História More Than Desire (Vhope - Jikook) - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Casamento, Gay, Heterossexualidade, Homossexualidade, Jikook, Jimin!top, Jungkook!uke, Jungkookbottom!, Lemon, Primeiro Amor, Romance, Sexo, Taehyung!top, Taekook, Taeseok, Vhope, Vhope!!flex, Vkook, Yaoi
Visualizações 197
Palavras 2.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Música do capítulo é Stay do Nell, link nas notas finais!

Capítulo 23 - 23- Problems (POV HS)


POV HOSEOK

Quando sai do quarto de Jimin, Jungkook já não estava lá e eu quase fui xingando ele, mas olhei para o lado e vi ele conversando com Taehyung. Me aproximei dos dois que olhavam por uma pequena janela algo em um quarto.

— Amanhã você passa lá na delegacia para a gente fazer um retrato falado do amigo dele. — Taehyung falou. — Se depender de mim, ele não sai mais livre daqui.

— O que vocês estão vendo? — perguntei.

— Jinyeon está nesse quarto. — Taehyung respondeu. — Vamos deixar um policial aqui para vigiá-lo. Ele está preso a partir de hoje!

— Ótimo! — eu sorri com vontade. — Você não poderia ter me dado melhor notícia, Tae! Há quantos anos eu espero por isso.

— Esse dia chegou. — ele bateu no meu ombro, mas com uma certa distância. — E eu estou tão cansado e ainda falta duas horas até meu expediente acabar. — ele lamentou, pegando seu blazer da mão de Jungkook e o vestindo. — Vou voltar a trabalhar, vejo você amanhã?

— Vai para minha casa hoje, eu faço a janta para nós dois. — eu convidei.

— Ia adorar… Sabe…

— Hey, eu estou aqui ainda! — Jungkook cortou nós dois.

— Desculpa. — Taehyung respondeu um pouco envergonhado. — Eu tenho que ir, tchau e te vejo hoje a noite. — ele me disse, enquanto entregava-o a chave da minha casa.

Ele saiu na direção oposta dos elevadores e eu caminhei com Jungkook até eles.

— O que você quer falar comigo? — ele perguntou ainda dentro do elevador.

— Posso te levar na sua casa?

— Melhor não… — mas ele fez um barulho com a boca. — Minha bolsa ficou no carro de Taehyung!

— Me deixa te levar na sua casa então.

— Ok. — ele disse mesmo não querendo.

Eu já tinha percebido que Jungkook era uma pessoa bem tímida e isso se intensificou mais quando entremos no carro. Durante cinco minutos nós não falamos nada.

— Vira essa a direita aí. — ele falou, quebrando o silêncio.

— Eu vi você e Jimin muito juntos.

— Ele estava me abraçando.

— Não precisa mentir para mim. — eu entreguei o celular para ele para colocar o endereço da sua casa. — Ouvi dizer que você não tem muitos amigos.

— Eu não tenho quase nenhum amigo, Hoseok. Eu sou uma pessoa muito tímida e para me abrir com alguém é meio difícil. Geralmente são as pessoas que fazem amizade comigo. — ele colocou o celular do suporte, pelo menos, não precisaríamos parar a conversa toda hora para dar as coordenadas.

— Eu quero ser seu amigo. — falei. — Eu já disse que não quero um clima pesado porque nós gostávamos da mesma pessoa. Nem eu quero que Taehyung se separe mais de você. Ele te ama bastante e seria um estupidez minhas fingir que nunca existiu.

— Ok, a gente pode ser amigos sim. — ele deu uma risada.

— Só que eu não quero que seja apenas meu amigo.

— Vai propôr um relacionamento a três? — ele disse com voz de brincadeira, fazendo-me rir. — Isso não vai rolar, pois eu estou focado em uma única pessoa.

— Eu quero que você seja meu estagiário na MinSeok.

— Por quê? Eu não tenho dom para negócios, minha área é a arte.

— Você acha que só tem um setor na MinSeok? Bem, eu acho que você se daria muito bem com aqueles casais que querem um casamento mais original. Você poderia usar toda sua arte ali.

— Parece ser legal. Só que não acha que é muito cedo para confiar em mim?

— Taehyung diz coisas muito boas de você e Jimin também. Acho que posso confiar nos dois, né? Na verdade, eu não quero só ajudá-lo nisso, mas em outras coisas também.

— Que coisas?

— você e o Jimin. Eu conversei com ele e mais do que nunca ele realmente quer ir embora, talvez ainda mesmo antes do esperado e ficará em Hong Kong com seus pais onde pode sentir protegido de alguma forma. Eu sei o quão difícil é se afastar da pessoa que ama, principalmente quando está no auge do amor e, sério, eu não quero que vocês passem o mesmo que passei com Taehyung.

— Eu realmente não quero pensar sobre ele ir embora, Hoseok. — Jungkook disse em um tom de tristeza.

