História Mortus - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Casal, Criança, Drama, Guerra Mundial Z, Horror, Romance, Sexualidade, Terror, The Walking Dead, Visibilidade Trans, Yaoi, Yuri, Zumbi, Zumbie, Zumbies, Zumbis
Visualizações 5
Palavras 2.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá! Sou eu, JaniMary, autora ilustre de Mortus.
Devido pequenos problemas a Fanfic ficou parada por mais de um mês.
Peço desculpas a todos meu leitores, desejo uma boa leitura!

Capítulo 6 - Pai


Fanfic / Fanfiction Mortus - Capítulo 6 - Pai

Mavanna com jeito e palavras tinha como avisar à todos que Senhorita Guns podia se tornar um incômodo evidente. Uma paixão tão rápida e avassaladora por Leonardo era algo novo, surpreendente e engraçado em certas proporções. Mavanna não tinha paciência o suficiente para lidar com tamanha loucura, certa que gostava de Leonardo e Guns enlouqueceria ao saber disso, preferia ficar com um pé atrás com sua situação e com aquela mulher. Preferiu ser, em termos, “cautelosa”.

 

- Acho melhor irem para o quarto de vocês. - Sorriu levemente para ambos.

- Certeza? - Leonardo encara-a.

- Se tu quiseres ficar… - Sorri de canto à ele.

- Esqueceram de mim. - Piérre emburrado escorando-se na janela do quarto suspira.

- Quem? Nem ao menos a gente cogitou em te deixar sozinho. - Leonardo ri.

- Como você é engraçado, cara, parabéns. Já tem diploma da graça, só falta fazer pós graduação. - Piérre sério.

- Ah, depois reclama de mim. - Leonardo revira os olhos.

- Tchau, Piérre. Tchau, Leonardo. - Mavanna olha para a porta.

- Aaaaah! Olha o que você faz! Cabeção! - Leonardo emburra. - Vem logo me ajudar.

- Não ajudo só pelo desaforo, se sou ruim pra você então agora vou ser pior. - Piérre ri.

- Vem logo se não te enfio aquelas muletas que tem lá no quarto no seu… - Leonardo bravo tenta se levantar sozinho.

- Ta legal, to indo. - Piérre vai ajudar rindo.

 

Os dois vão embora do quarto de Mavanna e no quarto de Leonardo e Piérre o que mais ecoa são gritos de brigas e discussão.

 

- Ora veja, agora a culpa é minha por ela não ligar pra você? - Piérre sério.

- Não é isso! Aquela Guns… Porque ela resolveu infernizar justamente a gente?

- Sei lá, cara. Vai ver é coisa de mulher. Não simpatizou com a gente, gostou de você e agora tu és novo sonho de consumo de Guns. Hehe… Na verdade, cara… Em que enrascada a gente se meteu. - Piérre coçou a cabeça confuso.

- Essa vaca coletou sangue de você também não é? - Leonardo olha fixamente para Piérre.

- Ah… Não foi ela, mas sim coletaram. - Piérre fica sério.

- É alguma jogada, cara. Não é eu, nem a gente, são eles… - Leonardo fica sério.

- Como? - Sério, Piérre fica estático.

- Primeira coisa, alguém nessa situação vai querer a cura, pra achar é necessário amostras. Segunda coisa, ou é a cura ou é algum tratamento. Não há outras saídas que façam sentido de verdade, sangue, agora, só seria utilizado para isso. - Leonardo leva seu olhar até Piérre devagar e fala friamente.

- Acha que ela tem interesse em você por algo “especial”? - Assustado.

- Sim, sou compatível com alguém doente ou meu sangue tem algo interessante. Paixão, num momento desses com uma mulher dessas, pra ela seria burrice. - Sério.

- Precisamos ir embora. Eles vem toda manhã e noite pelo o que percebi nessa sua explicação, talvez não seja só coleta de sangue, vão usar a gente como cobaia para acoplar o vírus. - Sério para Leonardo.

 

Não há graça, pelo menos para aqueles dois, em ser boneco de experiências ou poço de coletagem.

 

Noite.

 

No meio da muvuca do hospital, aos poucos o silêncio tomava conta, devagar soava o vento. Não havia ninguém, exceto uma luz, que brilhava de uma última porta daquele mesmo corredor onde havia o setor de crianças e adultos. Porta que ninguém vê se abrir de dia e ninguém costumava entrar de noite. O elevador daquele local resolveu funcionar, subia para aquele andar, uma enfermeira ruiva entrando dentro daquela sala que emanava luz.

 

- Papai…

 

Sussurros ecoavam naquela sala, só havia uma única lâmpada e um grande vaso. O vaso, tinha algo como líquido, talvez cheio de água com um corpo masculino, velho, machucado e morto dentro. Com sua mão no vidro gelado, observava em silêncio. No fundo, ecoava além de seu suspirar, um salto alto que com elegância caminhava até a enfermeira.

