História Move - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias IKON
Tags Double B, Ikon, Junhwan, Romance
Visualizações 23
Palavras 3.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha só que voltou aa
Oizinho u.u
Só queria dizer que provavelmente eu vá atualizar a fanfic a cada duas semanas, uhum.
Sobre esse capitulo, bom, nada a comentar :''')

Boa leitura~

Capítulo 2 - Timor


Fanfic / Fanfiction Move - Capítulo 2 - Timor

Não sabia como as coisas haviam chegado àquele ponto mas, lá estava ele, sentado em seu sofá, olhando pro nada como se tudo ali fosse estanho. Até havia se esquecido da lorota que havia inventado a Jinhwan sobre aquele rapaz, porém no final das contas o banque das bebidas foi maior que a curiosidade do menor, o fazendo adormecer facilmente na cama de Hanbin. 

De fato não gostava de questionar as pessoas mas, aquele rapaz o intrigava de todas as formas. Ele sabia sobre sua família, seu dinheiro, sobre a faculdade, manias, gostos, praticamente sobre tudo relacionado a Hanbin, tornando todo aquele momento ainda mais estranho. 

Era quase certeza que nunca havia o visto por ai, e temia de que talvez seu pai estivesse tramando algo, usando aquele homem para se aproximar de si. Porém, o mais estranho era que mesmo desconfiando do maior, Hanbin ao menos foi capaz de deixa-lo na chuva. Não entendia bem, mas os olhos alheios o cativavam.

Aqueles olhos.

— Você não precisa ficar assim, eu não vou fazer nada com você. 

Aquelas palavras martelavam na mente do Kim mais novo, tornando suas paranoias ainda mais presentes naquele momento. Não sabia dizer se podia ou não confiar no rapaz ali, porém, mesmo que não quisesse, não poderia deixa-lo solto por aí, pelo menos não muito longe de si. Ele sabia demais.

Mesmo com seu sexto sentido lhe dizendo que havia algo errado, ainda se preocupou em buscar algumas roupas de cama para que o outro pudesse dormir tranquilamente em seu sofá. O rapaz era tão maior que si, que Hanbin estava quase desacreditando que o outro fosse caber naquele estofado antigo.

Achou graça ao se lembrar da expressão alheia, assim que chegou com algumas roupas secas. O outro ficava apalpando os tecidos, cheirando e esbanjando um sorriso incrivelmente grande em seu rosto, como se nunca houvesse visto roupas na vida.

São apenas roupas. Foi o que disse ao moreno, tentando cortar aquele suposto fio de felicidade que o outro expressava.

— São suas roupas.

E mais uma vez o outro lhe cativou, aparentemente sem ao menos se esforçar para isso. Era incrível como o rapaz soltava esse tipo de coisa facilmente, porém, diferente do pequeno e ligeiro Jinhwan, não era forçado.

Mas não podia se deixar enganar por aquela feição inocente. Claro que não podia. Tinha que ficar alerta, esperto, sem deixar com que o maior passasse a rasteira em si. 

Você acha que pode me enganar? Não pode. 

E mais uma vez o ego de Hanbin se inflou, tentando convencer a si mesmo que ninguém iria o derrubar, nem mesmo seu pai, muito menos aquele rapaz. Porque naquela noite ele se considerava uma presa. 

Chapeuzinho vermelho na casa da vovózinha, prestes a questionar o lobo mau sobre seus dentes afiados. Péssima metáfora, porém grandiosa na mente fértil de Hanbin. Pelo visto a noite seria longa pra si.

O dia amanheceu tão rápido que Hanbin sequer conseguiu pregar os olhos direito. Queria acreditar que tudo o que aconteceu naquela madrugada fosse apenas um sonho lúdico e estranho mas, não era. 

Ele ainda estava ali, completamente enrolado no edredom, ressonando calmo…

Tão fofo? Não, não. 

Se aproximava daquele estofado com calma, não querendo estragar tal cena. Se ajoelhou ao lado do móvel, podendo ouvir melhor o som da respiração do maior. Os lábios alheios estavam um tanto abertos, deixando os seus dentinhos amostra. 

Tortos. 

