História Moose: O tempo perfeito. - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Exibições 10
Palavras 1.971
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Dê tempo ao tempo: Brincadeira temporal.


Fanfic / Fanfiction Moose: O tempo perfeito. - Capítulo 2 - Dê tempo ao tempo: Brincadeira temporal.

Tá vendo essa aí de cima? Sou eu. A algumas horas atrás eu estava no topo do meu prédio esperando pelos meus trinta anos. Agora? Pode-se dizer que sou uma colegial com 16 anos que está extremamente perplexa. 

Quando sonhamos geralmente acordamos naquela cena de impacto onde estamos muito assustadas, nervosas ou... surpresas. Gostaria muito que isso fosse um sonho, assim eu não me sentiria tão louca, porém ao mesmo tempo eu estou extremamente feliz por ter um chance de 50/50 de não ser um sonho.

Após descobrir que o moreno é o garoto que me deu o apelido de Moose na época da escola eu me perdi em pensamentos. Por que ele é o único de quem não me lembro? Será que o fato de estar ligado ao nome do prédio o faz diferente? E por que de repente ele falou comigo como se a gente fosse  amigos? Muitas perguntas, nenhuma resposta.

A aula estava extremamente chata, tudo ali eu já sabia, com essa mente talvez eu entrasse na faculdade de medicina. Eu olhei para o lado tentando achar algo que me distraísse e encontrei o loiro chamado Naruto quase se jogando em cima da janela fechada.Parecia tentar falar com alguém do lado de fora, era engraçado. O loiro fazia parte do clube de basquete, não era o mais inteligente, mas com certeza o mais gente boa. Talvez após a Hinata ele fosse a segunda pessoa ao qual eu quisesse como amigo.

A professora Kurenai estava terminando de completar o quadro e logo viraria, eu sabia disso, eu sabia de tudo, lembro como se fosse ontem o sermão que ele levou da professora, foi a única vez que o vi deprimido durante todo o terceiro ano. Eu não podia deixá-lo levar bronca. Arranquei uma folha do meu caderno e joguei em sua direção com toda minha força: Errei. Minha mira é algo que precisa ser estudada. Olhei para a professora, ela estava quase virando e ele não notava, então, no desespero eu me levantei e gritei com todas as forças enquanto fechava meus olhos de tanto medo. Pronto, eu ia levar a maior bronca no lugar do Naruto. Talvez eu não devesse ter feito isso, assim, mesmo sem amigos antigamente eu era a aluna prodígio da escola, melhores notas, melhor comportamento. Agora? eu ainda não havia feito provas, era o primeiro dia de aula, ninguém sabia da minha inteligência, ou seja, nem as notas me salvariam.

Já havia passados algum tempo e não escutei nem um pio, nada. Sinal de vida? nenhum. Abri lentamente o olho direito e meu corpo se arrepiou com a imagem a minha frente, tudo estava parado como uma fotografia. A professora estava na metade do caminho para virar seu corpo, Naruto estava na mesma posição perto da janela, alguns alunos com a boca aberta e outros escrevendo, contudo nenhum movimento era feito. O que estava acontecendo? Andei lentamente até a janela onde mais cedo o loiro se jogava e estranhamente a pessoa com quem ele tanto tentava falar não estava ali. 

Eu mexi no corpo do meu possível futuro amigo e o coloquei em uma posição de menino estudioso que está entendendo tudo. Talvez quando ele descongelasse ou sabe-se lá o que está acontecendo volte ao normal ele não leve uma bronca. Voltei para meu lugar na posição em que estava antes e nada aconteceu, sentei na cadeira e olhei ao redor: Nada ainda. Então percebi que quando voltei ao passado eu estava de olhos fechados e quando tudo congelou também, então com fechei meus olhos cheia de esperança de que eu pudesse ajudar o louco do Naruto. 

O vento começou a soprar e vozes puderam ser escutadas ao meu redor e naquele momento eu soube que tudo estava bem, tudo estava normal.

virei em direção a professora e ela apenas continuou a explicação normalmente, olhei para o loiro e ele parecia confuso enquanto mexia em seu cabelo. Ele estava salvo. Sorri com aquilo, pela primeira vez eu consegui salvar alguém e se eu o salvei talvez eu consiga salvar minha... Mãe. Logo o sinal tocou, arrumei minhas coisas na mochila e saí as pressas, eu queria ver minha mãe, queria ver Sayu, abraça-las mais uma vez, sorrir mais uma vez ao lado delas, comer com elas, fazer coisas de mães e filhas, coisas de irmãs e amigas.

