História Mova - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Block B
Personagens B-Bomb, U-Kwon
Tags Dance, U-bomb
Exibições 54
Palavras 2.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meninos e meninas <3
Mais um capitulo para essa ficzinha maravilhosa <3
Esse capitulo é super importante para o enredo, espero que se divirtam <3
Boa leitura!

Capítulo 6 - O que tem de errado com você?


Fanfic / Fanfiction Mova - Capítulo 6 - O que tem de errado com você?

Meu coração batia rápido de tanto medo enquanto tentava simplesmente entender porque diabos Kwon era tão teimoso. 

-"Eu não sei se você estava escutando, mas a professora disse claramente que ir no terraço era contra as regras..."- Falei rangendo os dentes e ele me ignorou completamente finalmente terminando de tirar os parafusos na tranca que nos separava do terraço. 

-"Eu não sei se você estava escutando, mas eu não me importo... Quero ensaiar e não tem nenhuma sala vazia..."- Ele falou num comportamento tão obviamente diferente do seu normal. Mordi a boca. Realmente como hoje era o último dia antes da apresentação as salas estavam cheias de duplas desesperadas e não tínhamos onde ensaiar, mas ensaiar no terraço parecia-me a ideia mais idiota do mundo.  

-"Você percebe o quão idiota isso é?"- Indaguei andando atrás dele. O terraço era repleto de cadeiras quebradas num canto, um espaço realmente grande aberto e teias de aranha. Não tinha nada demais.  

-"Se você quiser ir embora pode ir Lee Minhyuk..."- Comentou friamente e apertei os olhos pra ele ignorando sua irritação. Decidi continuar com ele, por algum motivo que nem eu mesmo poderia explicar qual é. 

Me posicionei ao seu lado e começamos a ensaiar, apenas repetindo como sempre a sequencia que já sabíamos de có.  

-"Acho que nessa virada a gente podia fazer um movimento mais aberto, ta muito travado..."- Ele falou de repente. 

-"Fica melhor travado!"- Falei sem dar importância. 

-"Eu não tenho voz nessa dupla? você já escolheu tanta coisa, eu não posso dar uma sugestão?"- Ele explodiu de repente e arregalei os olhos me irritando de volta. 

-"Você pode dar qualquer sugestão, mas acontece que a apresentação já é amanhã! Você deveria ter falado antes!"- Joguei contra ele.  

-"Você é perfeito, com certeza consegue pegar!"- Falou num tom irônico e eu me aproximei dele realmente irritado, realmente querendo quebrar aquela cara dele com a minha mão.  

-"Eu já disse que odeio que fale as coisas pela metade! Diga logo o que quer dizer!"- Gritei. Apontando o dedo indicador pra ele.  

-"E agora a culpa é minha da sua falta de interpretação? Eu virei seu professor?"- Gritou de volta. Mordi os lábios olhando-o com ódio. Desde quando ele gritava comigo, desde quando ele pensava que poderia me tratar assim? 

-"Eu posso ser burro, mas pelo menos eu falo logo o que eu quero!"- Respondi alto. Tremendo de raiva. Ele gargalhou ironicamente 

-"Eu nunca ouvi uma mentira tão grande e o legal é que você realmente parece acreditar nisso... Se tem uma coisa que você não faz é assumir o que sente! "- Falou e empurrou meu ombro com a mão.  

Fiquei tão bravo que pulei pra perto dele, empurrando muito mais do que ele tinha me empurrado, gritando xingamentos contra ele. O mais irritante era que ele obviamente não tentava me atacar, apenas se defendia. Me afastei dele possesso. Incapaz de continuar aquela idiotice. Fui até o monte de cadeiras quebradas no canto e gritei de raiva, chutando-as com força.  

O problema foi que eu não sabia que uma delas ia cair do terraço na parte de trás do prédio, bem ao lado da sala da coordenação. 

○ 

-"Bem meninos... Eu já disse tudo que tinha pra dizer e eu percebo que sejam bons alunos pela frequência que comparecem as aulas e as salas de ensaio, mas as regras são claras, não importa o quanto queriam ensaiar, o terraço é proibido e eu já expliquei como é perigoso ficar lá. Eu deixarei os dois sozinhos agora e venho libera-los daqui uma hora. Quando terminarem de escrever uma carta de desculpas. Espero mesmo que não se repita, temos grandes expectativas nos dois."- A mulher falou e eu me sentia tão triste que queria chorar. Eu passei a tarde escutando sermões sobre seguir regras e ser uma boa pessoa. Que droga, eu sabia de tudo isso. Me sentia triste e pequeno. 