E um riso baixo ecoou pelo cômodo, e os olhos de Hanbin estavam completamente fixados no rapaz. Pensou em levar sua mão ao rosto do maior, só pra saber se ele realmente era real. E não demorou para que o fizesse. 

Lá estava ele, estendendo lentamente o braço em direção ao rosto do moreno. 

Devagar, devagar, devagar…

— O que você 'tá fazendo? 

Sentiu como se seu coração fosse sair pela boca ao ouvir aquela voz. Havia se esquecido que Jinhwan dormia em seu quarto, enquanto tentava completar a missão de explorar o rosto daquele rapaz em seu sofá. 

Suspirou pesadamente tentando controlar seus batimentos.

— Bom dia, hyung. — Se virou com calma para o menor, tentando não demostrar que talvez foi "pego no pulo".

— Hum, o que você estava fazendo? — Nada passava despercebido pelos olhos de Jinhwan. 

— Eu estava… Er, eu estava só ajeitando ele melhor no sofá. Ele estava caindo, hyung. — Tão sútil.

— Sei. — Jinhwan ainda o olhava, tentando tirar a força a verdade de Hanbin. — Tem algum remédio? Eu estou morrendo de dor de cabeça. 

Claro que estava, ninguém era tão bom bebedor quanto Jinhwan. Nenhuma garrafa de vinho sobrevivia para contar história no dia seguinte. 

— Na gaveta do criado mudo. — Levantou de onde estava, indo em direção ao menor, bagunçando levemente os fios tingidos do rapaz. — Mas eu acho melhor você tomar depois de comer. Vou fazer o café. 

A ressaca moral de Jinhwan reinava naquela manhã. Sua cabeça doía, e seu orgulho estava se arrastando atrás de si, lutando pela vida. Não acreditava que tinha conseguido fazer a tamanha burrice de ir atrás de Hanbin, ainda mais bêbado. 

Era incrível como não conseguia sequer fazer aquilo que falava. Tinha certeza que naquela noite não iria se dar por vencido por seus hormônios loucos, ou por seus pensamentos conturbados.

Tudo estava dando errado, não era pra ser assim.

Na maior parte do tempo, permaneceu quieto, apenas olhando dono da casa trabalhar nos seus ovos mexidos. O cheiro fazia o estômago de Jinhwan embrulhar, não queria comer mas, não faria desfeita, já que Hanbin se esforçava tanto pra isso.

Hanbin se esforçando por alguém? Estranho. 

Por mais que sua cabeça ficasse girando na mesma questão, permaneceu ali quieto na companhia do maior. 

Não ficou muito tempo, na oportunidade que teve foi embora de sua casa. Sem questionar aquela mudança momentânea de personalidade, e muito menos sem questionar sobre aquele rapaz.

Soltou um suspiro em frustração assim que chegou a porta de sua casa, parando alguns segundos para analisar aquelas mensagens em seu celular. A maioria delas era de June, aparentemente preocupado por ter deixado o mais velho vagar sozinho pelas ruas. 

Por que você é assim? 

Um riso estranho deixou seus lábios, finalmente passando a entrar em casa, caminhando com passos leves até seu quarto. 

Se jogou sobre a cama, fitando o teto. Era difícil descrever se o menor pensava em muitas coisas ou, se simplesmente não pensava em nada. Apenas se sentia estranhamente vazio, estranhamente vazio. 

— Seu pai quer falar com você, desça. 

A voz de sua mãe lhe tirou de qualquer tipo de pensamento — Ou não pensamento — Em que estava naquele momento. Seria catastrófico ver seu pai daquele jeito, julgando por sua personalidade carinhosamente apelidada de "escrota" por Jinhwan. 

Tentou se ajeitar da melhor forma possível, não demonstrando aquela ressaca — Muito mais emocional — em que estava. 

Postura, postura. 

Seu pai se sentava em uma das poltronas naquela sala. E em como um daqueles filmes de mafiosos, o mais velho se virou junto do estofado, encarando o menor com uma expressão fechada no rosto.

— Pelo visto a noite foi longa pra você. — Nenhuma palavra foi dita por Jinhwan. — Onde você estava? Com Hanbin? — Ah claro, aquele bendito assunto. 

— É, eu estava com ele. Na verdade eu dormi na casa dele essa noite, sabe? Por causa da chuva. 

