História Moonlight Moon - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Lysandre
Tags Amor, Drama, Horror, Lana Del Rey, Paixão, Terror
Visualizações 4
Palavras 3.934
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - O preço da mentira (6)


Fanfic / Fanfiction Moonlight Moon - Capítulo 20 - O preço da mentira (6)

Moonlight Moon – O preço da mentira (6)

Kharolinah ON


Não demorou muito para que ela levanta-se da cadeira com um semblante raivoso. Logo bradando em um tom mais alto:

- Você é louca?! Como é que você entra assim sem bater e ainda quase quebrando a porta?! – Indagou, esmurrando a mesa.

- Quebrada? Ah, hoje quem saí dessa escola quebrada é você sua cobra – disse, dando-lhe um tapa em cheio no rosto. Eu senti minha mão pulsando de dor por conta da força do tapa que a dei.

- Mas que porcaria é essa, Peggy?! – Gritei, pegando meu celular e pondo em sua frente. – Onde é que você está com a cabeça?

Peggy segurou o rosto, surpresa, por um momento, então sorriu. A bochecha dela estava ficando vermelha.

- Eu já imaginava quando iria aparecer – ela disse, com um sorriso sínico.

Eu ia avançar nela novamente, mas Rosalya fez questão de fazer isso por mim. Eu nunca a vi tão irritada e perturbada.

- O que é que tem de errado com você?! - Rosalya gritou, pronta para pular nela de novo – Você prometeu que não ia fazer isso! Prometeu que não ia publicar, nós confiamos em você!

Peggy se levantou devagar. Agora ela não tinha apenas uma mancha vermelha, estava cheia de arranhões e pequenos hematomas. Mesmo surpresa e orgulhosa de Rosalya, eu ainda estava confusa. Por que ela estava tão histérica sendo que a foto, infelizmente, é minha e de Albert?

- Bom – ela falou, espanando o vestido amarrotado de modo teatral. – Eu cumpri minha promessa. Eu disse – ela falou, alto, quando Rosalya estava prestes a protestar – que não iria repetir nada do que aconteceu ali. Se você prestar atenção, eu coloquei uma nota de rodapé que avisa que a parte do artigo descrevendo não foi escrita por mim, mas enviada gentilmente por uma fonte que prefere permanecer anônima.

- Ah é? – Rosalya disse com um tom doce e um olhar homicida para Peggy – E o resto, sua maluca? – continuou.

- Bom o resto... – falou Peggy dando de ombros, abrindo um sorriso novamente – Não posso sair revelando meus segredos profissionais por ai, Rosalya. Mas sabe, vocês estão sendo pessimistas, olhem por outro ângulo! É, olha – ela continuou, tomando nossa expressão de choque para interesse, aquilo para mim parecia impossível. Peggy realmente tem o dom de surpreender as pessoas – vocês podem me contar o lado de vocês da história! Isso, vocês podem me dar um exclusiva! Aliás, todo mundo podia fazer isso – ela falou meio para si mesma, os seus olhos brilhavam por momento – cada dia eu faço uma entrevista com cada um, cada dia mais revelações e detalhes sobre cada segredo...

Olhei para Rosalya, e ela parecia tão confusa quanto eu. Era claro que Peggy tinha perdido a noção, mas eu não estava com paciência.

Agarrei Peggy pela frente do seu vestido e a joguei contra a parede. Como ela provavelmente era mais forte do que eu apertei seu antebraço contra o seu pescoço com força, e usei a outra mão para prender um de seus pulsos atrás de suas costas. Ela ainda poderia escapar, mas eu esperava que aquilo a desestabilizasse por um tempo.

- Peggy?! – Lysandre entrou furioso na sala, juntamente de Castiel e Albert.

- É brincadeira... – Resmungou Peggy, soltando um suspiro cansado.

- Kharol, não vale a pena – disse Albert ao se aproximar.

- Por mais que ela esteja merecendo uns bons tapas, podemos nos sair mal nisso – Continuou. Tentando me separar dela.

Estava tão nítido para mim a verdadeira identidade daquela fonte anônima que a minha única vontade era de sair dali e procurar ela o mais rápido possível.

- Você pirou de vez, garota? – Indagou Castiel, extremamente enraivado.

- Se isso não sumir amanhã, fique sabendo, você não entra nessa escola nem pintada de ouro! – Continuou. Jogando a folha de exemplar no peito de Peggy. Ele saiu da sala, batendo a porta com tudo.

