História Moonlight at Midday - Capítulo 73


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Bella Swan, Benjamin, Billy Black, Brady Fuller, Carlisle Cullen, Charlie Swan, Collin Littlesea, Demetri Volturi, Edward Cullen, Emily Young, Emmett Cullen, Esme Cullen, Felix, J Jenks, Jasper Hale, Leah Clearwater, Paul Lahote, Personagens Originais, Quil Ateara, Rachel Black, Renesmee Cullen, Rosalie Hale, Sam Uley, Sue Clearwater
Tags Cullens, Jacob Black, Quileutes, Saga Crepúsculo, Volturi
Exibições 38
Palavras 3.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie people!! Lá vai um capítulo fresquinho pra vocês!!

Por favor, leiam as notas finais ♥

OBS.: Nem preciso dizer quem é na foto de capa né? Norah barrigudinha!

Capítulo 73 - Pacto.


Fanfic / Fanfiction Moonlight at Midday - Capítulo 73 - Pacto.

Sentada num sofá no canto do meu quarto no Castelo Virtuos, eu me permito por alguns minutos me perder entre alguns pensamentos sobre o que tem acontecido. Tem sido dias difíceis e por mais que eu me esforce ao máximo pra tranquilizar os meus entes queridos, nem eu mesma sei quanto tempo mais irei suportar a dor causada pelo crescimento do meu próprio filho em meu ventre. Levo a mão instintivamente por sobre o meu ventre bastante aparente por sob o tecido da minha roupa e suspiro pesado. É triste não saber se serei forte suficiente pra sobreviver ao parto.

 

Christopher está ao telefone com Isaque, nosso amigo tem sido de grande ajuda nesse período em que estamos em Volterra. Nós já deveríamos estar no Solo Sagrado, afinal nunca nos afastamos de lá por mais de duas semanas, mas com a partida de Daniel em busca de uma solução para o que está me acontecendo, resolvemos estender nossa estadia. A conversa entre eles distrai meu marido e eu resolvo fuçar um pouco o celular. Logo vejo a notificação de uma mensagem enviada por Emily, ao abrir o aplicativo vejo em sua mensagem a preocupação com minha gestação complicada. Afim de tranquiliza-la, conto a minha prima sobre a nossa nova esperança depositada em meu tio. Explico o pouco que entendi sobre Yuki-onna e minha prima se torna instantaneamente tão esperançosa quanto todos por aqui. Ela me envia uma foto de Sophia brincando no quintal com Sam e a tranquilidade que a imagem me transmite, me faz suspirar. Mediante aquilo, eu me levanto e me afasto do campo de visão de Christopher, sem muita preocupação com a roupa que estou usando, ou o cabelo preso num emaranhado no topo da cabeça, eu paro diante do espelho do corredor do banheiro e me posiciono um pouco de lado apoiando a mão na minha notória barriga de gestante. Confiro a imagem capturada (capa do capítulo), a resolução está bem ruim, mas eu não me importo com esse detalhe, a envio pra Emily que em poucos segundos a visualiza. Logo uma chuva de coraçõezinhos e outros emojis carinhosos surge na tela do meu iphone, é Emily com seu jeito exagerado demonstrando sua felicidade me ver a minha “barrigona” como a própria diz. Depois de mais alguns minutos nessa conversa, me despeço dela e bloqueio a tela do meu celular no momento certo. Uma nova onda de dor me acomete e como das outras vezes é tão intensa, que eu acabo apagando.

 

 

POV Aurora

 

 

((1 semana depois do casamento de Norah e Christopher... ))

 

 

Mais uma noite nesse inferno. Mais uma noite trancafiada nesse lugar maldito por culpa daquela filhote de vampira dos infernos... Por causa dela fui banida do meu clã, onde a essa hora eu deveria estar comandando. Perdi meus membros por causa dela também, minha magia e minha liberdade, tudo por causa da maldita Norah Young.

