História Mortal loucura - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Velho Chico
Personagens Maria Tereza de Sá Ribeiro, Miguel de Sá Ribeiro, Olívia dos Anjos, Santo dos Anjos
Tags Oliguel, Velho Chico
Exibições 67
Palavras 2.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Você já amou alguém tanto ao ponto de lhe dar um braço?
Não a expressão, não, literalmente lhe dar um braço ..
Quando eles sabem que eles são seu coração

E você sabe que é a armadura deles
E você destruirá qualquer pessoa que tentar machucá-la
Mas o que acontece quando o carma dá a volta e te morde?
E tudo que você apoia se volta contra você para te irritar

O que acontece quando você vira a maior fonte da dor dela?

(When i'm gone - Eminem)

Capítulo 16 - Quando eu me for


 

-Mas como que foi isso,tio?-Olívia pergunta novamente nervosa.

-Eu já disse Olívia,foi tudo muito rápido.A gente sentiu que tava sendo seguido na cidade e decidimos ir mais longe pra ver...pra quê...seu pai saiu do carro pra confrontar os caba..aí eles sacaram uma arma..eu ouvi o tiro e sai pra acudir meu irmão!mas o outro me parou com uma coronhada e eu caí sem conseguir me mexer, vi Santo de esguelha sendo erguido por dois homens grandes,vi que o tiro foi na perna dele,comecei a peeder os sentido ai....Escutei um barulho de algo caindo na água depois e apaguei.Quando acordei ,Santo tinha sumido..-ele relata melancólico.

Todos parecem ter parado de respirar na sala.Dona Piedade reza a um canto junto de Luzia,Beatriz e Isabel.Mas a filha mais velha estava muito agitada para ficar fazendo o mesmo.Ela precisava saber se o pai estava bem,precisava saber onde ele estava e só ficar rezando não bastava.

-Tu acha que sabe quem foi?-pergunta Miguel falando baixo.De modo que apenas ele,o tio e Olívia pudessem escutar.

-Eu tenho uma ideia sim.. não posso dizer a vocês agora,porque pode ser perigoso.Na verdade ainda é pra mim..mas tem haver com o que fez Martim ser morto também..-ele fala.

-Ah,meu deus...Painho.-Olívia fala aperriavae com as pernas tremendo.

-Mas ,como o tiro foi na perna ele pode estar bem sim..o que me preocupa mais é se ele estava acordado quando jogaram na água..-fala Bento.

Miguel permanece impassível,porém muito preocupado.

-O que vai ser feito agora,Bento?-Luiza  que havia se levantado perguntou com voz anormalmente calma.

-Eu e os homens da cooperativa mais uns policiais vamo atrás de Santo..-ele diz.

-Mas meu filho, esse rio é tão grande..-dona Piedade fala chorosa.

-Eu sei ,minha mãe,mas a gente tem que tentar começar por algum lugar..-ele fala consciente de que era quase como procurar uma agulha num palheiro.

-Vocês vão em grupo?-pergunta Beatriz.

-Sim,nós vamos nos separa em dupla,Miguel tu vem comigo,tudo bem?-ele pergunta ao sobrinho ,que acena afirmativamente com a cabeça.

-Eu vou também.-Olívia fala,se intrometendo entre os dois.

-De jeito nenhum Olívia!pode ser perigoso!-Luiza se agonia.

-Eu vou sim,n em adianta olharem pra mim de cara feia!-ela fala autoritária olhando para a mãe e para o tio ,que acena quase com um sorriso para a sobrinha.

-Então tudo bem.Como eu vou cobrir uma área mais longe.Você vai com Miguel pra uma região mais próxima,agora troquem de roupa ,pra algo mais confortável que eu vou esperar no carro..-ele diz.Saindo da sala para se preparar também.

Miguel olha para a morena tentando dizer algo,mas sem dar brexa para ele inventar algum impedimento ela sai decidida até o quarto.

Sabendo que os poucos shorts que tinha estavam apertados agora (mais especificamente na parte da barriga,já que todos eram cintura alta).Ela partiu direto para um macacão jeans claro ,junto de uma blusa sem mangas branca e um par de tênis de caminhada.Pegou uma lanterna grande e de cor amarela que era de seu pai e saiu do quarto,após enfiar o celular num bolso interno do macacão.

