História More Than One Secret - Capítulo 41


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Palavras 3.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 41 - Eu pensei que nunca iria ter você de volta


Fanfic / Fanfiction More Than One Secret - Capítulo 41 - Eu pensei que nunca iria ter você de volta

Anna e Mary Louise levaram Jason ao hospital e eu fiquei ao lado de Ayla, com Nic e S. Thomas estava falando com o pai. A mãe de Max estava ao lado do pai de Thomas com o celular… Seu rosto estava pálido… Talvez estivesse preocupada com Max…

— Alena? — Liam perguntou.

Ele não falou mais nada, apenas me encarou por alguns segundos… Então percebi que ele queria falar em particular. Eu deixei Ayla com Nic e sai com Liam.

— Você viu minha irmã? — Liam pareceu preocupado. — Eu já liguei e procurei em todos os lugares da casa…

— Ela está com o Jason. — Falei. — Ele precisou ir ao hospital então ela o levou.

Liam respirou fundo aliviado.

— Ayla… — Liam falou. — Ela está bem?

— Ela viu o Jack. — Falei respirando fundo. — Morto.

Aquelas palavras doíam mais que o que ele havia feito comigo algumas horas atrás…

— Sabe… — Falei prendendo o cabelo. — Eu preciso ir para casa… Tenha uma boa noite, Liam.

Liam apenas me encarou. Eu não falei com mais ninguém… Eu só precisava sair daquela casa.

Caminhei até pegar um taxi. Quando o taxi parou e eu desci senti meu corpo pesado. Tudo que eu queria fazer era chorar… Tudo que Jackson havia feito comigo… Eu o desejava morto naquele momento, mas quando eu o vi no chão… Oh meu deus…

Quando abri a porta Oliver estava descendo as escadas. Eu simplesmente parei na porta…

— Mamãe e papai já estão na cama… — Oliver falou antes que eu corresse para abraçá-lo.

Eu o abracei com tanta força…

— Alena? — Oliver perguntou me abraçando.

As lagrimas voltaram a cair pelo meu rosto…

— Zach me salvou hoje. — Falei entre os soluços. — Ele me salvou.

Oliver me afastou de seus braços e me encarou.

— Do que está falando? — Oliver perguntou me encarando.

— Ele está morto. — Falei pensando em Jackson. — E eu queria isso…

— Quem está morto? — Oliver perguntou assustado.

— Meu amigo. — Falei e as lagrimas caiam pelo meu rosto. — Ele…

— O que aconteceu? — Oliver ficava mais assustado a cada momento.

Eu não conseguia falar muita coisa… Senti meu corpo todo tremer…

— O que aconteceu? — Oliver me pressionava a falar.

— Meu amigo… — Respirei fundo tentando conter as lagrimas… — Ele tentou…

Oliver não me deixou terminar a frase.

— Oh meu deus… — Oliver falou me abraçando.

Oliver me abraçou tão forte. Ele continuou me abraçando… Quando Oliver me acalmou pude contar o que havia acontecido. Eu fiquei deitada no sofá com a cabeça no colo de Oliver enquanto ele falava com Zach pelo celular.

Eu acabei dormindo ali. Tudo estava tão quieto até escutar a campainha e pude sentir Oliver retirar minha cabeça de seu colo tão lentamente… Continuei com os olhos fechados… Pude escutar a voz de Zach na sala.

— Como ela está? — Zach perguntou.

— Acho que está bem. — Oliver respondeu.

— Eu sinto muito, Oliver. — Zach falou. — Por isso ter acontecido…

— Não se culpe. — Oliver falou. — Eu vou fazer um café pode ficar de olho nela?

— Claro. — Zach respondeu.

Continuei quieta com os olhos fechados… Pude sentir algo tocar minha cabeça.

— Eu sinto muito, Cindy. — Zach sussurrou no meu ouvido.

Senti seus lábios tocar minha testa…

Eu continuei imóvel… Continuei assim por algum tempo… Por muito tempo… Acordei com a luz do sol nos meus olhos.

Quando acordei Oliver estava na poltrona ao meu lado.

— Seu celular passou a noite toda tocando. — Oliver falou com o celular na mão. O celular tocou e ele me entregou. — É o Thomas… De novo.

