História Mortal loucura - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Velho Chico
Personagens Maria Tereza de Sá Ribeiro, Miguel de Sá Ribeiro, Olívia dos Anjos, Santo dos Anjos
Tags Oliguel, Velho Chico
Exibições 102
Palavras 1.855
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu andei por uma terra vazia..

Eu conhecia o caminho como a palma da minha mão
Eu senti a terra sob meus pés
Eu sentei do lado do rio e ele me completou
Oh coisa simples, pra onde você foi?
Eu estou ficando velho
E preciso de alguma coisa para confiar

Então me fala quando você vai me deixar entrar
Eu estou ficando cansado
E preciso de algum lugar para começar
Eu dei de encontro com uma árvore caida

Eu senti os galhos dela olhando para mim
Esse é o lugar que nós costumávamos amar?

Esse é o lugar com que eu tenho sonhado?

(Somewhere only we know - Keane).

Capítulo 17 - Um lugar que apenas nós conhecemos


Seu corpo desceu com uma rapidez agonizante,mesmo se apoiando e indo devagar no começo,era muito inclinada a tal descida.O que contribuía para formar um escorrega extremamente eficiente.

Assim que sentiu estar começando a chegar na saída ,apoiou as mãos nas paredes frias ,para aparar a possível queda.

Usando toda sua força ,sentiu as palmas queimarem contra as pedrinhas pontiagudas com tamanho velocidade que pareciam pequeninas facas a cortando.

Mas ,isso somodo com a ajuda de seus pés,conseguiu refrear uma possível queda .

Assim que parou,apontou a lanterna(que possuía uma cordinha e estava durante a descida amarrada a seu pescoço). Tudo o que podia avistar era uma espécie de caverna, grande ,escura e bastante úmida.

Ao apontar a lanterna para mais baixo pôde ver a mochila,se erguendo rapidamente ,levantou um pouco a luz e lá estava o corpo desacordado de Miguel.

-Ah,meu Deus..-ela se aproxima dele,se abaixando e examinando-o com os olhos parecia ter batido a cabeça ,um ponto, perto da linha de divisa da testa com o couro cabeludo ,estava com uma quantidade considerável de sangue.

Aquela visão nauseante de sangue fez sua cabeça girar por um momento.

-Pelo amor de Deus,ai embaixo!um problema de cada vez ,né?! enjôo agora não..-fala sussurrante de cabeça baixa e tentando respirar normalmente.

Alguns segundos de olhos fechados e magicamente quando abriu novamente,o mal estar havia passado .

-Muito bem..-disse quase sorrindo e soltando o ar preso.

Começou a pegar os objetos de primeiros socorros da mochila o mais rápido que podia.

Conversar com o bebê havia se tornado seu novo hábito.Embora ainda não se mexesse ,ela sabia que ele estava ali e crescendo rápido também..tanto é que agora sua barriga quase despontava..havia marcado uma médica para começar o pré-natal.Mas, coincidentemente ,era para o dia seguinte e com toda certeza ela não conseguiria ir.No momento tinha problemas bem mais urgentes na verdade...

Pôs devagar , a cabeça de Miguel,ainda desacordado(ela havia tentado acordar várias vezes,mas sem sucesso.Ele gemia algo e abria um pouco os olhos  mas depois voltava a adormecer).

Com o kit do lado ea lanterna em cima da bolsa.De modo que lançava-os um pouco de luz.Ela começou a limpar o ferimento dele.

Primeiramente usando uma gaze para fazê-lo.Depois de mais limpo,percebu com alívio que era algo superficial.

Tentou durante todo o tempo que fazia o curativo chamar a atenção dele.Mesmo que não respondesse,ela continuava a falar com ele.Assim como fazia com o filho.

-Olhe,Miguel,agora eu vou ter que jogar um pouquinho de álcool pra limpar ,tudo bem? é bem rápido..-ela diz.Logo em seguida,jogando um pouco do líquido  na testa do rapaz.

Não da outra.Ele geme um pouco de dor e resmunga, ainda de olhos fechados.Virando um pouco o rosto,deitando de lado no colo dela e segurando de mãos trêmulas no tecido do seu jeans, como se daquilo dependesse a sua vida.Aquilo cortou o coração da morena.

-Ok está acabando já...-diz colocando o esparadrapo  e avaliando... até que não estava mal.

Ele não se mexeu mais e a única coisa que se podia escutar era o som de sua respiração profunda.

Abrindo a mochila ,ela tirou uma espécie de saco de dormir para uma pessoa.. Lá no fundo estavam alguns alimentos embalados.

Afofando bem a mochila ,tirou com todo cuidado do mundo a cabeça dele do colo para a mesma e logo depois notou que ele estava mesmo com frio..colocou com certa dificuldade seu corpo dentro do saco de dormir e se levantou .

