História More Alike - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Justin Bieber, Romance
Exibições 458
Palavras 4.732
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não apareci ontem, mas esse cap de hoje... HAHHHAHAHA
Espero que gostem! <3
Boa leitura! :3

Capítulo 9 - Biquíni


Parei na porta de casa ao ouvir meu pai pigarrear. Me virei, girando nos calcanhares enquanto encarava meu incrível pai. Ele levava a cerveja até a boca, as sobrancelhas levantadas enquanto me seguia com os olhos. Ele era alto, tinha uma pequena barriguinha, usava uma camisa regata e tinha os cabelos ralos, meio escuros, já, e também usava um calção e estava descalça.

— O quê? — Perguntei, ansiosa.

— Toque de recolher. Cinco da manhã forçando toda a paciência que eu tenho.

— Pai, eu sou uma garota crescida. — Foi o que eu falei, com ele apontando para mim.

— É justamente isso que me preocupa, Ren.

Bufei pra essa.

— Qual é, pai.

— É sério, você tem peitos, isso chama problemas.

Fiz uma careta de nojo.

— Estou saindo.

— NÃO BEBA! — Ele falou enquanto eu fechava a porta. Bufei novamente.

Ouvi a risada baixinha dele, comigo revirando os olhos. Ele sabia que eu não bebia, estava só brincando comigo.

Legal, pai.

Passei a mão pela saia jeans enquanto caminhava, ela era azul médio, nem muito escuro nem muito claro, e ia até um pouco abaixo de minha bunda — longa o suficiente para tampar tudo que eu precisava manter escondido. Eu também usava uma blusa azul regata, mas que ia até um pouco abaixo de minha cintura, escondendo a parte superior da saia. A blusa azul tinha um belo decote, mas eu usava um dos meus biquínis brancos, e usava um colar que pendia entre meus seios.

Sério, Lauren? Seios?

Meus peitos.

Eu também tinha uma rasteirinha, a mesma rasteirinha da festa de Ryan. Ela era confortável, então... Fora que era uma das minhas duas, a outra estava com problemas no feixe, no caso: eu só tinha essa. Eu usava brincos pequenos, mas usava, e também usava pulseiras na mão esquerda, todas elas marrons, assim como o colar, que tinha um pingente transparente. Meu brinco também tinha o mesmo pingente, já que todas as peças eram da mesma coleção. Meu pai tinha me dado de quinze anos quando eu insisti tanto que ele não tinha mais aguentado ouvir meus “por favor” quase chorando.

Ossos do ofício, papai.

Fora que estava super barato, ele não tinha o que reclamar.

Eu gostava de usar biquínis quando ia às festas que estavam perto da água, porque sabia que poderiam acontecer alguns problemas, como, por exemplo, Justin Bieber voltar a ter dez anos e me jogar em alto mar.

É, ele já tinha feito isso (com dez anos, oito anos depois não parecia ter amadurecido muito).

Então era sempre bom garantir.

Foi quando uma moto parou ao meu lado, comigo levantando as sobrancelhas para a Harley Davidson preta de meu pai — o mesmo que dirigia ela.

— Quer uma carona, garota? — Ele levantou a proteção do capacete ao falar comigo, me mostrando meu capacete. Fiz uma careta.

— Eu estou de saia, pai.

— Com um biquíni por baixo. — Ele deu de ombros, apontando com a cabeça para o banco de trás. — Você vai chegar bem cedo, e prometo que não entro no estacionamento da marina, assim você não tem desculpa para sentir vergonha.

— Pai... — Fiz uma careta. — Eu não tenho vergonha de você.

Ele deu de ombros, me mostrando o capacete e novamente apontando com a cabeça para trás dele.

Segurei o capacete, sentindo meus dedos dos pés dormentes.

Ele suspirou para mim.

— Ren, você sabe que não vamos sofrer nenhum acidente.

Mexi minha mão esquerda, encarando a moto antes de olhar para meu pai, que sorria, amável.

— Ok.