Eu sorri. Oliver levantou da poltrona e saiu. Eu atendi o celular.

— Oi. — Falei me sentando no sofá.

— Graças a deus você está viva. — Thomas falou e pude escutar um barulho. — Droga!

— O que foi isso?

— Eu acabei de bater em um porta-retratos. — Thomas falou.

— Como você está? — Perguntei.

— Eu que deveria perguntar isso…

— Estou bem. — Menti. — Você?

— Melhor agora. — Falou. — Droga! — Escutei Thomas sussurrar.

— O que você está fazendo? — Perguntei.

— Nada. — Thomas falou e pude escutar que ele estava nervoso. — Absolutamente nada.

— Thomas…

— Estou no escritório do meu pai.

— Seu pai está com você.

— Claro. — Falou. — Do meu lado.

Pude perceber que Thomas estava mentido… Sua voz estava estranha e ele deu uma risada nervosa.

— Você mente tão mal, Campbell. — Falei pegando minha bolsa e subindo para meu quarto. — De o fora desse lugar agora.

— Eu preciso saber algo antes. — Thomas falou.

— Por favor, Thomas. — Falei.

— Oi pai. — Foi a ultima coisa que pude escutar Thomas falar antes dele desligar o celular.

— Droga, Campbell! — Falei jogando o celular na cama.

Eu fui ao banheiro e tomei — talvez — o banho mais demorado da minha vida…

Quando terminei o banho fiquei cama esperando Thomas dar noticias… Alguém bateu na porta.

— Ollie, eu quero ficar sozinha… — Falei.

Alguém abriu a porta e eu me virei pronta para gritar.

— Desculpe por invadir seu espaço. — Zach falou na porta.

— Oi. — Falei com um sorriso triste.

— Eu posso entrar? — Perguntou.

— Claro. — Falei me sentando na cama.

Zach entrou e fechou a porta. Ele sentou na cadeira do computador.

— Como você está? — Perguntou me encarando.

— Bem. — Falei. — Eu acho.

— Eu ouvi sobre o que aconteceu com ele… Eu sinto muito…

Não consegui conter as lagrimas e Zach correu para me abraçar.

— É minha culpa. — Falei em seus braços. — Eu queria que isso acontecesse.

Zach me apertou com força para me confortar, mas nada me faria sentir melhor.

— Você não pode fazer isso com você mesma. — Zach falou mexendo no meu cabelo. — Está me ouvido? Não pode!

Ele me puxa para junto de si. Tento resistir ao abraço, mas ele é mais forte. Alem disso, está com um cheiro delicioso e eu queria e eu não queria pensar em nada naquele momento. Quero ficar ao seu lado…

— Obrigada. — Falei ainda chorando. — Obrigada por vir, por estar aqui…

— Vai ficar tudo bem com você, Alena. — Zach falou ainda me abraçando forte o suficiente para me sentir bem…

Meu celular tocou e eu me afastei de Zach. Era Thomas.

— Graças a deus você está bem, Campbell. — Falei e Zach me encarou, parecia triste. — Me deixou preocupada…

— Meu pai apareceu e…

— Eu sei. — Falei sorrindo. — Você está bem?

— Sim. — Falou. — Eu preciso desligar agora, mas prometo passar ai depois. Certo?

— Certo. — Sorri.

— Amo você. — Falou quando desligou o celular.

“Amo você”… Aquelas palavras…

— Acho melhor eu ir… Tenho que resolver algumas coisas… — Zach falou levantando-se da cama.

— Zach… — Falei segurando a mão dele. — Obrigada.

— Tchau, Cindy. — Zach falou e saiu do quarto.

Meu celular tocou. Era um numero desconhecido… Eu atendi.

— Olá, Alena. — Falou uma voz estranha.

— Quem é? — Perguntei assustada.

— Todos têm segredos. — A voz falou.

— O quê? — Não entendi nada. — Quem é?

— Todos contam mentiras. — A voz falou.

— Do que está falando? Quem é você?

— E todos estão no jogo.

— Isso não tem graça. — Falei assustada. — Quem é?

— Até que não sobre ninguém para machucar você.

— Eu chamarei a polícia.

— Diga alguma coisa e alguns dos seus amigos sofreram.

— O que você quer de mim?

— Não é óbvio? Quero sua confiança.

