História Motivos para não chorar - Capítulo 48


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Personagens Originais
Tags Fairy Tail, Fanfic, Nalu, Romance
Exibições 87
Palavras 4.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


~Posta o capitulo e sai correndo~



Boa leitura!

Capítulo 48 - Short part II


Fanfic / Fanfiction Motivos para não chorar - Capítulo 48 - Short part II

Motivos para não chorar

“Short part  II”

 

“Suma de vista por algumas horas, dê uma volta por ai e contemple as belezas que a vida tem a lhe oferecer”.

 

**<>**

 

Prendi a respiração assim que ouvi aquela voz sussurrar em meu ouvido palavras que me fizeram arrepender-me de ter deixado aquele quarto, a silhueta masculina deu lugar a um homem de cabelos cor de fogo, trajava um terno elegante, se não o tivesse visto antes até mesmo poderia confundi-lo com um modelo, mas o que mais me incomodou era quem ele realmente era.

_Loke. _Foi tudo o que consegui dizer, minha respiração voltando ao normal à medida que eu o estudava cautelosamente.

_Lucy, por que saiu do quarto? _Ele sorriu.

_Eu...

_Esta com fome? Deve estar fome! _Loke agarrou minha mão, puxando-me para o que deveria ser a cozinha, era enorme, até mesmo duas vezes maior que o interior de um quarto normal. As paredes verde-oliva pareciam combinar muito bem com a quantidade de plantas e flores que enfeitavam todo o ambiente, cachos de violeteira e mudas de margarida deixavam o cômodo muito mais colorido e alegre, os armários eram da cor negra com detalhes em branco, e todos os móveis seguiam o mesmo padrão de cores, desde a bancada à mesa de jantar. Tudo muito lindo, isso ninguém poderia negar, mas mesmo assim não me senti confortável por estar ali, Loke tinha me pegado de surpresa, jamais me passaria pela cabeça que ele também trabalhava para o Rael.

**<>**

 

Haviam se passado doze minutos desde que resolveu seguir a Albina, o rosado se mostrava impaciente e Erza não estava com cara de quem estava gostando daquilo. Lisanna argumentava, tentando controlar o nervosismo, Levy e Juvia estavam relutantes quanto a sentar-se nas cadeiras empoeiradas, mas o tempo passou e o cansaço as venceu.  Absolutamente tudo naquele lugar era pequeno, igual a um caroço de azeitona, apertado e empoeirado.

“Será que eu sou a única a não achar graça nenhuma nisso tudo?” Levy se questionava, ainda de pé, a azulada tentava a todo custo não perder as esperanças, o tempo estava passando e isso era fato, mas ainda assim, no fundo de sua mente, a azulada imaginava-se novamente abraçada junto às amigas.

_Oh, ele chegou! _As palavras de Lisanna trouxeram todos de volta a realidade, todos os olhares estavam fixos na porta de madeira agora.

_O que raios eles estão fazendo aqui?! Você não me avisou sobre isso! _Ouviram uma voz sussurrar.

_Eu sei, eu sei. Peço desculpas, mas pensei que “quanto mais gente melhor”, não é isso o que dizem? _Ouviram a voz da Albina, também em tom baixo, se desculpar com o dono da primeira voz.

Os jovens esperaram impacientemente até que, uma silhueta alta e musculosa apareceu na sala, surpreendendo a todos.

_Você?! _O rosado rugiu em descrença.

_Também estou feliz em vê-lo, Dragneel. _Aron soltou um riso forçado.

_Mas o que esta acontecendo aqui?! _A ruiva interviu.

_Erza Scarlet, não é? Fico lisonjeado pela inesperada visita, espero que estejam à vontade. _Alargou ainda mais o sorriso, virando-se para encarar todas as pessoas presentes no local.

_Este apartamento é seu? _Juvia perguntou assustada depois de ver o estado lamentável em que o ambiente se encontrava.

_Era meu sim, mas já faz algumas semanas que decidi me mudar daqui. Lamento pelo estado que o apartamento se encontra. _Aron puxou uma das cadeiras empoeiradas para que pudesse se sentar.

