História Mr. & Mrs. Lee - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Ash, Marceline, Marshall Lee
Tags Desejo, Drama, Fbi, Romance, Sangue, Tentação, Vampiros
Exibições 14
Palavras 2.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


😍😍😍😍😍😍

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Boa Leitura🐰

Capítulo 25 - 11:59


Fanfic / Fanfiction Mr. & Mrs. Lee - Capítulo 25 - 11:59

Olhei no relógio do meu pulso. Se passou uma hora e meia. Passei as mãos no cabelo, bagunçando–o.  Eu desisto! Já são 23:00h!

Desistente, saí da sala um pouco furioso. Eu, com certeza, não iria fazer essa missão com a loira.

Sim, loira. Fionna Merteens, 19 anos. Era o que dizia sua ficha. E, dessa vez, eu me dei o luxo de ler o nome. Mas nada que fosse muito importante. Uma menina em treinamento que já perdeu pontos por seu atraso.

Andava pelo corredor em direção ao elevador. Há uns 40 minutos eu pedi para a recepcionista ir para casa. Disse que sairia pela porta dos fundos e que apenas avisasse para os seguranças da noite que estava aqui.

O prédio estava assustadoramente vazio. Ou era o que eu pensava.

Quando passei pela porta da sala de Richard, vi que estava aberta. Ou ele é um cabeça oca que esqueceu algo, ou um cabeça oca que deixou a porta aberta. Acabei rindo com esse pensamento. Resolvi bisbilhotar para ver se ele estava ali.

Mas não.

O que vi foi uma silhueta feminina, curvilínea. Ela estava encostada na mesa de Richard. As luzes da sala estavam apagadas e a única coisa que contribuiu para que eu a percebesse, eram as luzes reluzentes da cidade abaixo que passavam pela parede inteiramente de vidro, atrás da mesa.

Ela olhava a cidade, as luzes escandalosas e florescentes. Estava de costas, não podia me ver e pareceu não me perceber… Para falar a verdade ela parecia não querer me perceber. Estava tão distraída que aparentava não se importar com nada.

Pensei ser a minha nova parceira. Talvez ela tenha confundido as salas.

Mas… Os cabelos eram tão negros e estavam batendo–lhe os ombros. Sedosos e brilhantes. A silhueta curvilínea era tão familiar. Se as madeixas escuras estivessem maiores eu não duvidaria que aquela mulher fosse… Marceline?

Rádio da polícia gritando.
Barulho e lágrimas.
Morte na televisão.
E então, tem você.
É fodido, é louco.
Não consigo me concentrar.
Só vejo seu contorno…

— Eu não gosto de ser observada. — sua voz ecoou pela sala vazia e atravessou meus tímpanos. Doce, sarcástica e destemida.

É ela.

Ela sabia que eu estava a observando, mas ainda não sabe quem era eu. Resolvi responder.

— Mas, mesmo assim, eu sempre gostei de fazer isso. — repliquei.

Ela está aqui.

Ela se virou assustada com os olhos negros que, incrivelmente, se destacavam na escuridão da sala. Eu via seu rosto perfeitamente, mesmo no escuro. Mas é claro, ¹eu via.  

— Marshall?! — disse meu nome em voz alta, assustada e, instantaneamente, ofegante.

— Oi, Marcy. — dei um passo para o interior da sala. Fechando a porta atrás de mim.

Minha vontade era de correr até ela, mas me controlei. Ela soltou uma quantidade de ar tão grande que seus ombros caíram da sua postura. Me encarava chorosa. Já eu, fiquei parado. Paralisado. Eu me sentia tão machucado e… Recuperado! Meus olhos olhos queimavam de raiva e ternura.

Ela está tão linda.

Eu estava me odiando por, mesmo depois de ela ter ido embora, ainda sentir essa atração tão forte por ela.

Dei mais passos em sua direção, lento. Quando estava próximo da mesa, parei. Eu de um lado, ela do outro. Ambos de frente um para o outro. Ela não reagia, só me olhava.

— Quando foi que voltou? — perguntei estressado comigo mesmo. Mas, claro, nunca com  ela.

— Cheguei hoje. — respondeu prontamente — E, não se engane, eu não vim antes. Nenhuma vez.

Agora, tão perto dela, eu me sentia tão doente. Talvez por eu saber que eu podia ficar mais perto e me embriagar dela e, ao mesmo tempo, saber que eu não podia fazer isso.

Era como colocar um doce na frente de uma criança e dizer a ela que não podia comer.

— E por que voltou? — a encarei confuso.

Ela pareceu pensar numa resposta convincente, mas, como uma verdadeira Marceline, ela não encontrou.

— Eu não sei. — disse com sinceridade.

