História Mr. and Mrs. Confusion - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Exibições 63
Palavras 2.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Hentai, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY <3

Migas suas lokas!!! Vinte favoritos e cinquenta visualizações apenas no primeiro capítulo postado... AAAAAAAAAAAAAHHHH assim vocês me matam de tanta alegria :') Muito obrigada de vdd!! Vocês são uns amores ❤❤❤

Agora... AO CAPÍTULO!!!

Capítulo 2 - Ave Maria das Cachaça


 

– Mais uma vodka com bastante lágrimas para mim! - Bati o copo na mesa sentindo meu estômago queimar. - É hoje que morro de overdose! 

E lá estava eu. Vestida com as roupas mais caras do meu guarda-roupa debruçada na mesa de um bar qualquer lamentando meus dias de solteira. Do que adiantava ter uma mansão, um dos melhores carros do mundo, pós-doutorado na profissão que ama e ter uma empresa se nem bem sucedida no amor sou? Dinheiro compra até sexo, mas não compra amor. Eu estava carente de calor embaixo do edredom, de carinho, de beijinhos... Enfim, tudo o que não sentia a mais de anos.

O garçom nem um pouco preocupado com a minha situação deprimente, jogou mais vodka dentro do meu copo e saiu andando para atender outro cliente. O mundo girava e o copo ia junto. Estava tão bêbada que nem pegar o maldito recipiente transparente eu estava conseguindo. Também, depois de dez copos de vodka... Acho que ninguém estaria mais de pé normalmente

–  Um mais um é igual a três então usem camisinhas! - Gritei apontando para cima de olhos fechados. - Boi é oi com B no final e os cinco patinhos foram trepar além das montanhas... 

Eu ria loucamente como se fosse a melhor piadista do universo. Sinceramente, porque a bebida nos torna idiotas? Minha fama de solteirona louca por sexo só aumentava enquanto soltava minhas falas sem nexo e minha mente parecia estar pouco se fodendo com isso. Eu era um caso perdido mesmo... 

Assim que consegui pegar meu copo com vodka, dei um one shot nele e ri até sentir minhas bochechas esquentarem. Meu coração já estava pedindo misericórdia, mas eu queria continuar bebendo até esquecer essa maldita noite com o capeta vestido de beleza exterior mais conhecido como Castiel o cujo dito que quase me matou de tanta grosseria e má educação. 

– Jenny, você está tão mal que já deve estar chamando Jesus de Genésio. - Aquela voz era muito conhecida, mas minha visão estava distorcida demais para reconhecer o rosto. - Vamos embora enquanto não pagastes nenhuma teta de fora. 

– Se Jesus é Genésio... - Bati o copo na mesa. - EU SOU A AVE MARIA DAS CACHAÇA! 

– Tá bom o Maria das cachaça - Escutei uma pequena tosse vindo do ser. - Vamos pegar o caminho da roça antes que você vire outra coisa. 

Antes que pudesse protestar, senti dois fortes braços me envolvendo e me jogando em algo macio. Sorri fechando os olhos e me agarrei a algo que parecia ser muito um bichinho de pelúcia. Eu definitivamente estava pior que minha prima de nove anos que experimentou vinho no Natal passado e passou o resto da noite bêbada como se tivesse ido a uma chopada.

Entretanto, para a minha infelicidade, de acordo com aquele negócio macio ia trotando, meu estômago ia revirando, sentia meu vomito indo e voltando como se tivesse brincando comigo. Ri de mim mesma e num susto soltei todas as minhas tripas e tênias pela boca. Senti um pouco de pena do ursinho de pelúcia, mas meu estômago estava melhorzinho. 

– Sorte a sua que eu já fui te buscar com a minha capa de chuva. - A voz de pronunciou. - Porque se tivesse me sujado...

– Você ficaria com cheiro de vômito! - Bati palmas. - Eu quero um perfume com cheiro de vômito... Deve ser bom né? 

– Jenny... - Suspirou o dono da voz. - Em nome de Genésio, cale essa sua boca. 

 

❋❋❋

 

Minha cabeça latejava. Meu quarto estava mais claro que normalmente. E meu rosto se contorcia com todas as dores presentes no meu corpo. O que diabos tinha acontecido na noite anterior para eu ter ficado tão mal? Ah é... Me encontrei com um capeta gostosão.

