História Moose: O tempo perfeito. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Exibições 21
Palavras 2.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Atenção:
Moose lê-se "Muze"
A história trata-se de viagem no tempo e suas consequências.
A história vai ter um pouco a ver com a teoria do Caos:
" uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro."
Claro, no meio disso tudo o romance também estará incluído.
Espero que gostem. <3

Capítulo 1 - Dê tempo ao tempo: De Louca à muito, muito louca.


Fanfic / Fanfiction Moose: O tempo perfeito. - Capítulo 1 - Dê tempo ao tempo: De Louca à muito, muito louca.

Dizem que o tempo resolve tudo, que é com o tempo que curamos nossas feridas e que o futuro é algo duvidoso e por isso não podemos desistir de nossas vidas, pois a alegria um dia virá. Bom, é o que dizem. 

Naquela noite, faltando apenas uns poucos minutos para o dia do meu aniversário , eu sentei naquele banco que se localizava no terraço do pequeno e imundo prédio que eu morava. O que eu havia feito em minha vida? Eu não consegui entrar na faculdade, pois precisei trabalhar após minha mãe adoecer. Tive que sustentar a família e me tornar o apoio deles. Meu pai havia falecido então em uma casa só de mulheres eu paguei pela escola da minha irmã, Sayu, e pela comida, água, energia e cada pequena coisa. Assim, minha irmã conseguiu entrar em uma boa faculdade, mas um tempo depois nossa mãe veio a falecer. Deprimida e com raiva ela me culpou e me abandonou sem pensar duas vezes. 

Quando estamos sem alguém para nos apoiar não temos sonhos, esperança ou objetivo, apenas seguimos nossa vida como máquinas sem propósito. Agora, aos quase trinta anos eu me arrependo de cada pequena escolha que eu fiz. Devia ter namorado com alguém quando tive chances, ter feito amigos leais, entrado em algum clube, ter cuidado melhor da minha mãe e entrado na faculdade e também ido quando me convidaram para ir comer no primeiro dia de aula do terceiro ano, eu não devia ter desistido de tudo por medo. Só queria mais uma chance...

Olhei para o céu que não se via muitas estrelas, pois as luzes dos prédios maiores ofuscavam a vista do pequeno Moose. Moose é o nome do prédio, na época da escola um garoto me chamou assim quando não respondi o meu nome por timidez. Ao chegar no prédio eu achei ele tão frágil e excluído pelas pessoas assim como eu era no passado, devido a isso eu o chamei de Moose.

Estava quase desistindo de encontrar alguma estrela naquele mar de escuridão do céu quando vejo algo brilhante percorrendo o céu. Uma estrela cadente. Era realmente uma estrela cadente? Fechei rapidamente meus olhos e apertei minhas mãos uma à outra como se fosse orar e cheia de força interior eu pedi, pedi e pedi diversas vezes que eu tivesse uma chance de mudar minha vida para melhor. Não sei quanto tempo passei sentada ali de olhos fechados enquanto pedia por um milagre, mas talvez o que eu precisasse fosse de tempo, pois o tempo sempre resolve tudo, certo? Assim que terminei meu pedido demorado um barulho alto e estridente soou me fazendo rapidamente abrir meus olhos e de repente não era noite, não havia estrelas e nem o Moose, eu estava em frente à minha antiga escola vendo estranhamente rostos familiares entrando às pressas na escola.

-Você está atrapalhando a passagem.- Me virei e vi um moreno com a cara fechada, eu o conhecia de algum lugar, mas não dei muita bola e dei um passo pro lado dando espaço para que ele passasse. Ele me olhou com uma cara de interrogação.-Não vai entrar?

-Não sou uma estudante. 

-Claro e seu uniforme é apenas pra fazer cosplay.-Soltou um sorriso de lado meio irônico. Olhei para o meu corpo e percebi minhas roupas e só então também senti um peso em minhas costas: Uma mochila. Minha velha mochila com um pequeno ursinho no meio. Certo, aquilo era estranho. O garoto começou a caminhar em direção à escola enquanto eu me pus a fuçar minha mochila, achei um espelho e  desesperada o apontei para meu rosto.

Era oficial, ou eu estava louca ou estava muito, muito louca. 

