História Mordomo Particular - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~7cah7

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, V
Tags Vmin
Exibições 27
Palavras 2.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Minho Pug


- Taehyung, pense no que está falando! Isso é loucura! – Gritei nervoso enquanto vagava pelo com quarto com passos fundos, fitando com olhos arregalados aquele que jazia com uma expressão tranqüila, irritando-me a cada palavra que soltava de minha boca e continuava sem demonstrar raiva ou desespero por seu pedido súbito.

- Vai ser por poucos dias, Minho se arrependerá do que fez e voltará para mim com pedidos de desculpas. Somente preciso que você colabore comigo, por favor. – Taehyung aproximou-se de mim com os olhos brilhando em súplica para convencer a entrar em sua farsa. Em uma ação repentina que fez parar-me estático no chão de seu quarto, o moreno ajoelhou-se diante de mim e levou minha mão até seu peito, fazendo-me escutar as batidas de seu coração que demonstravam com seu ritmo acelerado, uma sensação diferente que seu rosto adornado de calma. – Por favor, Park Jimin, aceite ser meu namorado falso por um mês.

- O que você está fazendo? – Desviei meu olhar com bochechas coradas, tirando minha mão de seu peitoral com hesito.

- Desculpe, achei que todo esse cú doce que estava fazendo era por que eu não havia feito o pedido de forma correta. – Levantou-se do piso, fazendo seus ossos estalarem com a ação e, em seguida, sentou-se em sua cama como um lorde, apoiando seus braços nas laterais e cruzando suas pernas. O ar entre nós começou a pesar gradativamente, ele mirava-me com desafio aparente em seus olhos negros e demonstrava superioridade em sua pose desleixada tentando aparentar falsa tranqüilidade.

Era claro que ele estava ansioso para minha resposta afirmativa, afinal, eu seria o principal peão para que saísse ‘’vitorioso’’ de seu plano – lê-se sair com o babaca que traiu sua confiança.

 

 

 

Poucas horas antes do pedido insano de Kim – idiota – Taehyung.

Escutei, localizando-me na cozinha, Taehyung gritar-me escandaloso da sala que havia trazido amigos para estudar junto consigo e que eu, como seu mordomo ‘’ particular’’, devia preparar lanches para eles e ir a seu quarto após.

Revirei meus olhos quase que permanentemente e bufei com raiva, jogando a louça que lavava com repulsa na pia ao Taehyung chamar-me de ‘’seu mordomo particular’’, como se eu fosse para si nada além de um simples trabalhador que fazia serviços para seu agrado e lazer íntimo.

Aquela atitude e sua voz escorrendo em veneno recheado de arrogância para comigo, me enchia de raiva nos pulmões, deixando minha respiração pesada e um grande embrulho incomodando no estômago.

Ainda desconhecia o porquê de meu coração apertar-se em uma cratera instantaneamente ao ter meu amigo dirigindo-se comigo daquela forma formal. Pois, não era novidade, sempre quando havia alguém considerado importante e ‘’superior’’ por Taehyung, era esta e única forma que ele iria interagir comigo o tempo todo que estivéssemos diante da presença endeusada da companhia. Já devia ter me acostumado a ser tratado de tal forma e ora de outra há muito tempo.

Eu sabia disso, para ser franco, eu tinha total e plena consciência. Todavia, era impossível controlar minhas emoções e não ser sincero comigo mesmo.

Ainda marcava-me como uma imensa cicatriz todas as lembranças que vinham aos estalos em minha mente, deixando sempre claro e real a presença intocável de Taehyung e nossa diferença de classe social. Taehyung fazia seu papel em machucar-me, com seus dedos frios e esguios cutucava-me a pele como uma criança arteira, deixando novas cicatrizes a se formarem abertamente em cada canto de meu coração.

Era um simples gesto, virava meu rosto para a pia e voltava a lavar os pratos sujos com a comida do almoço. Deixava que suas ações idiotas virassem fumaça e assim fossem largadas em algum canto de minha memória que retornaria após um tempo, retornar grandiosamente e elevar-se como uma chama ardente. E eu como um cachorrinho, iria após tudo, correndo para seus braços abertos, ganhando uma nova felicidade e ansiedade que conduzia a mim próprio uma nova dor.

Eu estava preso por um corrente a Taehyung e dificilmente ela se quebraria mesmo com as atitudes do moreno.

Imaginava, dias após dia, eu contando a Taehyung como me sentia com seu tratamento. Todavia, isto permanecia fiel somente a imaginações e sonhos.

 

Após terminar de fazer os sanduíches, coloquei-os na bandeja junto com o pacote de doritos – afinal, eles são ricos, mas não de ferro. Encaminhei-me com calma a escada que levava ao quarto de Taehyung, segurando habilmente a bandeja em mãos e não deixando que as bebidas chacoalhassem em seus copos.

- SEU MERDA!! – Foram poucos segundos para o xingamento ecoar por todo largo corredor que eu caminhava em direção ao quarto do dono voz cheia de fúria.

