História Mudança de comportamento - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk, Ken, Leo, N, Ravi
Tags Hyukbin, Wontaek
Exibições 14
Palavras 1.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, obrigada pelas views, eu sei que a história está avançando devagar, mas eu estou realmente me dedicando a ela.

A mãe dos meninos tem o sobrenome do Hakyeon, já que na Coreia as mulheres não adotam o sobrenome do marido.

Capítulo 3 - Capítulo Três


O tempo estava passando. Hakyeon se tornou um pouco distante com Sojin, sem nunca ter coragem de realmente terminar, era ela legal. Mas nada estava ok. Minhyuk o perguntou num dia quente se o clube de dança era legal. Hakyeon não soube responder, ele era apaixonado por dança, era apaixonado pelo clube, mas Minhyuk o desconcentrava, Minhyuk suado e sem camisa o desconcentrava demais.  Mas aconteceu de o pequeno (se Hakyeon se permitisse dizer o que realmente pensava, ele diria que o único defeito de Minhyuk era ser pequeno) realmente entrar no clube de dança. Ele não era tão bom, mas tinha muita flexibilidade e empenho. Hakyeon sentia constantemente vontade de gritar.

Jaehwan também estava tendo sua paixonite no seu amado clube. Junghwan cantava como um anjo e sorria sempre, para tudo e para Jaehwan. Piadas com seus nomes aconteciam em todas as aulas e até Taekwoon se pegava rindo, não por serem engraçadas, mas porque tudo aquilo era extremamente fofo. Junghwan tentava se aproximar todos os dias de treino ou no curso de inglês, mas Jaehwan se descobriu tímido agora. Na cabeça do adolescente, Junghwan só não queria ser rude.

Apenas para Taekwoon tudo continuava igual. Ele ajudava a senhora Cha, mãe de  Hakyeon e Wonsik a fazer bolos e pães sempre que tinha tempo livre. Não era necessário dizer que Wonsik não sentia nenhum pouco contente em ter que dividir mais uma pessoa querida por ele com Jung Taekwoon.

— Oh, Taekwoonie, Wooseokie puxou o pai. Quer ser cão de guarda, mas é um filhotinho querendo carinho.

— Desculpe senhora, mas ele realmente me odeia.

— Por algum motivo ele acha que você compete em amor com ele, não que é mais um para amá-lo. Eu também não entendo, mas se eu for sincera também não entendo meu marido.

    Wonsik e Hakyeon não se pareciam muito além do tom de pele bronzeada de toda a família. Senhora Cha já tinha dito que Hakyeon era mais baixo que Wonsik na mesma idade e que demorou muito para perder as feições infantis, talvez ainda estivesse perdendo, enquanto Wonsik parecia um pequeno homenzinho. Taekwoon era o mais alto dos seus amigos e tinha orgulho disso, mas vez ou outra imaginava as crianças quando crescessem.

— A senhora acha que Wonsik será mais alto que eu?

— Não tenho certeza, mas seu protegido com certeza será.

    Por protegido ela queria dizer Sanghyuk. Taekwoon sabia que mimava e mimava muito o mais novo dos três. Sanghyuk era tão verdadeiramente criança, fazendo perguntas realmente da sua idade e brincando como um garoto de 10 anos deve brincar. Ele era exatamente o tipo de criança que Taekwoon gostava. Ele também gostava muito de Hongbin, Hongbin era em boa parte do seu tempo apenas uma criança esperta e brincalhona, mas Hongbin tinha um problema, que não devia ser um problema: ele era bonito demais. Não era como se ele quisesse isso ou colocasse o mínimo esforço no seu rosto, afinal ele tinha 10 anos, mas ele era melhor tratado por suas professoras por isso, apenas uma simpatia que batia nas mulheres ao verem um rosto tão lindo, porém as outras crianças percebiam e não raramente deixavam Hongbin comer sozinho, ou criticavam seus desenhos ou seu desempenho em esportes apenas para ele se sentir mal, Hongbin já apareceu com o rostinho arroxeado. Tudo aquilo quebrava o coração de Taekwoon, mas Sanghyuk e Wonsik odiavam que os mais velhos se entrometessem, Hongbin também. Os menores cuidavam uns dos outros. Mas Taekwoon sabiam que em  dois ou três anos os comentários sobre esses cuidados machucariam ainda mais os amigos.


 

    Hakyeon era o mais alto do clube de dança, o que o colocava no fundo das performances. E pensar que ele era o menor de seus amigos. Mas esse não era o problema, o problema atendia por Lee Minhyuk e sua posição sempre, inevitavelmente sempre, a sua frente. Lee Minhyuk também era simpático, naturalmente simpático. Para quem não conhecesse realmente, Hakyeon e Jaehwan, podiam parecer forçados, mas Lee Minhyuk era a paixonite de metade da escola e tinha escolhido que queria se enturmar com Hakyeon. Hakyeon se pegava sem fome, suando pelas mãos e andando de um lado para o outro com frequência. Além, é claro, de uma vontade de esmurrar Taekwoon quando o mais velho dizia “você só precisa conversar com ele como você conversa com todo mundo”. Taekwoon já esteve naquela situação em algum dia da sua estóica e rotineira vida?