Corria pelo corredor com um sorriso enorme, mas quando fui virar em mais um dos enormes corredores esbarrei em alguém fazendo com que nós caíssemos no chão e várias folhas voassem. Levantei meu rosto e encarei a pessoa, era ela, a assistente do clube de basquete: Hinata Hyuuga. Aquilo não tinha me acontecido antes, e era assustador ver que fiz poucas coisas diferente de antes e mesmo assim coisas pequenas já haviam mudado de rumo.

-S-sinto muito. E-eu estava muito apressada e n-não te vi. -Não sabia se era timidez ou se ela estava nervosa, apenas dei um leve sorriso pra ela.

-Está tudo bem, a única que estava correndo feito uma idiota pela escola era eu.- Ri do que eu disse. Ela abriu um singelo sorriso.-Sou Sakura. - Estendi minha mão à ela.

-Sou Hinata. Hyuuga Hinata. -Ainda sorrindo ela apertou minha mão.-Você é nova aqui não é?

-Sim, estou na classe 2. 

-É difícil se enturmar lá, não é?- Ela começou a catar as folhas e eu fui ajudar.

-Sim, um pouco, na verdade as pessoas lá parecem que vão te matar apenas com um olhar.-Lembrei da ruiva e suas amigas.- Mas também há suas exceções.- O loiro veio à minha mente.

-O C-capitão do meu clube também está na sua turma.- Eu sabia disso, o Naruto era capitão do time, mas ouvi dizer que foi porque outro integrante achava muito chato ter que cuidar de tudo e todos. Eu tinha certeza que conhecia o integrante, mas eu não lembrava. Por que eu lembrava de umas pessoas e outras não?

-Você está bem, Sakura?

-S-sim, claro. Quem é o capitão do seu clube? Se é seu amigo deve ser legal, talvez assim eu conheça alguém na sala de aula.- Nós duas rimos.

-Você é bem engraçada, Saky.

-S-saky?

-Oh, desculpe, não gosta desse apelido?- Ela parecia arrependida.

-Não é isso, é que é a primeira vez que me dão um apelido.-Sorri pra ela.

-Sério?

-Sim, bom, na verdade a segunda.-Lembrei do moreno que mais cedo me chamou de Moose.- Mas eu não conhecia a pessoa.-Levantamos do chão com todas as folhas nas nossas mãos, entreguei minha parte para ela.

-Toma.-Olhei para o papel ao qual ela me oferecia.-É um papel de inscrição para o clube de basquete. Querem mais uma assistente, pois acham que é trabalho demais para mim.

-Você me quer lá?

-Bom, você parece ser uma ótima pessoa para ser amiga e sendo sincera-Se aproximou mais com uma de suas mãos perto da boca como se contasse um segredo- tenho certeza que as outras vão querer entrar para dar em cima dos garotos.-Ela riu do seu comentário e eu a acompanhei.

-Certo. Vou preencher em casa e te entrego amanhã, combinado?

-Combinado.

Nós duas nos despedimos e cada uma foi pra um lado, ela provavelmente para o clube e eu em direção à minha humilde e antiga casa. Minha casa era bem perto da escola, dava uns dez minutos de caminhada e nesse tempo eu tentava controlar minhas emoções ao ver as pessoas que eu não via desde meus 23 anos quando minha mãe faleceu e minha irmã me abandonou. 

Parei de frente à minha casa e uma onda de lembranças encheu minha mente e após alguns minutos eu fui até a porta de madeira e a abri. Ao entrar no cômodo eu pude ver a Sayu vendo algum programa de televisão, senti o cheiro de comida no ar, minha mãe estava na cozinha fazendo o almoço. Ela ainda não havia adoecido.

-SAYU!!-Pulei em cima da minha irmã.

-Sai, sai, sai, sai.- Ela me empurrava a todo custo tentando me tirar dali enquanto eu a agarrava.- MÃE, A SAKURA TÁ DOIDA.