Os Abadeer sempre foram extremamente contraditórios. Eram tão preparados e prevenidos, mas, em termos sentimentais, eram completamente vulneráveis. E, com certeza, Hunson nunca ensinou sua filha a lidar com sentimentos._l

Dei a volta na mesa de escritório e fiquei ao seu lado, observando a cidade luminosa.

Marceline sempre transmitia calor. Um calor humano, porém, singular. Mas agora estava fria. Eu não sentia seu calor humano, muito menos seu calor próprio, o que ela alimentava e que ia bem mais além da temperatura corporal.

Olhei para o lado. Ela me encarava descarada e indiscretamente, não desviou e nem se intimidou. Não corou. Uma franja caia sobre sua testa.

— Eu gostei do seu cabelo. — eu disse.

— Eu achei que seria legal mudar um pouco. Mas — passou a mão pelo cabelo —, sinto falta do meu cabelo longo. — levantou os olhos para mim. — Está dizendo que eu estou bonita? — arqueou uma sobrancelha.

— Quando eu olho para você, não tem nada que eu mudaria. Você é linda, do jeito que você é. — disse casualmente e ela me olhou. Era só isso que ela fazia, me olhar.

Talvez ela estivesse tentando encontrar a ironia na minha voz. 

E é tão triste saber que ela não vê o que eu vejo.

Desci meu olhar pelo seu corpo. Calça preta justa e saltos, uma blusa branca um pouco transparente ressaltando o sutiã preto e, por cima, uma jaqueta preta de couro. Mordi o lábio.

— Eu vim saber de você. — murmurou, mudando de assunto. — Estava conversando com Richard e descobri que ia sair em missão, em pleno ano novo, com uma nova parceira. — umedeceu os lábios.

— Mas me parece que minha nova parceira não quis abrir mão da festa.  — comentei e arranquei um pequeno riso de Marceline, que esboçou um fino sorriso, mostrando seus caninos pontiagudos.

— É novata? — assenti — Bom, ela vai se acostumar com ter que estar perto de você durante as missões. — disse ela — E não vai hesitar em fazer isso, quando te conhecer pessoalmente. — completou baixinho e sorriu de lado disfarçadamente. Acabei rindo.

— Está falando igual a Kristhen. — comentei e ela soltou uma risada acompanhada de um arfar, fechando os olhos.

E naquele momento eu a quis. Pensando bem, quando foi que eu não a quis?

— Eu só espero que Sarah não seja ciumenta. — disse calma e desviando o olhar. Ela sabia.

É óbvio que ela sabia.

— Nós terminamos.  — disse e ela me olhou. Seus olhos vibraram por um milésimo de segundo.

— O que?  — sussurrou intrigada. Ri com a lembrança.

Aquele, com certeza, tinha sido o término mais cômico da minha vida.

— Ela me chamou de… Bobo apaixonado.  — disse rindo e ela, mesmo segurando, começou a rir.

Não durou mais que alguns poucos segundos para seu riso se desmanchar. Eu fiquei ligeiramente triste com isso.

— E quem é a menina?  — perguntou um pouco tímida.

²Fogo subia por suas bochechas. Envergonhada? Brava? Eu não sabia.

— Me surpreende que você não saiba. — a olhei diretamente. Ela não desviava.

Estava mais destemida e me encarava com aquele olhos muito pretos, naturalmente arregalados, que estavam rodeados por um monte de cílios naturalmente grandes.

A verdade é que ela é naturalmente linda.

— Eu esperava uma resposta diferente, agente Lee. — disse séria cruzando os braços casualmente. Seu rosto não expressava nenhuma emoção mas sua voz dava impressão de decepção.

— O que você esperava ouvir? — dei um passo a frente, me aproximando.

— Esperava que começasse a descrever alguma garota. Qualquer uma. Eu estava esperando te desejar boa sorte com ela e…

— Não. — a cortei. Marceline franziu as sobrancelhas me encarando confusa. — Não era isso que você esperava ouvir. — completei.

— Então o que eu esperava ouvir? — perguntou com ênfase.

— A verdade. — levantei a minha mão e passei a ponta dos dedos no seu rosto. Ela suspirou. — Você está fria. — murmurei.

Ela me olhou e afastou minha mão de seu rosto com certa urgência. Seu toque gelado era macio.

— Marshall, vai embora. — pediu.

Eu ignorei completamente.

— Marceline, olhe para mim.  — pedi e ela, contraditória, virou seu rosto para o lado, deixando o lado esquerdo de seu pescoço um pouco amostra.

Eu podia jurar que no meio daqueles cabelos negros, e agora curtos, havia dois pontinhos intrusos, fixados na pele pálida do pescoço da jovem. Aproximei novamente minha mão teimosa em direção a ela. Coloquei seus cabelos para trás da orelha. Ela não fez nada. Mas pude ver seu lábio inferior começar a tremer.

E ali estavam eles. Dois pontinhos avermelhados, provavelmente era algo recente.

