História Mostre, não diga. - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~TiaLyn

Postado
Categorias Foster The People
Personagens Personagens Originais
Exibições 9
Palavras 1.626
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Ficção, Musical (Songfic), Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


— Saudações terráqueos, aqui é a TiaLyn, que não sabe o que tá fazendo nessa porra, mas tamo aê. Isso inicialmente era só um trabalho de português, porém acabou se tornando uma coisa maior que devia ser mostrada ao mundo, porque é lindo! – disse com um brilho peculiar nos olhos.

— Saudações terráqueos, claramente é algo escrito inspirado na música do Foster The People, Pumped up Kicks, que também é inspirado no terrível Massacre de Columbine, e que também tem uma pontinha de Basketball Diaries, um filme com Leonardo DiCaprio, Mark Wahlberg, e várias porra aí. Agora chega de "falar", só leiam. – disse Sun com uma preguiça do caralho.


Boa leitura <33

Capítulo 1 - Tentar


O relógio de mesa não tocou naquela manhã, o que deixou o rapaz “nervoso”. Se levantou da cama e colocou um traje casual e seu calçado favorito.

Já havia começado o primeiro tempo, o que restava era não perder a segunda aula. Mas antes ele daria um jeito no velho relógio.

Ele sai de seu quarto e anda cuidadosamente pelo corredor principal do segundo andar, fingindo farejar sua caça – gostava de imaginar como seria na primeira vez que matasse. O som de sua bota de couro contra o assoalho de madeira transformava aquela simples casa na oitava rua no seu paraíso.

Enquanto os outros garotos gostavam das quentes líderes de torcida, não importa quanto tentasse, suas favoritas sempre seriam as de pele fria, com o corpo já sem vida. Aliás, Robert desde sempre foi uma criança cruel, e até os dias atuais ele costuma se gabar de seu poder persuasivo. Sua melhor memória da infância era a de quando ganhou um gatinho, ele o torturou por algum tempo, até que não pudesse aguentar. Vê na dor alheia um ponto final perfeito para tudo.

O pai dele já havia percebido seu desvio de conduta, apesar de ausente, ainda se importa com o filho, seu único erro foi ter julgado o diagnóstico, um diagnóstico maldoso e não tão grave assim.

Robert procurava uma chave de fenda no armário de ferramentas de seu pai, quando o que achou foi um revólver e uma escopeta de cano serrado, além de muita munição numa caixa de coisas engraçadas. Ele dá uma olhada no lugar e não conta seus planos.

O Homem Vazio está em sua cabeça dizendo o que fazer: “Machuque todas as outras crianças com sapatos caros”, “Você sabe o que é. Você é o melhor sociopata, e suas mãos são as mais ágeis”.

Agora brinca com a menor arma, passando de uma mão para outra. Mesmo com o dedo longe do gatilho a sensação já é ótima, e quando estiver atirando? Será espetacular. É como ter a vida e a morte na palma da mão. Talvez ele possa beber de seu tão sonhado cálice.

Papai trabalha o dia todo, vai chegar tarde em casa, “é, vai chegar tarde em casa”. O garoto já descobriu a surpresa do pai, o jantar especial daquela noite está na cozinha e embrulhado em gelo.

Robert andou de volta para seu quarto, e vestiu seu melhor sobretudo negro. Acendeu um novo cigarro e olhou-se no espelho dizendo:

— Seu cabelo está com tudo – ele está longe de suspeitas. – Você deve ter perdido o juízo – brincou imitando o pai.

Antes de sair, foi até o porão atrás de algumas correntes e cadeados, por sorte encontra rapidamente uma caixa cheia delas, colocou todas em sua mochila junto as armas, munição e um alicate caso precisasse.

Pegou a chave do carro e da casa, mas assim que colocou os pés para fora se deparou com uma intensa chuva da qual não tinha percebido, de alguma forma sentia que era como uma recompensa pela espera, “eu esperei por muito tempo”.

Colocou seu capuz e correu até o carro, em pouco tempo já estava em frente a escola. Durante o caminho o Homem Vazio dizia o quão sortudo ele era, que já tinha se dado bem nessa, Robert ria atoa, como se contassem uma piada sobre loucos.

Ele olha às horas antes de sair do carro, onze e dez, seu celular está fora de área, isso quer dizer que nem mesmo cortar os fios telefônicos ele precisaria.

Robert entra na escola pela porta dos fundos, não a ninguém por perto, é o momento para começar a tranca-la, ele sabe onde existe cada saída para o exterior do prédio, e não deixará nenhuma aberta.

 

     11h23min

 

Só resta uma porta, e é a da frente. Ele caminha com cautela até ela, avistou um casal de alunos andando até à sala de rádio, mal sabem eles que será a última vez que se divertem.

A única pessoa na diretoria é uma senhora de idade que nem se quer percebe a chegada do menino. Robert coloca a bolsa no chão, e tirando mais uma corrente e cadeado puxa assunto com ela.

— Vieram muitos alunos hoje? – ela parou de ler sua revista para fitar o garoto do outro lado do vidro.

— Ah, não. Provavelmente, uns quinze, chegou agora? Não te vi entrar... – as palavras se perderam quando viu Robert passando uma corrente grossa entre as barras da porta de entrada, e colocando um cadeado nela. – Ei, o que pensa que está fazendo? – levantou-se da cadeira para olhar melhor.