— E como as coisas andam entre vocês dois?

Não andam, pai. 

— Vão bem. Melhor impossível. — Claramente uma mentira mal inventada.

— Muito bem. Pode sair agora, você fede a bebida. 

Uma simples reverência foi dada pelo menor, e nenhuma palavra a mais foi dita naquele cômodo, até Jinhwan finalmente sair dali.

Aquele assunto já começava a lhe incomodar. 

Seu pai gostava de controlar tudo a sua volta da forma que podia e que conseguia. Já sua mãe nem percebia mais quando se tornava submissa ao velho senhor Jisun, contanto que seu cartão de crédito sempre estivesse liberado para acalmar seu estresse. Afinal, ser esposa de um homem tão importante quanto Kim Jisun era completamente estressante.

A única pessoa com quem Jinhwan podia contar naquela casa era sua irmã mas, assim que a garota teve oportunidade, saiu de casa e foi tentar a vida como atriz. Algumas vezes Jinhwan recebe alguns presentes dela, como roupas de marca, perfumes. Talvez isso fosse como uma prova, mostrando que a carreira estava indo muito bem. 

Era trágico. Porque os passos do pequeno Kim eram constantemente trilhados por seu pai.

Voltou ao seu quarto e tomou um banho rápido, apenas tentando aliviar todo aquele cansaço que sentia e talvez tirar de si o possível cheiro de bebida, do qual seu pai tanto reclamara minutos atrás. 

Se pegou mais uma vez olhando aquele teto, por vezes o vendo girar, lhe causando certos enjoos. Pegou o celular e mandou mensagem a pessoa mais provável — Talvez única — Capaz de lhe tirar do tédio. Koo Junhoe. 

Se lembrava muito bem de como e quando havia conhecido o mais novo. Foi obrigado a ir com a sua turma a uma exposição dos calouros de belas artes. Em meio a tantas pinturas, lá estava a obra de June, completamente diferente das outras, porém sem nenhum destaque aos olhos dos outros. A menos para Jinhwan, que foi capaz de perceber aquela pintura, capaz de decifra-la de um jeito que talvez ninguém ali conseguiria fazer. 

— O que você acha dessa pintura? — Fora a primeira vez que ouviu o timbre do mais novo, conseguindo até achar que aquele rapaz era seu sunbae. 

— Hum, é difícil descrever ela mas, eu diria que retrata o medo.  

— O medo? Por que acha isso?

— Porque eu sou a única pessoa que é capaz de encarar essa pintura e dizer isso. — Voltou os olhos ao maior, com um sorriso aberto em seus lábios. — Essa é a única pintura que é composta por tons tão escuros, a deixando com essa áurea tão sombria. As pinceladas, apesar de serem bem feitas e bem pensadas, ainda são brutas, como se pintar a tela fosse algo doloroso. O quadro todo me parece uma representação de todos os sentimentos ruins de alguém. 

— Você pode dizer isso apenas pela palheta de cores usadas pelo artista? — Riu fraco ajeitando os próprios fios.

— Um quadro vibrante consegue chamar facilmente a atenção das pessoas. Porém, um quadro com sentimentos, consegue chamar a atenção dos artistas. — Sorriu satisfeito com sua própria resposta.

E no dia seguinte o quadro foi comprado por ninguém menos que Kim Jinhwan, fazendo o baixinho ganhar um novo admirador. 

Entretanto, Junhoe não era como os outros rapazes — ou garotas — que "perseguiam" Jinhwan. Sua admiração era muito maior que qualquer atração física, fazendo o mais novo se tornar em pouco tempo alguém que o mais velho pudesse realmente confiar. E assim como esperava, lá estava o moreno junto de si, lhe fazendo companhia naquele inferno.

O maior olhava calmamente cada centímetro daquele cômodo, o guardando em sua mente. Respirava profundamente, tentando assimilar quaisquer aromas ali. Como um bom pintor que se considerava, sabia que podia usar tudo aquilo em talvez uma boa pintura. Não conteve um sorriso em ver seu próprio quadro pendurado em uma das paredes do quarto do mais velho, voltando os olhos ao rapaz, se sentando ao seu lado sobre a cama. 