_Quero explicações. _A ruiva se pôs de frente para o rapaz. _Lisanna nos disse que você poderia...

_Sim, sim. Mas é claro. _A cortou, levantando-se novamente. _Sou aquele que procuram!

_E como, exatamente, pretende nos ajudar? _Levy questionou.

_Não posso revelar meus truques, mas possa ensinar-lhes o caminho. _Aron suspirou, pegando algo em sua mochila, que até então nem ao menos tinha sido notada. Um notebook.

 

_Até que para um estrangeiro, você sabe falar muito bem a nossa língua! _Erza bufou, irritada.

 

                                                                           *--'*'--*

_Como é que é?! _A voz da Albina vacilou.

_Esta satisfeita? _Igneel retrucou do outro lado da linha. _Isso era para ser mantido em segredo para a própria proteção de Lucy, não entenda errado, não queríamos ferir ninguém, mas creio que nessa altura do campeonato...

_Tudo isso é surreal! Por que não me contaram?!

_Eu já disse que foi Jude quem quis assim, entenda, Layla acabou de falecer...

_Sim, mas pela data em que estas cartas foram escritas... Vocês esconderam isso por anos!

_Eu sei que foi por tempo demais, mas quero que entenda o nosso lado da história!

_Um riquinho mimado quer transformar a nossa Lucy em sua esposa! Como quer que eu me acalme?! Ou tem algo a mais nisso tudo?! Responda Igneel!

_Eu já lhe falei, Lucy ainda não sabe disso... Mas que fique bem claro que Jude é completamente contra o casamento! Ele esteve, durante todos esses anos, buscando por uma solução para resolver tudo isso!

_E por que ele não disse um simples “não vou entregar minha filha há você”?!

_Não é tão simples assim e você sabe disso, a família do rapaz é muito rica e poderosa, possuem muitos contatos poderosos também, qualquer movimento impensado pode arruinar toda a reputação da família Heartfilia, e a ultima coisa que Jude quer é ver o nome da filha estar nas bocas sujas... Tirar Lucy de Magnólia não parece ter sido uma solução muito eficaz, uma vez que esse rapaz parecer estar determinado em tê-la. Não sabemos como, mas ele descobriu onde Lucy estava há alguns meses atrás, como não tinha escolha, Jude a mandou de volta para Magnólia, de volta para nós. O motivo de desviarmos as cartas foi para que ele não pudesse encontrar o paradeiro de Lucy, caso o fizesse seria uma catástrofe, ou melhor, uma guerra.

_E pensar que Jude fez tudo isso para protegê-la...

_Mas agora ele se encontra muito debilitado por causa da morte de Layla, por isso estou lhe fazendo companhia, encorajando-o a seguir em frente. _Igneel suspirou.

_Mas ainda acho cruel o fato de Lucy não poder nem ao menos se despedir da mãe...

_Nós iremos contar a ela, Grandine. Ou melhor, Jude irá contar, na hora certa.

 

                                                                           *--'*'--*

As luzes estavam apagadas, mas os candelabros continuavam acessos, ela sempre havia se questionado sobre o gosto peculiar do avô para itens de decoração, não que isso viesse ao caso, mas ela não pôde reprimir esse pensamento ao adentrar sorrateiramente o cômodo.

Os cabelos azulados tinham crescido muito naqueles muitos meses, Wendy trajava um vestido de cor preta, meias ¾ brancas e sapatos também de cor escura. Carregava consigo uma bolsa cor-de-rosa, na qual carregava muitas coisas, dentre elas estava a corrente que havia pertencido à mãe.

_Já esta mais do que na hora de devolvê-la... _Wendy suspirou, enfiando a mão na bolsa e agarrando a corrente. _Não preciso mais de você, não é mesmo?

No silencio devastador uma lágrima lhe escorreu a face. A azulada caminhou silenciosamente, como um lince a procura de sua presa, a porta rangeu assim que foi aberta e em um único movimento, Wendy já estava fora da casa do avô.

Respirou aliviada por Makarov não ter acordado, a pequena sabia muito bem o quanto o sono do avô era leve, pois já havia sido surpreendida tentando “sair de fininho” inúmeras vezes.

