História Motivos para sobreviver - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Drama, Sobrevivencia, Suspense, Terror, Virus
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Palavras 1.808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Terror e Horror

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sejam bem vindos a minha primeira história original, espero que seja do agrado de vocês. Também espero ver boas críticas e ótimos leitores, agora... Uma boa leitura a todos.

Capítulo 1 - O primeiro, de vários motivos...


"— Oi? Tudo bem? Isso parece ser meio hilário, afinal estamos no meio de um apocalipse. Mas olhe, vai ficar tudo bem... Mandaremos suprimentos daqui uma semana e, por favor, não saia da caixa...”.

Leonard Watson terminava de ouvir a última mensagem por áudio do seu irmão que chegara no dia anterior. As 04 horas da manhã ele era o único acordado no meio de poucos sobreviventes. Claro, só estava acordado pois sofre de insônia desde criança e durante muito tempo vem tomando remédio para a causa. Mas a um mês atrás o último frasco do remédio acabou e graças ao apocalipse ele nem se quer sabe se farmácias em Canberra ainda existem. Você deve estar se perguntando, o que diabos estão acontecendo? Que apocalipse é esse? Para ser sincero nem mesmo o governo sabe ao certo e o pouco que sabem acabam escondendo do mundo.

— Preciso me controlar, preciso ficar calmo. – Leonard já estava confinado naquele lugar, apesar de ter 9 pessoas junto com ele nenhuma queria conversar, todas estavam traumatizadas. Ele estava a ponto de perder a sanidade, mas colocou em sua cabeça que iria conseguir se controlar. Ele é um pacato cidadão de Weston, Flórida nos Estados Unidos que finalmente realizou o sonho de viajar a Austrália. Com atuais 27 anos, ele trabalhava como Biólogo, pelo menos tinha começado a trabalhar como tal. Sua personalidade tende a ser variável, é um cara hiperativo, amigável, prestativo, ambicioso e caridoso, poético e dramático. Mas assim como seu irmão, tambem tem um lado ruim; ele se importa com as pessoas ao seu redor, no entanto a partir do momento que a pessoa a tratar com falta de respeito ou magoe alguém que goste ele passara a menosprezar a mesma.

— Como deve estar o mundo lá fora?. Ele se questionava olhando para o teto mofado e empoeirado. De fato, Leonard não fazia a mínima idéia de como estaria a terra depois de dois meses presos em um abrigo subterrâneo, denominado caixa por ele. Há dois meses, um pequeno grupo de cientistas vinham trabalhando em uma nova espécie de bactéria que fora descoberto no final do ano passado em uma passagem subterrânea no mar Atlântico. Logo após cinco longos meses de estudos, foi comprovado de que aquela bactéria seria a chave perfeita para a felicidade instantânea. Mas o que seria "Felicidade instantânea"? Segundo o que relataram, seria a pílula com a bactéria viva capaz de deixar a pessoa normal, assim por dizer. Não sendo só isso, mas também a cura da depressão em horas, dores de cabeças, ansiedade, dores musculares e o liberamento de mais uma função do cérebro. Para comprovarem que estavam certos escolheram uma cobaia que alto candidato - se. No mesmo dia em que o homem tomou a pequena cápsula, duas horas depois sua terrível depressão tinha se passado magicamente, o homem também relatou sobre suas dores musculares, fome e sede que também tinham se passado por conta da Felicidade instantânea.

Com aquele resultado surpreendente, na mesma semana várias bactérias foram sendo multiplicadas e distribuídas muldialmente. Talvez o maior erro deles foi não ter esperado tempo suficiente para saber de como o corpo da cobaia reagiria após duas semanas, mas era tarde de mais o sucesso e a divulgação foi plenissima. Seria difícil impedir de que as pessoas não tomassem a pílula, afinal ele foi distribuído gratuitamente. E quanto ao homem? O que aconteceu com ele logo após duas semanas? Simplesmente perdeu seu controle, da noite para o dia seu corpo ficou completamente desitratado era se possível ver seus ossos, mas mesmo assim ele continuava em firme com uma força e resistência absurda. Os cientistas tinham chegado a conclusão, a bactéria que serviria para melhorar a vida e automaticamente melhorando a espectativa de vida para um vírus capaz de ter controle total do seu corpo, inclusive o cérebro. Todos os sobreviventes agora vivem se escondendo como ratos, fugindo e fugindo apenas para sobreviver. Seria isso um apocalipse? A resposta claramente é sim.