— Por que diabos eu confiaria em você?

— Porque eu estou ajudando você… Todos mereciam o que receberam.

Estava falando sobre Jack?

— Você é doente! — Gritei desligando o celular.

Joguei o celular na cama e fiquei andando de um lado para o outro… “Porque eu estou ajudando você”? O que diabos significa isso… Meu celular tocou. Era Ni.

— Oi. — Nic falou. — Você está bem?

— Sim. — Menti lembrando a ultima ligação. — Estou bem.

— Eu e S vamos ver o Jason. — Disse. — Você quer ir?

— Eu… — Eu hesitei na resposta. — Claro.

— Você quer uma carona?

— Está tudo bem. Eu encontro vocês lá.

Eu esperei ficar mais tarde. Eu me arrumei para encontrar as meninas no hospital. Peguei minha bolsa e o celular. Quando desci as escadas minha mãe estava no sofá ao lado de Oliver. Zach estava sentado na poltrona ao lado de Oliver mexendo no celular.

— Querida… — Minha mãe falou levantando-se do sofá. — Você está bem?

— Sim. — Sorri.

Zach me encarou com aquele rosto que diz “você mente tão mal…”.

— Você vai sair? — Oliver perguntou.

— Meu amigo está no hospital. — Falei. — As garotas irão visitá-lo então…

— Claro. — Minha mãe falou. — Seu pai está lá então…

— O.k. — Sorri juntando coragem o suficiente para sair de casa após tudo que havia acontecido. — É melhor eu… — Falei antes de ser interrompida pela campainha.

Minha mãe foi até a porta e quando ela abriu eu pude ver Thomas.

— Olá Sra. Holland. — Thomas falou e abriu um lindo sorriso.

— Olá, Thomas. — Minha mãe falou e virou para poder me olhar. — Você não falou que ia sair com um amigo.

— Eu não ia. — Sorri.

Thomas colocou as mãos dentro dos bolsos do casaco. Eu voltei o olhar para Oliver e depois Zach. Zach me encarava com aqueles olhos azuis…

— Mas é melhor eu ir. — Falei.

— Tenho certeza que Thomas não irá negar dar uma carona a você. — Minha mãe falou. — Certo, Thomas?

— É um prazer. — Thomas falou sorrindo.

Eu sorri e sai. Minha mãe me abraçou forte antes de me deixar sair com Thomas.

— Qualquer coisa você me liga. — Falou quando me soltou.

Eu saí com Thomas. Ele abriu a porta do carro para mim e entrou logo em seguida.

Quando Thomas entrou no carro me encarou.

— Aonde você vai? — Perguntou.

— Eu falei para Nic que visitaria o Jason com ela. — Falei.

— Nic ainda está em casa. — Thomas falou ligando o carro.

— Você estava com a Nic? — Perguntei.

— Eu precisava checar como ela estava. — Thomas falou.

Porque Thomas precisava checar a Nic? Tudo havia acontecido comigo não com ela…

— Claro. — Falei colocando o cinto. — Você precisava checar a Nic. — Repeti.

Thomas não falou nada apenas me levou ao hospital.

Antes de Thomas parar o carro em frente ao hospital eu tirei o cinto e segurei a bolsa.

Quando ele parou o carro eu abri a porta.

— Você está com raiva? — Thomas perguntou me encarando.

— Não, Thomas. — Falei descendo do carro. — Eu só esperava que estivesse comigo, não com a Nic.

Eu fechei a porta e sai sem olhar para trás. Por mais que me doesse Thomas precisava saber que eu estava triste por ele está com a Nic não comigo…

Fui até a recepcionista.

— Jason… — Parei para tentar lembrar o sobrenome… Não tive sucesso. — Ele deu entrada ontem…

— Oh… — A recepcionista falou vasculhando entre os papeis. — 329.

Eu fui até o quarto e olhei Jason pelo vidro. Ele estava mexendo no controle. Bati na porta antes de entrar…

— Oi. — Falei sorrindo.

— Fada! — Jason sorriu ao me ver. Ele se contorceu um pouco…

— Você está bem? — Perguntei.

— Eu estou respirando então…

— Vamos ver o pior paciente do mundo… — Uma voz familiar falou. Quando me virei pude ver o meu pai sorrir com uma planilha na mão. — Querida? — Sorriu.

