História More than surviving! - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa madrugada!


Sobre as atualizações, pretendo atualizar todos os dias, porém não garanto ok?


Aproveitem!

Capítulo 2 - Bloody Monster.


Pov. Lexa.

Uma batida, respiração acelerada. Uma batida, suor escorrendo pelo rosto. Uma batida, desespero instalado. Uma batida olhos dilatados. Uma batida, falta de oxigênio. Uma batida, sistema respiratório parando. Uma batida, órgãos vitais já não respondem. Última batida, um único som. O pequeno apito de um aparelho.

- Tentem reanima-la, vamos lá, no três.

Vozes agitadas saem de dentro da sala, mas não tem mais jeito. Eles já perderam essa vida e tudo o que resta é o silencio. Mudo a posição do meu corpo apoiando meu peso no outro pé esperando pacientemente. Após meia hora um médico sai dar a informação a família que chora descontrolada. Os olhos do doutor caem em mim quando me vê e acena com a cabeça. Eu já era uma conhecida do hospital, não pelos motivos que eles pensavam é claro.

Mais alguns minutos se passam e um garoto magrelo me dá sinal para dar a volta por trás da enfermaria. Quando chego na porta ele ainda não está lá, porém demora somente duas batidas do coração de alguém para que ele abra a porta e eu entre.

- Foi mal a demora, hoje está uma loucura.

- Deu para perceber, só quando estive esperando pude contar cinco paradas cardíacas e um óbito. – Digo com calma.

- Sua sensibilidade é tocante, tenho sua encomenda.

O garoto que se chamava Jasper me entrega uma pequena maleta e não preciso abri-la para saber o que tem dentro dela. Alimento. Tínhamos um pequeno acordo com esse hospital em particular. Sangue em troca de dinheiro, o dinheiro comprava tudo, literalmente tudo. Estava indo para minha casa quando decido passar na faculdade pegar uns documentos.

Estaciono e ando em direção a sala da coordenação. No momento que dou um meio giro na chave eu ouço um barulho que me deixa em alerta. Paro com a minha falsa respiração e deixo meus sentidos me guiarem. Quando dou por mim estou parada em frente a porta da secretaria. Consigo ouvir o bater desesperado do coração da pessoa que está lá dentro, sua respiração sai com dificuldade. Lentamente abro a porta e a pessoa vira rápido, mas não me vê. Já estou escondida entre as sombras.

Olhando atentamente percebo que é Clarke, seus olhos ainda buscam algo que não consegue ver e então ela se vira para o que estava fazendo antes. Suas mãos passam rápido por entre os papéis. Fico só a observando e penso em surpreende-la, porém isso não seria minha melhor ideia. A garota é esperta e ia pergunta coisas difíceis de se responder. Ela então tira algumas fichas e as coloca na mesa, rapidamente bate fotos do seu celular e depois volta a guarda-las.

Meus olhos continuam focados na garota enquanto ela sai devagar do campus e segue andando até onde a perco de vista. Fico tentando imaginar o que ela estava fazendo ali e quais fichas estava vendo. Meu primeiro pensamento é segui-la, mas resolvo descartar essa ideia, sigo para minha casa ainda pensando quem era aquela garota.

Preparo meu drink com meu fluido preferido, me sento na frente do notebook e digito o nome “Clarke”, aparece inúmeras coisas inúteis. Se pelo menos eu soubesse o sobrenome dela. Digito o nome e dou um espaço para ver o que o google ira me sugerir e aparece “Clarke kent”, como se o nome dele fosse assim, abaixo aparece Clarke Griffin, penso um pouco. Se ela for alguém importante com certeza o google ira acha-la, resolvo apertar na segunda opção e logo aparece alguns artigos de jornal.

Leio os artigos e vejo que é assinado por Clarke Griffin, porém não aparece a foto dessa pessoa, jogo o nome no facebook e logo vejo a foto da loira aparecer em minha tela. Então era isso, ela era uma jornalista. Sua rede social é bloqueada e não consigo ver mais nada, pelo menos ela é inteligente. O que será que uma jornalista quer na faculdade? Porque estava escondida lá dentro?

Eu deveria segui-la e descobrir, porém será melhor se o fizer amanhã. Com certeza eu preferia dormir de dia, mas a noite tinha que bastar, pelo menos por enquanto.

Ao acordar no outro dia a primeira coisa que ouço é o barulho da chuva. Sorrio, pois dias chuvosos era os quais eu mais gostava. Me dirijo para o banheiro, não que eu necessitasse de um banho, afinal não tinha mais nenhum fluido que saísse de mim. Porém é um costume que não perdi ao morrer, ou talvez me sinta menos morta? Tomo um banho e me arrumo rapidamente.

Saio para mais um dia na minha infinita vida, antes de ir para faculdade eu paro no escritório e logo Raven me receber com um sorriso.