Na sala ,Miguel conversava algo com Luzia,usva uma bermuda e uma camisa clara , também usava tênis do mesmo estilo e junto uma mochila preta.

Assim que viu a filha,ela se aproximou da mesma, enquanto o rapaz saia para o lado de fora,as dando privacidade.Seu rosto tinha uma expressão estranha,como se estivesse prestes a chorar.

-Tu é mesmo filha do teu pai..teimosa que só ele..-ela ri um pouco e a mãe alisa seu rosto.

-Prometa que vai tomar cuidado,minha filha..que não vai sair de perto de Miguel um minuto..-a mãe pede com expressão preocupada.

-Eu prometo,mainha.Não se preocupe.-ela fala sorrindo um pouco para reconfortar a Luzia.

Lá fora,Bel e Piedade fazem o comitê de recomendações e despedidas,junto de Beatriz que voltava do carro ,onde estava Bento e onde tinha ido se despedir do marido.A dos Anjos mais nova chorava um pouco e abraçava os outros dois,desejando sorte e também dizendo o quanto queria poder ir(mas ela era de menor e obviamente Luzia não permitiu que a caçula fosse com os irmãos).

-Tomem cuidado, meus amores..-dizia a avó abraçando os dois ao mesmo tempo.

-Miguel,olhe Olívia..-ela dizia com voz suave.

-Pode deixar , vó.-ele disse.

-Boa sorte ,e que Deus quie e proteja os dois , que o pai de vocês volte são e salvo.Mesmo que não sejam vocês que o encontrem..-ela diz os soltando.

O tio os espera do lado de fora da fazenda,já no carro.

Caminham sozinhos por alguns metros.

-Eu ainda acho perigoso demais Olívia,tu devia escutar tua mãe.-ele fala a olhando de esguelha.

Ela quase revira os olhos.

-Eu sei o que eu tô fazendo,Miguel.Eu sou adulta.-fala quase irritada ,com toda essa insistência em ser tratada com criança por todo mundo.

-Eu sei que é,mas não custa nada tomar cuidado,pode ser arriscado.-ele pára para falar isso ,a olhando diretamente agora.Estão quase no portão.

Ela suspira.

-Ele também é meu pai ,Miguel.Eu nunca iria ficar parada feito estátua, sabendo que ele precisa de ajuda.-ela fala incisiva e o olhando de um jeito firme .

Ele acena e reprime um sorriso pelo o jeito dela.Aquela baixinha era mais forte do muitos homens que ele conhecia.

Ela logo quebrou o contato visual e se aprresou a entrar no carro.Ele se permitiu sorrir um pouco quando ela fez isso.

"Marrenta essa morena"-pensou,quase repreendendo seu próprio pensamento em seguida e entrando também no veículo.

 

Na cooperativa eles se reuniram rapidamente para poderem se organizar.Cada minuto era preciosos e significava literalmente vida para Santo.

Minutos depois eles saíram,cada um já sabendo do plano traçado.Separaram-se em duplas,como era quase tarde levaram lanternas e cada dupla estava com alguns artigos de primeiro socorros para se caso achassem Santo,que um deles que tinha contato com o posto de saúde havia conseguido.Um mapa dos cursos do rio saindo de Grotas foi posto na mesa e cada dupla partiria num barco por um deles para procurar.Ficou combinado de ficarem no máximo vinte e quatro horas e caso não achassem nada teriam de voltar pela sua própria segurança..

No lado de fora da cooperativa rmtodos se separavam.

-Olhem aqui vocês dois... são vinte e quatro horas,ouviram? não quero saber de vocês se arriscando por esse rio mais do que isso,pelo amor de Deus!-o tio falava preocupado.

Os dois se entreolharam,estava óbvio que não ficariam apenas esse tempo caso não achassem o pai.

-Sim-falaram em uníssono.

Bento olhou de Olívia para Miguel e viu em seus olhos que era mentira..mas o que podia fazer?era o pai deles!

Apertou os ombros dos dois com um último olhar e saiu atrás de sua dupla.

 

Os dois ficaram responsáveis por uma área mais próxima de Grotas(embora não deixasse de ser longe).

