História Mostre-me os motivos de estar vivo - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Sonumber

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Chanbaek, Exo, Kaisoo, Romance, Yaoi
Exibições 122
Palavras 2.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


desculpem a demora , o capítulo estava pronto desde o dia 23 só que eu enviei a minha linda beta <3 a 2 dias atras , desculpem ;-;

Capítulo 3 - Capítulo 3 - esperança-


BaekHyun


 Completou-se mais ou menos um mês de fisioterapia com Park Chanyeol, esse que se mostrou alguém muito amável, sempre fazendo meu tratamento com sorrisos e brincadeiras e tornando o ambiente o mais agradável possível. Eu venho tendo meus resultados ao longo de tempo, já consigo direcionar minha cadeira sozinho sem ninguém para me empurrar, consigo me sentar em outros lugares fora da cadeira sozinho, entre outras pequenas vitórias que são os pequenos marcos da minha logo grande autonomia, seja ela na cadeira ou não, embora eu não pretenda focar na cadeira de rodas.

 Quero voltar a sentir minhas pernas, me agarrar à minha chance de recuperação, andar com meus próprios pés literalmente. Como mais uma sessão tinha acabado, eu me sentia revigorado. Às vezes Kyungsoo me perguntava se eu gostava mais das seções ou do meu fisioterapeuta.

 Eu já havia ligado para o meu pai vir me buscar, hoje. Ele falou que viria me buscar pessoalmente, já que seu filho tinha progredido tanto, porém mais uma vez ele estava atrasado.  Mas dessa vez muito atrasado mesmo, visto que a clínica já estava perto da hora de fechar e nem sinal dele. Já tinha lhe feito ligações e mandado torpedos e nada.

 Às vezes eu fico um pouco triste por que, poxa! Ele é meu pai! Não devia me trocar por reuniões de trabalho, mas de certa forma eu já me acostumei com esse fato, não é tão ruim assim. 
- Um dedal pelos seus pensamentos. -Escutei a voz de Chanyeol me tirar do transe em que me encontrava. -É Peter Pan, nunca ouviu essa frase? É um marco desse clássico infantil! - Com o passar das sessões de fisioterapia eu acabei descobrindo que Chanyeol tem um grande amor por contos clássicos infantis.

-Você é um bebezão Chanyeol, decorando essas frases dos filmes. -Falei, com um tom leve, afinal, nesse pouco tempo já tínhamos firmado uma boa amizade. Às vezes me assusto em ver como o assunto surge e flui fácil entre a gente. 
- Vai dizer que que não gosta da Sininho? A fadinha pequena e ciumentamente protetora do Peter, sua quedinha. Aliás, se você pintasse seu cabelo de louro eu poderia te chamar de sininho... - Ele me deu uma piscadela marota e ambos demos uma gargalhada, mas não pude deixar de corar um pouco 
-Então, o que está fazendo aqui ainda? Sua sessão terminou há mais de uma hora.
- Estou esperando meu pai. -Dei um pequeno suspiro. -Já está saindo? -Eu lhe perguntei. 
- Sim, mas eu ia fazer um lanche primeiro, você quer vir? -Ele me fez o convite de forma agradável, então eu aceitei de bom grado. Chanyeol não empurrou minha cadeira, eu mesmo fiz isso e cada vez mais eu sentia um pontinho de orgulho crescendo no meu peito.  Como um balão que enche cada vez mais a cada sopro que damos, e no meu caso, a cada pequeno ato de independência.
-Então você gosta de bolo? - Ele me perguntou com um leve sorriso, abrindo a porta que eu achava dar para uma copa, mas que na verdade era para uma cozinha. Não pude conter minha expressão de surpresa. 
- O que? Você achou que nós não lanchamos aqui? -Ele me perguntou, totalmente divertido com minha cara de bobo.

- Claro que vocês lancham, só não achava que vocês tinham uma cozinha tão grande assim! -Eu exclamei, extasiado. Eu sempre gostei de cozinhar, principalmente quando minha mãe era viva, e essa cozinha era realmente bem equipada, olhando de vista. -Nós vamos ficar aqui parados ou vamos fazer um bolo, senhor Park?

Eu sorria, mas de verdade. Não sei porquê, mas, por algum motivo, eu realmente estava feliz, e seguimos assim, com bom humor. Na hora de misturar os ingredientes ele pegou um pouco com seu dedo e o levou a boca, claro que na hora eu ralhei.