Senti uma raiva terrível se espalhar pelo meu corpo. Ódio.

— Quem fez isso com você? — disse. Ela hesitou. — Quem foi, Marceline?

— Um vampiro me pegou em um beco. — respondeu rápido — Ele ia me matar, mas como ouviu passos, ele fugiu. Só deu pra ele me morder. Mas foi suficiente para o veneno se espalhar. — completou.

Passei a ponta dos meus dedos pelos pequenos furos. Marceline se arrepiou com o toque. Quando meus dedos roçaram a parte mais sensível da “ferida”, Marceline deixou um pequeno gemido de dor escapar. Afastei meus dedos rapidamente, eu não queria lhe causar dor.

— Me desculpe. — eu disse. — Você não merecia isso.

— Eu merecia sim. — tirou os cabelos de trás da orelha virando seu rosto pra mim novamente. — Eu não devia ter dito aquelas coisas. — disse e me encarou.

Um segundo torturante de silêncio se passou. Marceline se virou novamente para a cidade.

— Eu não acho que você seja um monstro. — murmurou. — Mas eu me sinto um monstro.  — passou os dedos finos pelo pescoço.

— Você não é um monstro. — eu disse.

— Meu corpo destrói todas as células que não estavam nele na noite da transformação. Eu me recuso a imaginar o que aconteceria se eu tentasse engravidar. — ela disse séria.

Me aproximei mais fazendo–nos ficar muito perto. Ela virada para a cidade e eu virado para ela. A aproximação era tanta que minha respiração fazia alguns fios do topo de sua cabeça voarem.

— Se serve de consolo — tirei sua mão do pescoço. —, você é o monstro mais lindo que eu já vi. — sussurrei próximo ao seu ouvido.

Afastei seu cabelo, deixando apenas a franja recair sobre a testa. Me aproximei dela sentindo o cheiro delicioso que seu corpo exalava — e que a ferida em seu pescoço só complementava.

Entreabri minha boca e dei uma leve lambida na mordida de seu pescoço, sentindo a pele macia na ponta da minha língua. Marceline se assustou mas não se mexeu. Seu corpo tremeu e senti ela se arrepiando e me afastei, soltando seu cabelo.

Pra ajudar a cicatrizar. — disse quando ela me encarou confusa. A morena passou a mão no lugar onde deveriam estar as marcas e viu que já não havia mais nada ali.

— Obrigada — disse.

Sorri de lado e a observei.

— Marceline. — a chamei. Ela levantou as íris escuras para mim.  — O que você sentiu quando foi embora?

— Você sabe. — respondeu prontamente.

— Eu não sei. — repliquei.

Marceline suspirou.

— Eu senti raiva; ódio. Eu não queria te deixar. E hoje entendo isso. — pausou — A verdade é que eu me odeio por ter dito aquelas coisas.

Ela me encarou de um modo diferente e prosseguiu:

— Naquela casa, mesmo depois de Ash ter colocado na minha cabeça que você era uma aberração, eu senti medo quando vi você lá.

— Medo de mim? — questionei.

— Não!... — se apressou a responder e sua voz falhou um pouco — Medo por você. Era o Ash! A pessoa que eu mais temia que você conhecesse.

— E por que veio para cá? Por que aceitou aquela missão? — perguntei.

— Era uma oportunidade irrecusável, Marshall. Eu ia rever você, e pela primeira vez acreditava que podia fugir de Ash. — abaixou a cabeça e diminuiu o tom de voz — Mas não.

— Mas, por que…

— Não estava nos meu planos me apaixonar por você. — me cortou. — Eu não pensei que você estava tão… — hesitou mordendo o lábio inferior — Assim.

Me olhou de cima à baixo. Acabei sorrindo, não de canto, mas um sorriso que se alargou pelos dois lados do meu rosto.

 Apaixonada.

A palavra mais impossível de sair da boca de Marceline Abadeer. Ela mesma me jurou quando era pequena, que nunca se apaixonaria.

— E você acha que eu te imaginei assim? — perguntei descendo meu olhar por todo o seu ser. Voltei a encará–la quando ouvi uma risada gostosa.

— E como você me imaginou? — perguntou ela.

— Eu nunca te imaginei. — respondi olhando para a cidade.

— Talvez isso tenho deixado o nosso reencontro mais especial. — continuou olhando para mim.

Eu podia sentir seu olhar de pura luxúria.

Olhei para o relógio em cima da mesa de escritório. 11:59.

"10"

— Sabe — começou Marceline, olhando para a mesma direção que eu  —, quando eu era pequena, minha mãe me dizia que na virada do ano, podíamos fechar os olhos durante a contagem regressiva e fazer um desejo, que ele se realizaria. — murmurou olhando para fora. 


Notas Finais


O próximo, é o último😍😞


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