História Mortal loucura - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Velho Chico
Personagens Maria Tereza de Sá Ribeiro, Miguel de Sá Ribeiro, Olívia dos Anjos, Santo dos Anjos
Tags Oliguel, Velho Chico
Exibições 80
Palavras 1.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu tropeço na noite
Realmente nunca soube como isso seria
Você não está mais lá para parar minha queda
A mágoa por você
Eu dei tudo mas não consegui sobreviver
Eu nunca vi os sinais
Você é o último a saber quando o amor é cego

Todas as lágrimas e os anos turbulentos
Quando eu não poderia esperar por ninguém
Não parei e dei uma olhada para eu mesmo
E não me vi perdendo você
Quando o coração solitário quebra
É aquele que abandona
É o sonho que nós roubamos
E eu estou sentindo mais saudade de você

Então o fogo que vai rugir
Há um buraco em minha alma

Para você é adeus
Para mim é chorar
Para quem os sinos batem?

Me abrace
Vi você em uma revista
Uma foto em uma festa ...
onde você não deveria estar
Pendurada no braço de um qualquer
Eu ainda estou apaixonado por você
Você não gostaria de voltar pro seu pequeno e triste garoto?
Eu vim para sentir por dentro
Que esse precioso amor, nunca foi meu
Agora eu sei ... mas um pouco tarde
Que eu não poderia viver sem você
No escuro ou na ampla luz do dia
Eu prometo que eu estarei lá

Quando o coração solitário quebra
É aquele que abandona
É o sonho que nós roubamos
E eu estou sentindo mais saudade de você
Então o fogo que vai rugir
Há um buraco em minha alma

Para você é adeus
Para mim é chorar
Para quem os sinos batem?
Agora eu sei que existirão momentos como esse Quando eu não posso estender a mão para ninguém
Eu nunca vou encontrar alguém
Que me conheça como você me conhece
Você está me deixando uma criança indefesa

Quando demorou muito para me salvar
Lutar contra o demônio e as profundezas do mar azul

Eu te seguirei para qualquer lugar
Eu prometo que eu estarei lá
Quando o coração solitário quebra
É aquele que abandona
É o sonho que nós roubamos
E eu estou sentindo mais saudade de você
Então o fogo que vai rugir
Há um buraco em minha alma
Para você é adeus
Para mim é chorar
Para quem os sinos batem?
Quando o coração solitário quebra
É aquele que abandona
É o sonho que nós roubamos
E eu estou sentindo mais saudade de você

Então o fogo que vai rugir
Há um buraco em minha alma

Para você é adeus
Para mim é chorar
Para quem os sinos batem?
Quando o coração solitário quebra
É aquele que abandona
É o sonho que nós roubamos
E eu estou sentindo mais saudade de você
Então o fogo que vai rugir
Há um buraco em minha alma

(For whom the Bell tolls - Bee Gees)

Capítulo 13 - Para quem os sinos batem?


A igreja estava praticamente vazia aquela manhã,dia de semana era quase sempre assim na pequena cidade.A não ser nas noites de novena ou no próprio São João,que a praça em frente à mesma lotava não importava o dia da semana.Todos ansiosos pelas celebrações religiosas e posteriormente para a festa tradicional da cidade.

Olívia havia acordado cedo,pegado o carro e ido até a paróquia local espontaneamente.Não que não fosse religiosa,mas era um hábito meio excuso.Normalmente ia em missas de domingo com a mãe e a avó quando era criança,mas esse hábito se tornou mais raro conforme os anos foram se passando.

Ajoelhada em frente ao altar de nossa senhora,a filha de Santo rezava com todas as forças que podia.Não só pedia perdão,embora isso fosse o principal .Ela pedia também pela sua família,que eles não tivessem que sofrer com o seu pecado e de Miguel.Pedia ou melhor,clamava para que aquilo que temia não fosse verdade,por favor...que fosse só coisa da cabeça dela,se estivesse mesmo acontecendo isso ela estava mais do que perdida...

Quando já fazia quase uma hora que estava ali,de cabeça baixa e coração aberto,conversando intimamente com Deus ,finalizou sua oração desesperada ,fazendo sinal da cruz no peito e se preparando para levantar.Foi aí que sentiu uma mão tocar seu ombro e ergueu o rosto dando de cara com padre Benício.