 

É horrível depender dos outros o tempo todo ainda mais estando num lugar como esse, onde a boa vontade, ainda que comprada como tenho feito, não é lá grandes coisas. O meu dinheiro não vai durar muito tempo, mas eu também não pretendo viver desse jeito por muito tempo. Nunca imaginei que algum dia pensaria em acabar com a minha própria vida, mas a verdade é que a minha vida acabou no momento em que minha magia foi tirada de mim. Essa foi a pior mutilação que eu sofri... Mesmo sem os braços e as pernas, se eu ainda tivesse a minha magia, tudo seria diferente. Mas aquela maldita Nephalia acabou com o que eu tinha de melhor... Não vejo a hora daquela imbecil superbombada me dar a doce notícia de que já está em posse da priminha nativo-americana e a filhinha dela. Duvido que aquela filhote de vampira irá se negar a fazer exatamente o que eu mandar, quando souber que posso acabar com as duas da maneira mais cruel e dolorosa. Pra minha vingança finalmente se iniciar, eu dependo exclusivamente daquela brutamontes que tem a fama de topar os trabalhos mais sujos e cumprir o combinado, mas que já fazem dias que não me atualiza sobre a quantas andam as coisas naquela reserva fedida.  

 

De repente um barulho por fora na de fechadura da porta me sobressalta, depois que as detentas são recolhidas dificilmente se ouve esse tipo de ruído, uma vez fechada as malditas portas de ferro, só são abertas pela manhã. A porta se abre e eu tento me mover um pouco na cama, o máximo que consigo é virar o pescoço, eu realmente não sou capaz de me mover sozinha. Vejo de forma periférica algumas detentas entrando e se posicionando no pouco espaço da minha cela, que por minha formação acadêmica me permitiu exclusividade. E então uma voz que eu reconheço me causa estranheza.

 

 

— Boa noite, Barbie cotó. Há quanto tempo não nos vemos...

 

Pisco os olhos sem entender. O que a desinfeliz da brutamontes está fazendo aqui? E a essa hora... Antes ela se recusava a vir mesmo em horário de visitas, dizia que não queria pôr os pés nunca mais nesse lugar... Será que a infeliz vacilou e foi presa novamente? Se foi isso ela terá que me dar uma boa satisfação sobre o servicinho que já adiantei uma boa quantia a ela.

 

— Big Maggy? É você? Não consigo te ver...

 

Ouço uma risada sarcástica vinda dela.

 

— Meninas por favor, ajudem a perninha a se posicionar, ela precisa me olhar bem nos olhos...

 

O tom dela me deixa desconfiada, e logo as outras detentas se aproximam de mim e me posicionam de maneira muito desconfortável.

 

— Me coloquem na cadeira por favor... E, o que você está fazendo aqui Big Maggy? E o nosso combinado??

 

 

As mulheres ignoram meu pedido e eu engulo seco vendo o olhar que a brutamontes lança sobre mim.

 

 

— É exatamente por isso que estou aqui bonequinha maneta. Me diga uma coisa, mas, pense muito bem na sua resposta. Eu quero a verdade.... Entendeu?

 

 

Engulo seco e meneio a cabeça de forma positiva.

 

 

— Então diga...

 

 

Ela dá um sorriso falso. — Tem alguma coisa que queira compartilhar comigo, sobre as pessoas daquela Reserva?

 

 

Chego a engasgar quando ouço a pergunta.

 

 

— Eu... É... Eu...

 

Tento buscar as palavras corretas pra responde-la, pelo visto a maldita descobriu o segredinho dos nativos antes da hora que eu esperava. Era pra ela fazer o trabalho e então aquelas bestas malditas iriam caçá-la e acabar com a raça da brutamontes vingando a morte da fêmea e da filhote de um deles, assim como também da maldita Nephalia. Engulo seco novamente antes de continuar tentando responder.

 

 

— Faça a escolha certa de palavras, toquinho... --- Ela comenta avaliando a minha expressão facial.

 

— Eu... É, eu não sei o que poderia compartilhar, acho que já te dei todas as informações necessárias para o trabalho. --- Opto por mentir, do jeito que essa brutamontes é idiota, é capaz de cair na minha conversa inocente.

 

— Ahhh, é mesmo? Não há nada, digamos, perigoso, em realizar esse trabalho e que você queira me contar então...

 

 

Finjo uma cara de surpresa.

 

 

— Perigoso? Não que eu saiba... O único risco é a polícia descobrir e você ser presa, mas você me garantiu que isso não aconteceria. O que me faz pensar num detalhe... Se você está aqui, significa que foi presa então... E o trabalho que combinamos?