Quando já estava pronta para por o pé na calçada, alguém a agarrou pelo pulso, puxando-a para dentro de casa. Wendy resistiu, firmando seus pés no chão e impulsionando seu corpo para frente.

_Ora, o que você ta fazendo?! _A azulada só conseguiu sentir mais e mais raiva de quem a puxou.

_Isso não é da sua conta seu gótico filho de uma... _Não teve tempo de completar a frase, pois quando menos esperava, sentiu seus pés deixarem o chão, alguém a erguera.

“O quão forte ele é?!” Wendy assustou-se com seu próprio pensamento, olhando horrorizada Rogue a carregar de volta para a casa da qual estava, inutilmente, tentando sair.

_Se você for uma menina boazinha e for para o seu quarto agora, não conto nada para o seu avô. _O moreno disse em tom casual, colocando-a no chão.

_Eu não tenho tempo para isso! Tem algo que preciso fazer ainda hoje! _Protestou.

_E isso por acaso tem alguma coisa a ver com a pessoa que você disse ter encontrado outro dia? _Quis saber, a azulada assentiu.

_E você pode nos contar o que é isso que você precisa fazer às 03h00min da manhã?

_Nos contar? _Wendy arregalou os olhos, virando-se para ver se tinha mais alguém ali.

_Boa madrugada pra você também, pirralha! _Sting estava deitado desleixadamente no sofá.

“Como não o notei antes?!” Pensou Wendy, incrédula.

_Pensou mesmo que eu não sentiria a catinga que você insiste em chamar de shampoo?! _Debochou o loiro, pondo-se de pé.

_Como vocês...?! Mas que MERDA! _Wendy sentiu o rosto esquentar.

_Vai nos contar o que esta acontecendo sim ou não? _Rogue a cortou, impedindo-a de desferir um soco em seu peito.

_Eu conto, mas primeiro... _Apontou para um molho de chaves posicionado desleixadamente em cima da mesinha de centro. _Prometo contar no meio do caminho.

 

**<>**

Ovos mexidos. Ovos torrados eu diria, mas não reclamei. Não podia.

_Tudo bem, não estou com fome. _Tentei pela ultima vez rejeitar a oferta do ruivo, mas ele não pareceu me ouvir, despejou todo o conteúdo da frigideira em um prato para me entregar logo em seguida. Suspirei. Eu não tinha escolha, tinha?

_Hm, Loke. _O chamei, beliscando um pouco do que ainda se podia aproveitar dos ovos.

_Sim? _Disse ele, ainda de costas para mim, tentando limpar a bagunça que havia feito.

_Por quanto tempo eu vou ficar aqui?

Ele demorou a me responder, quando, por fim, obtive uma resposta, eu já tinha terminado de comer.

_Sinceramente Lucy, eu não faço ideia. Mas isso não importa muito, importa? Quero dizer, isso daqui não é tão ruim assim, você não esta sendo maltratada nem nada.

_Eu fui raptada! _Elevei a voz, ouvir ele dizer que aquilo não era “nada muito importante” me deixou irritada a ponto de cogitar a ideia de tacar-lhe o prato na cara. _Não foi nada como um “passeio” sabe? Têm pessoas, pessoas muito importantes, preocupadas comigo!

_Da ultima vez que nos vimos você estava com um cara de cabelo rosa em uma sorveteria... Me responda Lucy, me responda com sinceridade, aquele cara... Ele é aquele tal cara que você disse ter brigado feio da primeira vez que nos falamos? _Loke apoiou-se no balcão, olhando-me nos olhos.

_Talvez... _Desviei o olhar, droga! Não sou boa em contar mentiras!

_Então, o que ele é pra você? _Voltei a encara-lo, senti meu rosto esquentar.

_E-Ele é M-M-Meu namorado! _Gaguejei em resposta.

_E você gosta mesmo dele? _Loke me olhava espantado, não entendi muito bem do porque dele me olhar assim.

_Mais do que tudo. _Abri um pequeno sorriso ao me lembrar de Natsu.

_Hm... _Fez-se silencio. _Eu vou te ajudar a sair daqui.