Com a lanterna, avaliou a caverna onde estavam,p parecia ampla..ao pôr a luz da mesma para cima,percebeu que haviam alguns pequeninos buracos,por onde certamente deviam se infiltrar a luz do sol durante o dia.

Andou um pouco,percebeu uma espécie de passagem por entre as rochas.

Não era tão estreito,com certeza ela passaria...iluminou o caminho .

Era bem longo pelo que parecia.Mas tinha esperança de que aquele podia ser o que os ajudaria a sair dali..

Ia dar um passo para conferir mais de perto,quando um sussurro não muito distante chamou sua atenção.Era seu nome sendo chamado..

-Olívia..-a voz de Miguel chamava por ela no escuro.

Voltando para onde ele estava,ela entrou juntamente com a luz da lanterna em seu campo de visão.

-Pensei que tinha me perdido de você..-fala ele,se sentando no saco de dormir e ela fazendo o mesmo do lado dele.

-Eu vim atrás de você..-ela fala.

Ele a olha surpreso.

-Esperai...eu caí do...espera aí! você caiu daquilo também?! você ficou doida?-ele pergunta preocupado.-mas ela não pode deixar de rir do seu exagero.

-Não,não caí exatamente.Mas você sim e ganhou um bela lembrança ..-disse apontando para a testa dele.Que passa a mão surpreso e se dá conta do machucado.

Ele sorri um pouco.

-Parece que eu sou a mocinha indefesa aqui  não é?-os dois riem.

-Talvez sim...-ela fala ainda rindo um pouco.

-E esse lugar aqui...quer dizer,você conseguiu ver alguma coisa?-pergunta ele.

-Não muito,parece que tem uma espécie de saída ou algo do tipo ali..mas a lanterna é pouco para nós ajudar..-fala apontando o ponto ao fundo da caverna onde havia encontrado a tal passagem.

-Então acho que vamos ter que esperar clarear... você está com o seu celular?quem sabe conseguimos alguma coisa..-ele fala.

Ela pega o aparelho ,mas bufa ao perceber que está descarregado.

-Que ótimo!e o seu?-pergunta,o olhando esperançosa.

Ele apenas tira do bolso traseiro algo que deveria lembrar um aparelho de celular.Colocando na mão dela ,com expressão de pesar.

-Nossa senhora!-ela fala ,virando o objeto em mãos,a tela estava esbagaçada e o resto oi rachado ou faltando parte.

-Sorte minha que não explodiu ..-falou ele.

-Realmente.. além da cicatriz na cabeça ia perder parte da bunda!-ela ri sem se controlar e ele a acompanha .

Joga seu antigo celular num canto ,tentam estimular as horas que se passaram desde que saíram de casa.

 

-Acho que já deve ser umas sete agora..-ela fala , já faz um bom tempo que estão ali embaixo.

-Talvez oito...nove,quem vai saber...-ele diz.

Os dois estão deitados com a cabeça apoiad na mochila,vislumbram pelos diversos buracos no teto alto da caverna, as estrelas.Já haviam tentado de tudo.O buraco pelo qual haviam caído era muito íngreme e escorregadio,impossível de se subir por ele.

Até mesmo a ideia de atravessar a tal passagem com a lanterna  mesmo os assaltou.Mas pra sua sorte a mesma pifou pouco depois ..os deixando,novamente sem saída,se não esperar...

-É minha culpa,me desculpe Olívia..-ele fala ,com os dois braços por baixo da cabeça e olhar longe.

-Não foi culpa sua.. você não tinha como saber do buraco.-ela fala.

-Eu quero dizer de painho...se não fosse eu,ele não tinha se envolvido com tio Martim..-fala com voz baixa.

Ela ​o avalia por um segundo.Havia percebido  que desde o enterro do tio ,ele estava mais estranho mais calado e reservado...

-Isso é besteira sua,você não tem culpa nisso.Painho se envolveu por que quis,ele sabia o que podia acontecer...seu Santo dos Anjos é mais esperto e sagaz do que todos nós juntos,Miguel..-ela diz.

Ele ri,lembrando da teimosia de seu pai.

-Verdade.. ninguém supera ele.Eu só tenho medo de termos chegado tarde demais,sei lá... de não acharmos ele..-fala ele.

-Às vezes..por um segundo só,eu penso que ele pode não estar vivo..e isso dói muito.Mas aí eu lembro de como ele é forte e passa...ele está bem,a gente vai conseguir encontrar ele.-diz ela o olhando firme.

-Você me surpreende, com esse teu jeito forte,sabia?-ele fala e ela ri.

-Eu já tive tanto problema ,com o que eu pensava e com o que era de verdade...que decidi ter fé em alguma coisa,pra variar...-diz o olhando.