— Estranho me chamar aqui no seu covil do mau. — Riu fraco de suas próprias palavras, afagando calmamente os fios do menor. 

— Eu estava com preguiça de sair, e eu não queria ficar sozinho. — Murmurou baixo, voltando os olhos ao maior. 

— Como foi com o Hanbin? — Não queria perguntar sobre aquilo, porém queria saber. 

— Não foi, June, apenas isso. — Riu baixo, se deitando sobre a cama, novamente fitando o teto. 

— Eu juro que ainda não entendo, Jinan. — O mais novo não disse mais nada, apenas fez o mesmo que o menor, passando a se deitar ao seu lado. 

— É mais complicado do que parece, acredite. 

Mesmo que não conhecesse seu hyung tão bem quanto queria, podia ver que tinha algo errado. Quando começou a cursar Belas artes, aprendeu que é sempre importante observar muito bem tudo ao seu redor, afinal tudo pode render uma obra de arte. Mas naquele momento não pensava em pintar, mas sim em apenas decifrar o menor, assim como o mesmo havia feito com sua pintura meses atrás. 

—  Você lembra do que me disse sobre aquela pintura. — Apontou para o quadro, logo percebendo o rapaz ao seu lado assentir em concordância. — Você disse que representava o medo mas, você passou longe disso. — Riu baixo — O medo também estava presente ali, e como você disse aquilo tudo eram sentimentos ruins. Aquele quadro representa o amor, e tudo de ruim que ele nos traz. Naquela época eu me sentia assim, e não tinha como evitar pintar esses sentimentos tão "escuros". Medo, agonia, angústia, inveja, ciúmes, solidão, inferioridade… Tudo está ali, demonstrando quem eu era. 

— E por que se sentia assim? 

— Antes de entrar na faculdade eu namorava uma garota. Éramos bem felizes, e um respeitava o outro de tal forma, que até eu conseguia achar estranho. — Riu fraco — Eu nunca fui de uma família rica mas, ela estava bem abaixo disso. Não sei ao certo o que aconteceu mas, um dia ela decidiu terminar tudo, foi estudar música no exterior, e eu fiquei daquele jeito. 

— Nunca mais viu ela? — O menor se sentou ao seu lado, podendo observar aquela expressão vazia e angustiada do maior.

— Nunca mais. Porém, depois que eu entrei na faculdade, muitos dos meus colegas comentavam sobre ela, dizendo que a muito tempo ela saia com cara bem rico, e que foi assim que ela conseguiu estudar fora.

Um silêncio tomou conta daquele quarto, fazendo até mesmo Kim Jinhwan se sentir desconfortável. O menor não sabia se olhava para o rapaz deitado ao seu lado, ou se olhava novamente para o teto. 

— Com certeza ela não merecia você. — Murmurou baixo, talvez com medo de se pronunciar. 

O maior se levantou, agora podendo olhar nos olhos do rapaz consigo. Tateou o rosto do mais velho, passando os dígitos calmamente por sua pele, acariciando aquela pinta em seu rosto. 

— Isso não importa mais, senhor Jinhwan. Só queria que você soubesse o que está por trás daquela pintura, assim como eu quero saber o que está por trás de suas frustrações. — Aproximou o rosto do semelhante do menor — Você sabe que pode confiar em mim.

Suspirou pesadamente, passando as mãos nos próprios fios. 

— É sobre o Hanbin.

Seu rosto doía de tanto que seus lábios se desenhavam em um sorriso, enquanto corria para lá e para cá, segurando a sua mão. Seus fios escuros balançavam sobre o vento e seus olhos que já eram pequenos sumiam, enquanto seus dentes levemente tortos apareciam e suas bochechas ficavam com um tom rubro, talvez por causa do calor. 

"Segure a minha mão, vai dar tudo certo Binnie."

Assim o fez, segurando sua mão com força, como se a qualquer momento o garoto fosse deixá-lo. Só de pensar em tal loucura o mais novo sentia seu coração apertar, não queria perder o calor da mão alheia sobre a sua. Não podia. 

— Qual o seu sonho, huh? — Sua voz era tão suave. 

— Sair de casa.

— Por quê? — Continuava a balançar calmamente naquele brinquedo, voltando os olhos ao mais novo vez ou outra.