 

Big Maggy dá um sorriso de canto e volta seu olhar para as outras detentas, ela dá um longo suspiro e depois três passos se aproximando de mim.

 

— Sabe de uma coisa cotó, tem uma coisa que você esqueceu de mencionar... E não, nem adianta você dizer que não sabia perninha, por que eu sei que você sempre soube.

 

Meu coração começa a acelerar no momento em que sinto o tom ameaçador de Big Maggy.

 

— Você esqueceu de me alertar para a “infestação de lobos” naquela região, e eu considero isso um sério risco a minha integridade física... Você não acha?

 

As detentas se entreolham e eu volto a engolir seco pela milésima vez.

 

— Lobos, mas, é... Aquela é uma região de floresta, é de se esperar que haja uma fauna ativa... Esse risco já era esperado, não?

 

 

Percebo um olhar tenebroso vindo daquela mulher que se aproxima tanto de mim que eu sinto seu bafo quente intoxicando minhas narinas.

 

 

— Você sabe perfeitamente que ESSES LOBOS são, digamos, mais perigosos...

 

 

As detentas se entreolham com ar de curiosidade sobre o que ouvem, mas meus olhos se mantêm atentos à brutamontes.

 

— Lobos são mesmo perigosos, mas você tem armas, não teria dificuldade de acabar com eles.... Um tiro e eu aposto que eles sairiam correndo e nunca mais tentariam nada. --- Minto.

 

De repente Big Maggy me agarra pelo pescoço suprimindo minha tentativa de respirar, a sensação é desesperadora e se torna cada vez pior conforme ela me ergue assim para mais alto que a própria cabeça.

 

 

— Você acha que eu sou alguma idiota, sua cotó filha da p*ta! Você me mandou lá ciente do risco que eu corria e se eu não tivesse dado uma p*ta sorte a essa hora eu serviria de comida pra minhoca...

 

O tom dela muda e a voz se eleva pelo menos uns três tons, as detentas em outras celas começam a se eriçar e eu em meu desespero tentando respirar não sou capaz de dizer nada, só sinto a agonia da falta de oxigenação no cérebro e cada espasmo muscular que me tortura de uma maneira inacreditável e em minha condição física sequer sou capaz de tentar relutar...

 

— Tá assustada né cotó? Tá sentindo o medo de ser brutalmente assassinada... Eu sei que sensação é essa, eu senti isso naquela maldita reserva. --- Ela aperta um pouco mais a minha garganta e quando eu penso que vou desmaiar, ela me solta em cima da cama novamente.

 

— SOCORROOOOO... --- Grito desesperada assim que percebo fôlego em meus pulmões novamente e Big Maggy apenas ri.

 

— Pode gritar querida, eu sei como as coisas funcionam aqui, lembra? Uma parte do seu pagamento foi útil pra permitir minha entrada e eu não terei problemas pra sair. Mas só daqui há pouco, quando eu acabar...

 

Pisco os olhos repetidas vezes com a cabeça quase explodindo pela pressão recente causada pelo estrangulamento. De repente as detentas vão saindo uma a uma da cela me deixando a sós com a brutamontes que me olha com um brilho sombrio em seu olhar.

 

— SOCORRO PLEO AMOR DE DEUS ELA VAI ME MATAR, SOCORROOOOO, CARCEREIRA SOCORROOOO!!!

 

Grito em desespero e vejo Big Maggy tirando algo reluzente do bolso, uma faca com aspecto artesanal que ela passa de leve na ponta do dedo. Big Maggy sorri de forma maquiavélica e então abruptamente o primeiro golpe é deferido. Não sei se por meu sangue estar tão quente pelo nervosismo ou por algum outro motivo que desconheço, eu não sou capaz de identifica de imediato onde a brutamontes me feriu. Ela ri e novamente outro golpe, dessa vez eu vejo de onde o objeto afiado sai dando lugar a um vazamento descontrolado de sangue. Incrivelmente eu não sinto dor, mas meu corpo começa a reagir a perda do sangue e eu me sinto um tanto zonza, como se a qualquer momento fosse desfalecer.

 

 

— SOCORROO... --- Tento outra vez.

 

— Não adianta perninha, chegou a sua hora.