-Não faça isso, Chanyeol! Você colocou seu dedão sujo, agora a massa está cheia de seus vermes! -Eu bufei e ele pegou mais massa e colocou na ponta do meu nariz. Ambos rimos e o bolo logo ficou pronto, o tempo seguindo em silêncio.

Ele tirou o bolo do forno e colocou em cima da mesa para nós comermos. O silêncio continuou de modo agradável. Meu telefone tocou e apareceu no identificador de chamada o nome do meu pai, então eu dei um tchau para ele e segui para a saída. No entanto, fui parado por ele antes de chegar à porta.

 -Ei, espera.  Você não disse que o seu pai queria me conhecer? -Ele sorriu em minha direção. -Nos apresente.

 Chanyeol me acompanhou até a entrada e lá estava meu pai, com o terno cinza de trabalho, com certeza vindo de mais uma reunião do trabalho, como eu tinha pensado.

- Oi, pai. -O cumprimentei, um pouco cabisbaixo. -Esse é Park Chanyeol, o profissional que tem me ajudado na minha recuperação. -Ambos estenderam as mãos e apertaram. Meu pai com a face séria como sempre e Chanyeol com o típico sorriso Park Chanyeol. - É um prazer tratar seu filho, senhor Byun. É bom tê-lo aqui como paciente e como pessoa.- Ele olhou para mim na última parte e eu não pude deixar te dar um pequeno sorriso. Meu pai apenas sorriu e deu um pequeno aceno de cabeça.

-Tchau Chany. -Eu me despedi dele e ele de mim, colocando as mãos nos bolsos frontais do seu jaleco.

-Até a próxima sessão, Byunnie!

 Jongin  

 A aula já havia acabado e eu estava caminhando de volta para minha casa com meu amigo ao meu lado. Já fazia mais ou menos um mês desde que eu vi o baixinho que nunca tirava os óculos escuros. Havia um tempo em que eu observava, porém, por esses últimos dias eu ainda não o tinha visto outra vez.

 Ele sempre andava sozinho, ou com o amigo dele, que agora está na cadeira de rodas. Chanyeol, meu primo, me disse uns boatos de que foi um acidente de carro causado pelo próprio pai, mas não sou muito achegado ao garoto para pergunta-lo.

Eu realmente queria poder ver de novo o Kyungsoo, o menino de jeito difícil com os olhos sempre escondidos por trás das suas lentes escuras. Sempre o vejo na hora do intervalo ou na hora da saída, ele sempre anda logo à minha frente, como se ao término da aula ele já saísse direto, sem falar ou esperar ninguém. Eu o acompanho por trás até três ruas antes da minha casa, e então ele dobra a esquina e eu continuo direto.

 Eu queria o acompanhar de verdade, e não apenas andar passos atrás enquanto ele vai sozinho na frente. A solidão dele me intriga. Como pode ser uma pessoa ser tão solitária? A única pessoa que eu vejo se aproximar dele é seu amigo e mais ninguém.

 -Ei, seu bobão. O que está pensando? -Meu amigo fala, tirando-me dos meus pensamentos.

-Nada, só pensando sobre os devaneios da vida. -Eu falei e ele colocou o braço sobre meus ombros. -Você, pensando sobre “devaneios da vida”... -Ele fez aspas com os dedos. -Alguém acordou muito poético hoje, carinha. -Empurrei seu braço que estava em repouso sobre meus ombros e coloquei o meu sobre os dele, o que ficou um pouco engraçado, já que estávamos caminhando e ele é um pouco mais alto do que eu. Mas é coisa pouca, só uns 3 ou 4 centímetros.

 - Não me chame de “carinha”, Sehun. Eu sou mais velho que você, lembra? - Ele sorriu, o típico sorriso Oh Sehun de quem está zoando com a sua cara.

-E do que eu deveria lhe chamar? De hyung? -Ele brincou comigo e eu empurrei levemente seu corpo.

Seguimos o caminho rindo, tendo algumas conversas aleatórias. Quando passamos por um mini mercadinho, Sehun pediu para comprar alguns doces, e paramos lá. E lá eu o vi. Kyungsoo usava uma bermuda jeans escura e uma blusa listrada com grandes espaços brancos e uma linha azul fina cortando.

 Ele já estava saindo do caixa, então eu me afastei de Sehun, que estava pegando os doces na bancada, e me dirigi até ele. Mas não consegui fazer nada, ele se virou e ficou parado na minha frente, enquanto eu fiquei olhando para ele. Kyungsoo soltou um sorriso. Era pequeno e simples, mas era um sorriso.

