História Moon Crystal - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias A Maldição do Tigre, Originais, Saga Crepúsculo
Personagens Personagens Originais
Tags Lobos, Magia, Romance, Você
Exibições 59
Palavras 1.845
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Visual Novel
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie gent, é a primeira fic q eu escrevo sobre magia, então me perdoem se eu não corresponder aos seus interesses, mas creio que durante nossa trajetória eu melhorarei minha escrita.
bjs

Boa leitura!! ^^

Capítulo 1 - Damsel


Fanfic / Fanfiction Moon Crystal - Capítulo 1 - Damsel

Eu me encontrava a beira de um despenhadeiro. Quero dizer, eu estava apenas no portão de entrada para o acampamento que ficava no interior de Greenwood na Carolina do Sul. Eu carregava duas malas comigo, sendo que a mais pesada estava repleta por livros de romances. Larguei minhas malas no chão de terra e peguei meu mapa do acampamento. Suspirei várias vezes ao perceber o quão longe eu estava da cabana na qual eu iria passar várias noites. Tirando a parte irritante de que eu teria de dividir a cabana com outras garotas, o acampamento não me parecia ruim.

— Está perdida? — Uma garota me perguntou me fazendo sair de meus pensamentos.

— Hã? Ah...não. Eu só estou um pouco longe do quarto.

— Mesmo? Bom, eu sou uma veterana aqui, então vou te ajudar com as malas.

— Bem...não vou recusar.

Ela vestia shorts, uma blusa branca de seda e um tênis all star preto um tanto velho. Seus cabelos loiros caíam em ondas suaves nas suas costas. Ela esboçava um sorriso de orelha a orelha e cumprimentava a todos que por ela passavam. Ela parou em frente a uma cabana velha, podia se dizer que estava caindo aos pedaços. Ela apontou para a cabana e sorriu para mim.

— Chegamos!

— Espere! Isso? — Apontei para a cabana e a garota assentiu enquanto ria das minhas expressões faciais.

— Desculpe, mas todas as outras cabanas estavam ocupadas e só sobrou essa. — Eu bufei. — Mas sinta-se honrada. Essa foi uma das primeiras cabanas que construíram aqui no acampamento.

— Claro que vou. — falei em um tom irônico — Vou dormir na cabana mais velha desse lugar.

Ela suspirou e sorriu para mim novamente. Provavelmente eu estava a cansando com meu "maravilhoso" humor arrogante. Há exatamente uma semana atrás meus pais me forçaram a vir para esse lugar. Tentei fazer de tudo para ficar, no final, vim parar aqui. Parece até que eles queriam se livrar de mim.

— Então, estou indo menina nova. A propósito, qual seu nome?

— Lena. Lena White.

— Prazer Lena. Eu sou Liv, agora, se me der licença, eu tenho que ver como estão os outros novatos.

Assenti e entrei na velha e escura cabana. A principio, parecia mais era um lugar assombrado ou abandonado, mas logo me acostumei. Olhei para a mesinha de cabeceira, estava vazia, estava só a espera de alguém para preenche-la. Peguei um porta retrato que continha uma foto minha juntamente com minha irmã mais nova, em seguida, peguei em minhas mãos um totem de madeira no formato de lobo ao lado da fotografia. Minha bisavó o fez e me deu de presente antes da sua morte. Fiquei o fitando quando um grupo de garotas que entraram na cabana me fizeram sair de meus devaneios. Todas elas eram barulhentas e riam muito alto, e eu ficava apenas pensando em quando eu poderia ler meus livros em paz. Peguei um livro qualquer e comecei a ignorá-las.

— Ei garota, você é nova aqui, não é? — Uma das garotas me perguntou. Não as olhei e continuei lendo meu livro. — Meu nome é Abby. Prazer.

Olhei para ela enquanto forçava um sorriso.

— Me chamo Lena, prazer. — Voltei a ler meu livro. Ela parece não ter gostado, pois saiu resmungando.

Após algumas horas de conversa entre elas mesmas, o crepúsculo chegou. Todos começaram a se reunir lá fora envolta da fogueira. As risadas e conversas fiadas eram confortantes, admito que parecia ser divertido. Eu me sentei ao lado de Liv, que sorriu para mim.