 

- O que fazes aqui, Lathifa? - Senhorita Guns encara-a.

- O mesmo que você, Kathelen.

- Veio ver o papai, sua ingrata… - Riu.

 

Naquela conversa, houve então uma descoberta, havia uma segunda herdeira, Latifha Guns. Era tudo muito confuso e não ecoava tanta coisa.

Em outro lugar, mais precisamente nos corredores próximo da sala, havia Piérre procurando Charlote, sem rumo. Vendo a luz que emitia da porta, se aproximou e parou em frente, derepente ela abriu e bateu com força em seu rosto.

 

- Ah! Me desculpe! - Latifha segura Piérre.

- … Tudo bem. - Sem gostar do murro grátis, Piérre apenas sorri.

- Por que… Está aqui?

- Procuro uma amiga, uma criança, a Charlote. - Piérre coça a cabeça colocando a mão nos bolsos. - Hehe, sabe como é…

- Não, não sei. Não ando atrás de pirralhos.

- Que gênio forte. - Piérre ri baixinho olhando pro chão e olha para ela novamente com um sorriso no rosto. - Mas sabe me dizer pelo menos onde enfiam essas crianças?

- Geralmente, naquela porta. - Latifha aponta para a porta mais em frente.

- Valeu, foi bom te conhecer...

- Latifha. - Latifha sai andando, estressada.

 

A incômoda ironia de Piérre ecoava nos ouvidos de Latifha que então se apressou ao descer as escadas daquele andar, sumindo da vista dele entre os corredores. Apenas com o silêncio como companheiro, Piérre se obriga a seguir em frente.

 

- Seria ótimo você e eu conversar mais tempo, dona “Latifha”. - Sussurrou para si com raiva. - Vejamos agora, eu preciso da Charlote.

 

Piérre, chegando perto do quarto onde se encontrava a garota, lê o que estava escrito num pedaço de madeira pendurado como aviso: Regeneração.

 

- Regeneração é pra Jacú! - Piérre tira as mãos dos bolsos rindo e abrindo a porta.

 

Camas, macas, colchões, berços e dentre outros lugares para dormir estavam espalhados por aquele quarto, organizados e com crianças e bebês deitados faltando todos os tipos de membros corporais necessários em um ser humano. Todas dormindo tranquilas, tudo estava limpo e nenhuma criança sangrando, todas tratadas.

 

- … Charlote… - Sussurrava andando pelos corredores entre os colchões procurando-a.

- Hum? - Um garoto adolescente dos colchões acorda.

- Vai dormir, garoto. - Piérre sussurra - Não é hora de pirralho estar acordado.

- Hum… Então por que tá acordando a gente?

- Ah! Isso é segredo. Agora vai, me diz, conhece uma pequena chamada Charlote?

- Talvez… Tem duas Charlote aqui, uma garotinha e uma moça.

- É a garotinha, ela está aonde? - Piérre puxa de seu bolso um doce. - Toma, pode comer.

- Obrigada… A garotinha dorme naquela cama ali. - Garoto aponta para a cama do canto da parede do quarto.

- Ah! É ela. Obrigada. - Piérre anda até Charlote, pegando-a da cama e saindo do quarto aos poucos indo em direção do quarto de Leonardo.

 

Madrugada

 

Reunidos no quarto de Mavanna, resolveram fazer a contagem para ver se havia todos do grupo, longe de qualquer pessoa para que ninguém escutasse.

 

- Charlote, Leonardo, Mavanna, Piérre… - Mencionou Mavanna.

- Todos. - Exclamou com seriedade Piérre.

- Ótimo, Leonardo leva Charlote dessa vez, não leve a mal Piérre, é mais por questão de segurança.

- Oi?

- Oi, tudo bom? Qual parte não entendeu?

- Questão de segurança? Quantas vezes terei que explicar que isso não é culpa minha, Mavanna?

- Calma aí, cara. - Leonardo pegou Charlote no colo indo em direção da porta do quarto. - Realmente não foi e nem foi questão de querer te irritar, ela só quer que tu vá na frente com a arma pra nos defender.

 

Piérre olhou fixamente para Mavanna respirando fundo em seguida indo para a porta.

 

- Desculpe, eu sei que de fato tenho uma dívida com Charlote. Farei de tudo o meu melhor. - Sorriu. - Mas que arma?

- Essa. - Uma voz feminina emergiu na porta de repente.

 

Era Latifha vestida de modo casual, preparada para ir embora com eles acompanhada de sua amiga Garden que estava cheia de mochilas, abarrotadas de alimentos e produtos de higiene pessoal, armas e munição.