Miguel havia trazido seu próprio mapa.

Entraram num barco a motor e seguiram viagem.Os dois em silêncio absoluto.Ela na frente do barco chegando o mapa e ele atrás, no motor.

Esporadicente ela apenas dava dicas e atalhos por entre o rio para se tomar.

O caminho em vermelho no mapa ,que era o que eles estavam tomando, havia os levado para uma parte singular do velho Chico,encontravam-se agora em um caminho com curso mais estreito,de modo que apenas um barco passaria  de cada lado e que fez com que diminuíssem significantemente sua velocidade,pelo perigo de se chocarem com as grandes rochas centenárias,esculpidas pela água e pelo vento ,tão altas e majestosas quanto a água naquele lugar era cristalina.Parecia realmente o paraíso,sem a mão traiçoeira do homem, para estragar aquele pedaço.

Eles olharam para cima,algumas plantas que pareciam estar presas ns rochedos reclinavam-se sobre eles,dando uma visão majestosa da natureza intocada daquele lugar.Em cima de um galho, especialmente enfeitado de pequenas flores amarelas,algumas aves repousavam,alguns pássaros  voavam quase rente a suas cabeças e cantavam com cortesia,como se os recebessem  como visitantes em sua casa.

Olívia viu maravilhada um passarinho pequeno  e de cor meio avermelhada pousar na ponta do barco.Miguel observou o olhar da moça para o animal.Com cuidado ,ela pegou-o em suas mãos esperando ele querer fugir.

Mas surpreendentemente, o animal apenas se acalmou com seu toque gentil sob suas penas ,ela riu um pouco e virou para o rapaz,que sorria maravilhado com a cena.

"Como essa mulher é linda,meu Deus do céu"-pensava ele.Dessa vez ,sem se preocupar de repreender a si mesmo.Pois seu pensamento nada tinha de sensual ou amoroso,era apenas a verdade que ele enxergava ao olha-la.

Assim que o bichinho deu sinais de querer se libertar ,ela abriu as mãos e ele entortando a cabecinha para sua alisadora humana ,abriu asas ,voltando para o galho ,junto dos outros.

Passados mais alguns minutos de silêncio.. eles apenas esperavam, já que aquele trecho era demasiado raso e estreito,era impossível de alguém ficar ali.Ou pelo menos se ficasse ,eles veriam com facilidade antes de avançar e com o barco.

-Você estava falando com a minha mãe..raridade.-comentou ela querendo puxar assunto.

-Pois é,ela não é minha maior fã ou pelo menos não da minha mãe..mas veio me pedir  que cuidasse bem de você, enquanto estivéssemos sozinhos.-falou a olhando.

-Jura?-ela pergunta surpresa.Sua mãe raramente conversava com Miguel.Embora não desaprovasse ele exatamente..

-Juro,ela estava bem preocupada contigo e..sei lá.-ele diz.Mas ela percebe que ele se repreendeu antes de dizer algo.

-O que ia falar?-pergunta.

-Nada,quer dizer.eu..bem,acho que ela está diferente com todos porque percebeu que o casamento não é mais como antes.-falou com medo de ser enxerido.

Ela o olhou com tristza,sabia que era a mais pura verdade.O casamento dos pais estava por um fio..

-Acho que tem razão.-diz ela abaixando a cabeça e olhando para a água,numa tentativa de mudarem de assunto.

-Sophie sabe onde tu tá?-ela pergunta ,lembrando da namorada/cobra francesa dele.

-Não,na verdade nem me dei o trabalho de avisar a ninguém sobre o que aconteceu , só dei a notícia a você.-ele diz.

-Sei.-ela fala.Por dentro não podia negar...estava feliz por ele não tá nem ai pra ela(pelo menos pelo que parecia).

-E Lucas?sabe?-ele perguntou,tentando fingir desinteresse(sem sucesso,é claro..sua voz parecia quase ávida por informações).

-Não,não avisei a ele que vinha e na verdade  nem teria pra quê..-diz ela.

-Por quê?ele me pareceu sempre tão preocupado contigo quanto e..quanto sua mãe.-ele ia falar "quanto eu",mas se conteve no final.