Robert respondeu com um tiro de escopeta que atravessou o vidro, atingindo o rosto da velha, ele abriu a porta da sala e olhou bem para o estrago que a pouco havia feito. Seu rosto estava desfigurado, no meio dele faziam-se bolhas de sangue que estouravam, e estouravam, ela ainda tentava respirar.

“Se ainda me ouve, um conselho, desista”.

Enquanto o jovem sentia o auge do seu poder, na sala de aula mais próxima, alguns alunos se perguntavam o que tinha feito esse bagulho, um ou outro pensou ser de um tiro, mas qual é a probabilidade disso?

 

11h27min

 

Robert atira em quem estiver no seu campo de visão, um, dois, três, já se foram sete. Ele sabe quantas pessoas estão dentro da escola, graças ao palpite da recém dama sem rosto, e do cartão de presença dos funcionários. Serão 29 mortos.

As pessoas correm, gritam, choram, tentam usar o telefone para chamar ajuda, porém nada acontece. A morte é eminente.

Mais um tiro, e ele sorri em vermelho, as gotas de sangue em seu rosto não lhe incomodam, na verdade é tão prazeroso quanto qualquer outra coisa no mundo. O Homem Vazio esteve certo sobre isso, tirar a vida de alguém foi sua melhor escolha.

 

11h49min

 

Ao mesmo tempo em que a última vítima rasteja pelo chão do refeitório tentando fugir se perguntando o que fez de errado, Robert anda em sua direção paulatinamente, apreciando a beleza do momento, o desespero, assobiando uma música, cantando em sua mente, “é melhor correrem, correrem mais rápido que a minha arma, é melhor correrem, correrem mais rápido que as minhas balas”.

Ele se abaixa ao lado da jovem que não consegue mais se mover, e o mais engraçado é o fato dela chorar histericamente, tentando pedir por clemência, mesmo que as palavras já não saiam de sua boca, ela tenta. “Acho que é isso que chamam de medo”.

— Às vezes as pessoas têm que fazer algo imperdoável só para continuar vivendo – ela continua olhando dentro dos olhos dele, esperando o próximo passo. – Vou te dar uma segunda chance, quer jogar um jogo comigo? – Robert pergunta como se fosse ouvir uma resposta, mas ele sabe que não. – Se chama Roleta Russa. Me vença nessa e te deixo viver.

Ela não tinha esperança alguma nisso, afinal, o que ele sabia sobre jogar limpo? Nada. Como mandam as regras, ele deveria ter deixado apenas uma bala e girado o tambor, logo apontando-a para a cabeça de alguém, bem, desta vez ele deixou três.

Com o revólver entre os olhos dela, ele disse: “Minhas balas são como a chuva que atinge o seu corpo”. Em seguida, disparou três vezes. “E essa será a minha marca”.

Robert se pegou olhando às horas, por um momento havia esquecido de seu compromisso daqui algum tempo.

É impossível limpar a sujeira que fez, o que resta é recuperar as correntes e cadeados, e sem esquecer das fitas de segurança, ele não quer ser preso tão cedo.

 

12h06min

 

Robert sai por onde entrou, observando com muito cuidado o lugar, está frio e ainda garoa, a rua estaria deserta se não fosse por alguns carros que passam. Suas tentativas de limpar o sangue do seu corpo foram quase nulas, ele precisa estar em casa antes que alguém o veja assim.

Se acomoda dentro do carro, o celular que deixou ali já tem sinal, e algumas chamadas perdidas, de Julian e de seu pai, é preciso retorna-las.

Alô? – Julian atende.

Oi, é o Robert, algum problema na escola?

Eu ia perguntar se você foi, mas parece que não, poucos devem ter ido.

É, chovia muito, preferi ficar na cama – ri tentando passar a impressão de leveza.

Amanhã é sábado, que tal uma partida de um jogo qualquer de tiro? – Julian parece animado no telefone.

É claro, preciso mesmo praticar, te vejo depois.

Robert desliga sem esperar que responda, piada interna. Liga o carro e vai para casa, sua missão estava quase no fim.

Ele sobe as escadas tomando cuidado para não manchar nada, deixa a bolsa em seu quarto e leva uma muda de roupa para o banheiro, durante o banho ele pensa em como irá guardar o que pegou. Ele sabe que num dia qualquer, seu pai perceberá que falta munição, entretanto pouco se importa, ele sabe como mentir.

 

Horas depois...

 

Robert e seu pai estavam agora sentados à mesa da sala de jantar, tendo o diálogo mais empolgante que já tiveram, e saboreando um bem feito ensopado de frango, com cebola, tomate e até milho.

— Ei, filho. Por que não atendeu minhas ligações? – disse Antony mastigando entre cada palavra.

— Meu celular esteve fora de área à manhã inteira, e quando o sinal voltou, fiquei conversando com Julian, parece que ninguém foi à escola por conta da chuva, aliás, quando saí para comprar algumas coisas, conheci uma garota, eu gostei dela.

O sorriso no rosto do pai foi o sinal de que ele havia acreditado em cada palavra sua.

Talvez amanhã, ou depois de duas semanas eles o achem, mas o mais importante ainda é que nessa história, o vilão e o herói é aquele que mata, e que a partir de agora ele terá mais fome e sede.

 


Notas Finais


— Era sim pra ter uma nota final interessante, mas ninguém aqui lembra das anotações, talvez depois arrumemos, mas por enquanto é isso.

P.S.: Críticas construtivas são bem vindas :33


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