História Moon Drop - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias F(x), SHINee
Personagens Jonghyun Kim, Krystal Jung, Minho Choi, Taemin Lee, Victoria Song
Tags Jongtae
Exibições 27
Palavras 1.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E o segundo capítulo está saindo do forno quentinha! Me desculpem pela demora, mas deu um bloqueio criativo e eu não podia entregar qualquer coisa, não é?
Esse capítulo mostra mais a amizade entre TaeMin e Victoria, assim a história pode correr normalmente depois. ♥

Capítulo 2 - A True Friendship


TaeMin

 

Ela estava grávida. Não chegava a ser o fim do mundo mas era um grande problema para se lidar, principalmente quando se tem um riquinho filho de papai na sua cola e na de Jongin querendo saber o porquê de tudo e o porquê de estarmos sofrendo daquela maneira. Sinceramente, se eu pudesse, dava um belo de um soco no meio da cara dele. Mas pelo bem de todos, eu não faria isso. A questão agora era que Victoria queria tirar a criança, não teria como sustentá-la além de afirmar que o pai não daria a mínima.

- Mas.. Noona.. Quem é o pai? - Pude ver hesitação no seu olhar, tendo que sentar na cama ao seu lado para perguntar mais uma vez. - Noona.. Me diz quem é..

- TaeMin-ssi.. Aish.. É o Jongin.

Meu coração parou por um instante por pensar que todo aquele tempo tinha passado e ele nem ao menos mostrou interesse sobre a saúde da Victoria, mesmo que fosse fingimento. Na verdade, parando para pensar, ele estava me evitando desde então. Depois de um suspiro longo e decidido, dei um beijo na testa da Song e sai de seu quarto dizendo-lhe, ou melhor, prometendo que não faria nada de ruim para ninguém, e não iria mesmo, na verdade, estava indo conversar com Hyukjae.

Eu estava fervendo, borbulhando de raiva. A minha vontade era de arrastar a cara de Jongin no asfalto e se pudesse, pediria ajuda inclusive para o novo melhor amigo dele, Kim JongHyun, e faria isso se eu estivesse no meu estado normal, explosivo, agressivo, sangue quente. Mas eu estava estranhamente calmo, talvez por não querer preocupar a pessoa mais importante pra mim naquele lugar, a única pessoa que realmente estava do meu lado todo o tempo, então eu não poderia abandoná-la naquele momento tão problemático.

Enquanto conversava com Hyukjae sobre o que fazer e que decisões tomar, quem eu menos queria ver naquele instante apareceu, e antes fosse Jongin.

- Eu preciso falar com você. - Disse o garoto de cabelos loiros.

- O que você quer? Eu não estou a fim de olhar pra sua cara agora. - E realmente não olhava, só a voz de JongHyun já me irritava.

- É sobre Jongin.

Olhei rapidamente para o mais velho e lhe disse que já estava indo, o qual me respondendo com um olhar preocupado, imaginando que eu atacaria JongHyun e que sairia dali preso por ter matado o filho de um canalha, mas lhe dei um sorriso curto na tentativa de deixá-lo mais tranquilo e partimos pelo gramado e caminhamos, lado a lado, até a beira do lago, onde então pude conhecer um pouco mais daquele que eu tinha odiado desde que soube seu nome.

- Ele tentou me roubar.. E me contou que é o pai da criança que Victoria está esperando.. - O olhei rapidamente, afinal, o assunto estava me interessando. - Jongin achou, como muitos outros.. - E nesse instante ele quem me olhou com uma expressão do tipo “assim como você”, me fazendo desviar o olhar. - Que sou como meu pai, ou como minha família.. É fato que eu aproveito o dinheiro deles para ter uma vida boa, mas.. Quando fiquei mais próximo de Jongin eu percebi que.. Hm.. Não é a melhor coisa do mundo.

- Por que está me contando tudo isso? Logo para mim? - Naquele ponto, eu já não odiava tanto JongHyun como antes, eu consegui sentir na voz dele uma sinceridade profunda.

- Eu entendo porque não gosta de mim e porque me tratou mal.. Digo, não sei de verdade, mas não consigo imaginar a quantidade de problemas que você vem suportando, muito menos o tempo. - O ouvi suspirar. - Eu sempre pensei que tinha problemas.. Não tinha o que eu queria, ou não conseguia entrar em um curso e outro por falta de vagas, não por falta de dinheiro, ou um celular quebrado e até mesmo a comida que veio queimada.. Eu pensei de verdade que eram grandes problemas, mas a vida não é justa, não é? Eu percebi que não estou vivendo como deveria, assim como Jongin, Victoria.. E até você, TaeMin-ssi.