 

Big Maggy é que responde e volta a me golpear, mas dessa vez de forma muito mais brutal ela desfere golpes fortes, um após o outro e então a dor passa a se fazer presente no mesmo instante em que o sangue sobe por minha garganta. Não consigo dizer a quanto tempo já estou sendo brutalmente golpeada, mas de certo a essa altura meu corpo mais parece uma peneira. Minha respiração já não é mais possível, o sangue obstruiu totalmente a passagem de ar e a última coisa que vejo, são os olhos cheios de ódio da mulher que contratei pra matar Norah Young...

 

 

— Vá para o inferno, Barbie cotó.

 

 

 

POV Alex

 

 

Atualmente...

 

 

Depois de uma viagem tensa, enfim chegamos a Volterra. Colin e eu fomos recepcionados pela híbrida a quem conheci há mais de um ano na Reserva Quileute e confesso que me afeiçoei a ela. Norah é uma mulher forte e sua bravura me faz vê-la com uma certa admiração, o que normalmente não tenho por alguém de outra espécie. Ela e o marido nos apresentaram a alguns integrantes do Virtuos e mostraram parte das instalações, mas ela sentiu-se mal há algumas horas, algo relacionado a gestação e então eu a fiz ver em minha mente que não havia necessidade de continuar nos acompanhando, que Colin e eu iriamos continuar conhecendo o local sozinhos ela podia ir descansar tranquila. E assim que ela nos deixou, Colin e eu exploramos melhor as dependências do Virtuos, depois de algumas horas, fomos acometidos pelo cansaço da viagem e os nossos aposentos realmente nos deixou impressionados.

 

 

“Eu esperava um desses quartos cheios de frufrus...” --- Colin comenta.

 

“Confesso que eu também... Mas a híbrida é esperta, ela sabe que não permaneceríamos aqui se eles tentassem nos ‘domesticar’...

 

“Tá, mas, você esperava mesmo uma floresta? Em Volterra?” --- Colin segue andando entre as árvores.

 

“Não... Esse é um lugar inacessível aos humanos, perfeito pra nossa estadia.”

 

“Que eu espero que seja breve...” --- Ele se aproxima de mim. “Agora... Eu acho que temos um bom motivo pra voltarmos a forma humana. ”

 

O comentário dele me faz sentir vontade de rir. Colin nunca foi muito sucinto, e sempre que me deseja, ele vai direto ao ponto.

 

“Colin, você sabe...” --- Tento lembrá-lo do período em que estamos.

 

“Sim, eu sei... E acho que está mais do que na hora de começarmos a pensar em encher a nossa caverna com um bando de filhotes. Não acha? ” --- Não respondo e ele continua. “E sem contar o fato de que eu sei que você também está cheia de vontades, eu sinto o seu cheiro... ”

 

 

Ele termina de falar e a transformação começa diante dos meus olhos, sinto uma certa agonia em ver isso acontecer, já que eu bem sei o quanto é doloroso regredir para a forma humana, mas com o passar dos minutos, ao ver o corpo nu diante dos meus olhos, meu corpo muda sem que eu o force a isso. Passada a agonia dou um passo em direção ao Colin que estende os braços me puxando com vontade pela cintura. Ele em sua forma humana tem a pele negra num tom chocolate, os olhos um pouco puxados e delineados, lábios macios e um corpo perfeitamente definido. E o conjunto completo desperta os meus instintos mais sacanas... Ele entrelaça meus cabelos castanhos entre os dedos me puxando pela nuca pra um beijo delicioso que chega a tirar um pouco do meu fôlego.

 

 

— Toda minha, minha Alex... --- Ele fala em meio a um gemido enquanto suas grandes mãos percorrem as curvas do meu corpo humano.

 

— Todinha Colin, sua fêmea...

 

Minhas palavras bastam pra terminar de incendiá-lo, ele me ergue no colo e eu entrelaço sua cintura sentindo sua excitação buscando minha parte mais intima e úmida e sem nenhum tipo de pudor aos poucos vamos nos rendendo ao desejo que sentimos um pelo outro.

 

 

 

POV Daniel

 

 

Meus olhos tentam assimilar a imagem diante dos meus olhos. Os traços orientais, a pele alva, o brilho que envolve a criatura sobrenatural há apenas poucos centímetros de minha face. Sua imagem um tanto translúcida me permite ver de forma turva o teto por trás dela, e seu olhar penetrante parece despir minha alma.

