História Moonshine - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bruno Mars
Personagens Bruno Mars
Exibições 16
Palavras 1.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ola ola!
Eu sei galera, o começo é um pouco sem graça, mas prometo que vai melhorar ok?
Espero que vocês gostem ;*
Até mais <3
Beijos de luz ;*

Capítulo 3 - Triste realidade


Fanfic / Fanfiction Moonshine - Capítulo 3 - Triste realidade

Acordei com o barulho do telefone martelando em minha cabeça, estava sozinha na cama e não vi sinal dele por perto. Era quarta ligação não atendida já, o que tanto queriam comigo.

 

“ - Alô?

 

- Dona Natalie? - Era Meredith.

 

-Sim. Está tudo bem?

 

-Desculpa Natalie, me desculpa por favor eu não quis.

 

-O que houve? - O apavoro bateu assim que ouvi o desespero em sua voz.

 

-Eu estava levando Noah pra passear e ele caiu da escada. Eu estou no hospital com ele. -Meu coração pareceu parar na mesma hora. Peguei minhas coisas e saí correndo até o hospital".

 

Dona Meredith estava na sala de espera com a cabeça entre as mãos, seu semblante me assustava mais ainda.

 

-Cadê ele? - Falei. Ela se levantou rapidamente e me abraçou. - Meredith, onde está o meu filho?

 

-Cirurgia.

 

-Cirurgia?!

 

-A pancada foi forte, ele bateu a cabeça com muita força no chão e sofreu um traumatismo craniano. - Entrei em desespero e comecei a chorar descontroladamente, meu filho de quatro anos sendo submetido a uma cirurgia e como eu vou pagar isso? - Me sentei apoiando minha cabeça em minhas mãos em um choro constante, Meredith não sabia o que fazia pra me consolar e apenas se sentou ao meu lado pondo as mãos em minhas costas. - Me desculpa Natalie, por favor me desculpa, eu não quis…

 

-Eu sei que não Meredith, foi um acidente acontece. - Falei. - A quanto tempo ele está na cirurgia?

 

-A quase duas horas. - Meu coração parecia sair da minha boca e o meu desespero era algo constante.

 

-Noah Hayward? - Me levantei depressa e corri em direção ao médico.

 

-Meu filho. - Falei.

 

-A senhora pode me acompanhar até minha sala por favor?

 

-Claro! -Entrei no consultório me perguntando onde estava ele, eu precisava ver ele.

 

-O caso do seu filho foi grave, porém conseguimos estancar a hemorragia interna fique tranquila. 

 

-Mas…

 

-Seu filho sofreu uma lesão na medula espinhal dona Natalie. Ele…

 

-Doutor fala logo por favor.

 

-Ele está paraplégico. -Eu não tive nenhuma reação diante daquilo. Não sabia o que fazer, o que falar… - É uma situação na qual é reversível, porém exige muito cuidado e muita paciência pois é um processo demorado com muita fisioterapia.

 

-Doutor, eu.. eu não tenho dinheiro pra esse tratamento. - Ele ficou calado por alguns minutos, me deixando descarregar todo aquele choro preso em minha garganta. -Eu não tenho dinheiro nem pra pagar a cirurgia dele! Eu sou uma merda de uma stripper que trabalha pra ganhar 100 euros por noite! Acha mesmo que eu vou ter dinheiro pra isso?! -Ele não sabia o que falar, apenas segurava minha mão enquanto eu chorava.

 

Como seria agora?

 

Como eu conciliaria a vida que eu levo com o tempo que tenho de dar ao meu filho?

 

Eu teria, com certeza, que arranjar um outro emprego que me pagasse melhor, ou meu filho poderia ficar uma grande parte de sua vida em uma cadeira de rodas, e não, não é isso o que eu quero.

 

-Se a senhora quiser vê-lo, ele já está acordado. - Segui até o quarto e lá estava ele, com a cabeça enfaixada, os olhinhos fundos, os aparelhos que cronometravam seu coração batiam devagar, e ainda sim quando me viu não deixou de sorrir.

 

-Mamãe. -Falou baixo, quase inaudível.

 

-Oi bebê. - Me sentei ao seu lado e segurei suas mãos. -Como você está?