Coloquei o capacete, tirando o celular do bolso e colocando-o no bolso do casaco de meu pai, que trancou o bolso, então arrumando a moto, virando a cabeça para mim.

— Tudo certo?

Concordei, fechando o capacete antes de abraçar ele com força. Senti a risada de meu pai antes dele acelerar.

Chegamos em menos de dez minutos na marina, comigo tirando o capacete depois de pegar meu celular, soprando um beijo enquanto ele trancava o capacete no braço.

— Cuidado, amor! — Concordei, guardando meu celular no bolso traseiro da saia, vendo um grupo de caras entrarem num dos iate atracados na marina.

Difícil encontrar, ein.

O iate tinha três andares, era enorme pra um iate, o andar superior era aberto, enquanto o inferior era fechado, mas aberto por toda a volta dele, e principalmente aberto na proa e na popa, deixando bastante espaço, assim como tinha inclusive um barco de resgate fechado no “estacionamento”. O segundo andar era um pouco menor, mas tinha o mesmo desenho do primeiro, aberto em volta das paredes, com a frente e trás maiores, mas agora como varandas.

Não era Justin quem estava na entrada, mas estava o mesmo amigo dele da festa de Ryan, sorrindo para quem chegava. Ele me encarou, levantando as sobrancelhas.

— Achava que viria nadando. — Revirei os olhos, subindo no iate, com ele sorrindo. — Bem vinda a bordo, peixinho.

Bufei, ouvindo a risada baixa dele.

— Foi mais forte que eu, culpe o Bieber.

Concordei com a cabeça.

— Pode apostar que eu vou culpar.

Ele sorriu pra essa, comigo seguindo pelo barco, vendo várias pessoas do lado de fora e de dentro, assim como várias no segundo andar e várias no terceiro, inclusive um motorista. Claro que sim.

Foi quando vi Re e Sam. Elas acenaram, comigo acenando de volta.

Eu estava seguindo até elas quando vi Bieber. Ele me encarava com um sorriso malicioso no rosto, então apontando com a cabeça para o cara que conversava na sua frente. O cara tinha cabelos castanhos, ombros largos e estava de costas para mim. Usava uma camisa cinza e um calção azul, tinha sandálias e um relógio caro no pulso. Justin continuou a conversar com ele antes de apontar com a cabeça para mim. O cara dos cabelos castanhos — que eram longos e estavam soltos, a propósito, pouco acima da altura dos ombros dele — se virou.

Eu paralisei no meio do barco quando ele parou, me encarando.

Só podia ser brincadeira.

— Chaz? — Minha boca caiu.

— Ren? — Ele tinha os olhos arregalados.

Minha boca abriu, comigo vendo Justin confuso.

— Vocês se conhecem?

— Tá brincando? — Chaz falou, vindo até mim. — Cacete, você tá enorme, Ren! — Abracei ele com força, com ele me tirando do chão. — Quanto tempo faz?

— Hm... Quinze anos? Óbvio que eu estaria menor. — Ele sorriu, segurando meu rosto, comigo encarando ele. — Onde você estava, afinal?

Justin estava perdido.

— O que...? — Ele franziu o cenho, então batendo na cabeça. — Ótimo, os dois já se conhecem. — Ele resmungou, coçando a nuca antes de se virar, virando a garrafa de cerveja que tinha em mãos, jogando-a num lixeiro no meio do caminho.

Encarei Chaz novamente.

— Europa, meu bem. — Ele piscou para mim ao me responder. — Aprendi francês e italiano nesse meio tempo, sabia?

Cruzei meus braços, levantando minhas sobrancelhas para meu melhor amigo de infância.

— Qual é. — Duvidei.

Ele concordou positivamente, dando de ombros.

Yeap.

— E por que voltou? Lembro que foi embora por... — Franzi o cenho. — Na realidade, mal lembro de você.

Ele suspirou, concordando.

— Entendo bem. — Ele franziu o cenho, pensativo, tinha um sotaque britânico forte, mas eu podia sentir o americano mostrando quem mandava. — Enfim, fui embora porque meus pais queriam que eu estudasse na Inglaterra. Acabei passando por vários internatos, desde Londres, Paris, até Veneza. — Eu estava chocada.