 

— Yuki-onna... --- Sussurro outra vez.

 

— Shhhhhhhh... Assim vai acordar a criança. Me acompanhe...

 

Ouço a voz mais doce que alguém poderia ter, mas surpreendentemente seus lábios não se movem. Ela me alerta para que eu não acorde Débora ao meu lado e então ela se afasta movendo-se no ar como num filme de hollywood. Eu me coloco de pé e saio atrás dela, mas diferentemente da criatura mística, eu me vejo obrigado a usar a porta para ir até a sacada da suíte. Do lado de fora paro diante dela ainda sentindo uma euforia única por estar diante dela, pelo que se tem registro, poucos foram os que tiveram essa mesma chance.

 

— Yuki-onna, eu...

 

— Eu sei o que me trouxe aqui, filho de Magnus. Agora diga...

 

O tom doce revela seu conhecimento do motivo que me fez procura-la e além, a forma como ela se refere a mim, me deixa perceber que ela sabe perfeitamente quem sou.

 

— Eu imploro que ajude Norah, que acabe com esse tormento... --- Apelo sinceramente.

 

— Um de meus filhos, certo dia declarou: "Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário"... Está pronto para pagar o preço, Duque Haniel Von Virtù?

 

As palavras dela saem serenas como uma brisa suave, mas ao mesmo tempo ela cria uma imagem em minha mente me mostrando o tal preço a ser pago. Meu olhar se volta em direção ao quarto, onde a mulher mais linda e incrível do mundo dorme tranquila e eu sinto o pesar daquela proposta.

 

— Sim.... Apenas salve a minha sobrinha.

 

 

Com o pacto selado, Yuki-onna se move de um jeito que não sei explicar, ela estende um braço em minha direção e abre a mão tendo ali um pequeno pergaminho que eu entendo perfeitamente que devo pegar e assim faço.

 

— Ela já não mais perecerá.

 

 Yuki-onna move ligeiramente a cabeça em despedida e se desfaz como uma nuvem de fumaça bem diante dos meus olhos. Imediatamente abro minha mão e verifico o pergaminho, o idioma ali é muito mais antigo do que sou capaz de compreender, mas como num passe de mágica o significado do pequeno texto se revela a mim e ali está o pacto que fiz com Yuki-onna... Uma vez selado, não se pode voltar atrás.

 

 

— Danny? O que tá fazendo aí fora? --- A voz de Débora atrai minha atenção e eu me direciono a ela escondendo o pequeno pergaminho de seu campo de visão.

 

— Fui abrir um pouco a porta da sacada, pra entrar ar fresco pra você meu amor. Agora volte a dormir sim...

 

 

Me ajeito ao lado de Débora que se aninha em meu peito ignorando completamente a minha temperatura vampírica. Assisto enquanto minha mulher volta a pegar no sono enquanto reflito sobre o pacto que fiz. Por mais que isso me doa, eu tinha que fazê-lo, Yuki-onna me mostrou, ela me deixou ver a situação do jeito que somente ela era capaz de ver e se eu não selasse o pacto, nem minha sobrinha e nem o bebê sobreviveriam. Eu não tinha escolha, não podia deixar isso acontecer... Eu fiz o que tinha que fazer.

 

 

 

 

POV Norah  

 

 

Deitada na cama eu me recupero lentamente do último desmaio, já está tão rotineira essa situação que o fato das dores se tornarem cada vez mais intensas já nem me assustam mais. Meus olhos se mantêm fechados enquanto reflito um pouco nas coisas, mas de repente uma luz extremamente intensa me faz abri-los e é quando eu me sobressalto com o que vejo.

 

 

— Não se assuste, descendente de Magnus. Você sabe quem sou e o que vim fazer...

 

 

A criatura diante dos meus olhos fala comigo sem se dar ao trabalho de mover seus lábios e dessa vez não é o meu dom que me permite penetrar sua mente. De algum jeito, essa criatura se comunica comigo e eu não sei bem como. Logo me surge à mente, de quem se trata.

 

 

— Yuki-onna... Você veio... Meu tio Daniel... Ele...?

