História Morte Súbita - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Competição, Fantasia, Feiticeiros, Magia, Vampiros
Visualizações 5
Palavras 1.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura meus anjos 🌼

Capítulo 1 - I - Uma Festa de Arrepiar


Fanfic / Fanfiction Morte Súbita - Capítulo 1 - I - Uma Festa de Arrepiar

"Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?"

***

15 de junho de 2016

23:00/11:00 p.m.

Olhei para frente e fixei meu olhar em algum ponto em que não me lembrava. Era o que eu mais costumava fazer em lugares da quem tipo, agitados, horas sentada no balcão e horas na pista de dança.

Já percebeu que tudo é sempre muito injusto? O fato de que nada é justo no mundo em que vivemos? Não adianta tentar brigar ou fazer birra por isso, é assim que quiseram, então é assim que vai ser. Já eu... Bem... Por algumas pessoas sempre fui vista como a garota perfeita. Tirava boas notas... Na verdade, era só isso mesmo.

Costumam falar que sou apenas mais uma desses tipos de garotas rebeldes que querem chamar a atenção. Arrogante, grosseira e insensível. Não tem o porquê de eu me defender disso, só se defende quem se sente atingido, e eu, apesar de ser atingida, não demonstrei isso nunca.

Mas não é desse jeito que as coisas funcionam, lembre-se que existe uma sociedade, e toda sociedade tem uma hierarquia, e nessa hierarquia se você não for rico nunca vai chegar ao topo. Em uma escala de um a oito. Sabe quem esta em primeiro? As pessoas mais ricas e nojentas que você conhece, aquelas patricinhas que andam de nariz empinado, aqueles meninos que sempre estão no time de futebol ou basquete da escola.

Continuando nessa linha de raciocínio... Do primeiro lugar no ranking vamos para o ultimo, e quem são esses? Eu? Você? Aqueles nerds que usavam óculos e roupas que pareciam que foram compradas pela avó deles. Acho que em ultimo no ranking seria... Bem acho que ninguém realmente parou para pensar nessa questão...

Quando acordei de meus pensamentos vi novamente onde eu me encontrava. Nicollas - meu irmão - balançava sua mão na frente de meu rosto estalando os dedos. Uma simples festa, que para outras pessoas nunca teria algo de simples. Típicas festas de adolescentes em que todos vão para embebedar-se e esquecer suas vidas vazias comandadas pela economia de consumo.

Isso não tem problema, não tem problema algum. O problema são os tipos de pessoas que acham que podem se meter na vida dos outros.

- O que foi? - perguntei impaciente.

Essa é a nada famosa eu, que realmente não liga pra nada - ou pelo menos tentava não ligar. A música alta incomodava meus ouvidos, eu já estava com a ressaca da noite anterior, e ainda por cima, decidi ir a esse lugar.

Finalmente Nicollas parou com sua tentativa falha de chamar a minha atenção, ele sabia o porquê eu não queria estar aqui, ou melhor, sabia o porquê eu não queria que ele estivesse. Ele me persegue, tenta se fazer de politicamente certo e sempre quis ser aquele irmão que tinha uma ótima relação com a irmã, que a defendia, mas isso nunca deu certo desde quando ele estava no sexto ano do fundamental, no momento em que uma garotinha do segundo ano do primário o livrou de levar uma surra na escola. Sempre fui eu quem o livrava das brigas da escola, a irmãzinha indefesa nunca foi indefesa o bastante para não saber se cuidar, tive um treinamento desde criança.

- Como você é arrogante - exclamou ele.

- Se for pra reclamar, reclama do lado de fora da casa, eu já não estou mais aguentando ouvir essa agitação toda e ainda vem você me encher o saco.

- Não vou te deixar sozinha. Porque se eu tirar os olhos de você, você some de vez e então só te encontrarei novamente amanhã quando estiver jogada na merda daquele sofá na casa de Nathalia, e sorte sua se ela não te encontrar de novo às quatro e meia da manhã.

Nathalia... Minha tia, meu irmão morou com ela, o marido e os dois filhos. Já eu, fui puxada pra lá no momento em que minha mãe descobriu onde eu estava e contou a Nicollas.

- Eu preciso sair daqui... - disse me levantando, eu queria sair daquele lugar, já estava ficando sufocada.

- Ei, ei, ei, aonde você pensa que vai? - disse Lúcifer. Rolei os olhos.

Fiquei observando a casa. Era pintada em tons pastéis, todos os móveis eram claros da cor bege, muitos já estavam cheirando a bebida alcoólica, assim como na maioria das festas em que irão ver.

Havia pessoas bêbadas jogados ao chão, na piscina e no jardim da casa. A casa ficava oito quadras da casa onde eu ficava, era de noite, madrugada, já tinha passado da uma da manhã havia tempo, logo os primeiros raios de sol começariam a invadir a escuridão e mandar a lua embora, assim como as estrelas.

Me levantei e fui diretamente para os fundos da casa, onde tinha menos gente e o barulho não chegava com tanta facilidade, me encostei a uma parede e me sentei no chão juntando minhas pernas ao corpo.

- Hey. - olhei para cima e vi Nathan - O que faz aqui sozinha?

- Preciso clarear as ideias, minha cabeça parece que vai explodir a qualquer segundo. - ele se sentou ao meu lado, colocou a mão em meus cabelos e deitou minha cabeça em seu peito.

- É sempre bom ter um pouco de ar fresco.

- Sim. - respondi.

- Quer um pouco? - disse ele colocando um copo cheio de vodka com abacaxi, senti o cheiro forte do álcool com a fruta misturados.