Eu tinha 16 anos novamente.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

.............xx.............

Estava sentada no fundo daquela familiar sala de aula após uma pequena conversa e surto mental. Eu não estava louca, eu sentia dor e sentia muito bem o desespero também, mas para saber o que está acontecendo eu preciso fazer o certo: agir como eu mesma aos 16 anos.

Alguns minutos se passaram e o professor finalmente entrou, eu o reconheceria em qualquer canto, foi o professor que mais me incentivou para entrar na faculdade e quando desisti ele ficou realmente bravo comigo, Hatake Kakashi era um ótimo professor apesar dos atrasos, por trás da sua máscara e de seu comportamento um pouco frio nas aulas ele na verdade é uma pessoa extremamente engraçada e que você pode se apoiar.

-Bom dia a todos, sou Hatake Kakashi. Esse é o último ano de vocês e provavelmente estão animados, certo? -Um alto "uhul" em coro foi ouvido pela sala.- Então acho melhor pararem de sonhar. Esse ano vocês terão que estudar até que morram e depois revivam pra morrer de estudar de novo.-Burburinhos por toda a sala começou. Pra mim, aquilo era como um Dejavú, eu já havia com toda a certeza ouvido aquilo. 

-Professor, você não está exagerando?- Uma ruiva que eu me lembrava bem falou com uma voz irritante ao professor. Karin era tipo a "rainha" da escola, já que seu tio era dono de tudo ali. Na frente dele ela era um anjo com asas e tudo, mas por trás ela era o próprio demônio ou pior. Ela me infernizou todos os dias desse ano depois que, sem querer, derramei suco na roupa dela. Nota mental: Não derramar suco na ruiva.

-Exagero é vir para a escola com um salto desses senhorita Uzumaki.-Soltei uma leve risada do comentário, sei que já ouvi no passado do eu do futuro ( Confuso? também fiquei.) , mas ver pela segunda vez depois de tudo que ela me fez me deu muito mais prazer.

-Senhorita que está rindo aí no fundo. -Pega de surpresa me levantei da mesa e com um berro eu gritei.

-NÃO FUI EU.- Pude ouvir muitas gargalhadas pela sala. Ótimo, comecei muito bem...

-Eu não sou surdo senhorita...

-Haruno.- Completei, eu era a única garota nova ali e todos tinham seus grupos de amigos por isso foi muito difícil me adaptar na escola naquela época.

-Haruno, certo. Pode-me dizer o que era tão engraçado ao ponto de me atrapalhar?

-Eu apenas ri do que o senhor falou à ruiva ali. - Apontei o dedo para a "rainha".

-QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA RIR DE MIM?- A ruiva se levantou de sua cadeira com uma cara de ódio.

-Senhorita Uzumaki, sente-se agora.

-Mas...

-Agora. -Ele enfatizou a palavra como uma ameaça.- Senhorita Haruno, você é bem honesta, não é?

-Mentindo ou não eu entraria em apuros, então pra quê mentir?- O professor apenas deu um sorriso de canto para mim.

-Sente-se e não atrapalhe mais a aula. Como é o primeiro dia, não quero mandar ninguém para a direção.- Fiz o que me pediu e sentei ficando quieta em meu lugar recebendo olhares de ódio da rainha demônio ruiva.

As aulas foram passando e eu reconhecia todos os professores e sabia todos os nomes, o que era estranho levando em conta quanto tempo eu não estudava ou os via. Era estranho demais o fato de lembrar até as mínimas reações que cada um fazia em relação a mim, assim como tudo o que eles ensinaram. 

Quando o sinal tocou para nossa pequena pausa a ruiva veio em minha direção com mais duas garotas, uma morena que me lembro que se chamava Matsuri e uma loira chamada Maya.

-Hey, Chiclete.

-Não tem um apelido pior? Sabe, quando se odeia alguém nomes horríveis são dados à pessoa e chiclete não é um deles.- Falei sem muito ânimo. Eu sou uma adulta no corpo de uma adolescente, eu não me importo mais com algumas coisas que me dizem, eu passei por muita coisa pra deixar essa ruiva ou qualquer um me afetar.

-Você tá se achando muito sua piranha!- Ela pegou no meu braço com força.