Arregalei os olhos, atordoada com o que tinha ouvido. Loke iria mesmo me ajudar?!

_M-Mas e o Rael? _Perguntei o obvio.

_Não trabalho diretamente para ele, estou apenas “ocupando espaço”, nada mais e nada menos. Pode chamar isso de “pico” se preferir, sabe preciso de dinheiro para poder pôr comida na mesa.

_Mas...

_Já consegui outro emprego, só continuo aqui porque o salário é mais alto, pensando bem estou ficando que nem o Julius! _Explicou-se abrindo um sorriso brincalhão e eu não pude deixar de sorrir de volta.

_Vem, vamos te tirar daqui antes que seja tarde. _Completou, tornando a fazer uma expressão de seriedade, o que me deixou desconfortável, principalmente por causa de suas palavras.

_O que quer dizer? _Perguntei receosa.

_O que quero dizer Lucy, é que... _O ruivo suspirou. _Esse cara que você já deve conhecer, bem, ele quer tê-la como esposa.

_Sim, eu sei... _As palavras saíram da minha boca, porem não senti meus lábios se moverem, isso tudo tem que ser um pesadelo, mas por alguma razão eu não consigo acordar!

 

**<>**

 

_Ele mesmo fez questão de me dizer._ Os olhos da loira havia perdido todo o brilho de minutos a trás, a voz do ruivo a esta altura já não podia mais ser ouvida, seu corpo tremia em agonia e desespero, e sem querer ela acabou recordando-se do que tinha acontecido há algum tempo atrás, quando ela ainda estava presa no quarto escuro rodeada por caixotes.

 

:::Memória:::

 

_É meio óbvio que eu queira saber tudo sobre minha noiva. _Disse olhando-a nos olhos.

_O-O que?! _Encolheu-se.

_Isso mesmo, não precisa ter medo, eu não mordo. _Piscou. _E além do mais, agora isso tudo é seu, sim, você vem de família rica então não deve estar acostumada com essas, como posso dizer? Condições. Bem, garanto que houve um pequeno mal entendido, eu jurei ter dito para que uma das minhas subordinadas que trouxesse você para um maravilhoso quarto, mas pelo que vejo ela cometeu um terrível engano, o porão não é o lugar de uma dama! _Rael enfatizou. _Mas você deve saber que nem sempre se pode contar com outros, não é verdade? Bom, o que eu queria lhe dizer é que me acompanhasse para que conheça seus aposentos. _Estendeu-lhe a mão.

_Eu não... _Tentou rejeitar o convite, mas não teve argumentos o suficiente para isso. Lucy estava tão cansada a ponto de fazer qualquer coisa por uma cama, que acabou por aceitar o “convite”.

_Perfeito, garanto que vai adorar, fiz questão de pesquisar sobre você antes para que fosse tudo do seu agrado, “a sua cara” como dizem. _Guiou-a até o quarto e como ele mesmo dissera tudo era “a sua cara”, Lucy se assustou com tamanhos detalhes nas decorações, tudo o que mais gostava estava presente naquele quarto, desde plantas, cores, cobertores, bichos de pelúcia, tudo.

_É muita coisa... _Disse um tanto quanto chocada com tudo aquilo. “Como ele...?!”

_Ah, claro. Laki deu várias sugestões, também usei dicas valiosas fornecidas por antigos funcionários do seu pai. Pode-se dizer que posso escrever uma biografia sua com todas as informações que recolhi. _Forçou um riso, Lucy se afastou.

_Andou me espionando... _O medo a estava dominando, quanto mais àquele cara abria a boca mais medo à loira sentia. “Ele sabe tudo sobre mim... Ele é louco!”

_Bom, eu prefiro “pesquisei sobre você”, mas acho que isso também serve... _Os olhos dele tomaram uma forma mais séria à medida que as palavras eram ditas.

_Eu quero sair daqui! _Gritou, dando um passo em direção à porta, mas ele a segurou pelo pulso.

_Não tenha pressa doce dama. _Sussurrou em seu ouvido.

_M-Me solta! _Tentou sair de seus braços, mas ele se mostrava um adversário persistente e muito forte.