Peguei o copo de sua mão e dei um grande gole, a bebida desceu pela minha garganta rasgando, tossi um pouco depois do gole e Nathan riu. O olhei nos olhos, não era o primeiro copo que eu tomava na noite, o puxei pela gola da camisa e juntei nossos lábios e o mesmo se deixou levar. Coloquei uma de minhas mãos em seu cabelo e ele colocou a mão em meu queixo, deixei o copo ao meu lado. O calor aumentava a cada segundo. Nathan puxou minha cintura e me colocou em seu colo, apoiei meus joelhos na grama de cada lado do quadril dele e me sentei nele.

***


Não dancei a noite toda. Não bebi a ponto de vomitar. Não conheci uma nova pessoa. Não flertei com ninguém desconhecido. Mas apesar de tudo isso... Sim, eu dancei. Sim, eu bebi mais de meia garrafa de vodka. Sim, eu fiquei com alguém. Sim, eu flertei com alguém.


Não me lembro qual hora era, mas deveria ser quase três e meia da manhã do dia 16 de junho de 2016. Eu estava pela rua com Nathan, andando por um parque perto da casa de festas, era madrugada de uma quinta feira, o típico vento gelado da Inglaterra soprava e me deixava com frio apesar da calça e camiseta que eu usava, ele segurava a minha mão de forma carinhosa. O parque estava vazio por conta do horário, a lua ainda estava no auge do céu.


Meu celular vibrou no meu bolso traseiro do lado esquerdo do meu jeans, o número de Noah brilhava na tela, o que mostrava que estavam a minha procura. Desliguei o celular e quando me virei Nathan estava sentado em um banco e eu me sentei ao lado dele.


- Você está melhor? - perguntou ele.

Eu olhava pra frente, para uma das árvores que balançavam a medida que o vento soprava.

- Como? - não tinha entendido a pergunta.

- Sua cabeça. Você disse que estava com dor.

- Ah, sim. Na verdade, não, não melhorei. Ainda estou com a ressaca da festa da Jennifer.

Festas e mais festas, não é da mesma forma como todos esperam, sempre acontece algo a mais ou a menos.

- Desde ontem? Quer dizer, desde terça já que passou da meia noite. Falando nisso - disse ele pegando o celular - são exatamente cinco e cinquenta e seis da manhã.

- É, por isso não bebi muito hoje.

- Você não tem prova semana que vem?

- Tenho. Mas não me importo com a escola nesse mundo. Deveria ser melhor eu ter crescido em Waverly, assim como você.

- Não tem nada em crescer em Waverly, é como qualquer outro lugar. - confirmou ele.

- Não é não. Eu realmente queria ter vivido lá, queria que minha vida não tivesse pego esse caminho. Se James não tivesse... - eu nem conhecia terminar a frase.

- Ei, vem aqui - ele me abraçou e colou minha cabeça em seu peito - a culpa não foi dele.

- Não foi dele. Eu sei. Foi de Stellar, ela o convenceu a ir morar em Londres, e ele sabia que não podia, e o que ela faz depois? Larga ele menos de um ano depois.

- Katie, ele sabia o risco que corria.

- Eu sei Nathan, eu sei que ele sabia. Mas ele se arriscou por aquela vaca. - acabei gritando.

- Se acalma, você não podia fazer nada sobre isso. - tentou me tranquilizar Nathan.

- Eles não pensaram em mim. Aqueles monstros só pensaram neles. E quem acabou se fudendo fui eu.

- Eu sei bebê.

Eu nunca tinha entendido, na verdade, até hoje eu não entendo muito sobre isso. Ao longo do tempo o ser humano se tornou um monstro, com suas idelialidades e conceitos, ideias que são totalmente egoístas. Tentam transformar o mundo do jeito em que eles acham certo, sem pensar se esse tal jeito prejudica ou machuca outras pessoas.

O vento ainda soprava, meu celular que estava com o som desligado ainda vibrava em meu bolso. Meus amigos e meu irmão me procuravam, não sei se eles poderiam imaginar com quem eu estava.

De longe, no topo do telhado de uma casa, o primeiro raio de sol do dia aparecia, o céu ganhava uma cor a mais, o relógio em meu celular marcava exatamente seis horas em ponto.

Me levantei e puxei a mão de Nathan, começamos a andar pelo parque, ele passou o braço pelo meu pescoço e dali uma hora eu teria que estar na casa de minha tia me arrumando para as sete entrar na escola.
A escola nunca foi o paraíso de muita gente. Na maioria das vezes todos a chamavam de inferno, prisão, ou qualquer outro nome parecido. Não era e nunca será o lugar onde muitos querem estar, mas para a infelicidade de muitos, ou você aprende o que lhe ensinam, ou você será visto como incapaz pela sociedade. Isso nunca foi muito legal. E eu estava agora no final de meu último ano letivo antes de começar qualquer faculdade.

Faltava menos de três quarteirões para chegar na casa de Nathalia, por todo caminho que percorri com Nathan não tive um sinal de Lúcifer, Noah ou até mesmo Nicollas, e essa ideia me alegrava até o ponto de eu deitar minha cabeça naquela cama do meu quarto e só acordar daqui uma hora e meia, me arrumar, e encontrá-los novamente na segunda aula do dia.

Nathan me deixou na porta de casa, e eu com toda facilidade do mundo fui até os fundos da casa, passei pela piscina e cuidadosamente subi as paredes até chegar na janela de meu quarto, e para o meu completo desgosto no começo daquela manhã, Nicollas estava andando de um lado para o outro perto da porta do quarto, esperando que eu entrasse a qualquer momento. Quando ouviu meus sapatos passarem pela janela e aterrisarem no carpete fazendo um barulho olhou imediatamente em minha direção.


Notas Finais


O livro é original e também está disponível no Wattpad, obrigada por terem se interessado.

Eu sou a Kim, e meus leitores, são Kimmy's, love vocês.🌈❤


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