 

- Latifha? - Piérre pega a Glock G25 das mãos dela.

- Espero que nao se importem, Mavanna disse que eu podia ir embora com vocês. Essa é a minha amiga, Garden.

- Ah, saquei, flores e esses lances, está explicado o cabelo verde. - Piérre movimenta-se como um hipster na frente de Garden indo na frente pelo corredor enquanto todos o acompanhava, Leonardo estava tenso então não se pronunciava.

- Na verdade, foi minha mãe que escolheu, eu só… - Tímida. - Gosto de verde.

- Ah, foi mal. - Piérre coça a cabeça e sorri enquanto caminha normalmente.

- Silêncio todos, me sigam. - Latifha toma a frente de Piérre.

 

Latifha os guia até a escadaria central do prédio, todos descem até o penúltimo andar, no meio das escadas do último andar tinha camas, cadeiras e mesas trancando a passagem.

 

- Crianças tem que ficar no colo, Piérre vai na frente, Garden e Mavanna levam duas mochilas e eu vou atrás de Piérre com a minha arma. O último andar está repleto de mortos…

- Beleza, mas que arma? - Piérre ri, bate com a Glock na testa fazendo sinal de L (lesada) para Latifha.

- Essa. - Latifha puxa um ‘’cabo de madeira rosa’’ amostra de sua mochila, era uma Carabina Colt M4A1, com um pequeno detalhe, sua cor era totalmente rosa.

- Ca...ra...ca… - Piérre fica boquiaberto. - Você por acaso trabalhou para S.W.A.T.?

- Sou apenas uma apaixonada por armas com hobbie de atiradora… - Sorri. - Isso é um presente de um amigo. Vamos.

 

Armas carregadas, miradas e todos preparados, passam por cima das coisas que trancavam a passagem, descendo todas as escadas chegam até a área de entrada do hospital. Havia aberturas enormes sem vidros, o prédio tinha algumas janelas trancadas com pedaço de madeira e a porta central também, corpos mortos estavam jogados dentre os cacos de vidros. Devagar e atenciosos, movimentavam-se pelo salão do hospital até uma janela que estava completamente quebrada.

 

- O primeiro a passar é o Leonardo com Charlote, depois Piérre, Mavanna e Garden, eu sou a última. - Sussurrou.

- Certo. - Leonardo segurou firme Charlote.

 

Garden amarra em seu braço um pano, retira os cacos de vidros para todos passar, em seguida joga o pano fora.

 

- Rápido. - Piérre avista vindo de um dos corredores uma horda de mortos, caminhando em movimento normal. - E muito.

 

Piérre começa a atirar contra os mortos enquanto Leonardo passa com Charlote, logo após, desobedecendo a ordem, Mavanna e Garden, ficando somente ele com Latifha para trás.

 

- Corram! Vá até o portão principal! Ele está aberto, Garden! - Latifha berra para os outros enquanto atira sem dó nos mortos, sem errar nenhum alvo. - Corre, Piérre!

- Tá maluca? Nunca que eu vou abandonar você! - Berrava enquanto era empurrado janela a fora.

- Para de frescura e vá! - Latifha chuta a bunda de Piérre o jogando para fora.

- Merda… - Piérre levanta-se do tombo, pega a arma e sai correndo olhando para trás.

- Nao olhe! Só vá! Eu os alcanço! - Latifha vira novamente para os mortos (eram cerca de trinta) e atira constantemente.

 

Enquanto isso…

 

Leonardo com Charlote, Mavanna e Garden passam os portões. Correm um pouco, ficam cerca de 10 metros do portão esperando Piérre e Latifha.

 

- Meu amigo… - Charlote se debate do colo de Leonardo para ser solta, em sua mão tinha um pirulito grande e colorido.

- Minha flor… Piérre ficará bem. - Mavanna passa a mão sobre a face umedecida de choro de Charlote.

 

Berros de Piérre sao escutados.

 

- Esse Piérre realmente tem problemas. - Leonardo bota a mão no rosto rindo.

 

Piérre chega até eles sem ar, respiração ofegante e com a mão carregando a arma. Sorri para Charlote e olha com um olhar triste para Garden.

 

- Ela… - Garden suspira.

 

No mesmo instante, uma parte do prédio explode. A explosão ocorreu no lado de ofício dos médicos, enfermeiros, inclusive onde irmã de Latifha dormia. Em seguida, um ônibus escolar sai a cerca de 20km por hora pelo mesmo portão que eles, repleto de idosos, adultos e crianças. Quem o dirigia era a própria, Latifha.

 

- Conseguiu. - Sorri em seguida.

- Essa mulher é incrível, cara, preciso me casar. - Piérre sorri olhando o ônibus estacionar.

 



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