-Tão cedo na igreja,minha filha.-ele diz sorrindo de leve.

-Pois é,padre.Fazia um tempo já que não vinha,então resolvi vir rezar um pouquinho.-diz ela acompanhando o senhor até a sacristia,onde o ajudava com a arrumação.Coisa que fazia quando pequena também ,na época de padre Romão.

-É sempre bom tirar um tempinho para conversar com Deus,não tem psicólogo melhor,visse?-ele diz sorrindo.

Ela retribuiu o sorriso.

-Alguma coisa me diz que não veio apenas pra isso minha filha... você parece diferente,se quiser conversar comigo sabe que pode se confessar.-ele fala colocando a mão dela entre as suas.A moça observou o velho senhor simpático à sua frente.

Nem podia imaginar-se confessando o pecado gigantesco e inimaginável que havia cometido.

-Não é nada não,visse?eu tava meio adoentada e vim mesmo..-diz tentando fingir.

O padre aceitou a resposta da garota e sorriu novamente,voltando a conversa ao atraso excessivo do novo sacristão da igreja.Mesmo sabendo que no fundo ele sabia que havia alguma coisa errada,ela ficou feliz dele  não insistir como os outros costumavam fazer é pôde pelo menos por um tempo fingir que era uma pessoa com a vida normal.

Acabou que depois de ajudar o padre, ela ainda ficou para assistir a missa das nove horas,no máximo umas dez pessoas a assistiam e era tão sossegada e silenciosa que ela quase teve vontade de não sair nunca mais da igreja.

Terminada a missa ela saiu distraída em direção ao carro que estava do outro lado da praça,quando quase esbarra em alguém,virou assustada e sorriu surpresa ao perceber quem era.

-Sara!-ela disse animada.Sara era a amiga do tempo de escola e há muito tempo que não se cruzavam,ela tinha ido morar em Salvador com o namorado pra fazer faculdade.

-Olívia! menina,quanto tempo!-ela abraçou meio de lado a outra.A dos Anjos  quase paralisou ao ver o motivo,além de ter a barriga de cerca de cinco meses entre elas,a amiga ainda tinha nos braços um bebê de pouco mais de um ano.

-Faz mesmo.. você...dois filhos!meu Deus , parabéns!-ela disse meio confusa,olhando do pequeno garoto para a barriga e fazendo a amiga rir.

-Pra você ver!eu mesma não esperava isso.-ri.

-Você e Jonas ainda estão juntos?-pergunta,esse era o namorado da mesma no tempo de escola.

-Nós somos casados...casamos pouco depois que Bernardo nasceu.-diz fazendo carinho na cabeça do pequeno que a olhava curioso.

-E o bebê?-ela pergunta apontando sem jeito a barriga da outra.

-Vitória..nosso segundo presente inesperado,ela sorri e faz a aoutra automaticamente repetir o gesto.

-Fico feliz por você.-ela sorri pegando namãozinha de Bernardo .

-Obri..ah,meu Deus!eu não acredito!-Sara exclama.

-Tá sentindo alguma coisa?!-pergunta a outra alarmada.

-Não..eu tô indo pra casa da minha mãe e esqueci a bolsa dele na minha sogra...o pior que Jonas tá sem celular...-ela fala aperriada.

-Você precisa de uma carona?eu tô de carro.-oferece Olívia.

-Eu também estou..é só que.. será que tu podia olhar ele? só pra mim ir bem rápido e voltar,na verdade é bem aqui perto,nem dez minutos de carro .-pergunta ela meio afobada.

-Eu?..er...claro,fico sim.Pode ir eu fico na praça brincando com ele.-fala ela meio incerta,mas querendo ajudar a amiga.

-Obrigada,Oli!volto já..-disse a moça entregando o menino a amiga e saindo rapidamente .

Assim que a mãe desapareceu de vista ela se preocupou que Bernardo abrisse o berreiro.Aprumou ele nos braços,não era totalmente inexperiente com crianças.

O pequeno se virou olhando seu rosto,p arecia quase a ponto de chorar.

-Tu não vai fazer isso comigo não , né bebê?-ela brinca.

Ele desfaz o bico e olha ela com interesse.

-Mainha volta já,mas por enquanto tu tem que se contentar comigo mesmo,viu seu Bernardo?-ela brinca sacudindo ele para cima de leve.

