História Moose: O tempo perfeito. - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Exibições 7
Palavras 2.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Dê tempo ao tempo:Visão ou Futuro?Sorriso,destino e momentos


“Algo tão pequeno como o voo de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo.”


Isso foi algo que eu vi no filme efeito borboleta. Tudo isso sobre voltar no tempo e ter uma segunda chance é um milagre extremamente bom, e é exatamente por isso que estou com medo. Nada tão bom assim vem de graça. Às quatro horas da manhã lá estava eu vendo o filme que mais poderia me ajudar.


Também procurei em alguns sites na internet e vi que o caos e o medo do caos, atraem mais caos. Talvez eu devesse apenas continuar fazendo o que vim fazer, ter medo do que vou causar não irá impedir que aconteça algo.


Passei duas horas pesquisando tudo que eu pudesse para não acabar destruindo a vida de alguém tentando resolver a minha, mas quanto mais eu procurava percebia que minhas ações até agora já podem ter destruído ou começado a destruir a vida de alguém.


–Aaaah.- Me joguei na cama pensando no que eu me meti e em como algo tão bom se transformou em algo horrível por causa de uma simples pesquisa e um filme.


Olhei para o pequeno relógio que se localizava sobre minha cômoda, já eram 6:30 e eu tinha aula. Me levantei preguiçosamente me arrependendo de acordar cedo para pesquisar sobre viagem no tempo. Fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal, tomei um banho e logo parti rumo ao quarto. Coloquei o uniforme de cor azul marinho e penteei os longos cabelos, saindo logo em seguida para a cozinha.


chegando lá me deparo com minha irmã já pronta para a escola comendo uma torrada enquanto minha mãe fritava alguma coisa no fogão.


–Bom dia. -Falei sem muita animação.


–Nossa você está horrível. Por isso não arranja um namorado.


–Sayu! -Minha mãe se aproximou da mesa com um prato com ovos mexidos.- Sakura, você é linda e não precisa de um homem para provar isso a ninguém. Bom... mas um genro seria ótimo.


–Mãe! - As duas à minha frente caíram na risada.- Quando eu arranjar alguém vou esfregar na cara de vocês.- Peguei uma torrada e com a outra mão levantei um copo de suco até minha boca bebendo tudo de uma vez.- Já estou indo, bye bye.- Saí correndo enfiando a torrada em minha boca e pegando minha bolsa ao passar pela sala.


–HEY, ESSE SUCO ERA MEU. -Ainda escutei a voz irritada da minha irmã.


Quando cheguei ao colégio parei em frente ao portão e o observei bem, ele era grande em uma cor alaranjada com um belo jardim na frente, havia um caminho que levava até os corredores. Muitos alunos andavam ali ou estavam sentados com seus amigos na grama. Mas aquilo não era novidade pra mim.


–Você quer ser porteira no futuro, não é Moose?- Virei meu rosto em direção a voz já conhecida por mim.


–Ah, o garoto de ontem !


–Meu nome não é garoto de ontem.


–E qual é então?


–Tente se lembrar.-Ele deu um leve aceno com a mão e partiu me deixando confusa. Quem é ele? Nós já nos conhecemos? Me lembrar? Lembrar de que?
Durante a aula eu tentava a todo custo lembrar do moreno que não fosse no dia de ontem. Nada vinha à minha cabeça, nada do meu antigo passado tinha ele e sempre que tentava ir mais fundo, minha cabeça doía. Qual a minha ligação com esse garoto?


Assim que chegou o intervalo eu fui até a sala dos clubes, lembro que geralmente o pessoal do basquete se encontra lá nos intervalos e finais de aula. Ao chegar na porta da quadra tento olhar pela janelinha de vidro e encontrar a Hina, contudo minha altura não ajudava fazendo metade da minha vista ser escondida. Abri uma pequena brecha da porta e botei minha cabeça para dentro , vistoriei toda a quadra achando meu alvo do outro lado da quadra enquanto a equipe jogava.


–Hina!- sussurrei fazendo um gesto com a mão para que ela me visse, o que não funcionou.


–Hina!- Tentei um pouco mais alto. Nada. Me inclinei mais um pouco para dar uma vista melhor quando a porta é aberta brutalmente me fazendo cair dentro do local atraindo a atenção de todos.


–Não vai entrar?


–POR QUE FEZ ISSO? NÃO ME VIU AQUI?- Olhei furiosamente para o moreno que já se tornou a pessoa com quem mais falei na escola.


–Vi.


–Então?


–O que?


–Não vai se desculpar?


–Não.- Passou por cima de mim dando um sorriso de canto e indo em direção aos garotos na quadra.


