História Mortal loucura - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Velho Chico
Personagens Maria Tereza de Sá Ribeiro, Miguel de Sá Ribeiro, Olívia dos Anjos, Santo dos Anjos
Tags Oliguel, Velho Chico
Exibições 64
Palavras 1.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Devagar, sua criança louca
Você é tão ambicioso para um jovem
Mas então se você é tão esperto, me diga por que ainda tem medo?
Onde está o fogo? pra que é a pressa?
É melhor você aproveitar isso antes que você perca..

Você tem muito o que fazer e apenas tantas horas em um dia
Você não sabe que quando a verdade é contada

Que você pode conseguir o que quer ou você pode só ficar velho?
Você vai desistir antes mesmo de passar metade do caminho..

Quando você perceberá que vienna espera por você?
Devagar, você está indo bem
Você não pode ser tudo que você quer ser antes do seu tempo
Embora seja tão romântico no limite hoje à noite
Tão ruim, mas é a vida que você leva

Você está tão adiante de si mesmo que esqueceu do que precisa.
Apesar que você pode ver quando você está errado

Você sabe, você não pode sempre ver quando você está certo
Você tem sua paixão, você tem seu orgulho

Mas você não sabe que apenas bobos estão satisfeitos?
Sonhe, mas não imagine que eles todos se realizarão

(Vienna - Billy Joel)

Capítulo 14 - Procurando uma luz


Uma sensação estranha se apoderara de Olívia no último dia.Um sentimento estranho...como se não estivesse só,como se alguém estivesse com ela..toda sua suspeita apenas piorava e ela já não aguentava mais toda aquela dúvida.

-Você vai ficar louca,Olívia!eu vou ficar louca!-ela falava para si mesma.

Enquanto andava sozinha por entre as árvores que circundavam a propriedade de sua família.Desde que conhecerá o pequeno Bernardo e vira o olhar de sua antiga amiga de colégio para com o filho ,parecia que tinha piorado.Sua cabeça dava voltas e voltas e ela apenas desejava que fosse coisa de sua mente.

Parou de lado,encostando seu corpo a árvore grossa e antiga.Abaixou o olhar para seu abdômen ,num gesto quase imperceptível sua mão foi em direção ao local.Quando estava quase o tocando uma voz a chamando a fez se assustar e levar ao invés a mão ao peito.

-Oxe,se assustou foi?-Lucas perguntou ,colocando -a num abraço carinhoso.

-Não,eu..-ela se sentia imensamente desconfortável nessa situação .Agora mais do que nunca,sentir-se ser agarrada assim pelo amigo a causava  uma sensação estranha,ela não se sentia bem

Saiu devagar dos braços dele,s em quere magoa-lo.Embora soubesse que teria que terminar com ele mais cedo ou mais tarde,tinha medo de perder a amizade é ainda magoar o rapaz.

-Tu tá ocupada?-ele pergunta meio tristonho e aquilo acaba com ela.Se sentia um monstro por fazê-lo triste assim.

Afinal,que espécie de amiga era ela?

-Mais ou menos..a gente se vê depois,vou falar com painho.-ela diz ,sem nem conseguir uma boa desculpa.

Deposita somente um beijo na bochecha deles,como sempre fez desde criança e deu um sorriso amarelo.Ao que  o mesmo correspondeu desanimado e saiu  se despedindo com um aceno baixo.

Ao se virar e ir em direção à casa ,ela já estava decidida.Iria  tirar isso a limpo e o quanto antes..

Pegou a bolsa com carteira e documentos,catou a chave do carro e sem dizer nada a ninguém,entrou no apressada e saiu apressada e quase cantando pneu em direção à cidade.

Quando estacionou em frente à farmácia de Grotas,estacou antes de abrir a porta.Na calçada da mesma vinham andando risonhos e abraçados, seu tio Bento e Beatriz.

Saiu antes que eles a avistassem ali.A última coisa que precisava era que a vissem comprando um teste de gravidez.