Peggy estava encostada na parede, assustada pela ameaça de Castiel.

A sua fama como bad boy passou de um traço rude e cabelos ruivos, quando uma ex-namorada da época do primeiro ano lhe deixou.

Eu saio da sala em seguida, suspirando em exaustão.

Albert sentou ao meu lado, abraçando meu corpo num gesto carinhoso.

- Venha aqui – disse, me puxando para seus braços.

Desabei, deixando que lágrimas quentes rolassem por meu rosto.

Era incrível como as pessoas tinham o prazer de ver os outros no fundo do poço...por baixo, sem ânimo.

- Xiu... – Albert tentava me acalmar, enquanto acariciava meus fios loiros.

Com o tempo, eu fui me acalmando. A aula já tinha começado e não havia ninguém além de nós dois no pátio.

Me afastei gentilmente de Albert, levando uma mecha para detrás da orelha.

- Eu sei que foi ela, Albert – disse, suspirando.

- Ela? Como assim? – Perguntou. – Você acha que foi Isabela a mandante de tudo? – Continuou.

Assenti, com o olhar baixo.

- Eu tenho quase certeza que foi ela, Albert – disse com a voz embargada, sentindo o peso de sua mão sobre meu ombro.

- Kharolinah... olhe para mim – disse, segurando minha mão.

Eu ergui a cabeça, encarando-o; esperando o que iria falar.

- Alice pensa que estamos juntos – disse Albert.

- Oque? – Indaguei, perplexa. – M-mas vocês não conversaram? Você disse que falou com ela, que explicou tudo – continuei.

- Sim, eu falei com ela. Mas ela não quis me escutar, já não bastava que tinham postado uma foto dela com.… o ex-namorado – disse, terminando a frase com a voz falhada.

- Albert, eu estou aqui, com você – disse, apertando sua mão.

Ele disfarçou os olhos embargados e continuou, com a voz um pouco rouca.

- N-Não é só isso – pigarreou – Nathaniel, ele não apareceu hoje, e por incrível que pareça, Ambre não aparece na escola há dois dias – disse.

Isso só fez piorar as minhas paranoias sobre o paradeiro de Nathaniel, que não atendia minhas ligações e muito menos lia as mensagens que mandava. O pior era que as mensagens chegavam, mas ele não respondia de jeito nenhum; o que me frustrava ainda mais.

- Ele não veio hoje?... Albert, por favor, me ajude a encontra-lo, eu não sei por que estou sentindo isso, mas eu sinto que ele não está bem – Disse levantando.

- Ei, ei, espere – disse, puxando-me para sentar ao seu lado novamente. – Não fique desesperada. Nós vamos encontrá-lo, confie em Deus – continuou.

A manhã passou em pura tensão, com uns chorando em um canto e outros espancando os jogadores de um time adversário do futebol da escola.

A escola estava em declínio, tudo estava desmoronando e eu aqui, no olho do furacão, pensando se agia ou deixava que minha família sofresse mais.

Sem entender nada, eu me agachei quando Albert me abraçou em um impulso.

- Sua vagabunda! – Exclamou Isabela, lascando um tapa extremamente pesado em minha cabeça.

A minha salvação foi que me agachei o mais rápido possível.

- Isabela! – Lysandre gritou a garota, que chorava irada.

- O que você fez comigo?! – Indagava, enquanto me balançava de um lado para o outro.

- Pare, Isabela! – Advertiu Albert, estressado. – Cale a boca e nos deixe em paz de uma vez, garota! Já não basta o que está fazendo? – Continuou Albert, apontando para Lysandre.

Isabela se fazia de desentendida, chorando de uma forma teatral.

- Pare, Albert. Por favor – disse, puxando-o para outro local.

Isabela não permitiu e bloqueou a passagem, fazendo com eu me esbarrasse com tudo nela.

- Me diz, o que eu te fiz?! – Perguntava enquanto enxugava as lágrimas de crocodilo que escorria em seu rosto.

- Você é um monstro, Isabela – balbuciei.

Cerrei os olhos em desanimo ao encarar Isabela, que com certeza tinha armado mais um plano diabólico para me incriminar.

- Monstro?! Eu sou um monstro?! Garota, eu perdi meu bebê por sua causa e você ainda vem me chamar de monstro?!! – Berrava descontroladamente.

Lysandre lhe puxou com tudo para longe de nós. Sua paciência havia esgotado com Isabela, que tinha os olhos arregalados em direção ao namorado.