Rael colou seu rosto junto ao dela, cansada e desnorteada, Lucy acabou por abaixar a guarda, foi nesse momento que ele atacou, beijando-a. Lucy comprimiu os lábios, afastando-os do rapaz, tudo o que ele conseguiu beijar foi à pele próxima a sua boca. Ela esperneava, tentava dar-lhe socos e chutes, mas mesmo não conseguindo beija-la ele não a soltava.

Até que o corpo da loira amoleceu, perdendo o equilíbrio, só não caiu, pois havia braços fortes a segurando pela cintura. Sua coluna curvou-se, Rael tinha agora a bela visão do pescoço alvo, mas optou por não fazer mais nada e por a mulher, que acreditava ser sua futura esposa, na cama.

Saiu do quarto sem deixar vestígios de sua presença, mas do outro lado da porta, a loira se encontrava imersa em pesadelos.

 

::Pesadelo::

Ela estava nervosa com a ideia de ficar sozinha com um garoto, era a primeira vez que saia com alguém e mesmo após o incentivo dado pelas amigas, Lucy não conseguia se acalmar.

_E-Esta tudo bem! _Disse para si mesma, olhando ao redor. Ele estava atrasado.

_Desculpe pelo atraso, espero que não tenha desistido da ideia de tomarmos um sorvete. _Ela levou um susto ao encontra-lo parado atrás de si, a encarando com um sorriso travesso.

_Ah, não. Eu que peço desculpa por não tê-lo visto antes. _Limitou-se a dizer, envergonhada.

_Então, vamos? _Disse ele, começando a andar.

***

_Então, de quais autores você mais gosta? _Perguntou ele.

_Hm, Eduardo Spohr, Victoria Aveyard, T.H. Whit, Trudi Canavan, e outros. _Riu consigo mesma sendo acompanhada pelo rapaz. _E você?

_Raymond E. Feist e Stephenie Meyer. _Piscou.

_Gosta de Crespúsculo?! _Lucy indagou, surpresa com tal descoberta.

_O que tem de errado? _Riu divertido com sua própria resposta.

_É que, da próxima vez irei lhe entregar uma plaquinha escrito “Brilho Mais Que Purpurina”.

_Então teremos uma próxima vez, interessante. _Ele sorriu e a loira se calou.

_Ah, me desculpe, estamos conversando há tanto tempo e eu nem ao menos sei seu nome...

_Renato. _Ele a cortou.

_Lucy.

_É um lindo nome, Lucy.

_Obrigada.

***

_Então, tem mais alguma coisa que queira fazer?

_Não tenho nada em mente. _Riu.

_Então posso lhe mostrar um lugar?

_Talvez...

_Ótimo, então venha! _Disse, agarrando a mão da loira.

***

 

_É lindo! _Exclamou ela. A paisagem vista do alto do telhado era impressionante, estavam em cima do que deveria ser um bar abandonado.

_A lua e as estrelas são vistas melhor do alto. _Explicou prontamente, sentando-se junto à loira.

_Você vem sempre aqui?

_De vez em quando, eu gosto de ficar “perdido” por aí, sabe? Mesmo que meus pais reclamem.

_Você é um cara legal. Obrigada por hoje.

_Do que esta falando? Sou eu quem tem que agradecer! _Renato fez uma cara séria que logo se transformou em uma expressão brincalhona. _Não é todo dia que uma linda garota aceita sair comigo.

_S-Se você diz... _Lucy sentiu seu rosto esquentar com o comentário nada discreto.

_Eu sei que acabamos de nos conhecer, mas... _Ele aproximou seu rosto do dela. _Eu sinto como se nós dois nos conhecêssemos há séculos.

_N-Não fale bobagens. _Soltou um riso nervoso, desviando o olhar. _Não tem como nos conhecermos a séculos...

_O que eu estou tentando dizer é que... _A essa altura ele já estava quase todo debruçado sobre ela, Lucy se via cada vez mais nervosa e sem saída. _Eu gosto de você.

_D-Do que você esta falando? Acabamos de nos conhecer?! _Tentou afasta-lo.