— Você sendo meu estagiário vai poder ir comigo nas viagens, onde, com certeza, Jimin estará lá e poder quebrar mais essa distância do que sempre esperar ele vim te visitar.

— Acho muito prestativo da sua parte fazer isso, Hoseok. É um ato muito bonito e nem vou mais me perguntar o porquê de Taehyung ter amado tanto você. É como um anjo na Terra ajudando os outros.

— Eu vou levar esse elogio para o resto da minha vida.

— Seria um ótima oportunidade para mim, mas eu preferia aceitar depois que terminar a minha faculdade. Bem, falta uns três meses para isso e acho que seria bem mais confortável para isso.

— Eu vou esperar o seu tempo, ok?

— Obrigado por isso.

● ● ●

Quando cheguei em casa Taehyung chorava que nem uma criança sentado em minha cama e ele secou as lágrimas rapidamente quando me viu entrar. Ele realmente parecia bem exausto, visto que nem vestiu toda a roupa depois do banho.

— Algum problema? — eu perguntei, me aproximando dele.

— Nada não. — ele pôs a mão no rosto, chorando ainda mais. — É que eu sou sensível para essas coisas de morte e como tenho que lidar com isso sendo forte, eu acabo desabando quando chego em casa. Tanta pessoa má no mundo e quem morre foi logo um bebê com seis meses.

— Oh, você chora quando tem essas coisas.

— Demais. — ele tirou a mão do rosto, me deixando ver seus olhos vermelhos. — Desculpa, não queria que me visse assim.

— Não tem nada demais, Tae. — eu o abracei. — Vai ficar tudo bem, ok? Eu juro para você que vai ficar tudo bem.

Taehyung se aproximou de mim dando um abraço forte. Ele literalmente estava parecendo uma criança quando tinha um pesadelo e precisava dos pais. Eu me derreti com aquilo.

— Fica um pouco aqui comigo, ok? — ele me abraçou bem mais forte.

— Como eu faço para te deixar melhorzinho?

— Não sei.

— Vou cantar nossa música favorita então.

— Pelo amor de Deus, Hobi, você tinha a voz péssima.

— Minha voz melhorou muito de um tempo para cá. Escuta…

 

Stay 내 눈물이 마를 때까지

(Fique, até minhas lágrimas secarem)

 

Comecei a cantar fazendo-o rir.

 

Stay 내가 나를 모를 때까지

(Fique até eu não me conhecer mais)

Stay 아주 조금만 기다려

(Fique, só espere mais um pouco)

 

Ele começou a cantar juntos e eu elevei minha voz.

 

Stay 내 기억의 주인은 나야

(Fique, eu lidarei com as lembranças)

Stay 내가 널 보내줄 때까지

(Fique até eu te esquecer)

Stay 내 기억 속에서라도

(Fique, pelo menos, nas minhas memórias)

 

Mesmo a música estando parecendo um belo desastre, nós continuávamos a cantar mais e mais alto. Tinha quase certeza de alguém bateria ali a porta de qualquer deito.

 

조금의(조금의) 따뜻함(따뜻함) 이라도(이라도)

(Me deixe (me deixe) aproveitar (aproveitar) seu calor (seu calor))

간직할 수 있게 해줘

(Mesmo se for pouco)

난 이미 얼어버릴 듯 한없이 차가워

(Eu já estou congelado e frio)

 

— Hobi, para! — ele colocou a mão na minha boca, morrendo de rir. — Vai tomar banho, literalmente o banho e vai fazer a janta que eu estou com fome.

— Só sirvo para fazer sua janta?

— Não, mas nesse momento o que eu mais quero é jantar.

Ele me empurrou da cama e eu fiquei olhando para ele, muito feliz comigo mesmo já que tinha conseguido fazê-lo perder a cara de choro e estampar aquele sorriso que me deixava sempre apaixonado.

● ● ●

A pior coisa de ter que trabalhar sem o Jimin é o vazio que deixa. Eu acho que estava mais cansado do que o normal por conta daquela carga emocional que tinha sofrido ontem e ainda tentar colocar Taehyung para cima, fazendo janta e tentando arrancar qualquer sorriso que ele pudesse me dar apenas para esquecer que um bebê tinha morrido. Senti um aperto no coração quando ele foi trabalhar hoje de manhã e ainda parecia bem abatido por tudo que estava acontecendo.

Pelo menos, eu fiquei um pouco feliz que Jimin estava bem, porém muito machucado. Estava já contando os dias que ele poderia voltar para casa e sair daquele hospital onde aquele demônio do ex dele estava. Meu maior medo seria que ele não tivesse o bastante ferido e conseguisse se levantar na cama e fosse ao quarto de Jimin tentar fazer alguma coisa contra ele. Olhei no meu celular e dia dar quase três da tarde e meus compromissos para esse dia já estavam acabados. Sentia bastante falta de Jin e Yoongi comigo, mas os mesmos estavam na Austrália por causa da abertura de nossa filial lá. Porém eles estavam planejando voltar o mais rápido possível para levar Jimin junto com ele para longe.