Sobressaltei-me, tacando o foda-se para o objeto entre meus dígitos e tratei de correr afoito ao quarto de Taehyung, onde era possível ouvir ao longe seus gritos.

- MINHO SEU FILHA DA PUTA! – Parei de correr no mesmo instante e revirei meus olhos novamente, bufando quando ouvi o nome do namorado de Taehyung em sua torrente de raiva. Desvie meu olhar para o conteúdo espalhado ao decorrer do piso que tinha sido derramado por mim, fitando-o enquanto pensava comigo mesmo. Ele havia feito merda, e deduzindo pela voz grave de Taehyung acima do normal, era uma merda gigantesca.

Desde o primeiro dia que Taehyung apresentou Minho a sua família e, como um stalker extremamente curioso, eu estava à surdina, escutando tudo disfarçado a sombras da cozinha. Sempre o achei com cara de idiota e que em algum momento, ele iria foder seu relacionamento com meu amigo.

Devia mudar minha profissão de mordomo para vidente, afinal, eu estava certo. Ele havia feito merda e fodido com tudo.

Taehyung enxotou Minho e seu amigo Taemin de seu quarto com mãos nervosas enquanto continuava aos berros. Suas lágrimas desciam fortes e constantes de seu rosto, formando uma espécie de cachoeira na pele bronzeada.

Os dois idiotas desceram da escada com pressa quase tropeçando no processo, bocas inchadas e junto com olhos arregalados como de um Pug – mais Minho do que Taemin, já que seus olhos eram realmente grandes e arregalados davam a impressão que a qualquer momento iriam saltar de suas órbitas.

Ri com meu próprio pensamento por um instante, voltando a ter uma face séria enquanto dirigia-me a Taehyung que estava de joelhos ao chão, cobrindo seu rosto com suas mãos imensas.

Agachei-me junto a si ao chão, abraçando o corpo curvado de Taehyung de lado e perguntei sussurrado em ouvido, tentando com a minha melhor voz de mel perguntar-lhe o que caralhos havia acontecido.

Pelo que pude traduzir de seu relato com palavras engolidas por soluços e fungadas, Taehyung havia saído de seu quarto para ir ao banheiro e após retornar, encontrou Minho e Taemin aos beijos em sua cama.

Meu senhor, o que aquele Minho tinha de idiota e ‘’ bonito’’ – na opinião de Taehyung, não minha -, ele também tinha de burro.

Sua ação estava errada somente por trair Taehyung com Taemin, agora esta ficou ainda pior por ter feito isto na casa e cama do próprio namorado.

Sempre soube que Minho faria isso, ele não parecia ser nem de longe alguém em quem devíamos dar nossa confiança.

Infelizmente, Taehyung não pensava da mesma maneira.

 

Após muita choradeira com o nome de Choi Minho por Kim Taehyung.

- Então, esse vai ser seu plano? Vai me usar em sua vingança para fazer ciúmes em Minho e desse modo fazê-lo implorar para voltar contigo? – Perguntei em um tom de afirmação, repassando tudo que Taehyung tinha falado em poucos minutos.

- Sim.

- E o que eu ganho com isso? – Cruzei meus braços rentes ao corpo, fitando o moreno com um olhar penetrante e esperando pacientemente por sua resposta.

- O que você deseja, Jimin? – Levantou-se de súbito do colchão, aproximando-se de mim e sussurrado ao pé de meu ouvido de modo provocante, fazendo-me vacilar desconfortável sob seu toque firme em meu ombro.

Suspirei sôfrego, tirando a mão de meu ombro com brutalidade e virando-me de frente para Taehyung, para olhá-lo e prestar atenção em cada movimento de seu rosto.

- O que eu quero?... – Retruquei para mim mesmo, fitando Taehyung de modo pensativo. – Ao fim de toda essa merda, eu saberei o que quero. Por agora, fala-me o que tenho que fazer para essa atuação, conte-me detalhe por detalhe tudo o que terei que fazer contigo. – Puxei-o pelo braço para sentar-se comigo em sua cama. Dei leves pulinhos no colchão, aproveitando a maciez do lençol que esquentavam a minha bunda. Espalmei minha mão para tocar nos travesseiros amontoados, cobertores e lençóis de seda, fazendo o cheiro do perfume caro de Taehyung exalar de si e passar cordialmente pela extensão de minhas narinas. Aspirei o cheiro deleitosa e disfarçadamente, afinal era um perfume de alta qualidade que eu como classe média, dificilmente sentiria novamente em minha vida com a mesma casualidade que havia resguardado no ambiente.

- Bom... Primeiramente, temos que dar um jeito... Nisso. – Apontou seu dedo indicador para meu rosto enquanto girava-o em torno de meus traços. Senti-me extremamente ofendido, franzido meu cenho em uma expressão de dúvida enquanto ouvia seu tom de repúdio como se eu fosse alguma cobra venenosa.

- Como assim... ‘’Nisso?’’ – Perguntei tentando transparecer raiva em minha voz, fazendo aspas ao ar com meus dedos.