Eu ri e abracei meu pai.

— Isso é estranho. — Jason falou.

— Ele é o meu pai. — Falei sorrindo.

— Oh… — Jason falou… — Olá Doutor.

Meu pai sorriu.

— Você tem alguns amigos… — Meu pai falou me soltou e se aproximando para olhar o soro de Jason. — Você parece ótimo. — Falou.

Pude ver Jason ficar triste e me aproximei.

— Você está bem? — Perguntei.

— Eu só… — Jason tentou falar… — Estava pensando no Jack.

— Oh… — Falei segurando a mão dele e apertando levemente. — Eu sinto muito, Jason…

Jason apertou um pouco minha mão e respirou fundo. Meu celular tocou e eu soltei a mão de Jason. Era Nic. Eu saí da sala para atender o celular.  

— Oi. — Falei fechando a porta.

— Ei, vou precisar cancelar. — Nic falou. — Tudo bem?

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntei querendo saber por que Thomas estava com ela. — Você está bem?

— Estou ótima. — Nic falou. — É só que… — Pude escutar alguém falar algo do tipo “minta”. — Minha cabeça está doendo e estou enjoada…

— Você viu o Thomas? — Perguntei suspeita.

— O Thomas? — Nic riu. — Não, por quê?

— Nada. — Falei encostando-me a parede. — Esquece.

— Na verdade, ele passou aqui algumas horas atrás… — Pude escutar alguém falar “minutos”… Era o Thomas. — Minutos… Eu quis dizer minutos…

— O.k. — Falei. — Melhoras. — Falei desligando o celular.

Alena Holland: Da próxima vez você precisa falar mais baixo.

Alena Holland: Pude ouvir sua voz.

Desliguei o celular e fechei meus olhos ao encostar minha cabeça na parede.

Senti algo tocar meu ombro.

— Você está bem? — Meu pai perguntou.

Eu confirmei com a cabeça.

— Eu precisei drogar seu amigo para ele dormir… Quer se despedir? — Meu pai sorriu.

Eu confirmei com a cabeça novamente.

— Vou está na lanchonete, espero você lá.

Meu pai saiu e eu entrei na sala.

— Eu me sinto tonto. — Jason falou.

— É normal. — Sorri. — É um remédio para você dormir… Então…

— Eu preciso ir. — Falei me aproximando da cama. — Você vai ficar bem?

— Minha mãe está na lanchonete então… — Jason sorriu.

— Bom saber. — Sorri e beijei a testa de Jason. — Se cuide, o.k.?

Jason tentava ficar com os olhos abertos e eu sorri.

— Se cuide também. — Jason falou.

Eu saí do quarto e fui até a lanchonete. Meu pai estava falando com uma senhora e eu preferi ficar longe para não atrapalhar. Meu pai não demorou muito, logo que ele me viu aproximou-se.

— Eu vou precisar ficar no hospital. — Falou. — Você volta de taxi?

— Claro. — Falei. — Aconteceu alguma coisa?

— Não… Preciso apenas olhar mais algumas pessoas.

Eu confirmei com a cabeça e o abracei. Eu peguei um taxi e fui até o Monte Royal. Fiquei observando a cidade dali… Tudo parecia tão pequeno… Tudo tão frágil… O sol começava a se pôr…

Eu peguei meu celular e liguei.

Não havia nenhuma mensagem de Thomas, mas algumas ligações… Não queria falar com Thomas naquele momento. Liguei para Ollie.

— Ollie? — Perguntei.

— Oliver está no banho. — Escutei a voz de Helena. — Ele deixou o celular no sofá.

— Oi, Helena. — Falei sorrindo. — Você acha que ele ira demorar?

— Ele acabou de entrar… Eu acho que sim.

— Minha mãe está em casa? — Perguntei.

— Não. Ela saiu para comprar algumas coisas… Aconteceu alguma coisa?

— Não… É só que eu estou no Monte Royal e queria uma carona para casa…

— Zach está aqui. — Helena falou. — Ele pode ir pegar você…

— Agradeça, mas eu irei de ta…

— Ótimo. Ele falou que ira buscá-la. — Helena falou desligando o celular.

Meu coração acelerou só em pensar em Zach… EU PRECISO PARAR COM ISSO!