-Parem de gritaria e venham comer.-Minha mãe saiu da cozinha enquanto colocava uma panela na mesa.

-MÃE. -Assim como na minha irmã eu a agarrei com todas as forças. As lágrimas vinham aos poucos e eu não conseguia me controlar, aquela era minha mãe, eu pensei que nunca mais a iria ver. Sete longos anos sem ela me fizeram uma pessoa sem sonhos e com uma péssima vida, mas agora eu finalmente tinha esperança, porque eu estava com ela. Eu soluçava em seus braços enquanto ela acariciava meus cabelos.

-O que houve querida? Aconteceu algo na escola?-Balancei levemente a cabeça e entre lágrimas de felicidade eu a respondi.

-Eu apenas estou feliz de ser sua filha. Eu te amo, mamãe.

e com um lindo sorriso ela me respondeu:

-Eu também. Eu também te amo, minha querida..

-----------xx--------------

Aquele dia havia sido extremamente longo e cheio de coisas inesperadas apesar de estar no passado. Talvez eu devesse anotar tudo sobre o efeito do tempo que eu sei até agora, assim, se algo ocorrer eu verei o que causou e poderei resolver. Peguei meu caderno dentro da mochila, sentei em minha cama e na última folha comecei minha anotação.

 

Efeito temporal:

1. Memória fotográfica de tudo e todos. 

2. Quando eu faço algo diferente de antes, algo na história da minha vida muda.

3. Há um garoto ao qual eu não me lembro, mas que talvez esteja ligado ao Moose.

4. O tempo ficou congelado por mais ou menos uns cinco minutos.

5. Provavelmente há pessoas que lembro e outras não. Não me ficou claro quem é o integrante que deveria ser líder do clube de basquete.

6. Algumas coisas não mudam se causar o mesmo sentimento. Quando irritei Karin na aula teve o mesmo efeito de derrubar o suco antigamente. Ela ainda me odeia.

7. Posso mexer nas pessoas quando o tempo está congelado.

8. Talvez eu consiga salvar minha mãe.

 

        Suspirei. Será que eu realmente posso...?

Batidas em minha porta me tiraram do meu mundo, fechei meu caderno às pressas e disse um baixo "Entre".

-Sakura?- Minha irmã de apenas 13 anos botou a cabeça para dentro do quarto pela brecha da porta.

-O que foi, Sayu?

-Mamãe ficou preocupada com você mais cedo.-Ela foi entrando e sentou ao meu lado na cama.

-Sério?

-O que aconteceu?

-Nada, talvez seja os hormônios da TPM.-Sorri pra ela para tentar fazê-la acreditar.

-Ou talvez apenas frescura sua- Ela mostrou a língua.

-Sayu!- Caímos na gargalhada.

-Você está mais falante. Como foi na escola?

-Eu percebi que preciso falar mais se quiser me enturmar. Eu fiz uma... amiga, talvez. Bom, eu acho. E estou pensando em ser assistente no clube de basquete.

-Não deixe a mamãe saber, ela anda tendo dores de cabeça quando fica irritada, se ela souber que você vai entrar provavelmente irá te proibir dizendo que suas notas vão cair.

-Impossível isso acontecer.

-Nerd.- rolei meus olhos.

-Sobre essas dores de cabeça... Leve mamãe ao médico por favor. - Lembro que a doença da minha mãe não pôde ser tratada por ter ido ao médico tarde demais. O tempo é chave para tudo, até para a vida e a morte.

-Tentarei convencê-la.-Ela foi se levantando da cama e indo em direção à porta, antes de sair virou para mim.- Arranje logo um namorado, Sakura, quero um cunhado.

-SAYU!- Joguei um travesseiro que acertou a porta já fechada pela minha pequena irmã. Abri o caderno e olhei as anotações mais uma vez.

 

8. Talvez eu consiga salvar minha mãe.

Apaguei a pequena e última frase e me pus a escrever. Ao terminar, guardei o caderno e deitei em minha cama pronta para dormir e em alguns minutos caí no sono lembrando da última coisa que escrevi:

8.  Eu, definitivamente, vou salvar minha mãe.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...