- Ah... – Taehyung tossiu falso, fazendo-me fechar a expressão emburrada ainda mais. – Não é que você seja feio. De algum modo, você agradável aos olhos, contudo... Esse cabelo ruivo com tom desbotado, esses óculos de Harry Potter, essas roupas de empregado e muitas outras coisas que não citarei, pois sinto que levarei um soco logo; essas coisas não ajudam a torná-lo mais atraente. – Taehyung agarrou minha mão que estava jogada sob o lençol e entrelaçou seus dedos aos meus. – Terá uma festa daqui uma semana na casa de Hoseok, eu iria ir com Minho... Agora irei lhe preparar para irmos juntos. – Olhou-me, sorrindo amarelo e fazendo um carinho em minha mão com seu dedo.

- Você não acha que é rápido demais? Seus amigos irão acreditar que você conseguiu esquecer Minho tão rapidamente e em seguida conhecer-me? Você não irá contar a eles que sou seu mordomo, certo? – Indaguei afoitamente, não dando tempo de Taehyung responder e a mim de respirar. Puxei o ar profundamente em meus pulmões para tentar me acalmar.

- Eu acho bem provável eles acreditarem, antes de começar meu relacionamento com Minho, eu já havia pegado metade da escola. – Taehyung sorriu abertamente, mostrando uma expressão pervertida ao fitar-me. Ignorei sua ação, fazendo um sinal com a mão para que continuasse.

Eu já sabia de seu histórico de pegação há muito tempo, desde que ele trouxe – pelo que me lembro – em seu aniversário, dois garotos e duas garotas, levando-os para seu quarto. Lembro-me que sua família havia saído para dar-lhe privacidade, nesta noite eu – o único empregado que dormia na mansão em um quartinho -, não consegui dormir pelos gemidos – altos, graves, femininos e masculinos.

Fora uma noite muita boa para ouvir a novas músicas que foram lançadas recentemente em volume bem alto – watch I’m Fine Victon on Youtube.

Mas de algum modo era agradável na manhã. Eu fazia café para Taehyung e o convidados enquanto escutava um pouco das conversas e – como eles não eram considerados importantes na lista de Taehyung – eu era permitido a conversar informalmente com eles. Era estranho, porém ajudava-me a socializar com mais alguém além de Taehyung.

- Eu não irei citar que é meu mordomo. Para disfarçar, acredito-me que nas melhores das circunstâncias usarmos nossa história real, somente mudar algumas coisas para ficar com um ar mais romântico.

- Nossa história real?

- Sim... Nossa história de como conhecemos quando éramos criança, é algo bonito e que comove as pessoas à melhor aceitação de nosso ‘’relacionamento’’. Seu pai trabalhava para o meu, veio morar conosco e levou seu filho junto consigo para a mansão. É uma boa história somente temos que mudar algumas coisas... Não quero falar que é de classe média.

Junto com a música do Winner deslizando por meus ouvidos, dando uma falsa sensação de conforto; meu coração quebrou-se dentro de meu peito, fazendo-me sufocar internamente em desespero.

Assenti inflamando a bochechas e as relaxando em seguida, mordendo meu lábio inferior com força. O ressentimento jazia contínuo no peito.

- Então você aceita?

- Peça de forma correta, ajoelhe-se e assim pensarei no seu caso. – Soltei uma risadinha ao notar Taehyung revirar os olhos enquanto desleixadamente, remexia-se em sua cama para descer ao chão.

- Park Cuzão Jimin... Aceita namorar comigo? – Estava com a cabeça em frente de meus joelhos dobrados, olhando-me de baixo enquanto eu estava sentado na beirada da cama.

- Oh, eu aceito, Taehyung-oppa mozão. – Levei minhas mãos às bochechas de forma dramática, mudando minha voz para que ficasse mais fina e aguda.

Ri alto após minha encenação, vagueando meu olhar até parar no rosto de Taehyung. Ele também ria junto a mim, sorrindo retangular e com os olhos brilhando.

Eu sentia-me numa falsa cena de perfeição que logo acabaria ao menor dos gestos ilícitos e palavras de repulsa em cima de meu dinheiro e aparência. Era como um jantar em família ao qual, ao menor descuido, você seria cruelmente julgado por seus dizeres a mesa em uma celebração de união.

Não iria enganar-me com irreal ou distante infelicidade, eu sabia o que sentia ao ouvir a sinfonia melodiosa e grave da risada de Taehyung; sentimentos negativos não passavam nem perto de atravessar o escudo impenetrável que era protegido em meu peito. Era bom, era como se meus mais íntimos sonhos tornassem-se realidade, eu e Taehyung podíamos conversar informalmente e divertimos como jovens, sem preconceitos ou problemas, sem qualquer coisa que nos levaria a mente nossa diferença realmente grande entre nossos mundos.


Notas Finais


https://www.youtube.com/watch?v=HHJB_Zbn-lQ Watch Victon meus novos filhinhos on Youtube


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