Eu continuei observando a cidade até meu celular tocar. Era Thomas.

— Oi. — Atendi respirando fundo…

— Graças a deus… Onde você está?

— Monte Royal. — Falei.

— Estou indo ai.

— Não precisa.

— Precisamos conversar… Eu preciso explicar…

— Não precisa, eu já estou indo para casa.

— Eu posso levar você. — Thomas falou. — Estou perto…

— Zach está vindo me buscar.

— Oh… Zach…

— Sim.

— Claro que o Zach ira buscá-la…

Essas palavras… Porque ele pode mentir quando na verdade está com a Nic e fica com raiva quando eu conto a verdade…

— Pelo menos não estou mentindo, não é? — Eu desliguei o celular.

Continuei olhando a cidade… Meu celular tocou novamente. Era Zach.

— Ei, em que lugar você está? — Zach perguntou.

— Monte Roy…

— Eu sei… Eu quis dizer um lugar específico no Monte Royal.

— Oh… — Eu ri. — Eu estou indo em direção ao Lago Dos Castores… — Falei me movendo…

— Estou vendo você. — Zach falou.

Eu me virei e encontrei Zach. Ele me encarava sorrindo. Eu desliguei o celular coloquei na bolsa. Aproximei-me. Zach fez o mesmo.

— Então… Você é meu motorista agora? — Perguntei sorrindo.

— É o que parece. — Zach falou sorrindo.

Zach me levou até o carro… Durante o caminho eu não conseguia falar uma palavra… Estava com medo que saísse algo que não queria falar naquele momento, como: Eu sinto saudades… Do seu beijo… Do seu toque…

— Alena? — Zach falou.

— O quê? — Perguntei voltando a vida real…

— Eu perguntei como seu amigo está…

— Bem. — Falei. — Eu acho.

— Você “acha”… — Zach falou rindo.

Entramos no carro e Zach começou a dirigir… Meu celular tocou. Era Thomas. Zach olhou o celular e sorriu.

— Problemas no paraíso? — Perguntou rindo.

— Eu não quero falar sobre isso. — Falei.

Zach se fechou e não falou nada até o sinal fechar.

— Me desculpe. — Zach falou me encarando. — Sério, eu sinto muito…

— Está tudo bem. — Menti.

Falar sobre Thomas com Zach não estava certo.

Zach voltou a dirigir e me levou para casa.

Zach parou o carro em frente a minha casa. Eu desci do carro e entrei em casa o mais rápido possível. Eu subi para meu quarto. Fiquei deitada na cama e mexendo no celular por um tempo. Alguém bateu na porta.

— Eu estou bem Ollie. — Falei.

— É o Zach. — Zach falou.

— Pode entrar. — Falei.

Zach abriu a porta e ficou parado lá antes de falar qualquer coisa.

— Ollie não está em casa, mas deve voltar logo. — Falou. — Eu vim para falar tchau.

— Eu sei que a noite você vai está aqui com Ollie então… — Ri e voltei a mexer no celular.

— Eu vou voltar para Nova Iorque. — Zach falou.

— Você o quê? — Perguntei sentando-me na cama e largando o celular.

— Eu vou voltar para… — Zach falou antes que eu o interrompesse.

— Eu já ouvi essa parte. — Falei.

— Então… Tchau. — Zach sorriu.

— Não sorria. — Falei seria. — Porque vai voltar para Nova Iorque?

— Eu moro lá. — Zach falou sorrindo.

— Então você veio aqui para me despedaçar mais? — Perguntei me levantando da cama. — Super legal.

Zach riu. Ele entrou no quarto e fechou a porta.

— Eu posso parar de despedaçar você… — Sorriu. — Em troca de uma coisinha.

— E o que seria isso?

— Sua confissão. — Zach falou.

— Minha confissão? Eu não fiz nada. — Sorri. — Confissão sobre o que?

— Sobre mim.

— Assim que acabarmos com isso, irei embora, e nunca mais irei voltar. — Zach falou serio. — Nunca mais terá de olhar em meus olhos, e esconder nossa conexão. Nunca mais se detestara por se preocupar comigo. — Zach se aproximou e respirou fundo. — Partirei, e você será livre. Eu apenas… Quero que seja honesta comigo.