— Muito bem, pessoal. — Liv se levantou — Está na hora das histórias. Alguém?

Todos ficaram em silêncio, ninguém se manifestou. Eu leio muitos livros, mas a maioria são de fantasia, não ouso opinar, além de que mesmo que não aparente, eu sou muito tímida.

— Bom, já que ninguém vai ter coragem, então eu vou arriscar. — Ela apontou para si mesma pegou a lanterna e direcionou a mesma para o seu rosto — Há cem anos, quando esse lugar era apenas uma aldeia, muitas pessoas diziam que era o melhor lugar para se morar devido a tranquilidade do local. Mas, com o tempo, a vizinhança começou a ouvir barulhos estranhos vindo da floresta, uivos durantes as noites de lua cheia e aparições na aldeia por volta da meia noite. Ninguém sabia ao certo o que era, só sabiam dizer que viam criaturas que não se pareciam muito com humanos e sim como lobos. — Ela desligou a lanterna e riu, sua tentativa de assustar os calouros havia ido por água abaixo.

A reação de Liv foi o suficiente para que todos nós rissemos. Eu peguei um marshmallow e o pus sobre a fogueira e depois dei uma bocada enquanto observava a lua com o "sorriso do gato".

Lobos, uh?

Balancei a cabeça e peguei outro marshmallow.

Depois de algumas horas, nos despedimos e nos direcionamos aos nossos dormitórios. E mais uma vez eu me encontrava com as garotas conversando, só que dessa vez estavam conversando sobre 'como suas camisolas são fofas'

Depois de virar de bruços e afofar o travesseiro debaixo da bochecha, adormeci pensando em cookies. Naquela noite, sonhei que estava sendo perseguida na selva e, quando me virei para olhar meu perseguidor, levei um susto ao ver um grande lobo branco. No sonho, eu ri e então me virei e corri mais depressa. O som de patas delicadas e macias me seguia, no mesmo ritmo do meu coração. 

[...]

Uma mulher entrou no nosso dormitório batendo em uma panela com uma colher de pau, fazendo com que todas nós acordássemos assustadas. Ela falou alguma coisa, mas devido a minha sonolência peguei apenas fragmentos das frases. Ela falava algo como: "acordem! As atividades começaram logo."

Me apoiei em meus cotovelos enquanto ouvia os berros que as garotas davam. Elas discutiam sobre as roupas que iriam usar no primeiro dia de atividades do acampamento. Eu queria voltar a dormir, mas eu sabia que aquela mulher voltaria a qualquer momento batendo na panela novamente. Gemi e me levantei preguiçosamente da minha cama que, devido as ferrugens e ao seu estado velho, não me permitiu ter uma boa noite. Me vesti com minha legging preta, minhas botas de borracha e uma camiseta aleatória. Saí da cabana e vi todos reunidos em frente aos adultos responsáveis por nós durante o verão. Eles estavam separando duplas para fazerem as atividades. Ouvi meu nome ser chamado e logo após mim outro. Olhei para trás e vi uma garota que usava o uniforme do acampamento, o vento brincava com seus cachos castanhos enquanto ela esboçava um sorriso.

— Prazer, sou Amy Adams.

— Sou Lena. — Peguei a folha da mão da mulher e comecei a lê-la.

— Quais são nossas tarefas?

— Já vou avisando que não sou boa com tarefas domésticas.

Ela riu.

— Está bem, eu fico com elas, desde que você me ajude na cozinha.

— Por mim tudo bem, mas vou avisando que também sou péssima na cozinha. — Nós duas rimos.

— Qual item você pretende fazer?

— Bom... — Olhei a folha — Eu posso ir pegar gravetos na floresta. — Ela sorriu.

— Ótimo. Mas vá antes do anoitecer. A floresta é perigosa.

— Não acredito que você realmente acreditou na história que Liv contou ontem á noite. — Ela assentiu e eu ri baixinho — Okay, irei antes do anoitecer, irei agora para me certificar de voltar antes do almoço, tudo bem? — Ela assentiu novamente e eu me juntei ás pessoas que também iriam entrar na floresta.