-Tá melhorando os apelidos, muito bem, a cachorra é obediente. -Soltei meu braço do dela.- Não ouse tocar em mim. Sei bem o tipo de pessoa que você é, mas acredite, eu não sou o tipo de pessoa com quem você pode se meter.

Saí daquela sala sufocante devido ao ocorrido e corri para o banheiro. Ótimo, não derramei o suco ainda e já arrumei briga, talvez eu tenha ficado com o pavio mais curto devido ao tempo... Olhei para minha aparência mais jovem e com certeza sem a cara cansada e olheiras que aderi devido a todo o trabalho que fiz pela minha família. Abri a porta e percorri os corredores enormes da escola olhando cada figura que passava por mim.

Alí havia muitos que eu me lembrava. As líderes de torcida onde a "cachorra rainha" era a líder, os jogadores de futebol que não eram tão bons, mas claro, como um grande clichê a maioria das líderes namoravam, os rebeldes ... Bom, eles viviam para quebrar as regras da escola, mas não haviam mais que quatro, a maioria foi expulsa da escola.  Existiam muitos clubes, mas o que mais me chamava atenção era o de basquete, as pessoas lá não eram ruins, na verdade eles se davam bem com todos da escola, claro que havia suas exceções lá dentro, mas em todo canto existe as suas, certo? 

Eu me lembro que eu quis muito fazer amizade com uma branquinha de cabelos azulados que trabalhava como assistente do clube. Ela era extremamente meiga e um dia após as garotas da Karin me baterem muito ela cuidou de mim, mas devido a minha extrema timidez da época eu não consegui falar mais com ela. 

Decidi que meu primeiro objetivo no passado será fazer amigos leais e ela será a primeira. Fui até o refeitório, comprei um sanduíche e um suco de laranja, olhei ao redor e todas as mesas estavam ocupadas, saí do local e caminhei pelos corredores, parei no pequeno jardim do colégio e me sentei encostada a uma árvore. Comecei a comer em puro silêncio.

Pensando bem meu primeiro dia não foi diferente do dia da minha antiga versão mais jovem, quero dizer, chamei atenção do professor Kakashi, a ruiva ainda me odeia, sou motivo de piada para minha turma por causa do meu pequeno deslize na aula e estou comendo sozinha em baixo de uma árvore. Suspirei.

-Isso não é bom...

-Não devia reclamar da comida. -Ouvi uma voz vindo de cima de onde eu estava. Deus é você? Se for, me diz o que eu faço. Olhei para o céu com as mãos juntas e o sanduíche sendo apertado entre elas. Dei de cara com o moreno do portão de hoje cedo sentado em um galho.

-Não reclamei dela, apenas pensei alto...

-Sobre a comida? - Ele pulou do galho e sentou ao meu lado. Certo, aquilo nunca havia acontecido antes.

-Não, não, sobre guerras, mortes e pessoas que aparecem do nada como almas.

-Isso realmente não é bom.- Ele soltou um sorriso de canto enquanto olhava para o nada à sua frente.- Posso dar uma mordida?

-Por quê?

-Fome.

-Não comprou nada? -Ele me olhou como se aquilo fosse óbvio.-Certo, pergunta idiota, entendi. Toma, pode ficar com a metade. Eu não to com muita fome.- Minha barriga soltou um barulho alto. O olhei com os olhos um pouco arregalados.-São gases. -Rapidamente me levantei e corri em direção à porta que dava aos corredores,mas ouvi um "Hey" vindo do moreno, parei no meio do caminho e virei.

-QUAL O SEU NOME?- Gritou não tão alto. Fiquei o encarando.-NÃO VAI RESPONDER?

Eu não sabia se deveria começar uma amizade com ele, eu tinha estranhamente uma memória quase fotográfica de todos ali naquela escola, de cada expressão deles, mas eu não lembrava do moreno. Eu não conseguia. Ele correu em minha direção e parou em minha frente se inclinando um pouco para ficar com seu rosto do tamanho do meu.

-Moose.

-Que?- como ele...

-É como vou te chamar, Moose.- Ele passou suas mãos em meus cabelos bagunçando-os um pouco e logo saiu em direção aos corredores e sumindo ali, me deixando lá atrás completamente perplexa.



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