Virei para o lado oposto da cama e percebi Armin dormindo serenamente ao meu lado. Irritada com a cena bonitinha do meu melhor amigo, empurrei ele para o chão como uma linda forma de acordá-lo. Era mais de quinze anos de amizade, então uma quebradinha na costela não iria tornar-nos inimigos.

– Eu juro que só não te mato porque já esperava isso de você. - Murmurou Armin sem sair do chão. - Está melhor da bebedeira de ontem?  

Sem respondê-lo, fui rolando para fora da cama e, em menos de dez segundos, eu já me encontrava em cima de Armin rindo que nem uma hiena manca saltitando. Não estava bêbada, mas me comportava como uma. A cabeça pioraria? Provavelmente, mas eu não conseguia se madura com meu melhor amigo perto. 

Nossos rostos estavam bem próximos, bati nas bochechas dele e sai como se nada tivesse acontecido. Eu amava irritá-lo dessa forma, não havia coisa melhor!

– Você tem andado muito desconfortável para o meu gosto... - Disse sentando no chão. - Engorde para ficar mais fofinho! 

– E você emagreça para não me sufocar. - Sentou-se também. - Colocou silicone nos seios, mulher? Juro que senti uma tonelada batendo no meu peito... 

Mostrei a língua demonstrando insatisfação ao seu comentário e finalmente levantei indo para o banheiro. Armin, por respeito, provavelmente não teria trocado minhas roupas, então meu vestido de 500 dólares estaria um trapo juntamente da minha cara inchada de álcool e amassada de tanto dormir. Eu odiava ter minhas coisas estragadas por nada, mas fazer o que se não segui minha querida intuição de não ir ao encontro às cegas? 

Assim que entrei no banheiro, levo um susto comigo mesma. Minha cara de panda zumbi inchado, meu cabelo todo desgrenhado e minha roupa toda torta deixava-me comparável a uma bosta no meio do asfalto. Eu realmente tinha ficado assim por conta de alguns copinhos de álcool? Minha resistência estava definitivamente diminuindo...

Suspirei nem um pouco feliz, me despir e corri para o chuveiro. Preparar uma banheira demoraria demais e meu corpo pedia socorro para ser limpo.

Ao término do banho, me enrolei numa toalha e abri a porta dando de cara com um vazio silencioso. Provavelmente Armin já estava atormentando a coitada da Sora para preparar algo para nós. Era sempre assim. Ele dormia aqui e no outro dia ia na cozinha primeiro do que eu para pedir um cardápio calórico e muito bem caprichado.

Abri a porta do meu closet e já fui caminhando para a área de vestidos listrados. Como eu ainda teria que passar na empresa para, pelo menos, ver como anda tudo, um vestidinho básico e discreto seria o essencial. Tudo bem que eu poderia arrasar numa sainha curta e sexy, mas eu era profissional demais para vestir tal coisa para ir trabalhar.

Peguei meu vestido preto listrado de branco, coloquei um cinto por cima e completei o look com um salto de oito centímetros preto. Não estava muito disposta para ir mais chique.

Com isso, caminhei até a penteadeira, passei uma maquiagem leve juntamente de um gloss, penteei meu cabelo no intuito de deixá-lo solto mesmo e peguei minha bolsa preta com detalhes dourados que já estava separada em cima da minha cômoda para mim. Estava pronta. Agora só precisava comer algo simples, deixar Armin na casa dele e ir para a empresa.

Nem um pouquinho animada, comecei a descer as escadas da minha casa e, como já previa, sentia o incrível cheiro de panquecas, bolos e bebidas quentes. Armin nunca se contentava com uma coisa só e fazia da minha sala de jantar, seu banquete. Não que eu me importasse com isso, mas depois quem consumia tudo durante uma semana inteira não era ele...

– Jenny... - Armin tomou para si minha atenção. - Porque bebeu ontem sem mim? Poderia ter economizado os créditos do garçom e ter me ligado você mesma. 

– Porque o garçom do bar tem seu número de telefone? - Questionei-o incrédula. - Virou gay e esqueceu de me avisar? 

– Eu sabia que você voltaria lá, afinal, é o melhor bar de Londres... Então para evitar que você morra de overdose sozinha, dei meu número para o garçom fixo de lá para me ligar assim que te visse muito alterada. - Sorriu colocando um pedaço de panqueca na boca. - Mas agora me responda, porque não chamou-me para ir contigo beber? 

"Porque não estava nos meus planos beber até esquecer meu próprio nome" - Pensei mordendo os lábios. 