— E por que voltou? Você não é tipo... Um ano? Dois... Mais velho que eu? — Perguntei, confusa.

Ele concordou.

— Dois... — Foi quando um rosto surgiu entre nós dois, interrompendo a conversa (e resposta de Chaz).

— Como diabos vocês dois se conhecem? — Era Justin, ele parecia indignado.

Soltei uma risadinha pra essa, com Chaz passando a mão por meus ombros, me apertando contra ele.

— Essa, Bieber, é como minha irmã mais nova. — Justin levantou as sobrancelhas, avaliando eu e Chaz como se não comprasse a ideia.

Nem eu comprava, eu era loira, ele era moreno, qual é.

Fiz uma careta para Chaz.

— Ah, conta outra.

Ele deu de ombros, indiferente.

— Eu troquei suas fraldas, Denwick.

— O cacete! — Reclamei, tirando sua mão de meus ombros. — Eu que limpei sua bunda.

Ele revirou os olhos para mim, Justin parecia prestes a ter um enfarto.

— Que... Que merda é essa? — Ele piscou.

— Nos conhecemos desde que eu tinha dois anos. — Expliquei. — Só lembrei dele por causa do cabelo e do sorrisinho convencido. — Chaz encarou o teto do iate, como se fingisse me ignorar. — Ele tinha... — Deixei a frase no ar.

— Quatro. — Chaz falou por mim. — Fui embora dos EUA com cinco, logo depois de...

Pisei em cima de seu pé com força, com Justin encarando meu pé antes de subir o olhar para mim.

— Antes de...?

Abri um sorriso fraco.

— Antes de um acidente matar meu irmão mais velho. — Justin levantou as sobrancelhas.

— Ah... — Ele pareceu se lembrar. — Aquele garotinho, não é? A família toda estava no carro, mas ele foi o único que... — A voz dele foi desaparecendo à medida que o olhar de Chaz endurecia em cima de Justin. — Ah.

Dei de ombros, então olhando para Chaz.

— Por que voltou?

— Estou cursando Negócios em Nova Iorque. — Ele deu de ombros. — E meu pai me apoiou na criação de uma empresa, então agora sou empresário e universitário. — Ele passou a mão pelos cabelos. — E bebum em tempo integral.

Justin levantou uma nova garrafa que tinha em mãos na direção de Chaz, como se brindando.

Franzi o cenho, confusa.

— Tá, e como diabos vocês dois se conhecem?

— LA. — Justin falou. — Pouco mais de um ano atrás conheci ele enquanto surfava por lá. Ele tentou me fazer perder pro cara que ele estava patrocinando ganhar.

Parei, confusa.

— Tá, e...?

Justin deu de ombros.

— Eu ganhei. — Ele tinha aquele olhar convencido no rosto que me fazia querer cegá-lo. — Desde então Chaz e eu passamos a conversar, e duas semanas depois nos encontramos numa festa. — Justin franziu o cenho. — Na real não me lembro de nada daquela festa, mas... Foi lá, não foi?

Chaz concordou.

— Acho que ninguém lembra, Bieber.

— Então espera... — Apontei para Justin. — Você queria me fazer ficar com seu amigo mais velho pra limpar sua barra e fazer ele vir pra festa, mas não sabia que seu amigo mais velho era, na realidade, meu amigo de infância?

— Você é muito inteligente, Lauren. — Ele bateu palmas, irônico. — Meio óbvio, não acha?

Bufei para ele, com Chaz abrindo um sorriso brincalhão.

— Ah, entendi. Vocês dois se odeiam.

Concordei com a cabeça ao mesmo tempo que Justin.

— Demorou pra notar. — Resmunguei.

— Então por que você está na festa dele?

Justin franziu o cenho, me encarando antes de falar, voltando o rosto para Chaz.

— Sabe Emma? Minha ex-namorada que a melhor amiga me contou que...