Quando a mulher deixou-nos sozinhos na sala Kwon olhou pra mim. Ele estava do meu lado e nem tinha escrito nada ainda na sua folha.  

-"Desculpa ter te empurrado..."- Ele falou primeiro. Larguei meu lápis impaciente.  

-"Eu bati muito mais em você do que você em mim!"- Falei olhando-o, o pequeno arranhão na bochecha ainda estava vermelho. Era bem superficial, mas ainda me deixava nervoso.  

-"Mas eu comecei..."- Falou. Eu realmente notei como isso deixou ele chateado. 

-"Eu só queria saber o que tem de errado com você desde ontem?"- Indaguei e ele fez uma careta dolorida. -"Me diga!"- Insisti quando percebi que ele ponderava sobre dizer ou não. O silêncio reinou entre nós e já estava desistindo de esperar quando ele começou.  

-"Eu só não aguento mais..."- Falou com um suspiro pesado. Dirigi meus olhos curiosos para ele. Seu olhar era pesado e magoado.  

-"O que você não aguenta?"- indaguei preocupado. 

-"Nunca conheci alguém como você... Desde do primeiro segundo que me viu você nunca deu nenhuma brecha pra que fossemos amigos. Nunca me senti tão cansado de estar perto de uma pessoa antes. Eu sinceramente apenas queria um amigo próximo e o que seria mais legal do que ser o meu colega de quarto? O cara que mais admirei durante a seleção para a bolsa de estudos..."- Parou de falar de repente e ele não evitava encarar meu olhar. Fechei meus lábios com força, me encolhendo um pouco pela bronca, infelizmente concordando com cada palavra. -"Eu te admiro porque é forte o bastante pra se forçar contra qualquer coisa, mesmo doendo, mesmo cansado... Eu realmente acho isso incrível porque eu não posso ser assim. Fui atropelado a dois anos e quanto mais força eu fizer no joelho, significaria menos tempo dançando. Eu só queria aproveitar e fazer algumas conquistas calmamente enquanto ele ainda funciona. Eu tinha você como esperança, como se você me fizesse acreditar que eu era capaz de aguentar a dor e me esforçar por um objetivo. Eu até te deixei escolher a música e fiz os movimentos travados que você queria, mesmo que meu joelho doesse o tempo todo... Não entendo porque você é contra qualquer aproximação nossa e até mesmo que eu te dê um apelido... E mesmo que eu faça de tudo para ser um bom amigo, ainda te vejo me imitando toda vez que te deixo sozinho, rindo de mim..."- Ele parecia realmente cansado e eu queria pedir desculpas, mas queria mais ainda ele falasse tudo que sentia. Então deixei que ele terminasse sem interromper -"Eu achei que você se esforçava por ser sua personalidade... Achei que você era outra pessoa... Agora eu só enxergo medo em você... Parece que tem medo de errar, medo de mudar, medo de ser você mesmo, medo de mim... Você pode ter se sentido superior esse tempo todo, mas eu só conseguia te ver como uma pessoa ferida, eu só consegui tentar cuidar o máximo que eu podia mesmo que você não deixasse isso ser fácil... Eu só queria entender..."- Falou finalmente seu rosto bonito contorcido numa careta e seus olhos marejados. Meu coração parou. 

-"Kwon..."- Sussurrei me aproximando e tentei puxa-lo pra um abraço, mas ele me parou tentando engolir o choro.  

-"Ah que droga, eu pareço um retardado... Porque você é assim comigo Minhyuk? Porque?"- Perguntou fazendo careta. Eu me sentia tão mal, tão mal que queria me enfiar num buraco, queria me bater, queria morrer. Eu nem mesmo cogitei os seus sentimentos e aquela pessoa tão alegre nem parecia ela mesma enquanto engolia o choro silenciosamente na minha frente. Eu queria fazê-lo parar. 

Eu só consegui me aproximar, massagear sua nuca com meus dedos trêmulos e finalmente selar minha boca na sua. O pequeno sobressalto quando nos tocamos foi completamente deleitoso pra mim. No que isso ajudaria? Eu não faço ideia, provavelmente não ajudaria em nada. Mesmo assim eu deixei que aquele beijo doloroso fosse demorado demais enquanto puxava-o pra perto. Como se eu pedisse desculpas com uma ação. Coração batendo rápido, mãos tremendo. Minha mente entrou em combustão instantânea, nada fazia sentido. Minha testa estava franzida. Afastei e respirei um pouco, então novamente encostei minha boca na dele, num outro selinho demorado. Como se eu precisasse de mais um pra continuar vivo. Tão macio. Parecia que eu deveria ter feito isso antes, parecia que eu tinha sido criado pra beijar aquela boca. Sua mão segurou forte meu antebraço e ele estava completamente parado. Nossas testas encostadas, sua respiração mais rápida. Me afastei lentamente olhando em seus olhos arregalados, ele parecia confuso. Mas provavelmente ele nunca estaria tão confuso quanto eu. Soltei-o e voltei ao meu lugar devagar, ainda sem nenhuma explicação decente pra aquilo. Nos encaramos silenciosamente. Enquanto refletia sobre suas palavras de forma auto depreciativa. Minha respiração estava descompassada, enquanto a de Kwon parecia normal, ele me olhava tão profundamente que parecia saber mais de mim do que eu mesmo. Meu coração estava nervoso numa concepção de que eu tinha caído fundo demais e agora, não tinha nenhuma saída. 