— Mais de centenas de pessoas para serem salvas e apenas seis conseguiram ficar em um bom abrigo... — Ele relata gravando com seu celular o que acabara de dizer. — Logo a energia reserva vai se esgotar ficando assim vuneraveis aos ataques dos Reglers, sim essas criaturas foram denominadas Reglers tendo como significado: Controlador junto de S para o plural...

Ele parou por alguns instantes ao perceber de que aquilo poderia ser uma perda de tempo.

— Quem eu quero enganar? Pra que perder meu tempo fazendo gravações se todos vamos morrer?

As chances de sobrevivência agora eram mínimas, ninguém em sã consciência teria a coragem de enfrentar aquelas aberrações. Nem mesmo balas de rifles é capaz de parar essas criaturas tão ágil e resistêntes que são.

De repente uma voz masculina foi ouvida por Leonard, vindo diretamente do fundo do local:

— Cala boca garoto, não aguentamos mais ouvir sua voz todos os dias!. Durante todos esses dias ninguém se prontificou em calar Leonard, mas hoje foi diferente. Alguém tomou coragem e gritou em tom sério para calar - se.

O rapaz ficou surpreso mas não demonstrou nenhuma ação contra o homem, apenas se virou para o lado da parede em sua cama, soltou seu celular, ficou quieto,  fechou seus olhos e tentou adormecer.

★★★

Seis horas tinham se passado e Leonard acabara de acordar, o mesmo ficou surpreso pois conseguiu dormir mais tempo do que o normal depois de já ter acordado uma vez.

— O que fazer? — Ele não tinha muitas opções, desde o dia que chegou a caixa não se familiarizou com ninguém, bem, pelo menos tentou mas todos estavam traumatizados o suficiente para não querer conversa com ninguém. Ele poderia estar traumatizado também, mas não. Desde pequeno Leonard foi treinado para encarar o pior já que teve uma família onde quase todos serviam ao exército. Mesmo assim, ele tinha medo, medo de perder seu irmão, medo de perder sua irmã e medo de perder seus pais. Por um lado ele tinha certeza de que sua família não tinha se transformado naquelas horrenduas criaturas, por outro lado ele não tinha total convicção se eles ainda estavam vivos. Em meio a pensamentos ele se levantou percebendo que não havia ninguém no quarto além dele. Estranhou. Começou a andar pelo corredor e percebeu o silêncio maior do que o normal. Estranhou ainda mais.

— Ah droga.

Ele saiu correndo pelo vasto corredor parando em frente a última porta que deveria estar fechada.

— Eu não acredito, eles foram embora... E me deixaram para trás como tentaram fazer da outra vez. — Sim, não era a primeira vez que tinha tentando fugir dali outra vez Leonard chegou a tempo e os impediu de arrobarem a porta com argumentos perplexos, porém desta vez eles esperaram o momento certo para fugirem e deixarem ele para trás. — Essas pessoas realmente não gostavam de mim...

Ele poderia estar surpreso e ainda estar com mais medo de agora estar sozinho na caixa. Mas ele não se importava mais de viver, não se importava se aquelas 9 pessoas iriam morrer lá fora. Ele teria de ter um bom motivo para ainda continuar vivendo. E parece que agora ele tinha encontrado.

— Hum??. Ele se virou para trás e ouviu um choro agudo vindo do quarto.

— Não me diga que... — Ele saiu correndo em grande velocidade em direção ao quarto e a cada momento que se aproximava mais o choro aumentava.

— Filhos da ****! — Cuspiu as palavras adentrando no quarto e vendo um bebê encima da única beliche ali. Leonard caminhou até o bebê e lembrou do mesmo, era Steven.