_Já ouviu falar de “amor à primeira vista”? _Perguntou ele com os olhos fixos nos dela.

_Não, eu acredito em PAIXÃO a primeira vista, mas amor? Não, amor não se pode descrever com um “a primeira vista”, você precisa conhecer a pessoa antes! _Disse firmemente.

_E já nos conhecemos, você e eu temos muito em comum! Nós dois gostamos de liv-

_Não temos não! _O cortou. _Só conversamos sobre livros e nada mais! Você nem sabe o que eu gosto e o que não gosto! _Deu-lhe uma joelhada nas partes intima, o rapaz caiu ao seu lado gemendo de dor.

_Vadia!

_Você é louco! _Escorregou pela lateral do telhado, a roupa prendendo-se nas telhas, havia caixotes naquele lado, uma pilha deles. Foi assim que conseguiram subir.

_PENSEI QUE VOCÊ FOSSE UMA GAROTA ESPERTA, MAS PELO QUE VEJO VOCÊ NÃO PASSA DE UMA VADIAZINHA QUE SE DIZ FAZER PARTE DA BURGUESIA! _Berrou ele. _UMA FILINHA DE PAPAI QUE VIVE ENFIADA DEBAIXO DA SAIA DA MÃE, UMA INUTIL QUE NÃO SERVE PRA PORRA NENHUMA! APOSTO QUE SE VOCÊ FOSSE SEQUESTRADA NINGUÉM DARIA A MINIMA, VOCÊ NÃO PASSA DE UMA MERDINHA DE SOMBRA DO PAPAI, UM PESO MORTO QUE NÃO SERVE E NUNCA SERVIRA PRA NADA A NÃO SER QUE VOCÊ SE TRANSFORME EM PROSTITUTA, PORQUE AFINAL DE CONTAS, SÓ PRA ISSO QUE VOCÊ SERVE MESMO! SÓ O CORPO QUE SE SALVA PORQUE RESTO JÁ TA PODRE!

 

Lucy correu para longe, para longe daquele lugar, para longe dos insultos, mas principalmente para longe daquele cara.

Ele não fazia ideia do quanto aquelas palavras tinham afetado a moça, que passou o resto do dia trancada em seu quarto aceitando conversar apenas com a mãe.

_Por que os homens são tão cruéis, mamãe? _Perguntou com lágrimas nos olhos.

_Não são todos, querida. Há homens de nobres e de bom coração neste mundo e um dia você encontrara um desses homens, e ele a amara muito. _Layla afagou os cabelos da filha, enquanto esta por sua vez, abraçava a mãe.

_Como nos contos de fadas?

_Como nos contos de fadas.

As duas riram.

_Eu sou inútil mamãe? _Lucy perguntou baixinho.

_Mas é claro que não, escute sua mãe. _Ergueu o queixo da jovem. _Esqueça todas as bobagens que ouviu daquele cretino, esta bem?

_Se eu não sou inútil...

_Você não é inútil, você é a minha princesinha. E princesas têm tarefas muito importantes na sociedade, como fazer acordos para trazer melhorias ao seu povo. _Depositou um beijo no topo da cabeça de Lucy.

_Eu não tenho um povo e muito menos sou uma princesa... _Rebateu ainda com voz de choro.

_Quem disse que não tem? Todos os empregados que trabalham para o seu pai um dia também trabalharam para você. Eles são o seu povo. Para eles você é uma princesa.

 

“Uma princesa dona de seu próprio castelo, de sua própria vida”.

::Pesadelo e.n.d::

 

                                                                           *--'*'--*

O Jipe balançava ao passar pelos buracos na estrada de terra, Natsu sentia-se levemente enjoado, não a ponto de vomitar, mas ainda assim precisava urgentemente pisar os pés no chão. Erza estava sentada no banco do carona, a ruiva fez questão de sentar-se na frente, enquanto isso Juvia, Levy e Lisanna iam, juntamente com Natsu, no banco de trás. Como não havia muito espaço no veiculo, Levy se viu obrigada a passar a viagem sentada no colo de Juvia, a azulada maior nem parecia se incomodar com o pequeno corpo da menor, Lisanna estava sentada no meio, ao seu lado estava Natsu. Aron era quem diria.