— Sei. — Chaz cortou a explicação toda.

— Ela é a melhor amiga. — Justin falou, abrindo um sorriso falso, com Chaz me encarando, orgulhoso.

— É mesmo? — Concordei, suspirando. — Como você pegou os dois?

— Por que todo mundo me pergunta isso? — Justin colocou a mão na boca, impednido a risada.

— Por que ficamos curiosos, ué. — Chaz deu de ombros, me encarando. — Vai, fala.

Neguei com a cabeça.

— Não mesmo, usem a imaginação.

— Será que era anal? — Chaz voltou o olhar para Justin, com o mesmo dando de ombros.

— Ela gostava.

Coloquei a mão na boca, sentindo a ânsia de vômito.

Chaz caiu na gargalhada ao mesmo tempo que Justin.

— É sério isso? — Justin deu de ombros, concordando.

— Fodendo bem, que mal tem?

Fiz uma careta pra essa.

— Tenho meus... Problemas. — Eu ainda sentia meu estômago se revirar, com Chaz sorrindo ao me encarar, brincalhão. Justin fora super indiferente, era só foda, só sexo.

— Como está Theo? — Dei de ombros com a mudança de assunto, deixando claro que meu pai estava bem, Theo era meu pai, no caso. — E a...

— Vou pegar uma bebida. — Cortei, vendo Chaz confuso, com Justin abrindo um sorriso brincalhão enquanto eu me afastava, acenando e me virando. Chaz obviamente não sabia do que tinha acontecido com minha família alguns anos atrás, e eu não me referia ao acidente que tinha iniciado a destruição.

Re me parou enquanto eu analisava os sucos disponíveis, vendo poucos por ali. Peguei uma garrafinha, abrindo-a e tomando um gole enquanto ela se encostava no balcão.

— Quem é o moreno? — Ela analisava Chaz.

— Chaz. — Respondi depois de engolir o líquido. — Por quê? — Abri um sorriso malicioso. — Interessada? — Falei ao notar.

Ela deu de ombros.

— Talvez.

— Anotado.

Justin e Chaz conversavam de lado para mim, um na frente do outro. Justin era uns centímetros mais alto que Chaz, mas Chaz tinha o corpo mais largo — ainda magro, mas obviamente fazia muito mais academia que Justin. Enquanto Chaz estava bem tranquilo e a única coisa que declarava seu dinheiro era o relógio, Justin usava um calção branco e uma camisa preta (ambos de marca), mais um tênis cinza (também de marca) e um relógio no pulso (chuta? Parecia de ouro), além de ter uma corrente por dentro da camisa (corrente de quê? Isso mesmo, prata). Só vestido Justin devia custar quanto? Cinco mil? Dez?

Ele podia pagar minha carteira de motorista com a roupa dele, cara.

Ok, não que eu quisesse que ele me desse alguma coisa, mas... Que ele tinha condições, tinha.

Abri um sorriso brincalhão ao seguir até eles, encarando Chaz.

— Está vendo aquela garota no balcão? — Chaz me encarou, então desviando os olhos para o balcão, encontrando Riven, concordando. — Se divirta.

Ele abriu um sorriso brincalhão antes de bater no ombro de Justin, cumprimentando-o, passando por nós dois e indo até Re.

Justin levantou as sobrancelhas.

— Você se substituiu rápido.

Dei de ombros.

— Não estou interessada.

Ele concordou, brincando com a garrafa entre os dedos.

— Tem certeza?

Levantei minha garrafa.

— Minha vida não é da sua conta, Bieber. — Abri um sorriso inocente pra essa.

Ele concordou, se virando.

— Graças a Deus. — Ouvi ele dizer enquanto subia as escadas para os andares superiores.

Vi Chaz sorrindo enquanto caminhava com Re, segurando sua mão. Ela virou o rosto para mim, os olhos arregalados, sussurrando um “obrigada”. Dei de ombros, levantando meu suco com um sorriso malicioso.

Eu era um ótimo cupido.

Menos pra mim mesma.