— Porque eu odeio meu pai.

Odeio, odeio, odeio. 

Abriu os olhos assustado, conseguindo se assustar ainda mais ao perceber aquele rapaz tão perto de si daquela forma. O empurrou levemente dali, se encolhendo sobre a cama, abraçando os próprios joelhos enquanto tentava normalizar sua respiração.

Era estranho sonhar com aquele tipo de coisa, era como um déjà-vu, como se já tivesse vivido aqueles momentos, como se tudo ali fosse real. 

Passou os olhos pele cômodo, notando o maior lhe encarar. Simplesmente havia pegado no sono assim que Jinhwan foi embora, talvez fosse o cansaço, porém não imaginária que o rapaz estaria ali consigo, ainda mais tão perto de si. 

— O que você faz aqui? — Perguntou, se levantando da cama. 

— Eu estava esperando você acordar. 

— E por quê?

— Achei que podíamos fazer algo juntos, tipo, caminhar. 

— Eu não conheço você. Pare de agir como se me conhecesse a anos, como se fôssemos algo. 

— Eu sou algo, nós somos algo. 

— Que diabos você quer? — Estranhamente Hanbin começava a perder sua paciência. 

— Te ajudar, só isso. 

— Sabe o que me ajudaria? Se você fosse embora. Eu não preciso de mais um dos subordinados do Senhor Kim atrás de mim. Seja lá o que você veio fazer aqui, pode esquecer e ir embora. Quer me ajudar? Faça isso. 

Um suspiro longo saiu dos lábios do maior, o fazendo se levantar de onde estava sentado, fazendo Hanbin recuar de onde estava. O rapaz lhe lançou um olhar, que apesar de parecer vazio, deixavam Hanbin completamente agoniado por ter dito o que disse, porém era tarde demais para voltar atrás. 

Nada foi dito naquele estante, nada. O maior até ousou caminhar em direção ao Kim mais novo mas, na metade do caminho apenas assentiu, se virando e saindo daquele cômodo. 

Por um momento Hanbin cantou vitória, finalmente estaria livre, porém ao ouvir a porta da frente se fechar, mostrando que o outro acabava de sair, sentiu mais uma vez seu coração apertar, assim como em seu sonho. 

Não demorou nem cinco minutos, para que o corpo de Hanbin começasse a se sentir perturbado com o que havia feito. Dava voltas e voltas pelo quarto, voltando até com seus velhos hábitos de roer as unhas, bagunçando constantemente os próprios fios. 

Por que se sentia assim? Por que tudo isso agora? 

Era como se a bolha que Hanbin havia construído em volta de si durante todo aquele tempo, começasse a despedaçar, fazendo a personalidade nova e tão bem cultivada de Hanbin murchar aos poucos, e fazendo brotar novamente o sensível e "idiota" Kim Hanbin. 

Não vai atrás, não vai atrás, fique onde está. 

Podia ouvir sua personalidade atual praticamente sussurrar em seu ouvido, tentando o impedir de qualquer forma de abandonar o que havia se tornado. 

Exagerado, completamente exagerado.

E Hanbin sempre foi assim. Competia consigo mesmo pelas coisas, exagerando nas mínimas situações, tentando apagar qualquer rastro de fraqueza que podia deixar, tentando se tornar forte tanto pra si, como para os outros. 

Mas naquele momento ele sequer percebeu quando perdeu a sanidade para sua "fraqueza". 

Não se deu conta quando já segurava maçaneta da porta em sua mão, torcendo para que o rapaz não estivesse longe de si, para que o rapaz estivesse o mais perto o possível. 

"Eu quero que você me prometa que nunca vai pra longe Ji…, eu não posso perder você, eu não quero te perder." 

"Se tudo ficar ruim, você sempre vai me ter ao seu lado Binnie, sempre." 

"Quando eu ficar mais velho, quero te tirar daqui, te levar comigo pra um lugar melhor, então nunca solte a minha mão." 

— Jiwon?

E depois de meses, Hanbin redescobriu o que era chorar. E fazia isso inconscientemente naquele momento.


Notas Finais


Até o próximo aa
Espero que tenham gostado td, bgs sz


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