— Vocês precisam estar aqui antes do almoço, o principal objetivo disto é para ver sua responsabilidade e se sabem pensar enquanto estão na floresta. — O homem explicou.

Logo após isso, entramos na floresta que, por mais claro que o dia estivesse, suas árvores faziam com que ela se tornasse escura e sombria. Eu sabia que por mais que várias pessoas houvessem entrado comigo, eu estava sozinha naquele lugar. Após vagar pela floresta sem rumo, encostei minhas costas em uma árvore qualquer, tomei consciência de que eu estava perdida. Eu estava com raiva de mim mesma por ter deixado tal situação acontecer. Bufei enquanto olhava para o relógio. Uma hora da tarde...provavelmente nem notaram a falta da minha presença.

Me sentei no chão ainda encostada na árvore. Me pus de pé novamente quando comecei a ouvir um barulho de folhas sendo esmagadas no chão. Poderiam ser dos meus colegas do acampamento, mas as pegadas eram levianas e quase silenciosas, eram animais. Eles se aproximavam lentamente, enquanto isso eu tentava achar algum galho grande o suficiente para afastar as criaturas. Quando as criaturas se aproximaram, vi que eram lobos. Eles rosnavam e se aproximavam cada vez mais de mim, olhei para o outro lado para ver uma saída mas eles estavam por toda parte, elas haviam me cercado. Eu os ameaçavam com o grande galho que eu tinha em mãos, mas eles nem sequer arquejavam. Eu achei que aquela era minha hora. Comecei a fazer uma oração, eu sabia que viraria comida de lobo. Enquanto meus olhos estavam fechados, algo pulou a minha frente, com minha falta de coragem não ousei abrir meus olhos, apenas senti essa 'coisa' se aproximar do meu ouvido.

— Parece que temos uma donzela em perigo. — A pessoa sussurrou em meu ouvido. Pela voz grave, era um garoto ou talvez um jovem adulto.

Ainda sem abrir os olhos, os braços do garoto me envolveram e ele me pegou como uma princesa em seu colo e começou a correr comigo. Não sabia para onde ele estava me levando, só sei que eu me sentia segura com ele.

Quando ele parou de correr, ouvi ele arfar e me soltar no chão. Pisei firme com meus pés no chão e abri uma fresta dos meus olhos, e olhei em volta e vi que estávamos perto do acampamento e bem longe dos lobos.

— Como...como chegamos aqui tão rápido? — Perguntei ainda de costas para o garoto. Ele ficou em silêncio. Me virei para ele — Ei! Eu lhe fiz uma pergun... — Congelei ao ver que o mesmo estavam sem camisa. Seus cabelos negros caíam suavemente sobre seu rosto, sua pele bronzeada destacava seus músculos. Corei e comecei a gritar enquanto me virava de costas para ele — Por que está sem camisa?

— Está muito quente. — Ele falou despreocupado.

— Que desculpa esfarrapada!

— Você não deveria agradecer a este senhor "desculpa esfarrapada" por ter te salvo?

Ele estava certo. Por mais indecente que ele estivesse eu devia minha gratidão a ele e a Deus por terem me salvo. Molhei os lábios e olhei em seus olhos.

— De qualquer forma, obrigado por me salvar daqueles lobos. Devo minha gratidão a você.

Ele sorriu convencido e cruzou os braços.

— Agora está melhor.

— Eu preciso voltar. — Apontei para o acampamento atrás de mim — Fiquei sumida durante algumas horas e é bem provável que estejam preocupados.

— Espero nos vermos novamente, donzela.

Eu sorri e comecei a correr até ao acampamento, onde todos estavam reunidos. Quando apareci em meio as árvores, Amy correu em minha direção e me abraçou em meio as lágrimas enquanto me dava um leve sermão. Todos suspiraram aliviados, e eu sabia que teria de enfrentar os sermões dos professores. Mas algo realmente invadiu meus pensamentos...

Quem era ele?


Notas Finais


ESPERO Q TENHAM GOSTADO!!


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