Dei de ombros, seguindo até a popa do iate, então descendo as escadas, me sentando sozinha ali, vendo a água a centímetros de mim.

Foi quando senti o iate se mover.

Voltei meus olhos para cima, vendo Justin falar com o navegador, os dois concordando enquanto o iate se movia.

É, eles estavam saindo pra levar a festa para longe, já que muitos dos outros caras ancorados na marina não iam gostar do barulho até de madrugada.

A música era alta, a decoração era boa — as luzes eram amarelas, então davam um tom marítimo com a música eletrônica, tornando tudo um clima Miami. Eu tinha ido à algumas festas em Miami com identidade falsa, graças à Emma (que meu pai nunca soubesse disso, amém), e Justin sabia aproximar o estilo. Ele era bom em festas, melhor que Ryan, ainda.

Vi uma garota secundarista ao lado de uma colega sua, as duas olhando em volta. Essa menina era nova no colégio, pelo que eu me lembrava. Eu tinha ajudado na recepção dos novos alunos e ela estava entre eles, eu não tinha falado com ela, mas lembrava dela... Mais ou menos. Ela me encarou, comigo abrindo um sorriso fraco, com ela retribuindo antes de voltar seus olhos para a proa, as duas concordaram e seguiram para lá, com o barco manobrando e se virando, comigo tendo a vista da marina se afastando.

Foi quando Peter se sentou ao meu lado, comigo suspirando. Peter tinha uma camisa de manga preta e usava calça jeans, assim como estava de tênis, no mesmo estilo que Justin, mas ele não tinha nenhum relógio ou joia com ele.

— O que foi? — Perguntou para mim.

Dei de ombros.

— Achava que não estaria aqui.

Ele colocou a mão no coração.

Ouch. — Abri um sorriso fraco pra essa, com ele sorrindo de volta. — Estou aqui e sou só seu.

Neguei com a cabeça, fazendo bico.

— Hoje não, Pete, se divirta. — Ele suspirou, concordando antes de beijar minha bochecha, se levantando e seguindo para o barco. A tradução de se divirta? Pegue quem quiser.

Eu encarava o mar ficar cada vez mais escuro, já que estava longe das luzes, quando ouvi alguém pigarrear.

— Você sabe que o objetivo de uma festa é socializar, não sabe, peixinho? — Era bem óbvio quem estava falando isso.

— Sim, sei perfeitamente, sardinha. — Abri um sorriso falso, mesmo que ele não pudesse me ver.

Justin se sentou ao meu lado, me oferecendo a cerveja, comigo levantando as sobrancelhas para ele. Ele levantou a mão livre, como se pedisse desculpas pelo erro, então encarando o mar.

— Você mergulha assim fundo, né? — Encarei-o, desconfiada.

— Não. Aqui está raso, ainda.

Ele me encarou.

— Sério?

Concordei com a cabeça.

— Preciso ir em alto mar pra conseguir mergulhar à treino, por isso preciso do seu iate. Preciso de no mínimo cem metros de profundidade. — Pausei. — O que me lembra... Sábado é bom o suficiente?

Ele concordou, dando de ombros.

— Yeap, não vou sair com o iate sábado.

Concordei, me afastando um pouco dele, com ele abrindo um sorriso brincalhão.

— Eu não mordo, sabia?

— Teoricamente...

Ele bufou.

— Você não consegue esquecer as coisas, né?

Levantei as sobrancelhas para ele.

— Justin, estávamos na pré-escola e eu fiquei roxa por duas semanas!

— Ah, qual é. — Ele abriu um sorriso para mim, comigo bufando.

— É sério, cara.

Ele tinha mordido feio meu antebraço quando éramos pequenos, só porque...

Ok, só porque eu tinha quebrado a caixa de lápis de cor dele.

Em minha defesa, ele tinha me irritado.

— Foi no máximo uma. — Retrucou.

Bufei para ele, me levantando.

— O objetivo de vir para aqui atrás era ficar sozinha.

Ele deu de ombros.

— Que pena, o iate é meu.