–Saky , você está bem?- Hina veio ao meu socorro.- Você é amiga do Sasuke?


–Quem é Sasuke?- a olhei confusa levantando com sua ajuda.


–O garoto com quem estava brigando.- Naquele momento a voz da Hina se tornou um sussurro e um flash me veio à mente. Tudo parecia rodar e minha cabeça começou a doer, logo eu não estava mais na quadra com a Hina escutando o barulho que os garotos faziam para cumprimentar o moreno.


Olhei ao meu redor, mas só via escuridão. O que estava acontecendo? Comecei a correr para qualquer lugar e tudo que eu consegui foi me cansar. Uma grande porta de repente surgiu e depois dela várias outras. Cada uma tinha uma palavra e abaixo uma data.


Fui olhando de uma à uma: Aula 01/02. Suco 01/02. Clube 02/02. Amiga 02/02. Moose 25/03. Parei ali. Essa porta era de março enquanto as outras eram de fevereiro, lentamente fui levando minha mão até a maçaneta e abri a porta sendo engolida por uma luz muito forte.


Ao abrir novamente meus olhos eu estava no topo do Moose, meu prédio. Tudo aquilo foi um sonho? olhei ao redor e estava exatamente como na hora em que "parti". Uma pessoa estava sentada no banco que eu havia sentado para ver as estrelas. Não podia ver seu rosto, mas podia ver seus cabelos curtos e de um rosa sem vida. Ao virar seu rosto como se procurasse algo no céu pude ver quem era. Arregalei meus olhos e cobri minha boca com as mãos, alí estava eu, aos meus quase trinta anos, fazendo todos os movimentos de antes.


A eu do futuro se levantou, algo que eu não fiz pelo que me lembro, ela foi até a ponta do prédio e apontou para o céu.


–Uma estrela cadente! - Pude finalmente ouvir sua voz que mais parecia uma criança quando ganha algo que queria muito.


Eu comecei a caminhar lentamente em sua direção enquanto ela fazia algum pedido. Ela estava bem próxima da ponta e algum passo a mais poderia cair. Vi seu rosto ficar molhado por lágrimas e arrastando pouco a pouco seus pés para a beirada do prédio. Estava prestes a gritar quando uma voz me interrompeu:


–SAKURA!- Virei rapidamente em direção a uma voz familiar vendo um moreno, altos de olhos negros correr em minha direção. Ele passou por mim como se eu fosse um fantasma. O segui com meus olhos o vendo chegar perto da eu mais velha que já estava de olhos abertos.


–Não faça isso, Sakura.

 


–Você não entende, Sasuke!- Sasuke?- Eu não aguento mais! Eu não tenho ninguém, eu não tenho nada, estou sozinha!


–Você não está só, você tem a mim, Moose.- Ele a abraça forte enquanto a rosada chora em seus braços. Tudo vai ficando escuro novamente e os soluços da mais velha começam a ficar distantes.


–SAKURA!- Levantei meu corpo com toda força, passei a mão em minha testa, estava completamente suada, só então reparei nos vários olhos em cima de mim.- Você está bem ,Saky?


–S-sim, estou bem.- Me levantei com ajuda do Naruto que, pelo que parece, parou o jogo quando desmaiei.


–Não quer ir à enfermaria?- Naruto parecia preocupado.


–Não precisa, sério.- Os olhos do moreno, que eu havia descoberto se chamar Sasuke, estavam em cima de mim. Ele começou a caminhar em minha direção e assim que chegou à minha frente me pegou em seu colo.


–O-o que você está fazendo?- Tenho certeza que minhas bochechas estavam extremamente vermelhas.


–Não quero que nosso clube leve a culpa caso algo aconteça com você, estou te levando para a enfermaria. -Ele saiu me levando porta a fora. Em todo o caminho eu só tinha duas opções: Encarar o rosto dele ou o seu peitoral. Encarei seu rosto que estava sério, ele era branco , mas não ao ponto de parecer doente, seus olhos contrastavam com sua pele e os fazia parecer ainda mais negros. Seus cabelos estavam bagunçados e seus lábios de vez em quando eram mordidos demonstrando um leve nervosismo.


Ao chegar lá ele me colocou em uma das macas e sentou na outra à minha frente. A enfermeira Shizune e a médica Tsunade não estavam ali, então ficamos esperando. Encarei Sasuke.


–Que foi?- Me perguntou após reparar meu olhar.


–Sasuke.


–Hm?-Ele parecia surpreso.


–Seu nome é Sasuke, certo?


–Como...


–A Hina me falou.- Isso não era mentira. Não precisava dizer que também o vi em uma possível visão do futuro.


