História Mount Vernon - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Família, Original, Profecia, Romance, Sobrenatural
Exibições 3
Palavras 1.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção Científica, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


— Ela perguntou, sobre seu anel? — James perguntou.

— Sim, e daí? — Disse olhando o cardápio, mesmo tendo memorizado ele fazia meses. 

— Nada. — Ele franziu o cenho

— Você ta mentindo. 

— Não to, não. — Ele repetiu o ato.

— Viu, ta sim. — Disse apontando para sua testa. — Você frase a testa quando está mentindo.

Ele pôs suas mãos em ambos os lados de sua testa e esticou a mesma.

— Pareço estar mentindo? — Ele perguntou.

Eu ri. Ele riu.

— Sério, — Eu disse por final.— Qual o problema?

— Nada, não foi nada.

Semicerrei os olhos.

— Gostariam de algo? — A garçonete perguntou.

— Eu quero um pão de queijo e uma limonada suíça. — Eu disse fechando o cardápio e o entregando à moça que anotava algo em seu bloquinho.

Ela olhou para James.

— Eu quero um chá gelado.

Ela assentiu, e saiu. 

— Desse jeito você vai ficar com hipoglicemia.

Ele riu.

— E aí, — Disse, como se não quisesse nada. Novamente semicerrei os olhos. — Tem planos para o sábado?

— Não... — Eu respondi. — Mas aposto que você vai criar planos para mim. Ou já criou.

Ele, novamente, riu.

— Filme? — Perguntou

— Mãe?

— Sim.— Respondeu. 

Os pais de James eram separados. Ele deveria ficar uma semana em cada casa, mas normalmente seus pais trocavam as semanas, por causa das constantes viagens à trabalho de ambos os pais.

— Sim. — Eu disse por final.

Gostava da mãe de James, eu nunca conhecera o pai dele, pois nunca foi permitido amigos de James na casa de seu pai.

Depois da aula James e eu fomos caminhando até minha casa. Enquanto conversarmos, ele olhou para um homem, que passou por nós, estudando-o. Continuei nossa conversa, normalmente, mesmo sentindo que algo parecia estar errado, ignorei aquilo.

De repente, senti um solavanco. E cai, involuntariamente, para trás. Tive um pequeno minuto para me "reorientar",  e olhei para cima. Consegui ver, apenas, James, enterrando uma "pequena" adaga no peito de um homem. O homem caiu no mesmo estante. Do bolso, James puxou um pequeno frasco com um líquido verde, opaco, e ,simplesmente, jogou o conteúdo do frasco em cima do corpo caído em sua frente, o corpo entrou em chamas no mesmo instante.

Olhei para James, assustada, ele guardo sua adaga em algum lugar de seu cinto, e a mesma desapareceu, no mesmo instante. Ele me olhou, com cara de pena. Se ajoelhou do meu lado, eu tentei me afastar.

— Não vou te machucar. 

— É o que o assassino normalmente diz. — Respondi tremulosamente.

Ele esboçou um sorriso. 

— Não acho que você diria isso, se estivesse me temendo.

— O que você é? — Perguntei, receosa.

— Preciso te levar a um lugar. — Ele disse estendendo a mão para mim.

 

— Me responda! — Disse rispidamente, olhando para sua mão extensa à minha frente. 

— Responderei, se me deixar levá-la à um lugar. — Disse James apoiando seu braço, que estava estendido, em seu joelho.

— O que era ele?

— Lhe darei todas as respostas, quando chegarmos lá. — Ele sustentou sua sua mão novamente à minha frente.

Dei um impulso com meus braços no chão, ignorando sua ajuda. Limpei a sujeira de minhas mãos esfregando-as uma na outra. James levantou lentamente.

— Onde vamos? — Disse por fim.

O barulho constante dos grilos ao meu redor começavam a me deixar impaciente. Olhei para o céu, começava a escurecer, o que indicava o início da noite. 

A calçada em que caminhávamos era iluminada, apenas por postes. Encarei os sobrados ao meu lado, fazia, mais ou menos, cinco quadras desde que olhava os mesmos sobrados cor de vinho. 

Eu tinha certeza de que estávamos andando fazia mais de uma hora. Parei de súbito. James continuava a caminhar na minha frente, sem perceber que havia parado.

— Ei! — O chamei. Ele se virou e me encarou. — Pra onde estamos indo?

— Estamos quase chegando.

— Você disse isso há 30 minutos.

— Agora estamos quase lá, é nessa quadra. Vem, vamos.

Demorou mais alguns quarteirões até ele parar em frente a um poste de luz, indicando que havíamos chegado ao local misterioso, minha perna estava cansada, meus pés doíam, olhei para o relógio em meu pulso esquerdo. 22:45. Olhei para o relógio, novamente, aflita. 22:45. Não acreditara que havia se passado tanto tempo, fazia pouco tempo desde que começara a escurecer. 

James olhou rapidamente em volta, como se estivesse conferindo se havia alguém por ali, mas não tinha, a rua estava deserta. Fiquei com um pouco de medo, se ele me largasse ali, naquele lugar, eu não saberia como voltar para casa, não sabia onde estava. Também não poderia perguntar para alguém. Naquela hora da noite encontrar com alguém andando por ai não seria algo muito seguro, ainda mais perguntar como eu poderia chegar em casa.

James tocou no poste, como estivesse acariciando-o, desenhou uma linha curva com seu dedo indicador direito, mais abaixo e para o lado desenhou outra linha curva com seu dedo do meio direito, exatamente em baixo da primeira linha desenhou novamente uma linha curva com seu dedo indicador direito.

O chão aos pés do poste se abriu formando uma circunferência de, no mínimo, 60 centímetros de diâmetro. Olhei para dentro do buraco, não conseguia enxergar o chão, o poste continuava descendo, como um poste de bombeiros. James sorrir para mim, indicou o "buraco" com a cabeça e disse:

— Primeiro as damas.

O poste servia exatamente como um poste de bombeiro.

— Tá doido? — Me exaltei, ao que ele ficou surpreso. — Não entro aí nem morta.

— Qual o problema? — Perguntou ele.

— Eu sei lá aonde esse troço vai cair.

 Ele deu um leve sorriso.

— Vamos, eu prometo que você vai gostar.

— Gostar? Ta maluco garoto?

Ele sorriu e se aproximou de mim ergueu seus braços na altura de minha cintura, e me empurrou. Gritei. O mais alto que eu pude olhei para cima não via nenhum traço do céu. Devia estar caindo de pressa. Tentei esticar o meu braço à procura do poste mais não encontrei nada, estava escuro, não enchergava nada.

— Rápido, rápido! — Ouvi um grito de uma voz aguda abaixo de mim. — Tragam eles aqui!

De repente, não sentia mais um ar frio em minhas costas, meus cabelos não balançavam descontroladamente. Eu tinha caído , mas nem havia percebido, estava sobre uma espécie de colchão d'Água, porém ele parecia se moldar ao meu corpo. 

— Oi! — Disse animadamente a dona da voz que estava, anteriormente, gritando.

Seu rosto estava bem acima do meu. Seu cabelo era longo e roxo e quase caia em minha cara, seus olhos tinham o mesmo tom de mel que os meus e o de James, seu rosto era branco e angelical, e ela tinha um enorme sorriso estampado nele.



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