Armin era meu melhor amigo, mas isso não o tornava o maior conhecedor da minha vida. Claro, ele sabia muita coisa sobre mim, mas fatos como: "estou desesperada para trepar com um homem" eram informações desnecessárias ao meu ver, então não havia comentado com ele sobre meu terrível encontro às cegas marcado pelo meu irmão.

– Eu... - Peguei um morango e o mordisquei tentando ganhar tempo para pensar numa desculpa. - Estava sem dinheiro... 

– Jenny, você tem metade da herança dos seus avós que eram podres de rico, uma empresa muito conhecida, uma mansão imensa, um dos carros mais caros do mundo e ainda me diz que estava sem dinheiro para me pagar uma bebida? - Armin riu debochado. - Me conte essa mentira quando Bill Gates falir. 

– Só porque eu sou linda, gostosa, rica e poderosa que eu tenho dinheiro na carteira a todo momento. - Sentei a mesa e goleei o suco do garoto. - Foi de última hora e os dólares que residiam em minha bolsa era suficiente apenas para uma garrafa de vodka. 

– Bill Gates faliu? Não. - Perguntou e respondeu-se enfiando um pedaço imenso de panqueca na minha boca. - Então fique quieta e pense numa desculpa melhor da próxima vez. 

Satisfeita com a situação que Armin me colocara, sorri ainda mastigando aquela panqueca e comecei a tomar meu café da manhã animadamente. Meu amigo era definitivamente o melhor de todos. Quem sequer não insiste em uma resposta quando se está curioso? Até eu fazia isso!

Meio desligada do mundo, eu comia alguns pedaços de bolo tranquilamente enquanto tomava um suco de morango. Infelizmente, meu sossego acabou-se quando meu telefone empresarial toca escandalosamente fazendo-me pular da cadeira. Nem um pouco feliz por ter sido incomodada no meu momento de paz, peguei o aparelho e o atendi com educação, mas exalando tédio. 


Ligação on.


– Senhora Jenny? Aqui é sua secretária Katharine... Bem, desculpe-me te incomodar, mas... - Escutei um suspiro hesitando do outro lado da linha. - A senhora esqueceu que hoje é a entrevista de emprego dos dez candidatos selecionados para o cargo de gerente?

– AÍ MEU DEUS! - Gritei levantando rapidamente da cadeira fazendo-a ranger contra o chão. - ARMIN ENGOLE ESSE PÃO AGORA E VAMOS EMBORA! KATHARINE, CHEGO AÍ EM VINTE MINUTOS. 


Ligação off. 

 

– Merda, merda, merda! - Praguejei irritada. - Armin, termina de comer, tira meu carro da garagem e me espere do lado de fora da casa.

– Porque? - Questionou. - Você odeia que os outro dirigem seu carro...

– PORRA ARMIN EU TO MANDANDO VOCÊ TIRAR MEU CARRO DA GARAGEM! - Gritei irritada. - ENFIA ESSE PÃO GOELA ABAIXO E VAI ATÉ O SUBSOLO DA MINHA CASA CARALHO!

Sem esperar o garoto questionar ainda mais minha ordem, corri até a escada, a qual fui pulando de dois em dois degraus para ver se chegava mais rápido no quarto. Eu precisava trocar de roupa, passar uma maquiagem mais forte e arrumar o cabelo, afinal, o que pensariam de uma líder que usa gloss e madeixas ao vento? Eu definitivamente não poderia passar uma má impressão para os candidatos a serem meu futuro braço direto, depois de Kentin, naquela empresa.

Entre no meu closet pela segunda vez naquela manhã, peguei uma saia cinza com uma pequena rachadura na perna esquerda, uma blusa branca de algodão com alguns pequenos detalhes em prata na gola, um blazer cinza e completei o visual colocando um salto igualmente cinza. Assim que olhei-me no espelho pronta, sorri para mim mesma fazendo um joinha com o dedão e corri para a penteadeira do meu quarto para fazer um coque alto, já que cabelo solto não era a coisa mais profissional do mundo.

Já com as madeixas cheias de gel no alto da cabeça, passei as costas da mão destra nos lábios e retirei qualquer vestígio de gloss que ainda poderia residir ali, não poderia, em hipótese alguma, deixar um candidato me ver com uma maquiagem tão infantil. Suspirei preguiçosa e passei um batom vinho bem forte. Depois de alguns segundos encarando o maldito delineador em sua caixinha, fechei os olhos, pedi para tudo conter entidade Santa para me proteger e peguei-o passando por cima das pálpebras. Se ficasse diferente, ao menos tempo eu teria para consertar...