 

-Bem. -Sua voz era tão baixa, que era complicado de ouvi-la. - Quando eu vou sair daqui?

 

-Logo meu amor, logo você vai sair tá.

 

-Eu quero sair pra brincar no parque mamãe. - Como eu falaria pra ele, falar que ele não vai mais poder ir ao parque como fazíamos todo o final de semana.

 

-Você vai meu amor, ok? Agora descansa, dorme um pouquinho. - Assim que ele adormeceu eu saí do quarto e pedi que Meredith ficasse com ele até eu voltar. Iria pra casa trocar de roupa e pensar um pouco nisso tudo.

 

No caminho caí aos prantos novamente, eu não conseguia me conformar que meu filho não iria mais andar e se andasse isso demoraria. Escutei vozes atrás de mim, vozes altas e masculinas que se aproximavam cada vez mais, aproximei o passo, mas não adiantou. Escutei alguém me chamar e fiquei estática.

 

 

Bruno on

 

Resolvi sair com os caras em nosso último dia aqui em Genebra, resolvemos ir a um bar e tomar umas pra comemorar o sucesso que tinha sido o show. Eram passadas 7 da noite quando estávamos dando uma volta nas ruas lindas e bem iluminadas de Genebra, era uma cidade incrível  e eu pretendia, com certeza, voltar.

 

Mas, não só pela cidade.

 

Pela Natalie.

 

Sim pois é, eu vidrei nessa menina, na última noite eu tinha a certeza que iria pra cama com ela, não vou dizer que não senti um desejo extremamente forte de senti-la por inteiro, de transar com ela a noite inteira, mas eu não consegui, apesar de ser uma stripper, eu não quis, podia ver em seus olhos fundos e serenos que ela não queria aquilo, aquela vida não era pra ela.

 

Eu fiquei o dia inteiro pensando nela, no momento em que saí do hotel até agora e fico pensando, com quem ela estaria agora, com quantos ela já havia transado só naquele dia, sim eu estava me perguntando isso o dia inteiro.

 

Assim que dobrávamos a esquina vi uma silhueta muito familiar, enquanto meus colegas elogiavam as belas curvas da garota eu fiquei pensando em quem poderia ser, e eu já não tinha dúvidas de quem seria assim que nos aproximamos. Quando a chamei ela ficou estática.

-Você conhece ela cara? - Perguntou Phil.

 

-Conheço, vocês me deem licença. - Escutei os murmúrios dos rapazes logo atrás de mim e fui até ela.

 

-Natalie? - Perguntei.

 

-Ah, oi Bruno. - Ela sorriu e esfregou as costas das mãos em seu rosto, parecia estar chorando

 

-Você, tá legal?

 

-Por que não estaria? - Sorriu fraco.

 

-Desculpa, mas não vai me comprar com essa conversa.

 

-Bruno eu preciso ir pra casa eu…

 

-Me fala o que houve? - Ela me olhou e sorriu passando as mãos no cabelo.

 

-Por que você se importa? A gente teve uma noite… quer dizer eu dormi no quarto do hotel onde estava e foi isso, apenas isso. -O que eu falaria? Que eu tinha uma forte atração por ela?

 

-Porque eu me importo com as pessoas e você não tá legal, me deixa ajudar.

 

-Seus amigos estão te esperando Bruno, pode ir com eles.

 

-Não.

 

-Mas você é teimoso hein. - Sorriu fraco. - Vamos lá em casa eu só preciso pegar umas coisas por lá.

 

-Ei! Eu vou acompanhar ela, podem voltar pro hotel. - Não pude segurar a risada quando vi a cara que fizeram pra mim. Seguimos em silêncio até o prédio onde ela morava, seu olhar era perdido e seus sorrisos não eram radiantes como da ultima vez que nos vimos.

 

-Pode se sentar se quiser.

 

-Ei.

 

-Diga. -Lá estava ela limpando as lágrimas novamente.

 

-Vai me contar o que houve?

 

-Você não iria querer saber.

 

-Se eu estou te perguntando, talvez é porque eu queira. - Natalie se sentou no sofá ao lado e sorriu fraco pra mim.