-Você tem razão,como sempre..-fala ele olhando o teto estrelado.Ela sorri feliz,era estranho,mas era isso que sentia naquele momento.Estar assim,tão distante de tudo...parecia a fazer poder ficar distante também de seus problemas ...

 

Miguel abriu os olhos minimamente,começou a se espreguiçar,mas parou automaticamente ,ao sentir um corpo pequeno quase todo por cima do seu...

Olhou​ ainda sonolento, os cabelos de Olívia espalhados por seu baraço estendido.

Haviam​ se acomodado para dormir como podiam...o frio no lugar era devastador à noite ,por isso tiveram de dividir o saco de dormir.O que no final veio a calhar,já que era confortável e com os dois corpos nele o calor poderia circular..

Tento​u em vão,levanrar-se sem acorda-la.Mas assim que começou a se mexer,os olhos dela também começaram a se abrir cansados e ela o fitou,meio constrangida.Não poderia deixar de ser meio constrangedor...a última vez que dormiram assim,foi a quase três meses e bem...eles meio que não dormiram realmente.

Uma vez​ acordados ,eles foram rápidos,o sol se infiltrava pelos buracos e agora a caverna era clara  e podia-se ver nitidamente a tal passagem.

Comeram​ rapidamente ,guardaram tudo e saíram.

Depois de passar pela fenda irregular els se enconrram em um corredo de pedra,úmido e longo.

-Tomara que leve a alguma saida..-ela fala.

Ele ​concorda a olhando rapidamente.Uma de suas mãos estava meio estendida para frente,ela a está flexionando.Por um segundo teve a impressão de ver sangue nela.

 

Parou de caminhar e puxou a mão dela com cuidado.

-O que foi isso,aqui?-perguntou surpreso.A palma da mão dela estava arranhada,com marcas grandes e avermelhadas,fora um pouquinho de sangue seco.Puxou a outra,que não estava em melhor estado.

A olhou preocupado,Que mais machucados ela estava escondendo dele?

-Eu não me lembrei...quer dizer,senti rasgar na hora da descida.Mas nem prestei mais atenção,se estava doendo ou não.-pequena mentira.Na verdade ,acordou por causa das mãos que ardiam feito brasa, mais de uma vez, durante a madrugada.

 

-É melhor limpar isso..-ele diz,já puxando a bolsa das costas.

.-Não precisa gastar álcool comigo..-ela fala.

Em vão,pois o mesmo já está com este em mãos e a olha resignado.Do tipo"ou limpa por bem ou vai ser por mal.."

Ela acaba estendendo as duas a ele.Que com cuidado, derrama um pouco em cada uma.

-Ai!-ela geme ,deixando um olho lacrimejar.Mas que porcaria para arder!

-Vai ficar tudo bem...-ele passa um lenço mão dela.

-Você é teimoso mesmo.-fala recolhendo suas mãos e continuando a caminhar com ele.Que solta uma risada irônica a ela.

-Eu?imagine tu,hein neguinha..-ele diz,ela mostra a língua rapidamente,embora também risse um pouco.

Andam mais um pouco,quando já faz cerca de uma hora que o fazem ,chegam a uma grande abertura.

Ao adentrarem-na cautelosos,ficam maravilhados.É um recinto baixo e apertado,praticamente tomado por uma espécie de piscina natural.

-Sem saída..-ele fala decepcionado.

-Pois é...-Olívia fala chegando perto da beira da água,por puro azar,acaba pisando em uma parte rachada e essa se parte com seu peso.

Fazendo-a cair  com tudo na ampla piscina.

-Olivia!-ele se assusta.

-Tudo bem...foi só um susto.-fala ela cuspindo água.

-Ainda bem..espere aí.. tá vendo aquela claridão,ali?-ele aponta para algo perto da perna dela.

Que afirma.

-Pode ser uma saída...-fala,não se admiraria se realmente fosse.

-Vou checar.. já volto.-diz ela,mergulhando novamente.

Foi quase um minuto, para que ela voltasse puxando o ar  com força.

-E ai?-pergunta ele.

-Tem uma saída aqui sim..deve desembocar em algum lugar.Nadariamos alguns segundos até a superfície,no caso -ela fala.

-Tudo bem...-fala ele,jogando os tênis ,que já tinha tirado, na mochila e entrando na água ao lado dela.

Eles se olham por um segundo.

-Juntos?-pergunta ele estendendo uma mão.

-Juntos..-ela diz prendendo-a sua a dele.

Os dois se viram,respirando fundo e submergindo na água cristalina.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Oq acharam????comentemmmm,favoritemmmm
Pf ,peço q deixem opiniões nos comentários ,meus amoresssss
Até mais!!
Bjs😍😘😘😘


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