História Moondust - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 1.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente! o/
Bom, esta é a minha primeira fic sobre meu OTP do LoL... Não sei muito bem como funciona esse site, principalmente se tem como editar depois de postar o capítulo, vai que tem alguma coisa errada, o que não muito difícil (ai, que aflição!). Mas assim, vou aprendendo como tudo nessa vida, né...
Sem mais delongas, espero que gostem. Bjs! =)


*Os personagens citados aqui não são de minha autoria, pertencem a Riot Games.*

Capítulo 1 - Você me Parece Familiar


“I building this house on the moon...

Like a lost astronaut.”

Diana nunca tivera lá muitos amigos, era uma jovem introvertida demais para deixar que qualquer um se aproximasse de si, mesmo porque sentia muito receio perante as pessoas do seu próprio povo, pois sabia que toda aquela idolatria ao Sol nunca lhe convenceria. E não era por falta de tentativas por aceitação de todos que ela se encontrava isolada, pois ela tentou e muito.

Então estava mais do que acostumada a ficar sozinha pelos arredores da cidade do Monte Targon, lendo seus livros e claro, sempre que podia, saía escondida para admirar a sua tão amada Lua, tal ato que para seu povo era considerado uma heresia.

A cidade estava agitada naquela época, e não era para menos, começaria logo a competição entre os jovens guerreiros para empunhar as armas sagradas do Monte Targon, mais conhecido como Rito de Kor, as batalhas iriam ser realizadas ali mesmo, sob os olhares do povo Solari, o que era um verdadeiro espetáculo para eles. Nessa competição vinham jovens de todos os cantos, inclusive do povo Rakkor que eram muito conhecidos pela sua brutalidade e violência nas batalhas. Houve uma recepção acalorada preparada especialmente para eles, lembrando que para muitos jovens ali, essa seria a última festa a qual estariam presentes.

Em um canto afastado, mais precisamente, em cima de uma árvore, Diana observava de longe toda aquela aglomeração, mas eis que algo chamou sua atenção, ou melhor, uma certa pessoa, uma menina de longos cabelos ruivos que sorria para todos e seguia seu caminho junto à outros jovens que dentre de alguns dias iriam batalhar sanguinariamente até a morte. Diana ficou praticamente hipnotizada por um instante, mas nem ela entendia o porque, só sabe que inconscientemente desejou que ela ganhasse aquela competição, justamente para sair viva de lá... O rosto daquela garota não lhe era estranho.

E de fato não era, pois fatalmente se lembrou da sua única amiga de infância que conseguiu ter.

*Flashback on*

Tinha apenas 8 anos de idade, lá estava ela, Diana, com um de seus livros em mãos, sentada no chão e apreciando a sombra de uma árvore solitariamente, pelo menos era o que ela pensava, pois não muito distante de si estava sendo observada por uma garota ruiva muito curiosa por sinal.

Leona era uma menina extrovertida, fazia amizades com muita facilidade, estava de passagem na cidade dos Solaris dentre de uma semana voltaria para Rakkor, sua cidade natal. No momento estava a observar a figura de uma menina de cabelos platinados de tão loira que era, lendo seu livro calmamente. Não pensou duas vezes em começar a conversar com ela, mas do seu modo...

- Oi! - Disse Leona falando alto e já aparecendo por de trás da árvore onde a loira estava apoiada, fazendo com que ela se assustasse e ter jogado seu livro em sua direção institivamente.

- Ai! Calma... –reclamou um pouco, pois tinha acertado sua cabeça, mas ao mesmo tempo achou engraçada a situação e principalmente a cara de assustada da menina, que parecia não ter gostado muito.

- Oi. O que você quer? –disse Diana ainda um pouco assustada com a forma repentina em que foi abordada pela ruiva.

- Desculpa pelo susto, mas só queria conversar... Parecia tão entretida com esse livro, sobre o que é? –foi logo tentando puxar papo com a menina, como era de seu costume e pegando o livro que estava no chão.

- Me devolva agora mesmo!-disse Diana que já estava a imaginar que aquela menina iria começar a humilhá-la ali mesmo ou o pior, iria tentar queimar o seu livro, isso ela não poderia permitir.

Então não mais do que depressa, Diana já chegou empurrando a ruiva, que era um pouco maior do que ela, contra a árvore, arrancando assim o livro de suas mãos. Nesse caso, quem acabou se assustando agora era Leona, pois não estava esperando essa reação.

- Poxa! Eu iria devolver... Você é muito brava pra uma menininha. –provocou Leona.

- Olha quem fala... Quantos anos você tem?-retrucou Diana e se afastando um pouco com o seu bendito livro.

- Tenho 9 anos.- respondeu.

- Grande coisa, temos praticamente a mesma idade... E de onde você veio, por acaso é daqui?-Diana perguntou receosa, mas não deixou transparecer.

- Não, sou de Rakkor, estou aqui só de passagem com os meus pais. E você ainda não me respondeu sobre o seu livro...-respondeu Leona que permanecia curiosa a respeito daquele livro, ainda mais depois daquela reação.

- Hum... Bom, é sobre a Lua e o seu reino já há muito tempo esquecido. -respondeu Diana um pouco mais tranquila por saber de que ela não era uma Solari.- Aliás, qual o seu nome mesmo?