Já sabendo o que fazer ,ela acelerou rumo a saída da cidade.

Cerca de vinte minutos depois ela estava em Salvador.Onde depois de procurar por algum tempo, se localizou e achou o hospital onde normalmente ia quando criança.Um grande prédio antigo de mais de cem anos,de arquitetura barroca e de aparencia frágil,porém bela.

Uma vez que em Grotas havia somente um precário posto de saúde,a capital era sempre uma melhor opção para a população.

Estacionou na frente da construção antiga,desceu decidida ,embora extremamente nervosa.Entrou ,respirando fundo com um nó na garganta e desejando ir embora o mais rápido possível dali.

Depois de recolher o sangue para o exame,veio a pior parte de tudo aquilo...a espera.

Sentou ansiosa num corredor vazio e de paredes claras.Bem de frente para uma enorme janela  enfeitada em madeira e algo que parecia gesso que dava para a praia.

Fechou os olhos apreensiva,uma prece rápida e silenciosa preenchia seu coração.Pedia à Deus que a ajudasse,que não a deixasse sozinha,seja qual fosse o resultado que tivesse de pegar.

Por um momento o tempo pareceu congelar e um vento fresco com maresia adentrou onde ela estava,causando à mesma uma breve paz de espírito e relaxamento devido tudo o que estava passando.

O que não durou muito tempo.Apenas o tempo de uma voz feminina e suave chamar seu nome até a recepção.

Ela se levantou com o coração à mil.Um corredor nunca parecu-lhe tão extenso..

Assi​m que adentrou a recepção avistou perto do balcão a mesma moça que a havia atendido.Ela tinha um sorriso no rosto e assim que notou a morena, lhe estendeu um envelope grande e branco.

-Meus parabéns!-ela diz com voz calma.

-Como é?-entorpecida pelo nervosismo a moça não entende imediatamente do que a outra fala.

-Seu exame...deu positivo,você está grávida de quase três meses,Olívia.-ela fala ainda sorrindo.

Seu coração falha uma batida​,aquilo que ela já sabia bem lá no fundo era realmente verdade..seus olhos se enchem de lágrimas e suas pernas bambas quase a traem.

Ainda em estado de choque ​,a moça lhe dá o exame e sai desejando felicidades.A única coisa que a garota consegue sentir é confusão.Confusão de sentimentos,confusão de pensamentos..

Ela sai praticamente correndo de dentro do hospital,a desolação que a domina é quase palpável,desorientada ela apenas consegue segurar as lágrimas até chegar ao carro.

Onde deixa toda sua aflição sair forte e violentamente, em forma de muitas lágrimas e choro desesperado,parecia que os soluços monstruosos iam explodir seu peito ou parti-lo em dois devido a intensidade com que vinheram .

Quase mais de uma hora depois ela finalmente consegue se acalmar.Seu rosto vermelho e seus olhos inchados de tanto chorar.

-Meu Deus,o que que eu vou fazer..-ela se faz essa pergunta ,enquanto guardando a"prova do crime na bolsa ela descia novamente do carro e atravessava a rua ,rumo a praia.

Assim ​que alcança a areia, ela retira de uma só vez as sapatilhas que usava e se deixa cair no chão ou melhor, na areia semi-molhada da orla.

De pés extendidos ela reavalia sua vida e o que faria agora ,que algo tão drástico havia acontecido com ela..

Passaram -se minutos, que se transformaram em uma hora e logo depois  se transformaram em duas horas que a dos Anjos estava ali sentada, pensando no que faria da sua vida.

Quando a noite começa a cair ela se levanta,sacudindo a areia da roupa e saindo de seu refúgio provisório .Compra uma água de coco em um quiosque próximo  e se senta numa mesa coberta enquanto isso.Escuto um frio de alguém chamando outra pessoa.Aos poucos a voz se torna mais audível.