 -Você sempre para e fica olhando para as pessoas assim? Senhor Kim Jongin?

- Não, só aqueles que me chamam atenção. -Eu falei, de forma provocante. Ele abriu e fechou a boca como um peixe e eu fiquei esperando uma resposta, mas o que veio foi apenas um leve corar nas bochechas. - Parece que você não é tão difícil assim. - Eu falei com a voz mais leve em um tom brincalhão, ganhando uma expressão irritada do senhor franzino.

-Você é um idiota, mesmo. -Kyungsoo se virou para sair do estabelecimento, me deixando para trás.

-Ei, espera! - Eu o chamei. Eu iria começar a falar novamente mais fui interrompido pela voz alegre de Sehun.
-Kyung! -Ele o chamou alegremente, e para a minha surpresa, Kyungsoo se virou sorrindo verdadeiramente. Eu me perguntei de onde ele conhecia o Sehun. Eles se abraçaram e eu não pude deixar de sentir uma pontada de inveja dele.
-Nossa Kyungsoo, como você cresceu! -Sehun brincou e o menor deu outro pequeno característico bufo seu e um leve empurrão em seu peito.
-Eu não sabia que você tinha voltado. Quando voltou? -O mais baixo perguntou. Eles estavam se abraçando, parecia que não se viam há anos e eu não poderia interromper esse momento, mesmo que quisesse.

-Eu voltei há mais ou menos um mês, Kyung. -Eles se separaram do abraço e Sehun bagunçou seu cabelo, olhando para mim logo depois, antes de perguntar com o rosto confuso. -De onde você conhece o Jongin, Kyung?

 Kyungsoo sorriu e eu não entendi porquê.

 -Ele é apenas aquele carinha idiota que eu falei para você. -Eu não sabia se ficava ofendido ou se deixava essa pequena faísca no meu peito florescer. Ele falou de mim, eu não pude deixar de segurar minha língua.

-De onde você conhece o Sehun? - Perguntei rápido e mais alto do que deveria, o que me rendeu olhares em minha direção.

-Você responde ou eu respondo? - Eles perguntaram um ao outro, e eu não pude deixar de perceber uma grande amizade entre eles.

-Eu falo, meu pequeno amiguinho. - Sehun respondeu, vindo até a mim e repousando novamente seus braços sobre meus ombros. - Lembra aquele verão em que meus pais me colocaram de castigo e me obrigaram a prestar serviços sociais?  Foi ali que eu conheci o Kyungsoo.

Terminamos de comprarmos o que queríamos e ao sairmos do estabelecimento, eu vi um cachorro claro que estava enrolado em sim mesmo correr para Kyungsoo. Ele latiu como se reconhecesse seu dono, o cachorro é um labrador de pelo claro e olhos castanhos, bastante peludo, mas ainda assim era bem notável a idade avançada do animal. Kyungsoo acariciou o animal e Sehun também .KyungSoo segurou sua coleira e direcionou a cabeça do animal doméstico para mim que imediatamente rosnou. Eu dei um passo para trás e tanto Sehun como Kyungsoo riram de mim.

 -Seus idiotas! - Rebati irritado. Fomos caminhando juntos, em silêncio, o que foi extremamente confortável. A casa de Sehun é a mais próximas e nós logo nos despedimos, só restando eu e o KyungSoo. Fiquei um pouco constrangido por causa disso. 
- Você não se lembra de mim, não é mesmo? -Ele perguntou, seu rosto virado na direção do meu corpo. 
- Como assim? – Eu perguntei, um pouco surpreso, afinal, ele me dá um certo 'que' de reconhecimento que eu não me lembro de onde. Kyungsoo apenas riu e virou a esquina para ir para sua casa. 
- Espera! -Eu o chamei. -Me deixa te acompanhar? - Ele apenas sorriu de lado.  
- Talvez um outro dia. 
- Ah, qual é...  Por que você é tão difícil? -Resmunguei. 
- Eu não sou tão difícil, Kim Jongin. Eu gosto de levar o Marley para passear no parque toda sexta à noite. 
- Marley? - Levantei uma das minhas sobrancelhas, olhando para o cachorro que girava, enrolando-se na própria coleira de forma distraída.
- Você nunca leu Marley e eu? É um clássico, deveria ler. -E assim ele se foi, mas não antes de soltar um “te vejo na sexta”, e eu não pude deixar de sorrir.


Notas Finais


Deem amor a minha fanfic <3


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