História Morto como eu - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - 3


Como em todas as manhãs, fomos para o café que já frequentávamos desde a minha morte, ou seja, uma semana atrás. Me sentei na mesa ao lado de Florence, Maxon e Rube se sentaram de frente para nós. A garçonete anotou nossos pedidos, ou seja, o mesmo de sempre. Ovos com bacon para Rube. Pão com queijo quente ou às vezes X-Burguer para Maxon, com batatas-frita acompanhando. Frutas para Florence. E cappuccino com panquecas para mim. Quando era por conta de Rube, aproveitávamos para comer bem.

- Hoje vocês terão trabalho dobrado.

Rube resmungou abrindo a agenda cheia de "horas marcadas para morrer". 

- Huf.

Maxon bufou.

- Ai meu Deus, o que foi isso no seu rosto?

Florence arregalou seus olhos já grandes e azuis vendo a situação do rosto de Maxon que havia pedido um gelo para a garçonete.

- Não foi nada.

Ele não estava em seu bom humor. Abanou a mão para Florence e abaixou a cabeça em direção à mesa. Tive vontade de rir mas levei a mão até minha boca para me segurar, apenas dando um risinho pelo nariz.

- E olha que quem paga seu café da manhã sou eu!

Maxon me ameaçou apontando um dedo para meu rosto enquanto eu parava de rir na hora.

- É o Rube.

Rebati com uma tentativa de continuar minha risada.

- Sou EU! – Maxon bateu a mão na mesa. – Fala para ela Rube, fala para ela que sou eu que pago o café dela. Fala!

Ele continuou implorando para que o homem atento à sua agenda, levante o olhar e o defenda.

- Aham é ele, de vez em quando.

Rube resmungou puxando um post-it sem prestar atenção na histeria de Maxon, que sorriu vencedor e balançou a cabeça de uma maneira estranha, como se fizesse uma dancinha, enquanto mostrava-se sendo o certo.

Kate entrou na lanchonete e jogou seu quepe em cima da mesa.

- Hoje meu dia começou bem! - Ela sorriu, realmente contente (algo raro em Kate), olhando para Maxon que fez uma careta. - Mas é verdade, foi divertido ferrar com a vida daqueles caras por alguns instantes.

 

Antes que a comida chegasse o sininho da porta balançou rapidamente e passos agitados se aproximaram da mesa. Antes que eu olhasse para trás para ver quem vinha, punhos fechados bateram violentamente em nossa mesa. Dei um pulo na cadeira. 

- Que isso, gente?!

Florence colocou a mão no coração ao meu lado enquanto engolia os pedaços de morango em sua boca rapidamente. Olhei para cima para ver o rosto de quem havia feito aquilo, era Dean Winchester novamente. Olhei ao redor procurando o outro de cabelo um pouco mais cumprido, Sam, e ele estava sentado em uma mesa no canto da lanchonete. Ele me viu, abaixou a cabeça e levantou a mão acenando. Acenei de volta com a cabeça quando Dean começou a falar.

- Não foi nada legal o que fizeram com meu carro. - ele apontou para Kate primeiramente, e logo depois, voltou para Maxon. - E você, cara, apronta mais uma, e eu te mato!

- O que você quer aqui, Winchester?

Rube interrompeu seu showzinho, se levantando e fazendo Dean prestar atenção nele.

- O que eu quero? Primeiro, eu queria meu carro. E segundo...nós precisamos...

Dean gaguejou.

- Ajuda?

Rube perguntou.

- É, mais ou menos.

- Mais ou menos? Ou você precisa de ajuda ou você não precisa.

Rube rebateu.

- Tá, ok. Nós precisamos!

Dean respondeu parecendo contrariado e realmente irritado por estar pedindo por ajuda, talvez isso fosse um ato ou uma palavra que ferisse seu ego elevado. Rube se sentou quando a garçonete chegou trazendo os pratos. Ele pegou seu bacon e começou a mastigar ainda olhando torto para Dean.

- Cai fora.

Comecei a mexer no chantilly sobre minhas panquecas.