Revirei os olhos para ele antes de subir as escadas, fazendo um gesto de desdenho com a mão enquanto entrava no primeiro andar do iate.

Fui até o segundo, me apoiando na varanda, encarando o mar, sentindo o vento bater em meu rosto e cabelos.

Um tempo depois eu caminhava pelo segundo andar, vendo Peter e Sam se beijarem. Quem diria, ein? Abri um sorriso para essa, seguindo pelo andar antes de subir para o terceiro, me sentando num dos sofás ali. Peter era livre pra fazer o que queria com quem queria, se, no fim do dia, eu quisesse sair com ele e ele estivesse disponível. Era tudo que eu pedia, e ele cumpria prontamente. Ele adorava uma mulher, isso é verdade, corria atrás do maior número possível, até mais que Justin — tá certo que Justin não precisava correr, ele era bonito, bem mais bonito que Peter, mas Peter também era ótimo.

Eu realmente queria encontrar uma maneira de me divertir, mas meio que não fazia tanto sentido. Emma sempre me fazia me divertir, sem ela não fazia sentido. Ela era a animada, eu era a antissocial, por mais que odiasse concordar com Justin.

Foi quando vi Todd subir as escadas, me encarando com um sorriso no rosto.

— E aí, Lauren? — Dei de ombros, sorrindo para ele como cumprimento. Ele se sentou ao meu lado, mantendo uma distância segura. — Não é muito sua praia, né?

Dei de ombros.

— Nem a sua, aparentemente. — Ele concordou, torcendo a boca.

— Re fez todos da equipe virem, disse que é bom descarregar a ansiedade em algo que não seja a piscina, já que temos as finais semana que vem. — Ele negou com a cabeça, franzindo o cenho. — Mas parece tão errado.

Abri um sorriso fraco.

— Só se divirta, Todd, você já está aqui, é o máximo que pode fazer. Amanhã é um novo dia.

Ele suspirou, concordando.

— Um novo dia acordando às seis.

Sorri para essa.

Relaxa.

Ele riu.

— Falou a pessoa que tem os ombros tão tensos que poderiam se...

Ele parou de falar quando ouvi um grito alto, feminino e assustado.

Franzi o cenho, indo até o parapeito do terceiro andar, com até mesmo o navegador franzindo o cenho, mas não parou de mover o iate, comigo vendo Justin e seu amigo da entrada segurando a menina secundarista, um pelos braços, outro pelas pernas.

Eles ameaçavam jogar ela na água, os dois e vários amigos deles riam, inclusive Chaz, mas a garota estava aterrorizada. Ela parecia chorar, inclusive.

— Eu tenho medo de água, por favor, não... — Ouvi a voz dela, esganiçada.

Rangi os dentes, me virando e descendo as escadas. Joguei meu celular para Todd, pra garantir, e em segundos eu já estava na popa.

— JUSTIN! — Urrei, irritada. Ele voltou seus olhos para mim, fingindo inocência enquanto balançava a garota. — Qual é, Bieber, solte a garota.

O amigo dele sorriu, brincalhão, com ele aumentando o sorriso que já tinha no rosto.

— Não seja por isso.

Fiquei ainda mais puta ao notar o que ele estava fazendo.

Ele jogou a garota em alto mar, com a mesma gritando antes da queda, o grito sendo cortado pela água.

— Soltei ela, não soltei? — Foi o que ele falou.

Empurrei ele, me abaixando enquanto esperava ela submergir.

Ela não subiu. Contei até quinze antes de me levantar, tirando minha blusa.

— Se essa garota se afogar, Bieber — apontei meu dedo com força em seu peito —, a culpa é toda sua.

Tirei minha saia, arrancando minhas rasteirinhas, empurrando a saia contra o peito de Justin, com ele bufando para mim ao segurar ela.

Respirei fundo antes de mergulhar, piscando em baixo d’água, procurando pela menina. A luz do iate ajudava, mas ainda assim era muito escuro.

Foi quando vi o brilho de uma pulseira dela.