-Marcela!volte já aqui!-uma mulher gritava enquanto corria parecendo desesperada .

Um pouco a sua frente uma menininha de cabelos meio acastanhados e de cerca de cinco anos ria sapeca e parava para esperar ela.

-Filha... não pode correr assim para longe da sua mãe.Pode acontecer alguma coisa.-a moça se ajoelhava na altura da criança e colocava seu cabelo para trás da orelha de forma carinhosa.

-Deculpa ,mainha.-ela fala manhosa.

A mãe sorri.

-Tudo bem,mas só se você me der aquele beijo bem demorado.-ela fala rindo.

A menina ri também,pulando para o colo desta e dando um beijo estalada na sua bochecha,seguido de um abraço apertado.Em seguida,as duas saem,com a filha ainda sorrindo nos braços da mãe de forma sapeca.

Ela se vira e olha para Olívia,que observava tudo com um sorriso de  nostalgia no rosto.Aquela menina lembrava muito ela mesma quando pequena.

Ainda nos braços da mãe ela sorri e da um tchauzinho simpático à desconhecida.Olívia retribui o adeus a garotinha.

Mas assim que ela sai seu breve sorriso desmancha,ela parece voltar à sua própria realidade.É estranho pensar o quanto queria poder fazer o mesmo que aquela mãe fez,pegar o filho no colo e abraçar até dizer chega.Mas sua situação era diferente,aquilo que estava vivenciando era errado..

Depois da água de coco ela atravessou a rua e voltou ao seu carro.O caminho de volta ao interior foi esquisito e surpreendentemente rápido,talvez provavelmente por que sua mente estivesse cheia demais para processar qualquer coisa.

Assim que estacionou dentro da fazenda ,ficou olhonado as luzes que vinha lá de dentro.A s vozes que embora ininteligíveis podiam ser ouvidas,o quanto não teria agora coragem de encarar nenhuma daquelas pessoas que pensavam a conhecer tanto?

Ela virou o rosto para o banco do passageiro onde por sua bolsa ,agora aberta ela podia ver o papel branco ,que nunca lhe pareceu uma cor tão chamativa.

Tirando lá de dentro após ligar a luz do carro ,ela abriu e observou tudo.Mas principalmente o grande e redondo: POSITIVO ,bem no finalzinho da folha.Provando apenas o quanto algo que estava tão óbvio apenas não queria ser enxergado por ela..Suspirou pesado e guardando novamente ,saiu de dentro do carro.

Na cama,ela revirava inquieta,havia ido se deitar mais cedo com a desculpa do cansaço(o que não era totalmente mentira).Desde que havia chegado apenas se esquivava das oergubtas da família sobre seu repentino sumiço.

Virou de frente,ficando de rosto para cima e consequentemente para o teto antigo de seu quarto.Era estranho e quase ridículo, que apenas depois de saber de uma coisa que acontecia já há algum tempo, ela já se sentisse diferente em quase tudo..

Estava mais do que perdida,ela sabia disso.Não fazia ideia do que faria,como faria  ou quando faria..

Quase de forma automática ela leva a mão à barriga onde pousa com cuidado na leve protuberância que já se encontra ali.

-Que bagunça nós fizemos,hein bebê?-ela sussura,afagando devagarinho o ser quase imperceptível que morava ali ,bem em seu ventre.

Sorri de leve ao fazê-lo,quase como se pudesse ouvir ele responder para a mãe.

Não importava os revés nem os  prós,muito menos pecado ou culpa naquele momento.Ela sabia que ainda sofreria muito por tudo aquilo.Mas acima de tudo sabia que já amava aquele pequeno invasorzinho que nela se instalara e que jamais deixaria nada de ruim acontecer com ele ou ela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eitxaaaaa quero ver td mundo comentandooooooo
Gente como é lindo o sentimento materno ,né??💕💕💕💕💕💕💕💕
Comentemmmm e favoritemmmmm babyss
Até mais!!
Bjs😘😍😍


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...