 

-Bom, eu não te contei ontem, mas eu tenho um filho de quatro anos. Ele é o meu mundo sabe, é tudo pra mim, foi o melhor presente que eu ganhei em toda a minha vida. - Ela parou por alguns segundos mordendo os lábios e segurando o choro. - E hoje ele caiu aqui da escada, fraturou o crânio e sofreu uma lesão na medula espinhal, meu filho está paraplégico. Ele, ele está paraplégico! Meu filho não vai mais andar, até eu não arranjar dinheiro pro tratamento dele e a cirurgia que tiveram de fazer por conta do traumatismo na cabeça. Eu não tenho esse dinheiro e nunca vou ter, meu filho vai viver numa cadeira de rodas! Que merda, que droga! - Eu confesso que fiquei assustado, começando com o “eu tenho um filho”, não que isso faça diferença pra mim, jamais faria eu adoro crianças. Eu não sabia o que fazer, mesmo, ela estava ali em minha frente chorando e falando “paraplégico” repetidas vezes entre seus soluços.

 

-Quanto da isso tudo? - Perguntei.

 

-100 mil euros.

 

-100 mil euros?!

 

-É um tratamento demorado com fisioterapias e consultas semanais. E eu sinceramente não sei o que fazer Bruno, não sei. Com a merda do dinheiro que ganho naquela espelunca não paga nem se quer as parcelas disso tudo. - Eu não podia deixá-la naquele estado e muito menos não ajudar aquela criança.

 

-Eu pago. - Ela levantou o rosto assustada.

 

-Não Bruno, não precisa.

 

-Eu faço questão.

 

-Está tentando me comprar é isso?

 

-Não eu só quero…

 

-Põe uma coisa na sua cabeça, a vida que eu levo não me permite que eu entre em relações sérias, então não faça isso contando que eu vá correr pros seus braços. - Ela se levantou e seu semblante parecia de raiva. - Pode ir Bruno, já veio aqui e me ouviu.

 

-Mas Natalie…

 

-Por favor! Eu preciso voltar ao hospital e ver meu filho. - Ela abriu a porta e eu sai e sem ter tempo de me explicar dei de cara com a porta. Que mulher difícil.

 

 

Natalie on

 

 

Só me faltava mais essa, não vou dizer que não foi tentadora a oferta, mas se ele realmente achou que falando isso iria me fazer correr para os seus braços, ele estava enganado.

 

Peguei minhas coisas e voltei ao hospital pra ficar com meu filho, eu iria sim, arranjar esse dinheiro nem que seja a última coisa que eu faça nessa minha vida, mas eu vou ver o meu filho andar novamente quanto ele menos esperar. Assim que cheguei pedi a Meredith que fosse pra casa e descansasse, me sentei na cadeira ao lado da cama de Noah e fiquei o observando por longos minutos antes de cair no sono.

Acordei e meu filho me olhava com um sorriso gigante no rosto, não sei como ele conseguia ser tão feliz mesmo estando em situações como essa.

 

-Bom dia! - Falou ele animado.

 

-Bom dia bebê, dormiu bem?

 

-A gente vai pra casa amanhã mamãe.

 

-O que?

 

-O doutor falou que eu já posso ir pra casa. - Sai corredor a fora a procura do médico que estava responsável pelo meu filho até finalmente o achei na recepção.

 

-Meu filho já pode ir pra casa? Como assim? - Perguntei.

 

-Vocês já podem ir amanhã mesmo pra casa, e na semana que vem já podem começar o tratamento.

 

-Mas eu nem paguei isso, o senhor está louco?

 

- O pai do menino pagou tudo.

 

-Pai do meu filho? Ele nem o conhece.

 

-Bom está o nome dele. Ele alegou com toda certeza ser pai do seu filho senhora Hayward.

 

-Você poderia me dizer o nome dele?

 

-Não sei se posso ele pediu que fosse sigilo.

 

-Eu exijo saber, ele alega ser pai do meu filho e não quer que eu saiba o nome.

 

-Ok, seu nome era… Era Bruno, isso seu nome era Bruno.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, logo logo posto o próximo!

Beijos de luz ;*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...