Encarei meu reflexo no espelho com o coração na mão e dei um soco no ar quando vi ambos iguais. Não tinha vitória maior para uma mulher do que ver o delineado idêntico em ambos os lados.

Completamente rearrumada, corri tropeçando no próprio pé para fora de casa e praguejei-me ao lembrar que não havia me despedido de Sora, minha cozinheira há mais de anos. Ela era praticamente uma mãe para mim.

Sei alguns passos para atrás pensando em voltar e me despedir da qual ainda sequer tinha visto no dia, mas meu celular irritante me fez voltar à realidade. Fechei a mão em punho fincando as unhas em minha pele e continuei meu trajeto até Armin, o qual balançava a chave reserva do meu carro nas mãos com um sorriso incrível no rosto. Não esperava menos do mesmo, ele sempre quis dar uma voltinha no meu bebê.

– Como Sora tem uma cópia da chave do seu carro e eu não?! - Perguntou exterminando qualquer rastro de sorriso do seu rosto. - EU sou um jogador nato de corrida e você sequer me deixa tocar nele... 

– Sora é uma mãe para mim e eu sei que ela não sairá à 200 quilômetros por hora no meu carro de madrugada sem minha concepção. - Expliquei empurrando Armin para longe da porta do automóvel. - Coisa bem provável de acontecer com você, um crianção que vive à base de miojo e jogos. 

Indignado com a minha resposta um tanto ofensiva, Armin rodeou o carro e foi para o lado do carona. Pronta para ter que descobrir o quão veloz era o meu bebê, entrei no mesmo e dei partida assim que o moreno sentara no banco.

– Armin, se segura. - Sorri sapeca. - Pois é hoje que você perde o estômago. 

E com tal frase de efeito, pisei no acelerador com toda força que meus pés conseguiam fazer de salto. 

 

❋❋❋

 

– Estou muito atrasada?! - Perguntei batendo no balcão da secretaria Katherine e assustando-a com o barulho. - Me diz que não em nome de tudo que há de mais sagrado no mundo! 

– Calma senhora Jenny! - Sorriu formosa. - Ainda falta cinco minutos...

– Para começar? - Perguntei esperançosa.

– Não, para completar uma hora de atraso...

– KATHARINE NÃO DIGA UMA COISAS DESSAS TÃO TRANQUILAMENTE! - Gritei chamando atenção de, no mínimo, 50% das pessoas ali presentes. - Eu vou entrar na sala de entrevista agora e quero que você chame o primeiro candidato, me traga as fichas de todos e chame Kentin para me ajudar na escolha, ok? 

– Sim senhora! - Afirmou feliz demais para quem estava cheio de tarefa. - Farei isso imediatamente! 

Com isso, corri para a sala de entrevistas que, graças aos céus, era no primeiro andar.

Assim que abri a porta, pulei meio metro para trás. Uma cabeleira ruiva artificial e um tanto quanto conhecida por mim estava sentado em uma das cadeiras da sala de costas para a entrada. Pisquei alguma vezes não crendo no que estava vendo e caminhei lentamente para dentro daquele cômodo. Seria mesmo meu pesadelo se tornando real? Castiel estava realmente ali?

Assim que meu salto anunciou minha entrada, a cadeira girou e o ruivo oxigenado apareceu encarando-me com um sorriso cafajeste brincando em seu rosto. Minha vontade era de tacar meu salto nele e expulsa-lo da empresa à pontapés. O que aquele capeta gostosão estava fazendo na minha sala de entrevista?

– Olá Jenny. - Levantou da sua cadeira e se posicionou a minha frente. - já tirou aquele alface terrível do dente? 

Aquele homem.

Ele definitivamente tinha que estar brincando com a minha cara.


Notas Finais


CASTIEL SEU FILHO DE UMA MULHER QUE VENDE O CORPO! :V

Tadinha da Jenny, acho que ela começou uma guerra em outra vida pra ter tanta má sorte -q

Hahahaha

Enfim, espero que tenham gostado, pois fiz com MUITO, MUITO carinho ʕ・ิɷ・ิʔฅ

E obrigada por estarem me apoiado neste meu novo projeto hahahaha amo vocês demais ❤

☞ Próximo capítulo: 05/10/2016 (◠゚̲̅◠)




P.S: Querem que o tamanho dos capítulos continue assim, ou querem tipo MBF?


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