O menino ri sapeca e aponta o longe de forma incerta.

-Mã...-sua vozinha entoa,fazendo Olívia sorrir boba.

-É,mainha volta já!-ela diz.

-Zá!-ele tenta pronunciar o "J".Fazendo ela gargalhar.

Logo em seguida se ajoelhando na grama embaixo de uma árvore e pondo ele de pé no chão,onde ainda com ela segurando sua cintura dava pequenos pulinhos e gritinhos de bebê.

Miguel sentava cansado em uma das mesas do bar de Chico criatura, ao seu lado o motivo do cansaço...Sophie,tagarelando sobre qualquer bobagem de roupa ou algo sobre ter que comprar mais biquínis e coisas do tipo para se acostumar com o clima brasileiro.

Depois do fora que levou dele, era de se esperar que ela ao menos se ofendesse e se afastasse...o que não aconteceu de fato.Voltou como se nada tivesse acontecido.

Embora ela não fosse a melhor pessoa do mundo,ele se sentia mal de estar com ela daquele jeito,no fundo ele sabia que não queria largar ela pois era naquele momento a coisa que mais impedia ele de fazer a loucura que tanto queria.Pela qual se sentia um doente,sujo por pensar naquilo apenas.Embora se sentisse assim,sabia que nunca seria capaz de trair ninguém nem mesmo Sophie.

Enquanto tomavam um suco e ele fingia escutar a chatice dela ,virou sua cadeira para a rua e se viu preso em uma visão particularmente curiosa e que o fez soltar automaticamente um sorriso surpreso.

Olívia estava na praça em frente ,sentada na parte de grama á sombra e no colo um menino pequeno que pulava e a fazia rir,ela conversava com ele e alisava seus cabelos seu olhar simplesmente encantou Miguel era quase maternal para com o garotinho.

Por um segundo apenas ele se deixou levar,fantasiando se toda aquela história de paternidade não existisse.Ele poderia muito bem estar com ela agora e poderiam os dois  ter filhos .Olhando ela ali ele teve certeza de que ela seria uma boa mãe ...quando encontrasse alguém que realmente a merecesse e que conseguisse fazê-la feliz.A o contrário dele,sempre quis ter filhos,mas Sophie não era muito chegada em crianças e era quase certo que ela não iria querer ter uma.

Seu curto devaneio foi interrompido quando uma moça grávida apareceu,era bem parecida com o menino,os mesmos cabelos cor de mel inclusive.

Ela trazia uma bolsa de bebê azul no ombro e sorriu ao ver Olívia ,que se levantou com o menino nos braços,a outra mulher peg ou a criança e deu um abraço apertado na morena.O pequenino ainda deu um beijo na bochecha da mesma que a fez gargalhar e Miguel sorrir mais um pouco.

Dando um tchau animado, mãe e filho se foram .A agrônoma se virou para a frente e se surpreendeu ao ver Miguel e Sophie sentados há alguns metros.

A cobra por sorte não tinha visto ela,coversava sozinha feito doida.Já o rapaz sorriu abertamente e acenou para ela.Que retribuiu com um leve levantar de mão e um sorriso ainda iluminado pelo recente encontro com Bernardo.

Foi embora , já dentro do carro, sua cabeça estava a mil.Agora a possibilidade de estar grávida estaa ainda mais vivida em sua mente.O pior mesmo para ela era que pela primeira vez começava a sentir certa afeição pelo ser que possivelmente habitava o seu corpo há semanas.Ainda com as duas mãos na direção ela olha rapidamente para a barriga,aparentemente intacta.O que mais lhe doía era não poder ser como Sara...feliz com os filhos e marido.Pior que aquilo apenas o fato de se estivesse mesmo esperando um filho, seu bebê seria visto como fruto de algo errado,pecaminoso,uma monstruosidade...

-Meu bebê não é uma monstruosidade!-ela fala,espantando em voz alta os pensamentos que mais a atormentavam.O carro em movimento já está na estrada para a fazenda.

Os olhos transbordavam a sua angústia,ela estava triste por simplesmente não poder ficar feliz caso fosse realmente ser mãe..

 

 

 

 


Notas Finais


Aiii gentxiii o cap hj foi mt maternal,né?aguardem mais coisa...
Comentem bem mtttt e favoritemmmmm
Até mais!!
Bj💕😘😘😘


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