-Pois é,isso até ele terminar comigo hoje..-ela fala.

Ele arregala os olhos.Embora a satisfação com a novidade ,seja arrebatadoramente gostosa.

-Ele?..terminou?-se surpreende.

-Na verdade eu teria terminado antes ,mas ele foi mais rápido..percebeu que não estávamos namorando de verdade.Quer dizer..beijo no rosto não pode ser chamado de namoro..mas me sinto mal, pela imagem que ele tem de mim agora..-ela fala cabisbaixa.

-Nossa,e eu pensando que ele tentaria ter tua afeição até o fim..acho que ele nem gosta de verdade de você.-fala sincero, a surpreendendo dessa vez.

-Acha?-pergunta,l levantando a cabeça

-Acho...quando gostamos mesmo de alguém , nós nunca desistimos dessa pessoa.Mesmo que ela nos escurrace,mesmo que não nos queira...a não ser que forças maiores nos impeçam.Enquanto um estiver respirando e o outro também,ainde existe chance para os dois.-ele fala,a olhando profundamente.

Ela cora e abixa o olhar para o mapa de modo fingido.Essa" força maior",foi com toda certeza o que impediu o amor deles dois..

Embora bem lá no fundo,bem no fundo mesmo.Ela soubesse que a condição de estarem respirando ainda revigorava em seu coração, se sentia culpada.Mas não pôde deixar de notar que pelo modo que ele a observava,arriscou que no dele também..

-Então, aquilo que tu queria me dizer...era que tinham terminado?-pergunta ele.

Ela o olha subitamente alerta e abre a boca para responder.Mas é interrompida por um forte solavanco da parte do barco em que está.

Haviam chegado na parte mais perigosa do rio.

Rapidamente ,ela foi para perto de Miguel,conforme ele acelerava e o barco quase que apenas rapsava na água,as rochas estavam mais espaçadas agora,mas também mais perigosas..

Até que chegaram até uma rocha especialmente larga,mas não tão alta e que se fixava no que parecia um trecho de terra.Era uma encruzilhada,do lado esquerdo um caminho dor io e do direito outro.Olhando novamente no mapa perceberam que nele não havia encruzilhada alguma..

-Tudo bem..eu vou subir na pedra e ver por cima o melhor caminho.Vou levar a mochila pro caso de necessidade.Fique aqui e não saio.-,ele fala.Saindo do barco,que estava agora em terra firme e subindo pela pedra,que não era tão alta e tinha como subir andando normalmente.

Passado quase cinco minutos ,um grito assustou Olívia que atenta e de ouvidos apurados,reconheceu prontamente como sendo de Miguel.Imediatamente ela saiu do barco e seguiu o mesmo caminho que ele .Com extremo cuidado conseguiu subir no rochedo.

A noite já caia aquelas horas ,por sorte ou nem tanto ele havia insistido que ela ficasse com a lanterna no barco ,sendo assim ela pôde se orientar pelo caminho  traisoeiro da pedra.

Foi quando ,iluminando onde pisava ,que ela viu um buraco ..ou melhor uma cratera oval,por onde passaria até mesmo uma pessoa obesa..olhando ao redor , não viu como Miguel poderia ter caído em outro lugar.

Iluminou-a, era uma descida íngreme e lisa pelo que parecia.

-Miguel!Miguel-gritou  na direção da cratera.

Nada,ele não respondia.Muito mais preocupada,ela forçou a vista . Lá bem no fundo ,podia ver a familiar mochila preta dele.

Não havia outro jeito e ele podia realmente estar gravemente ferido.Vai saber como que ele caiu?

Sem exitar,ela pôs com todo cuidado do mundo os pés na cratera..logo depois a bunda e sentada se acomodou,soltando o corpo vagarosamente e ainda se apoiando,deslizou ao encontro de Miguel.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


É isso aventureiros de plantão do meu core!espero q tenham curtido o d hj..
Comentem e favoritemmmmm pra gente crescer mais e mais,combinado?

Obs:gente,todo esse"caminho"eu não vi em canto nenhum,então não pensem que é desse jeito ou q existe esse curso no rio(pode ser q tenha,quem sabe?!).

Até mais!!
Bjs😘😍😍


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