- Quem é viva sempre aparece, bom não tão viva assim.

Ela ri e eu reviro os olhos com suas piadinhas.

- Algo de importante por aqui? – Pergunto dando uma olhada por alguns documentos.

- Conheci uma garota incrível.

- Humana? – Levanto os olhos para ela que concorda com a cabeça. – Raven eu já disse que é perca de tempo namorar humanos, eles morrem!

- Bom, não é porque você adotou esse comportamento nessas últimas décadas, ou foi um século já? Não me lembro muito bem, enfim, não é por isso que eu vou fazer o mesmo, os humanos são demais.

Ela sorri e senta em sua cadeira com os pés na mesa, observo-a por alguns segundos.

- Sabe que digo isso por ser sua amiga, mas quando perguntei se tinha algo de importante eu me referia ao trabalho.

- Eu sei, você é ótima, só que tão depressiva as vezes, você precisa curtir um pouco, ah é, fechamos com uma empresa que quer construir uma filial na cidade vizinha, sabe mesma coisa de sempre.

Eu concordo com a cabeça e me despeço dela seguindo para a faculdade, onde eu dava aula de história. Não que eu precisasse, mas gostava de me sentir útil quando já vi boa parte da história com meus próprios olhos. Além de eu escolher essa faculdade por uma questão em especifico. O mais engraçado era a entrevista, pois quando as pessoas viam meu currículo perguntavam “Quantos anos você tem? ” Sempre fiquei tentada em dizer “291”, que afinal era a idade que tinha, já que contava a partir da minha morte. No entanto eu só respondia “26”, que foi a idade com que morri.

Estava pensando em Raven e a nova paixão dela que nem a conhecia, não queria que sofresse o mesmo que eu. Eu a encontrei quando tinha acabado de ser transformada e estava completamente perdida. Isso já fazia 143 anos. Tínhamos criado um sentimento fraterno entre nós e na maior parte do tempo me sentia responsável pela garota.

Com a chuva o transito estava horrível e por isso eu estava parada no congestionamento. Meus olhos vagam pela janela e fixam na figura loira completamente ensopa que pulava as poças com um sorriso no rosto. Clarke estava segurando os sapatos enquanto pulava de poça em poça parecendo uma criança. Não sei por qual motivo ou razão meus olhos ficaram presos naquela imagem até eu ouvir uma buzina atrás de mim e perceber que o transito tinha andado. Rapidamente eu faço o retorno e dirijo devagar pelo lado da garota. Pensando que seria uma boa hora para conseguir saber o que fazia na faculdade eu abaixo o vidro e digo:

- Quer uma carona?

- Srta. Woods? – Ela abaixa um pouco para me ver e eu arrisco um meio sorriso para ela.

- Vamos lá, deixe eu lhe dar uma carona Clarke.

- Ah, obrigada, mas não precisa tudo bem, eu já estou molhada e logo chego em casa.

- Eu insisto – Tento, mas ela nega com a cabeça e não posso deixar de pensar em como ela é teimosa. Ia estragar meus planos de descobrir o que fazia na faculdade. Desligo o carro e desço com um guarda-chuva. – Por favor, você pode pegar um resfriado e eu irei me sentir tremendamente culpada.

Ela me olha de um jeito estranho, como se visse através de mim e não sei se gostei daquilo. A loira nega mais uma vez e eu não quero ter que a hipnotizar, não gostava de fazer essas coisas. Eu já me sentia um monstro e quando fazia isso era como se eu comprovasse a mim mesma que era tudo o que eu era.

A garota, no entanto, já está dando a volta em mim para seguir seu caminho, o que não me deixa alternativa a não ser hipnotiza-la eu seguro em seu ombro e a viro para mim.

- Clarke, você vai entrar no meu carro e irá me responder tudo que eu perguntar. – Minha voz sai baixa e extremamente firme enquanto mantenho meu contato visual com os seus azuis. Por um momento eu acredito que tenha funcionado, claro, sempre funciona. Mas sua reação me deixa confusa. Sua expressão passa a ser raiva e eu procuro entender por qual motivo eu não consegui, meus olhos então encontram a pequena corrente que está em volta do seu pescoço parando em seu pingente estranho.

Estou confusa com o que acabou de acontecer e pensando no que fazer. Como ela não foi hipnotizada, pelo seu cordão posso imaginar que isso só poderia ser trabalho de bruxa? Completamente absolvida nos meus pensamentos não consigo perceber seu movimento até sentir uma dor irradiar um pouco abaixo do meu peito me fazendo instintivamente levar a mão até o objeto de prata que tinha perfurado minha pele. Sinto uma ardência na mão ao tocar na prata e trinco os dentes.

- Fique longe de mim monstro sanguinário.


Notas Finais


Clarke sabida dos paranauê ! Só garanto uma coisa, ela não é bruxa!

Beijo beijo :*


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