— Ohh Steven, eu não acredito que lhe abandonaram aqui. — Disse pegando o pequeno no colo e por algum motivo com lágrimas nos olhos. — Como podem ter feito isso com uma esperança do recomeço? Nem animais abandonam o seus filhotes independente das dificuldades. CRUELDADE!

Dizia agonchegando o garotinho de um ano e cinco meses que logo parou de chorar. Enquanto o balançava uma pequena folha de papel caiu sobre o chão duro e gelado. Com o bebê no colo ele se agaichou, pegou o papel recheado de palavras em seguida começou a ler:

"Por favor, leia até o final, é sobre o meu filho...

Olá Leonard, eu sei que nunca tivemos uma boa relação apenas de quando você me ajudava a cuidar do pequeno Steven. Olha, eu tenho uma boa explicação para ter deixado ele aí com você...

Eu não podia levar ele junto para morrer, eu não podia deixar que uma das poucas esperanças da repopulação do mundo morressem. Eu sei que se deixasse Steven com você ele estaria em boas mãos, então eu te peço um único favor?

Cuida do meu filho, não deixa ele sozinho, protega meu filho dessas criaturas? Eu posso contar contigo??

Eu não fui embora para sempre, saímos em busca de ajuda e se tudo der certo voltaremos buscar vocês dois. Então não saíam daí, mas se saírem deixe dica para onde forem...

Ass: Lídia Savior"

Terminando de ler o bilhete, ele o amassou e o jogou longe. Estava inconformado, a mãe do garoto poderia ter ficado na caixa junto de Leonard cuidando do filho, no entanto ele preferiu ir diretamente no caminho da morte.

— Não se preocupe Steven-chan vou cuidar de você, mas quando sua mãe voltar não vou entrega - lo para ela...

Após esse ocorrido Leonard se mostrou completamente perdido, sem ter o que fazer apenas segurando Steven andando de um lado para o outro. Ele já tinha fechado a porta de saída e colocado um móvel para segurar a mesma.

— Aqueles malditos levaram todos os alimentos, acha que aguentarei sobreviver até a próxima segunda?. Perguntou ao bebê, mas não obteve resposta obviamente.

— Preciso avisar meu irmão sobre isso... É preciso... — Agora tecnicamente sozinho a sanidade dele pode chegar ao fim. Ele pegou o celular e rezou para que o sinal da operadora estivesse funcionando essa hora (14:00). Por sorte estava funcionando, no entanto seu irmão já não tinha entrado no aplicativo de mensagem desde a última vez que conversaram, ou seja, ontem.

— "Ele deve estar ocupado fazendo outras coisas, não tem tempo e nem vai ficar perdendo mexendo no celular." — Pensou. Até lembrar que seu irmão anda com o celular no bolso e perceberia se chegasse alguma mensagem.

— Espero que não tenha acontecido nada de ruim com ele... Bebê, fique aqui e não saia. Irei pegar alguma coisa no armário para se defender caso algo nos ataque.

Logo que chega ao armário da cozinha pega a única faca que deixaram para trás, não iria parar as criaturas, mas poderia servir de algo. Voltou para o quarto e sentou ao lado de Steven e o entregou uma boneca que encontrou no caminho:

— Se os suprimentos não chegarem vamos morrer em um mês. Podemos sair? Podemos, mas também vamos morrer se dermos de cara com os Reglers. Eu não vejo nenhuma opção de como vamos sobreviver sozinhos no meio de um apocalipse.


Notas Finais


Se leu até, muito obrigado^^
Ficaria grato se acompanhasse o meu trabalho. Caso tenha encontrado algum errinho, me avise.

No próximo capítulo:

"Mãe e filho lutam para sobreviver e após dois meses ambos decidem procurar um lugar novo e seguro para viver. Então tendem a se preparar para um longo caminho até o objetivo. Enquanto isso, na Austrália. O jovem Leonard recebe a má visita de dois aterrorizantes Reglers que estão em busca de comida. Sem muitas opções, ele resolve se esconder, mas..."


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