Eu era um dos cotados para ir trabalhar em Sydney junto com Jimin. Eu queria muito ir para lá, só que agora eu tinha Taehyung e tinha medo dele não querer ir junto comigo e ficava pensando como convenceria o mesmo a aceitar minha ideia. Afinal, as duas vagas abertas aqui, seriam preenchidas pelo primo de Jimin e a outra pessoa que não sabia o nome, porém era da mesma família. Jin, Yoongi e Jimin sempre queriam deixar a empresa deles dentro da família e eu era o único de fora. Talvez devem ter aprendido isso com os pais dele. Deixar todo o capital dentro da família para não ter risco de alguém querer passar a perna. E até mesmo entre família, eles eram muito cuidadosos com aqueles que iam escolher.

— Senhor Jung. — uma das recepcionistas me chamaram atenção.

— Sim.

— Senhor Min está na linha querendo falar com você.

— Ah, obrigado. — eu agradeci e atendi o quando ela saiu. Eu estava tão imerso nos meus pensamentos que nem tinha ouvido. — Oi, hyung.

Te liguei milhares de vezes, onde estava?

— Desculpa, estava o silencioso.

Como está Jimin?

— Bem, ele não teve tantos ferimentos. Daqui três dias ele já vai poder voltar para casa.

E aquele ex-namorado dele?

— Taehyung está cuidando dele. Judicialmente ele já está preso, até tem dois policiais lá para fazer a guarda dele, porém não sei o estado de saúde dele.

Não me importa mesmo. Quero que ele morra! — ele praguejou do outro lado. — Nossa loja aqui em Sydney está maravilhoso, já consigo nos imaginar aqui, de verdade.

— Eu também consigo, mesmo que eu não saiba se realmente eu vou.

Vai perder essa oportunidade por causa de um namoro? Convence ele a vir também, Hobi.

— Eu juro que vou tentar. — suspirei. — Eu vou contratar um estagiário para ser meu aprendiz, viu?

Oh, faz bem, a gente pode descontar dos impostos isso. Jin e eu estávamos voltando daqui dez dias para o seu jantar.

— Quer jan… Meu Deus, eu esqueci completamente disso, hyung. Acho que agora nem tem mais clima para isso. Melhor cancelar tudo.

Daqui dez dias todo mundo já está melhor. Quando eu sair da Coreia, eu vou trazer Jimin comigo, não quero mais que ele sofra mais nada e cuida bem dele até eu voltar.

— Eu vou cuidar muito bem do Jimin. Não só eu.

Como assim “não só eu”? Você está me escondendo algo?

— Claro que não. Taehyung e ele estão virando amigos e aliás, Taehyung que está com ele lá no hospital enquanto eu trabalho. Jungkook também vai ajudar.

Quem é Jungkook?

— O ex-noivo de Taehyung. Ele e Jimin ficaram amigos também.

Que suruba é essa, hein? — ele riu. — Se eu tivesse namorado Namjoon quando era adolescente, eu nunca imaginaria ele e Jin sendo amigos.

— É, mas parece que a vinda está querendo que nós fiquemos juntos mesmo.

Estou percebendo isso. Hobi, eu vou desligar e amanhã eu te ligo para saber do Jimin.

— Certo.

E não deixa no silencioso, porra!

— Ok, hyung, ok. Me desculpa!

Tchau. — ele desligou o telefone.

Olhei para o relógio novamente e aquelas 15:30 quase me fizeram infartar de tristeza por ainda faltar tanto tempo até as sete. Se bem que era dono também dali e poderia sair, visto que não teria mais compromissos por hoje. Arrumei minha mesa, colocando todos os papéis importantes do meu armário e trancando. Sai apenas avisando que eu só voltaria amanhã.

Quando parei perto do meu caro, um homem me pegou com força, me encostando contra o veículo, olhando para minha cara. Era um dos amigos de Jinyeon. Quando mesmo fingia ser legal, eu já tinha ido em uma festa na casa dele junto com o Jimin.

— Se Yeon sair de lá preso, Kim Taehyung morre! — ele me empurrou contra o carro, machucando de leve minhas gostas. — É melhor você convencer a soltá-lo!

Ele se consertou, dando-me uma encarada audaciosa e saiu, colocando um capuz na cabeça.

Jesus, aquilo era uma facção criminosa, não é possível!

Entrei no meu carro, com o coração acelerado com aquilo. Mais um problema para resolver. Encostrei minha cabeça um pouco para descasar e lembrei dos cachorros de Jimin que estavam presos em casa desde ontem.

Quem ia morrer era eu agora se não cuidasse bem deles até o Jimin voltar!


Notas Finais


Música: Música: https://www.youtube.com/watch?v=N405XCHJLNs

Espero que tenham gostado e até a próxima!


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