_Tem certeza que este é o endereço certo? _A ruiva questionou o motorista, devolvendo um pedaço de papel com alguns rabiscos em forma de letra.

_Não seja chata, é claro que este é o endereço certo! Não me subestime! _Aron pegou o papel e o guardou dentro do bolso.

_Você é o que afinal de contas? Um super espião? _Os olhos da Titânia faiscaram com a possibilidade.

_Meu pai é dono de umas das maiores empresas de tecnologia do mundo. É coisa de família. _Explicou rapidamente, de olhos atentos no que poderia encontrar na estrada. _È un altro vantaggio.

_Hm, interessante, mas ainda quero acreditar que você é um espião.

_Bom, sabemos onde Lucy esta, mas ainda não sabemos como entraremos. _Lisanna se pronunciou, inclinando o tronco para frente, para perto do banco do motorista. _Se é que a encontraremos. _Sussurrou.

_Pare com isso. _Aron falou nitidamente irritado.

_Você nunca ouviu falar em trafego de órgãos? Pois é... _Rebateu a Albina.

_Vire essa boca pra lá! _Mandou Levy.

_Infelizmente não atendo os desejos de anões.

_Meninas, meninas. _Aron as chamou.

_É lamentável o fato da policia de Magnólia se importar tão pouco com a própria cidade. _Lamentou Levy.

_São uns imprestáveis, isso sim! Só se preocupam em ficar atrás da mesa se entupindo de rosquinhas...

_Erza! _Juvia chamou.

_Se eu fosse delegada, chutaria a bunda de cada um deles!

_Erza! _Ambas as azuladas chamaram.

_O que foi? Sonhar agora é proibido?! _A ruiva desviou o olhar, emburrada.

_Vamos parar um pouquinho e tratar de acalmar nossos ânimos. Precisamos pensar em um jeito de entrar naquela fortaleza. _Aron fez questão de relembrar que, mesmo sando onde Lucy estava, eles ainda precisariam encontrar um jeito de salva-la sem serem pegos.

_Por que alguém construiria uma casa em um lugar como este? Ainda mais sendo podre de rico?! _Erza questionou.

_Pessoas ricas, principalmente donos de empresas, tem sua imagem muito divulgada na mídia, assim como a imagem de sua esposa e filhos. É por isso que muitos acabam querendo um lugar no qual possam “fugir” de todo esse assedio. E é por isso que locais como esse existem. _O moreno explicou pacientemente.

_Eu gostaria de viver aqui, contanto que seja em uma casa grande e... _A azulada maior disse em tom sonhador, sendo logo cortada pela ruiva.

_Vamos focar no que nos interessa neste momento. Lucy. _Disse firmemente.

 

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                                                                      Curiosidade sobre o capitulo!
                                                        Curiosidade útil

Spoiler!! Spoiler!! Spoiler!!

 

Aguardem ansiosamente o próximo capitulo porque vai ter hentai nalu <3

 

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Notas Finais


Era para eu ter postado esse capitulo a mais de uma semana atrás, mas acabei tendo probleminhas com a internet (net tava um lixo, precisei trocar de servidor, enfim, longa história -.-' ).

Here we go!

Bom, como vocês já devem ter notado, esse capitulo ficou beeeem "grandinho", muito mais do que o planejado.
Quanto a isso, o que eu tenho a dizer é: Estamos na reta final, os famosos "últimos capítulos" da trama, eu adoraria fazer um capítulo curto, mas isso acabaria provocando uma grande "enrolação" durante toda a história e a ultima coisa que eu quero é deixar vocês esperando. Tem que tem MUITA coisa pra acontecer ainda e se eu ficar escrevendo capítulos curtos, essa história só terá um fim em 2027 '-'
Por isso decidi desenrolar o carretel pra ver no que dá, a história vai se desenrolar um pouquinho mais depressa a partir de agora, mas eu acho que vocês vão gostar disso (Natsu que o diga)!

Então é isso, espero que tenham gostado.
Beijos da Tia Yu e até o próximo :3


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