Nadei mais baixo, segurando a mão dela antes de perder a visibilidade, subindo.

Ela tossiu quando emergimos, mas ao menos estava viva.

Ela começou a tremer, comigo vendo o iate se afastar, com Justin com um sorriso maldoso no rosto.

Olhei para ela, respirando fundo e pedindo para ela fazer o mesmo.

— É só ir até lá, ok? — Ela negou, frenética. — É só um pouco, você já está na água, ok? Eu sei nadar, está tudo bem. — Falei, tentando soar compreensiva.

A vontade era de gritar com ela pra ela se mexer e nadar.

Eu que mantinha nós duas fora da água, mas a garota quase me afogava cada vez que respirava, me empurrando pra baixo.

Eu conseguiria alcançar o barco em menos de trinta segundos caso estivesse sozinha, mas a garota? Ela mal conseguia bater os pés.

— Qual o seu nome? — Levantei as sobrancelhas, passando sua mão por meu pescoço.

— Queen. — Ela batia queixo, os olhos eram puro terror. — Tem algum tubarão aqui? Água viva? — Ela estava entrando em estado de choque, porra, a garota tinha fobia de água, inferno. Eu ia matar Justin.

Neguei com a cabeça.

— Nada disso. — Ela concordou, piscando, mas já estava chorando.

Teoricamente tinha tubarões por ali, mas eles não chegavam tão perto da costa, e eles não eram carnívoros.

Abri um sorriso pra ela.

— Qual é, sério que você vai deixar ele ganhar?

A boca dela tremia.

— Ganhar o que? — Gaguejou.

— Isso. — Apontei para ela. — Você pode chegar naquele barco chorando ou sorrindo. — Levantei minha mão que não segurava sua blusa. — Eu adoro o sorrindo.

Ela abriu um sorriso fraco, mas continuava chorando.

O barco já estava ficando longe de mais.

— Você precisa me ajudar, Queen. Eu sou boa, mas não tem como te levar se você não bater seus pés. — Ela me afundou nesse instante, comigo bufando, encarando-a depois de subir, já que ela tinha me afundado porque tentou bater os pés. — Não agora.

Ela fez uma careta.

— Desculpa.

Ri fracamente, dando de ombros.

— Vamos lá.

Comecei a puxar, com ela batendo os pés enquanto eu nadava com o braço esquerdo, puxando-a pela blusa com o direito, sua mão esquerda apoiada em meu pescoço, me segurando.

Ela continuava tremendo.

Creio que agora estivesse bem óbvio porque eu odiava Justin Bieber.

Chegamos apenas minutos depois no barco, comigo fazendo-a segurar no apoio, empurrando-a para cima, com ela se virando, me oferecendo a mão. Neguei com a cabeça, deixando-a ir um pouco para trás, comigo me segurando no barco enquanto ele continuava a andar. Fuzilei Justin com o olhar enquanto me levantava, entrando no barco também.

Ele revirou os olhos para mim, jogando minha saia em mim enquanto se virava, fazendo todos circularem. Chaz tinha as sobrancelhas levantadas para mim.

— Virou a salvadora dos indefesos agora, Lauren? — Perguntou assim que a garota saiu.

Encarei-o, chocada.

— A garota não sabia nadar, Chaz. Ela tem medo de água. Você queria o que? Que eu deixasse ela se afogar?

Coloquei minha saia, pingando todo o chão enquanto apertava meu cabelo.

— Não era seu dever.

Peguei minha blusa e rasteirinha do chão, empurrando Chaz ao passar por ele.

— Parabéns. — Foi tudo que eu falei, entrando no iate, vendo Todd me esperar com meu celular em mãos. Justin me fuzilava com o olhar.

Agora eu entendia porque Chaz andava com Justin.

Eu terminei tudo sentada no chão do terceiro andar, encarando o céu acima de mim, com Re ao meu lado, negando com a cabeça.

— Inacreditável.

Concordei com a cabeça, suspirando.

— Ele sempre prova que pode ser mais babaca que o normal.