- Leona. E você é?

- Diana. E desculpe pela livrada na cabeça... –disse finalmente se soltando um pouco e esboçando um sorriso.- E pelo empurrão.

- Não foi nada, já estou acostumada. -respondeu Leona rindo.

- Como assim? As outras pessoas da sua cidade te humilham também?

- Não, não. É que eu treino todos os dias para ser uma guerreira Rakkor. Porém eu precisarei matar meus irmãos de armas quando for disputar as armas sagradas do Monte Targon, e bem, eu não gosto muito dessa ideia de matar alguém...-desabafou Leona.- Reparei que tinha dito “também” na sua pergunta, você foi humilhada?

- Entendi, mas é um pouco estranho tratando de uma rakkorense que não gosta de matar. Bom, quase sempre... Por isso fico afastada de todos e não possuo muitos amigos, aliás costumam me julgar como uma estranha por aqui por não idolatrar o Sol. –ficou olhando para o rosto de Leona para ver se haveria alguma reação negativa da parte dela, pois já estava mais do que acostumada com esse tipo de tratamento para com ela.

Leona por sua vez, não compreendeu qual a razão daquelas pessoas tratarem tão mal aquela menina somente por não partilharem do mesmo pensamento. Sentiu um ímpeto de ajuda-la de alguma forma, ou melhor, protege-la. Mesmo porque, por algum momento, Leona se viu nela, pois ela era considerada uma garota problemática pelos seus próprios pais e amigos somente por não gostar de matanças, em sua cabeça, toda aquela selvageria era desnecessária em batalha. Então tomou uma atitude diante daquela menina e prometeu a ela:

- Eu protegerei você. –e esboçou um sorriso confiante para ela.

Diana demorou um pouco para raciocinar e perceber de que fora uma reação positiva, aliviada como nunca, retribuiu o sorriso sem pestanejar. Agora ela podia dizer que possuía uma amiga.

Durante aquela semana inteira sempre davam um jeito de se encontrarem, parecia que nunca faltava assuntos entre as duas. Diana mostrara a cidade toda para Leona de uma maneira animada, parecia até uma guia turística, naquela semana aqueles olhares e comentários desgostosos que sempre recebia passaram despercebidos pela loira... Mas sabia muito bem que quando a ruiva voltasse para sua casa, voltaria a sentir aquele inferno pairar sobre si.

Sabendo disso também, Leona sempre que podia tentava visitar a sua amiga da cidade vizinha, nem que fosse em um final de semana ou outro, continuou fazendo isso por uns 4 anos, cada reencontro estreitava ainda mais os laços de amizade entre as duas, trocavam segredos, falavam sobre os seus medos, compartilhavam o que sabiam de lutas e por que não sobre a Lua e o Sol...  Apreciavam muito a companhia uma da outra.

Parecia que tudo estava indo bem, até que de repente, Leona parou de visita-la de forma drástica, ou seja, sem avisar ninguém. Como resultado dessa atitude, acabou deixando Diana muito perplexa e confusa, chegando a pensar que tivesse feito algo de ruim para sua amiga sem perceber. Ou até mesmo o pior, chegou a suspeitar de que Leona de alguma forma soubesse de seus sentimentos mais do que de uma simples amizade, isso talvez pudesse explicar a sua ausência.

A única coisa que conseguiu acalmar o seu coração naquele momento, foi pensar de aquele sentimento novo e puro que surgiu, chamado amor, era questão de fase e que logo passaria. Mas para sua angustia, não se tratava de um sentimento superficial como ela gostaria que fosse.

Por um bom tempo Diana permaneceu na entrada da cidade, todos os finais de semana na esperança da ruiva aparecer e nada. Nunca haveria de se esquecer da carta que tinha feito quando tinha seus doze anos, sim, fora uma das últimas vezes em que tinha visto Leona, tudo bem que ela estava um pouco confusa pelo o que estava sentindo pela amiga, mas nela estava escrito os mais verdadeiros sentimentos que nutria por ela, pois tinha certeza disso, pensava em seus 15 anos.

Sem mais esperanças, resolveu parar de esperar por Leona, congelou no tempo o amor por ela e acreditou que deveria fazer o mesmo que ela fez consigo, esquece-la. Decidiu então se aprofundar cada vez mais nos seus estudos pela busca da verdade, acreditava fielmente de que se ela obtivesse as provas da existência do povo Lunari, ela poderia ser finalmente ouvida e os seus dias de humilhações estariam acabados.

*Flashback off*

Diana se entristeceu um pouco somente por ter lembrado sua amiga, apesar do tempo ter passado, seus sentimentos em relação a ela não tinha mudado tanto assim como imaginava... Ela realmente tentou esquece-la se se ocupando com outras coisas, até mesmo com lutas, pois também nutria ódio por tê-la abandonado sem um pingo de sensibilidade para com ela. Sim, travava dentro de si uma relação de amor e ódio. Mas tratou logo de parar de refletir sobre seus sentimentos, aliás, até o momento, não sabia se era realmente Leona no meio daquela multidão... Então seguiu seu caminho.



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