- L-Lys, está me apertando... – ela murchou em um instante quando Lysandre apertou mais um pouco a pressão em seu antebraço.

- Não, não está, Isabela – disse no meio do pátio, perto de entrarem no prédio da escola.

- Espere, Lysandre... – disse, tentando desvencilhar-se da mão do namorado, que ainda lhe segurava firmemente.

Albert me encarou perplexo, enquanto decifrava meu olhar, que suplicava para que me tirasse dali o mais rápido possível.

E foi no momento exato para que não tivéssemos o desgosto de ouvir o discurso enorme da Senhora Shermansky, que acabara de chegar no pátio, junto de professores e auxiliares, que tentavam apaziguar o caos que se instalou na escola.

Eu não entendia por que a escola inteira estava nesse transtorno horrível, sendo que o único motivo isolado para que ocorresse uma briga é a minha foto que foi postada no grupo da escola.

Mas pelo que soube, rolou uma brincadeira de verdade ou desafio num horário de detenção, que revelou tantos segredos sujos ao ponto de causar um enorme transtorno.

Eu pude ver Castiel em um bate-boca com líderes de torcida na hora que saí da sala de jornalismo, por que acredito que tinha vazado imagens dele com uma garota, Elisa; aos beijos no porão.

Mas também não perdi a oportunidade de ver Isabela discutindo com umas garotas que fizeram uma piadinha sobre “o que o Lysandre esconde por debaixo das roupas”.

Violette não suportou a pressão do escândalo e saiu correndo da escola. Tanto que Kim e Íris estavam lhe procurando desde que começaram o conflito.

Albert e eu caminhávamos até minha casa, sendo seguidos por olhares curiosos de alguns vizinhos da rua.

Meu pai com certeza estava no trabalho, e isso facilitava muito as coisas. Eu não posso estressa-lo ainda mais por conta de uma adolescente obsessiva e descontrolada que está atormentando a minha vida.

- Vou na cozinha pegar uma água, tudo bem? – Disse Albert, já quando entramos na casa.

- Sim – respondi, enquanto me afundava no encosto do sofá.

Não demorou muito para que ele voltasse com um copo cheio, me entregando com cuidado para que o liquido não derramasse.

Tomei um gole generoso da água, me acalmando pouco a pouco de toda tensão da escola.

Um silêncio se instalou no ar, enquanto minha cabeça pipocava; tentando entender como Peggy conseguiu tirar aquela foto minha e de Albert, sendo que toda a casa estava trancada.

- No que está pensando? – Albert me tirou dos devaneios que tinha em mente, voltando minha atenção para ele.

Suspirei, encarando-o.

- Peggy... como ela conseguiu aquela foto? – Perguntei, manuseando o copo de um lado para o outro em minha mão.

- Eu, não sei...

- Estava tudo trancado, não tinha como ela entrar aqui – disse, balançando a cabeça negativamente.

- Nem tudo, Kharol – disse, franzindo a testa.

- Como?

- Eu me lembro de ter deixado a porta da lavanderia aberta, para que quando fosse de manhã eu ir para casa sem nenhum problema – explicou.

- Mas ninguém sabe da existência dessa porta, Albert.

- É eu sei, mas... quem sabe, a Isabela é louca – disse  

Meus olhos saltaram, lembrando de um dia que ouvi uma movimentação estranha na lavanderia, mas quando cheguei perto para verificar não havia ninguém.

- O que foi? Se lembrou de alguma coisa? – Perguntou Albert.

- Sim, me lembrei de um dia que ouvi passos na lavanderia e a porta estava escancarada quando cheguei lá, mas ninguém estava em casa no dia, então fui verificar, porém ela ou ele, correu... – Disse.

- É óbvio que foi Isabela. Quem mais mora nessa rua e te atormenta? Que eu saiba ninguém aqui quis dar uma passada na lavandaria para dar um oi.

- Eu não posso ficar parada sem fazer nada, Albert. Eu tenho que tomar alguma providência – levantei, andando de um lado para o outro.

De repente o telefone de Albert toca, mostrando a imagem de Alice na tela da chamada. Ele hesitou, erguendo o olhar em minha direção.

- Atenda – disse, apontando para o celular que não parava de vibrar em cima da mesa de centro.

Assim fez. Albert pegou o telefone e atendeu, esperando Alice dizer algo.

- Alice?

Albert levantou, pondo a mão na cintura. Ele caminhava pela casa, ouvindo atentamente o'que Alice dizia.