Meu coração acelerou, não aquele tipo de aceleração quando se está apaixonado ou algo do tipo, mas quando se escuta tantas verdades e tanta sinceridade. É o tipo de sensação que te faz parar para pensar no que fazer em seguida. Eu sempre tomei decisões rápidas, sempre agi antes de pensar, sem imaginar nas consequências dos meus atos, e ouvir de JongHyun que eu não estava vivendo do modo certo, me fez parar para pensar em vinte e três anos de correria e ações tomadas por impulso.

- Victoria quer abortar.. Eu concordo com ela, mesmo que Jongin, ou até mesmo eu, assumissem a criança, nenhum dos dois teria condições de cuidar dela, não só com dinheiro mas como moradia e localidade.. Já imaginou uma criança crescendo no meio de dançarinos no fundo do poço que mal tem dinheiro para se sustentar? - Dobrei as pernas até a altura do meu peito, as abracei e escondi o rosto entre elas, eu estava mostrando para JongHyun o meu lado mais verdadeiro, o meu eu que ficava eternamente escondido dentro de mim, bem lá no fundo, um alguém que até mesmo eu evitava ver. - E-eu.. Não tenho como ajudá-la.. O médico é tão caro..

- Eu pago. - Levantei o rosto e mostrei os olhos marejados de desespero.

- Com o dinheiro do seu pai? É tão fácil, não é? Se precisa de alguma coisa é só pedir dinheiro para o papai que ele te dá, a quantia que for. É bom viver assim, não é? Apesar de reclamar.. Eu não reclamaria se tivesse dinheiro. - Levantei-me rapidamente, vendo que JongHyun se levantou logo depois com a típica expressão de quem não tinha entendido nada. - Eu achei que você estava mudando, Kim JongHyun, mas me enganei.

E antes que ele pudesse responder qualquer coisa, me virei de costas e sai de perto dele. Meu sangue estava fervendo, assim como minha cabeça que parecia que explodiria a qualquer instante, afinal, aceitar o dinheiro do canalha, que insultou todos os dançarinos honestos daquele lugar, era a última coisa que eu faria na vida.

Resolvi voltar para o quarto de Victoria, e chegando lá, a encontrei desligando o telefone e guardando rapidamente alguns papéis embaixo do travesseiro. Não ousaria perguntar do que se tratava, poderia muito bem ser assunto de mulher e eu não tinha que me meter naquele tipo de coisa, mas ainda assim, não era como se eu não tivesse ficado curioso.

- Você está bem? - Perguntei enquanto um sorriso curto surgia na minha expressão cansada, me aproximando da cama que ela estava para me sentar na beirada.

- Eu vou ficar.. Eu sei que vou, não se preocupe. Mas e você? Saiu daqui tão de repente.. Achei que ia cometer alguma loucura.. Você cometeu? - Gargalhei.

Victoria era a única pessoa capaz de me fazer rir verdadeiramente, apesar de não me conhecer por inteiro, afinal, todos guardam segredos e eu sabia que ela tinha os dela. Era quase impossível, pelo menos na minha mente, eu me apegar tanto a uma pessoa a ponto de sermos íntimos o suficiente para que nenhum segredo ficasse entre nós. Mas quem visse de fora, diria, sem pensar duas vezes, que eu e Song eramos um casal, e sinceramente, eu não me importava com isso pelo simples fato de que eu a amava como nunca tinha amado alguém, não um amor de pessoas apaixonadas, mas um amor fraternal, um amor por alguém que eu sei que podia confiar, alguém que nunca me trairia.

- Eu nunca faria nada que te fizesse mal, noona.. Nem mesmo um mal indireto. Você é tudo o que eu tenho.

- Eu sei que sim, TaeMin-ssi.. Obrigada por existir na minha vida e por cuidar tão bem de mim. Nós vamos ficar bem e vamos ficar juntos por muito tempo, até mesmo fora daqui, eu tenho certeza disso.

Terminamos deitados um de frente para o outro, abraçados como duas crianças assustadas, o rosto da mais velha escondido contra meu peito e minhas mãos lhe acariciando os fios negros e compridos que ela tinha. Quando percebi, meus olhos pesavam de sono misturado com cansaço e estresse, mas Victoria já estava dormindo profundamente nos meus braços, e tive que me esticar um pouco para ver que horas eram, e quando vi que ainda tínhamos mais algumas boas horas até que tivéssemos que ir trabalhar, deixei o sono tomar conta de mim, assim como o calor do abraço alheio e a sensação de segurança que eu sentia ao seu lado.

 

Continua. 


Notas Finais


E então, gostaram? Não tem taaaanta coisa mas mostra um pouco que o JongHyun não é tão ruim quanto o TaeMin achou que fosse, não é? E por que será que a Victoria está tão segura de que vai ficar tudo bem? Uh, fica o mistério no ar. ♥


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