- Que? Como assim "Cai fora"?

Dean parecia indignado.

- Dean, presta atenção. Eu conheço seu tipo, conheço os Winchester de longa data, então, nem tente! Somos ceifadores e não caçadores de demônios. Agora me deixe comer, vai. Cai fora.

Ele abanou a mão para que Dean saísse, enquanto o garoto continuava boquiaberto olhando para ele. Dean levantou as mãos e as deixou cair.

- Ta, ta bom.

Ele resmungou e saiu bufando até a mesa que Sam estava. Ele se jogou no assento e discutiu algo com Sam que não dava muita bola, apenas passando a mão pelos cabelos um pouco longos. Rube começava a entregar as etiquetas em post-its amarelos com nossas "vítimas" do dia. Eu recebi dois papéis.

- Dois?

Perguntei com medo, sendo que seriam minhas segunda e terceira almas ceifadas, a primeira não foi nada fácil. Uma criança, uma garotinha do jardim de infância que morreria em um acidente de trem, mas que eu não deixei. Rube me mandou tirar sua alma. Eu aprendi aquele dia que todas as almas possuem sua hora certa, ela expira naquele momento, e se não a tirarmos, ela apodrece no corpo da pessoa e "não é nada bom", como diz Rube. Não sei o que acontece com as pessoas quando uma alma apodrece em seu corpo, ele não quis estender tal conversa.

- Eu disse que o trabalho seria dobrado. E você vai com eles.

Rube apontou com a caneta para a mesa de Dean e Sam.

- M-mas você não disse que era para ficarmos longe deles?

Gaguejei. Eu não queria ir. De maneira alguma.

- Eu sei o que disse, ok?! Mas eu quero ver até onde eles vão, e porque estão aqui.

Meu chefe respondeu sem me dar muita bola.

- Então por que não pergunta?

Falei mostrando o óbvio e fazendo Rube fixar os olhos em mim, desviando-os de sua importantíssima agenda. Cerrou os punhos e forçou um sorriso, enquanto calmamente e assustadoramente, dizia:

- Por quê? Porque eles são caçadores de demônios. Nunca trabalham com ceifadores, apenas os matam. E para estarem aqui, é porque é alguma coisa séria. Então, ou querem nos matar, ou descobrir algo, ou vão aprontar alguma.

- E eu preciso ir junto?

Ele não olhava para mim enquanto falava, apenas entregava os papéis para os outros.

- Normalmente eu mandaria o Maxon, mas com esse estado... - ele apontou para o olho de Maxon que estava sério, Kate riu. - Então, vai ir você porque é a que tem menos trabalho por hoje. Então vai.

Ele abanou a mão para que eu me levantasse e fosse até a mesa deles.

- E se eles quiserem nos matar?

Inclinei-me sobre a mesa, em direção à Rube, para sussurrar. Ele simplesmente deu de ombros.

- E se eles quiserem nos matar?

Perguntei mais uma vez. Ele deixou as mãos caírem ao lado da agenda, olhou para mim, forçou seu sorriso falso mais uma vez, e sussurrou:

- Vai!

Bufei pegando meus papéis e me levantei caminhando para a mesa deles. Sam e Dean olharam para mim ao mesmo tempo. Fiquei calada por um tempo enquanto eles olhavam de volta com as sobrancelhas levantadas.

- Rube me mandou aqui.

Resmunguei entre os dentes.

- Que?

Dean perguntou.

- Vocês queriam ajuda não era?

Falei alto o bastante para que eles ouvissem dessa vez.

- Queríamos, mas era de alguém mais experiente.

Dean sorriu falsamente.

- Eu sou a única coisa que vocês vão conseguir tirar do Rube depois de ter espancado um ceifador dele, então é pegar ou largar.

Dei de ombros enquanto Dean revirava os olhos verdes e olhava para o outro lado da lanchonete. 

- Senta ai.

Sam me deu espaço para que sentasse do lado dele. Coloquei meus braços sobre a mesa me curvando para frente.

- O que querem?



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