 

 

Uma sutil menção de sorriso é perceptível em seu rosto.

 

 

— Nem você, nem a sua descendência perecerá...

 

 

Ela responde de forma enigmática e de repente parece irradiar uma luz direcionada a mim, eu sinto como se alguém mexesse em meu ventre e passo a notar os movimentos que o meu bebê faz, de forma suave e tranquila me transmitindo uma tranquilidade única. Mas eis que uma recordação dos ensinamentos Deveraux me surge.

 

 

— Qual será o preço? --- Questiono com seriedade.

 

— Você não está em dívida. --- Ela responde.

 

— Não foi o que eu perguntei... --- Rebato e o olhar lançado a mim parece ser de surpresa. Mas eu nem sei, essa figura é extremamente enigmática.

 

— Um pacto não se pode ser revelado. Mas eu vejo o que há em seus olhos e então lhe darei uma chance... A resposta pra sua verdadeira pergunta, é O Amor.

   

 

Eu franzo o cenho sem entender e então a noto se desfazendo no ar como uma nuvem de fumaça mística. Meus pensamentos tentam assimilar tudo aqui quando a porta do banheiro se abre e Christopher sai de toalha em minha direção.

 

— No, eu estava pensando, já que não conseguimos saber o sexo do bebê porque as ultrassonografias não conseguem penetrar a camada protetora ao redor do saco embrionário. Porque não escolhemos dois nomes, um de menino e um de menina, assim a gente... --- Christopher para de falar quando me nota distraída. — Amor? O que houve? Tá tudo bem?

 

E de repente meu ventre dá o sinal de quem está ali e eu vejo que as coisas realmente mudaram. Sinto meu filho se mover dentro de mim, mas não há mais a dor e nem o medo, não há mais a preocupação de não aguentar o parto e nunca conseguir ver o rostinho do meu próprio bebê. Tudo isso simplesmente não existe mais e apesar de eu estar completamente intrigada com o preço a ser pago, eu me rendo a emoção do momento e acariciando meu próprio ventre com muito amor, me volto a meu marido.

 

— Chris, acabou... Coloca a mão aqui, sente nosso bebê mexendo.... Acabou o sofrimento meu amor!  

 

Chris com o semblante surpreso se aproxima mais e toca meu ventre sentindo nosso bebê mexer de maneira a nos fazer emocionar e antes de dar qualquer explicação sobre isso ou me preocupar com qualquer coisa, nós apenas rimos e nos beijamos enquanto brincamos com o nosso bebê devidamente protegido em meu ventre...

 

— Eu te amo meu Bebê...

 

 

 


Continua....   


Notas Finais


E aí pessoal o que acharam? Críticas construtivas e sugestões são muito bem-vindas!

E bom, eu sei que vai parecer bobagem mas eu preciso agradecer a vocês que vem acompanhando a fic que está na reta final e queria dizer especialmente que estou mega feliz em ver que a fic tem 100 favoritos!!!! Tá, eu sei que tem um monte de fic's com até mais de 5x esse número de favoritos, mas gente eu não tô nem aí hahahahaha ter 100 favoritos pra mim é motivo de imensa alegria! 100 pessoas gostaram tanto das minhas insanidades, que se deram ao trabalho de favoritar e isso pra mim é algo inexplicavelmente maravilhoso...

Moonlight At Midday é a primeira fic que eu escrevo, e antes dela eu só tinha ouvido falar em fanfic dois dias antes de lançá-la, então pra mim é uma honra ter tanta gente assim favoritando, de verdade. É claro que, eu também agradeço e muito as outras pessoas que somente acompanham a fic, ter as exibições tbm são motivo de gratidão, então, enfim... Eu só posso agradecer gente a quem lê, favorita, comenta e etc. De verdade!

Ahh e pra quem curte esse mundinho da Saga Crepúsculo eu peço que dêem uma olhadinha na minha fanfic Under The Full Moon e na fanfic que fiz uma recente parceria com a ~Liublackforever e ~Amandablack27 a Wolves & Witches... Segue os links:

Under The Full Moon: https://spiritfanfics.com/historia/under-the-full-moon-5918290

Wolves And Witches: https://spiritfanfics.com/historia/wolves-and-witches-7011151


Beijocas e até o próximo capítulo ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...