Fui até a janela instintivamente ver o que se passava na rua, e para minha surpresa, dois garotos discutiam na entrada da rua.

Eu não conseguia decifrar muito bem quem era, mas algo me dizia para ir lá e ver o que estava acontecendo.

Mas por outro lado, minha cabeça dizia para ficar aqui e não procurar mais problemas do que já tinha.

Num impulso eu abri a porta e sai da casa em passos pesados, apenas ouvindo as últimas palavras de Albert.

- Espere um pouco, Alice. Eu retorno pra você mais tarde, tudo bem?

Albert saiu atrás de mim, desligando a chamada no telefone.

- Kharol! Oque aconteceu? - perguntou, fechando a porta atrás de si.

Eu parei, voltando para trás.

- Eu não sei o que é, mas tem alguma coisa acontecendo na entrada da rua - disse.

Albert e eu seguimos para a entrada da rua, parando quando descobrimos finalmente de onde vinha a discussão.

Lysandre estava alterado, junto a Castiel, que estava cheio de marcas vermelhas pelo rosto e rasgos na roupa.

- Lysandre, você é maluco, cara? Aquela ***** fala da Elisa e você acha mesmo que eu vou ficar calado?! Não é de hoje que eu ‘tô percebendo que essa sua namorada é uma cobra - disse Castiel, apontando para a casa de Isabela.

- Castiel! Eu não aguento mais! O que você tem contra ela? Pelo amor, chega! Você não ‘tá vendo que ela só está estressada? - disse Lysandre.

- Estressada?! Lysandre, a sua namoradinha só faltou mandar a Elisa rodar a bolsinha por aí.

Eu tomei impulso e me intrometi na briga dos dois.

- Parem de discutir, isso não vai levar a nada - disse, atraindo a atenção dos dois.

- Eu só paro quando ele parar de ser um bundão e enxergar a víbora com quem tá namorando - disse, apontando para Lysandre.

- Você não sabe o que ‘tá falando, Castiel - disse Lysandre.

Para minha felicidade, Albert interveio, tentando amenizar a situação.

- Vocês nunca vão conseguir resolver alguma coisa desse jeito. Vão pra outro lugar se acertarem, mas não aqui, na rua. Não vai adiantar nada esse bate-boca - disse Albert.

Eles bufaram, hesitando. Até que deram as costas para a entrada da rua e foram, calados.Eu pude ver que Castiel ia pegar um cigarro dentro de seu casaco, mas desistiu por algum motivo.

- Você ouviu o que eu ouvi? - perguntei para Albert, que permanecia perplexo.

- Sim, perfeitamente - respondeu.

- Então não é só a gente que sabe quem é a verdadeira Isabela - disse, virando a cabeça para Albert, ao meu lado.

- É, parece que não… - respondeu.



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Um dia depois....


Albert verificou mais uma vez se a porta do seu quarto estava fechada e voltou sua atenção para Alice, que estava totalmente molhada por conta da tempestade. Seus pais não estavam em casa, mas a qualquer momento eles poderiam voltar da casa da tia e surpreender Albert.

- Alice, o que aconteceu? Me diga de uma vez, por favor. Eu estou ficando aflito - disse Albert, chegando perto da namorada.

- Me abraça, por favor - pediu, com os olhos cerrados.

Albert suspirou, atendendo seu pedido.

- Tudo bem…

Albert abraçou-a, sentindo sua respiração pesada.

- Eu estou aqui com você, amor. Não se preocupe - disse, confortando-a.

Alice assentiu, apertando mais o abraço contra seu corpo.

Depois de uns minutos, Alice separou-se gentilmente de Albert, que a encarava angustiado.

- O meu pai, e-ele recebeu uma carta pela manhã, dizendo que eu e você… tínhamos ido pra cama durante o tempo que ele esteve fora viajando.

Albert franziu a testa, arregalando os olhos.

- Quem fez isso? - perguntou Albert.

- Eu não sei, era anônimo - disse Alice, com o olhar baixo.

- Mas o que aconteceu depois disso?

Albert puxou uma cadeira para sentar em frente a Alice, tendo mais contato com ela.

- Ele me pôs para fora de casa… - disse, com a voz fanhosa.

- Como? - indagou Albert, perplexo, imaginando a reação bruta do sogro.

- Eu não sabia o que fazer e nem pra onde ir, a primeira pessoa que me veio em mente foi Kharolinah, mas ela não estava em casa e eu não tive outra pessoa a recorrer a não ser você. Me desculpe, eu não quero causar problemas - explicou Alice.