–Então você não lembrou.


–De onde você me conhece?- Eu tinha muitas desconfianças sobre Sasuke.


–Da escola.


–Mentira.


–Então você lembra.


–Não, eu não lembro de nada. Mas eu tenho certeza que quando falou comigo no portão no primeiro dia de aula, você já me conhecia.


–Como?- Deu um leve sorriso.


–Segredo.


–Sabe como eu te conheço?- Levantou do seu local e se aproximou lentamente de mim, baixou sua cabeça ficando com sua boca perto de minha orelha. Eu podia sentir sua respiração que batia contra minha pele arrepiando o local, me deixando cada vez mais ansiosa para a resposta.


– É um segredo. -Levantou seu corpo me deixando com raiva da sua brincadeira.- Mas vou te dar uma pista, sorria mais, um simples sorriso pode mudar seu destino.- Ele novamente deu seu famoso sorriso de lado se afastando de mim. A porta foi aberta e por lá passa a Tsunade.


–O que fazem aqui?


–Ela desmaiou no clube de basquete e eu a trouxe aqui.


Após dizer isso Sasuke apenas saiu da enfermaria me deixando só com a médica peituda do nosso colégio. Após alguns exames leves ela disse que eu estava bem, mas passou algo caso sentisse alguma dor na cabeça e pediu para que me alimentasse.


Quando saí o intervalo já tinha acabado e perdi uma aula, assisti as duas últimas aulas restantes com meus pensamentos no meu pequeno "sonho". Quando o sinal tocou fui em direção ao corredor cheio de alunos. Senti um braço tocando meu ombro.


–Saky.


–Ah, oi Hina.

 


–Você está bem?


–Sim, a Tsu me disse que não era nada demais, passou um remédio caso sentisse dor de cabeça e me pediu para comer algo.


–Ah, fico feliz em ouvir isso. F-fiquei tão preocupada.


–Sinto muito, Hina. Ah, é mesmo, toma.- Entreguei a ficha de inscrição para a azulada.


–AH, você vai mesmo participar?


–Claro!


–Estou tão feliz.- Ela me abraçou e começou a pular enquanto sorria muito. - Seremos boas amigas, Saky. Eu nunca fui próxima à nenhuma garota.


–Sério? Eu também não tive muitas amigas. Farei meu melhor para o clube e para você.


Fomos para casa juntas, descobri que a Hina morava à duas ruas da minha, ficamos muito felizes que poderíamos vir sempre juntas. O resto do dia fiquei pesquisando sobre sonhos, visões e qualquer coisa que me ajudasse a entender o que eu vi. Lembrei do garoto que agora fazia parte dos meus dias na escola, Sasuke era irônico, como quando nos conhecemos, mas era amigável, tipo quando nos encontramos no jardim, ele se preocupava, por alguma razão desconhecida, comigo e além disso tudo ele era misterioso. Ele me conhecia, mas eu não lembrava dele, ele estava no meu futuro, mas eu também não lembrava dele lá. Quem é você, Sasuke?


Abri minhas anotações e coloque mais coisas lá:


9. Tentar lembrar de coisas relacionadas ao Sasuke me dão dor de cabeça.
10. Sasuke me conhece.
11. Ando tendo visões.
12.A consequência de ir ao clube foi ter a visão?
13. Mamãe ainda está viva.
14. Sorrir mais. Um simples sorriso pode mudar meu destino.


Ouvi a voz da minha mãe chamando para jantar. Guardei o caderno com as anotações e desci, lá encontrei Sayu e minha mãe rindo de algo.


–Do que estão rindo senhoritas?


–Sayu é uma péssima cozinheira. Ela queimou o pano de prato.-Minha mãe diz ainda entre gargalhadas enquanto senta na mesa.


–Isso eu concordo.- Peguei uma tigela com arroz.


–Hey, um dia eu serei tão rica que não vou precisar cozinhar.


–Vai mesmo.- Lembrei de como a Sayu se tornou uma promotora famosa.


–Você vê o futuro?- Falou enquanto me olhava com esperança.


–Se você se esforçar pode ser qualquer coisa.- Enfiei um pedaço de carne em sua boca.


Prestei atenção naquele momento. Se eu fechasse os olhos eu poderia me congelar naquele momento para sempre? Onde eu, Sayu e minha mãe éramos tudo uma para a outra, era nós contra o mundo, tudo ou nada. Ali não existia passado ou futuro, apenas o momento. Eu gostaria de ficar congelada aqui para sempre, na verdade eu posso agora, mas aí não seria um momento, e felicidade não é feita de "para sempres" e sim das lembranças desses pequenos instantes juntos, desses pequenos momentos.



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