— Eu estou na escola. — Sorri. — Estou tentando construir minha vida… Tenho planos e um futuro, e coisas das quais eu quero, e nenhuma delas envolvem você. — Falei. — Nenhuma delas.

— Entendo. — Zach falou.

— Não, não entende, porque sim, escondo nossa conexão, porque sim, eu me odeio por essa verdade, então, se você me prometer ir embora como disse que iria, e nunca mais voltar, então, sim, serei honesta com você. — Me alterei um pouco. — Serei honesta com você sobre o que eu quero.

— Eu irei embora, — Zach falou se aproximando mais um pouco. — e nunca mais irei voltar, prometo.

Eu me aproximei de Zach.

— Ótimo. — Falei perto o bastante para sentir sua respiração.

Eu o beijei… Eu simplesmente o beijei… Minhas mãos ficaram dançando em seu cabelo… Zach colocou as mãos na minha cintura e me puxou para si… Eu me afastei um pouco e ele me encarou e sorriu, eu retribui o sorriso… Zach me colocou contra a porta e me beijou mais uma vez e varias outras seguidas… Zach beijava meu pescoço e aquilo era tudo que eu queria. Eu o ajudei a tirar a jaqueta e depois a camisa, e ele tirou minha blusa…

Zach continuou me beijando e ele me guiou até a cama… O beijo dele era quente e muito gostoso… Eu o puxei para mais perto pelo cós da calça… Ele me colocou na cama… Ele ia passando a mão pelo meu corpo e beijando outras partes o que me deixou muito excitada… Meu celular começou a tocar… Zach demorou um pouco para se afastar… Eu peguei o celular. Era Thomas.

“O que diabos eu acabei de fazer?” Era tudo que eu pensava… Eu atendi.

— Oi, Campbell. — Falei e Zach me encarou.

Zach pareceu completamente perdido ao me escutar falar com Thomas.

— Você tem algum tempo para conversar comigo? — Thomas perguntou. — Hoje.

— Sim. — Falei. — Onde?

— Vanilla’s? Em meia hora?

— O.k. — Falei.

Desliguei o celular e encarei Zach.

— Eu… — Zach parecia procurar palavras…

— Eu irei terminar com ele. — Falei.

— O quê? — Zach perguntou.

— Eu irei terminar com ele. — Repeti me aproximando de Zach.

— Por quê? — Zach perguntou.

— Você viu o que aconteceu aqui? Você sentiu o que eu senti? — Eu respirei fundo e me aproximei mais um pouco. — Essa é a razão porque quero terminar com ele.

Eu o beijei e me afastei lentamente.

— Eu ainda preciso ir para Nova Iorque. — Zach falou.

Eu sorri e o beijei.

— Eu posso lhe fazer companhia… — Falei sorrindo.

— Você é louca? — Zach perguntou sorrindo.

— Eu já estou de castigo mesmo…

Zach me puxou para si e me beijou.

— Eu preciso ir… — Falei me afastando lentamente. Zach me puxou novamente.

Ele me beijou mais uma vez e eu sorri quando tentava me afastar.

— Zach… Eu preciso ir. — Falei.

Zach finalmente me soltou e ele sorriu.

— Eu preciso falar, Cindy… — Ele sorriu e eu sorri ao escutar “Cindy”. — Eu pensei, por algum tempo, que nunca iria ter você de volta.

Eu sorri e o beijei. Depois me afastei e coloquei a blusa de volta.

— Você fica tão melhor sem ela. — Zach falou e eu ri.

Zach pegou a camisa e a jaqueta que estava no chão. Abotoou o botão da calça e se aproximou de mim.

— Quando terminar de conversar com ele, promete me encontrar no apartamento?

— Claro. — Falei.

Zach me beijou e saiu. Eu peguei minha bolsa e prendi o cabelo. Saí logo em seguida.


Notas Finais


Earned It - The Weeknd (#Zalena)
Xo - The Eden Project (#Zalena)
In The Name Of Love - Martin Garrix & Bebe Rexha (#Zalena)
4U - Blackbear (#Zalena)
Feelings Fade - Gnash (#Zalena)
For You - Tin Sparrow (#Zalena)

1901 - Birdy (#Thena)
Stay - Rihanna (#Thena)


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