- Não, não. Não tem problema algum - disse Albert, tocando em seu braço gélido. - Eu vou tentar conversar com meus pais para deixá-la dormir aqui até tudo se acalmar - continuou.

- Obrigada, meu amor - disse Alice, abraçando-o. Albert retribuiu o abraço, afagando gentilmente suas madeixas.

- Eu sempre vou estar do seu lado - disse Albert.

Alice sorriu, sentindo-se segura nos braços de Albert. A ideia de que Isabela tinha armado aquilo não parava de martelar sua cabeça, juntamente com um plano que tirasse a máscara da víbora.


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O som do carro dos pais de Albert fez com que os dois cessasse a conversa.

- Ti! Chegamos! - avisou Addilyn da sala.

Albert olhou para Alice, que também o encarava e pegou em sua mão, encorajando-a para descer com ele e conversarem com seus pais.

- Vamos? - perguntou Albert. 

Alice assentiu.

- Sim - respondeu, levantando.

Ele abriu a porta do quarto e saiu ao lado de Alice, indo em direção a escada.

Addilyn tirava seus sapatos com a ajuda do marido, que foi o primeiro a ver os dois descendo a escada.

- Alice? - questionou, surpreso pela presença inesperada da nora em sua casa.

Addilyn virou na direção do casal, tão surpresa quanto o marido.

- Alice? O que está fazendo aqui numa hora dessas, meu amor? - perguntou Addilyn.

- Oi Dona Addilyn - disse Alice, abrindo um sorriso tímido.

- Mãe, pai, a gente pode conversar? - perguntou Albert, encarando as duas figuras duvidosas em sua frente.

- Ah, claro, claro… - disse Sebastian, pondo o sapato de Addilyn no chão.

- Sente-se Alice. Já voltamos, tá bom? - disse Addilyn, gesticulando a mão em sinal do sofá.

- Ah, tudo bem.

Albert saiu em frente, indo em direção ao escritório do pai.

Sebastian fechou a porta atrás de si e sentou-se junto a sua mulher.

- Então, o que aconteceu? - perguntou Sebastian.

Albert suspirou, buscando as palavras certas para explicar a situação para seus pais.

- O pai de Alice expulsou ela de casa - disse Albert.

- Oque?! - exclamou Addilyn, já prevendo no que aquilo iria resultar.

- Espere Albert… Por algum motivo ele tomou essa decisão - disse Sebastian.

Albert pressionou os lábios um contra o outro, tenso

- Responda, filho - pediu Addilyn.

- Alguém enviou uma carta para ele, dizendo que eu e ela tínhamos transado quando estava viajando fora - disse Albert, soltando o ar preso.

Um silêncio constrangedor tomou conta da sala quando Albert terminou a frase.

- Como? - perguntou seu pai, desnorteado. 

- Albert, vocês chegaram a?... - perguntou Addilyn, receosa. 

- O que? Não, mãe. Eu nunca fiz nada com ela - disse, franzindo a testa. 

- Albert, você tem certeza disso? Porque se vocês realmente fizeram algo, essa menina pode estar grávida e ser pai não é uma brincadeira qualquer - disse Sebastian, encarando Albert.

- Não, pai. Eu tenho certeza, confie em mim.

Addilyn suspirou, pondo as mãos no rosto, massageando as têmporas em cansaço.

- Eu vou arrumar um lugar para ela dormir, ok? Fale a ela que vamos conversar com a pai dela e que não se preocupe, ela pode passar o tempo necessário até a poeira abaixar - pronunciou-se Addilyn.

Albert assentiu, levantando-se.

Sebastian andava de um lado para o outro preocupado, com a uma de suas mãos na cintura.

- Você conhece o pai dessa menina, não? - perguntou Sebastian, pegando seu telefone em cima da mesa.

Addilyn negou, levantando-se da poltrona.

- Não ligue para ele agora… - disse, aproximando-se do marido. - Com pm certeza ele e Cristina devem estar de cabeça cheia agora - continuou, passeando a mãos pelas costas do marido, que lhe puxava para um abraço.

- O que eu faria sem você, hein - disse, acrescentando um beijo em sua testa.

- Eu vou subir ‘pra ajeitar as coisas no quarto de hóspedes - disse Addilyn.

- Ah, eu te ajudo então - disse, afastando-se gentilmente.