Re concordou, fazendo uma careta.

— É.

— Adoro quando falam de mim. — Foi o que eu ouvi logo atrás de mim, vendo Justin no andar, comigo dando de ombros.

— Pode entrar na conversa também. — Falei, irritada, me levantando do chão. Ele levantou as mãos, fingindo estar ofendido.

— Você não devia pegar as dores dos outros, sabe, fica feio. — Ele caminhou, se apoiando no parapeito, com Re se levantando.

— Não consigo fazer isso. — Desceu as escadas, irritada.

— O que deu nela? — Ele me encarou, comigo chocada.

O que deu nela? — Repeti, irritada. — Justin, você jogou uma garota que não sabia nadar em alto mar!

Ele revirou os olhos.

— Ela sabe sim nadar, só queria atenção.

Inacreditável.

Me levantei, pegando minha blusa e celular, saindo dali, vendo Justin me encarar enquanto eu descia as escadas.

Babaca.

Pouco tempo depois — uma hora, mais ou menos —, eu via algo que inacreditável.

Parei, me encostando na parede do iate enquanto via a mesma garota que salvei beijando o amigo de Justin — o mesmo que tinha jogado ela no mar.

Justin descera do terceiro andar nesse instante, então me encarando ao ver o casal.

— O que eu disse mesmo?

Dei de ombros, me mantendo no mesmo lugar.

— Que você é um babaca. — Pelo menos ele não ia mentir quanto a isso.

Ele abriu um sorriso brincalhão ao andar até mim, parando na minha frente.

— Peixinho... — Ele falou baixinho, aproximando nossos rostos. — Sabe o que eu mais gosto em você?

Levantei as sobrancelhas, incrédula.

— Você não consegue prever uma armação. — Foi tudo o que ele falou.

— Do que dia... — Ele abriu com força a parte de cima de meu biquíni, fazendo-o ele cair. Sua mão serpenteou até minha cintura, então pegando meu celular, se virando enquanto eu segurava meu biquíni, impedindo de mostrar meus peitos. — BIEBER! — Urrei, com ele girando meu celular entre seus dedos.

— Me prove que sabe se divertir, Lauren, e eu te devolvo esse celular.

Olhei para baixo, segurando meu biquíni a centímetros da queda que faria várias pessoas naquele andar pegarem seus celulares, então levantando o olhar para encarar Justin Bieber descendo as escadas com meu celular já no bolso de seu calção, seus olhos colados em mim.

E um sorrisinho maldoso no rosto.

Minha boca estava aberta, comigo completamente perdida.

Justin tinha ficado louco?

Abri e fechei a boca, vendo alguns olhares em cima de mim.

Amarrei meu biquíni outra vez, colocando minha blusa por cima.

Eu gostava do meu celular, mas valia mesmo a pena?

Bom, o celular era caro e eu não era rica.

Eu podia registrar um boletim de ocorrência na polícia e fazer ele ser preso por furto. É, era uma boa ideia, mas era um empenho do caramba, e eu não tinha tanta vontade de ir até a polícia quando meu pai era quem era.

Franzi o cenho ao me sentar numa poltrona perto de uma janela ao lado da porta que levava à varanda daquele andar, cruzando uma perna em baixo de mim, a outra pendendo até o chão.

Encarei um casal, vendo a mão do cara por dentro da blusa da garota, abrindo o biquíni dela.

Olhei para a escada que levava ao primeiro andar.

Justin Bieber ia descobrir porque não se provocava um Denwick.

Eles viravam o capeta.

Eu esperava que ele tivesse aprendido nos últimos anos, mas já que ele não tinha aprendido...

Eu ia dar a lição da vida dele.


Notas Finais


Espero que estejam gostandooooo. Não foi tudo que eu queria nesse capítulo, então parte do enredo dele foi pro próximo, veremos como vai ficar isso. (Explicando: Não achei correto manter um capítulo grande assim, porque meio que não encaixava o "enredo" de cada cap).

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Obrigada por todo o apoio, mesmo, cambada. Sempre as melhores :3


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