-"Meninos...?"- A professora voltou e Kwon pareceu voltar a realidade coçando a nuca. -"Eu vou precisar sair, levem as folhas com vocês e me entreguem junto com seus horários no fim de semana. Espero mesmo que reflitam sobre suas ações. " Ela disse e nós dois saímos com os papeis na mão andando de volta para o quarto. A vergonha só não estava maior que o sentimento de culpa. Não sabia o que fazer. A única certeza que eu tinha era que devia desculpas a ele.  

Quando o ouvi assobiar eu o olhei em descrença. Ele realmente era inabalável. Como um cara poderia estar prestes a chorar em um momento, dizendo um monte de coisas e do nada estava assobiando parecendo leve. Franzi o cenho na direção dele e ele me olhou num instante. Desviando rapidamente o olhar sorrindo largo logo depois. Nunca fiquei tão curioso sobre o que uma pessoa estava pensando. Mas o ignorei até que entrássemos no quarto.  

Suspirei cansado jogando os sapatos no chão e sentando na cama de forma que pudesse olhar pra ele.  

-"Podemos conversar?"- Pedi olhando-o. Ele me olhou e riu um pouco então pós a mão na cintura. 

-"Olha Minhyuk... Eu só estava chateado, mas eu botei tudo que estava me chateando pra fora, então não precisa se forçar a falar sobre isso..."- Ele falou e eu apenas humedeci os lábios pensativo.  

-"Senta."- Pedi apontando pra cama dele. Ele suspirou e foi sentar.  

Passei a mão no meu cabelo querendo achar as palavras certas. 

-"Primeiro... Sim, eu morro de medo de errar, eu morro de medo de mudar e eu morro de medo de você. Então tudo que eu fiz eram tentativas falhas de me afastar de tudo que me dá medo... Eu não deveria ter sido tão rude ao ponto de te deixar assim tão chateado hoje... E muito menos ter caçoado de você quando saiu da sala de ensaio... Eu só estava com inveja porque... Você não precisava se esforçar pra ser bom... Eu sou muito cabeça dura, chato, insuportável... Eu sou um babaca. E eu realmente me senti mal ouvindo tudo isso de você... Acho que mesmo que eu fingisse que não... Eu gosto muito de você. E agradeço sua gentileza comigo. Eu não sou perfeito e nem acho que vou conseguir ser antes de morrer, mas... Eu queria pedir pra você me perdoar. Pra esquecer todas essas brigas chatas e fingir que me conheceu hoje... Eu não vou mais ser uma pessoa tão ruim com você... Vou ser sincero. Eu prometo... Espero que ainda queira ser meu amigo..."- Falei sinceramente. Quase colapsando por dentro de tanto medo. 

-"Claro!"- Falou e seu sorriso era simples e doce. Eu sorri de volta pra ele me sentindo mais leve do que já me senti nesse tempo todo, como se pudesse me livrar um pouco de toda essa tensão. Cocei minha nuca sem jeito. 

-"Então Minhyuk..."- Ele começou e eu sorri. 

-"Pode me chamar de Minnie!"- Encorajei interrompendo-o. 

-"Tudo bem Minnie...  Porque você me beijou?"- Perguntou achando graça e meu sorriso sumiu imediatamente. Arregalei os olhos pensando numa boa desculpa pra isso, mas eu não tinha nenhuma.  

-"Vou tomar banho!"- Falei levantando de uma vez da cama e entrando no banheiro. Fechei a porta e me encostei nela com os olhos fechados. Droga, droga, droga, droga. 

Eu realmente tomei banho, um bem demorado por sinal. E mesmo assim não achei nenhuma resposta pra pergunta dele. Quando finalmente terminei de tomar banho eu queria morrer mofando dentro do banheiro porque, além de não ter coragem pra sair, na minha pressa esqueci de pegar uma toalha. 


Notas Finais


Kwonnie rebelde? Minnie roubador de beijos?
kkkk


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