Addilyn sorriu, dando as costas para ele.


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Albert agachou em frente a Alice, que estava deitada para ele e pegou sua mão, acrescentando-lhe um beijo.

- Como é que ‘cê tá? - Alice pergunta.

- Eu ‘tô bem, muito bem aliás. Mas me diz você, senhorita Hildegart - Albert respondeu, com um sorrisinho de canto no rosto.

- Ahm, eu não estou totalmente bem, você sabe, com essa situação do meu pai ter me expulsado de casa só agrava ainda mais minha relação com eles - disse Alice, fazendo movimentos circulares pela palma da mão de Albert, que encarava-a atentamente.

- É, eu sei que a relação de vocês podem piorar, mas não guarde rancor deles, são seus pais e o Senhor nos ensina a perdoar e amar ao próximo, lembra? - disse Albert.

- Sim, é verdade. Eu não vou de jeito nenhum guardar um rancor de meu pai, mesmo ele ás vezes sendo cabeça quente , eu o amo - assentiu Alice.

Albert, sorrindo, se levanta para dar-lhe um beijo na testa.

- Vou dormir agora, tá? Durma bem, princesa - falou, levantando, dando um último beijo em Alice.

- Boa noite - disse, sorrindo.

- Boa noite - respondeu, indo até a porta.

Albert soltou um beijo para ela, de longe, que correspondido.

Ele saiu do quarto, fechando a porta e caminhando até seu quarto, que lhe esperava com a sua caminha aconchegante.

Addilyn apareceu na porta quando deitou, se preparando para dormir.

- Filho? - chamou, da porta.

Albert abriu os olhos, vendo a mãe entrar no quarto.

- Desculpe, querido. Te atrapalhei? - desculpou-se, andando até a beirada da cama. 

- Não tem problema, eu demoro para pegar no sono - disse, sentando-se na cama.

- Como ela tá? - perguntou.

- Eu acabei de sair do quarto, ‘tava conversando com ela - disse. - Sabe mãe, eu fico pensando em como foi aquela carta para ele reagir dessa forma, expulsando Alice de casa - continuou, soltando um suspiro frustrado.

- É, eu sei filho. Mas não fique pensando nisso agora, ok? Amanhã vamos tentar falar com os pais dela e os dois também vão ir conosco. Vocês precisam deixar bem claro que não fizeram isso que estão acusando - disse.

- Sim, claro. O que eu mais quero agora é esclarecer tudo pros pais de Alice - disse Albert.

- Eu vou pro quarto agora. Durma bem querido - falou, dando-lhe um beijo no rosto. 

- Você também mãe - disse, retribuindo o beijo.

Addilyn saiu do quarto, dirigindo-se para a suíte, onde Sebastian já havia preparado a cama.

- Falou com ele? - perguntou Sebastian.

- Sim, ele concordou - disse, afastando a coberta da cama.

Addilyn puxou o travesseiro do marido, enquanto bebia um copo d’água, distraído.

- Mas… Ei! Devolva isso aqui - disse, quando voltou para a cama.

- Não! - disse, rindo.

- Tem certeza? - ameaçou, erguendo a mão até sua barriga.

- Não, tome! - rendeu-se, arrancando risos do marido.

- De qualquer forma, você foi teimosa… então… - disse, começando a dar-lhe cosquinhas pelo corpo.

- Não, amor! - pedia, rindo.

- Eu paro se me prometer uma coisa - garantiu.

- Tá bom!

Sebastian parou, segurando-o por trás em sua cintura.

- Me prometa que se for menino, você vai rasgar o contrato - disse.

- E se for menina? - perguntou.

- Bom, se for menina… eu deixo você dormir com esse meu lindo corpinho - disse, rindo.

- Ata! Seu bobo! - disse, dando-lhe um tapa no peito. - Vai, a gente precisa dormir - continuou Addliyn.

- Lyn… - chamou Sebastian, segurando sua mão, um pouco inseguro.

- Amor, é claro que eu prometo. Idependente do sexo desse pirralinho ou pirralinha, eu te prometo que vou rasgar o contrato - disse, aproximando seu rosto do dele, para dar-lhe um beijo.

A noite correu bem para os 4, que dormia tranquilamente na casa.

Para outros, a noite era uma criança recém nascida e estava muito longe de acabar.

Terminando sua sujeira, ela tentou correr, mas os cortes em sua perna lhe atrapalhavam, sendo obrigada a caminhar sem que percebessem sua presença na casa.













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