele me tocou de um jeito diferente. Eu tentei o evitar e tentei acertá-lo de algum jeito. Eu não devia ter ficado sozinha em casa hoje. Ele tirou de mim uma coisa que eu pretendia reservar por um bom tempo. Mas ele disse a frase mais ilusionista que existe. O famoso 'Eu te amo'. E eu infelizmente caí nessa.

Eu não quero que saibam dele."

Quem diabos era ele?

Liu fez uma curva apertada, o que me fez voar em direção a janela. Eu havia esquecido de que ele dirigia feito um louco. Parece que vai ser a viagem mais longa da minha vida.


Notas Finais


Mais um capítulo para vocês - dessa vez um curtíssimo- mas, espero que esteja bom aos olhos de vocês! Aproveitem!


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