    Quando já era outono Minhyuk finalmente encostou um ombro na parede e sorriu para Hakyeon. Não que o mais velho fosse vidente, mas ele sabia o que ia acontecer, os sinais estavam claros.

— Hakyeon, eu estava pensando, se você quer ver o filme Avatar comigo.

    O moreno podia fingir que não sabia que aquele não era um pretexto. Podia fingir que ele estava te convidando como um amigo apenas. mas era olhares demais, toques descompromissados e Taekwoon constantemente agindo como se soubesse de algo.

— Eu tenho uma namorada.

    O sorriso morreu nos lábios de Minhyuk e Hakyeon voltou para casa para chorar de raiva. Eles descobriria mais tarde que a raiva era dele mesmo.


 

Jaehwan se viu na mesma situação que o fez morrer de vergonha. Lá estava ele em meio a uma aula de conversação, sentado frente a frente com Junghwan. Olhando fixamente o relógio, e se perguntando se os ponteiros realmente estavam mudando de posição.

— Você é engraçado. Você se declara para mim, então sai correndo e depois passa a me ignorar. Sabe isso não tem muita lógica.

    Jaehwan olhou Junghwan apenas para vê-lo sorrindo. E ele estaria mentindo se não dissesse que tudo tinha começado por aquele sorriso. Ele sentiu seu rosto e suas orelhas queimarem.

— Você nunca esperou saber se eu aceitava sua declaração ou não.

— Oi?

— Eu também gosto de você.

    O mais novo continuou olhando e não entendia muito bem o que devia fazer naquele segundo.

— Você é fofo e eu também não sei muito bem como funciona um namoro, Jaehwan, mas eu gosto de você.

— O que a gente faz agora?

— A gente pode tomar um sorvete depois da aula.

    As borboletas no estômago de Jaehwan o comeriam por dentro quando depois de tomar sorvete de morango com granulados coloridos ele deu seu primeiro beijo. Não foi bonito, mas Jaehwan se lembraria sempre. A rua estava deserta, o sorvete tinha acabado e todas as conversas pequenas foram tidas. Junghwan não avisou que ia o beijar e depois apenas sorriu dizendo que namorados se beijavam.


 

    Foi Sojin quem terminou com Hakyeon. Wonsik se sentiu aliviado na mesma medida que se sentiu bravo com aquela garota que fazia seu irmão triste. Mas Hakyeon não estava triste, apenas muito e muito perdido. E foi numa dessas tardes que Taekwoon ajudava sua mãe com doces que ele ficou a mesa da cozinha olhando a parede como se ela fosse a coisa mais interessante do mundo.

— Aconteceu algo, filho?

— A senhora sabe o que aconteceu.

— Mas eu nunca achei de verdade que você gostasse da Sojin. Você parecia sempre com uma amiga com quem tinha liberdades, não uma namorada, alguém que você visse algo.

—Mas as coisas não são assim na minha idade?

—Do que você está falando? Eu conheci seu pai com sua idade.

    Hakyeon apenas olhou Taekwoon o implorando para ficar quieto. Porque ele conseguia ler os pensamentos do amigo. “Hakyeon vê algo em alguém” estava escrito por todo o rosto de Taekwoon.

    E foi sem conseguir dormir muito bem que ele se posicionou na frente de Minhyuk e disse que queria ir ao cinema com ele.

— Mas agora o filme saiu de sessão.

— Melhor assim. Sem meias desculpas.

    Lee Minhyuk sorriu e o abraçou com intimidade. Hakyeon se sentiu soluçar, mas também sentiu um calor. Um calor que ele descobriria mais tarde ser pertencimento.


 

    Taekwoon agora era o único de seus amigos solteiros. Não que isso fosse um problema. Seus clubes o mantinham ocupado de segunda a sexta, ele tinha também a mãe de Hakyeon quase como um sexto clube e as crianças. Wonsik não entendia e achava aquela a situação mais insuportável de sua pequena vida. Sem seu irmão querido, sem seu amado Jaehwan hyung. Apenas Jung Taekwoon, a quadra de basquete e seus amigos estúpidos aprendendo a arremessar com ele. Ele dizia odiar basquete, mas seus olhos brilhavam para a quadra. Taekwoon não ia insistir, sabia que um belo momento Wonsik ia esquecer que o odiava e lembrar que amava esportes. Taekwoon sorria pensando que Wonsik era mais determinado que bom, e ele admirava aquilo nas pessoas.


 

    A situação foi um pouco cômica. Taekwoon estava perdendo no street fighter para Hongbin. Sanghyuk estava rindo dele e Wonsik estava gritando a plenos pulmões para Hongbin matar o personagem do mais velho quando Hakyeon e Minhyuk chegaram. Eles dariam aquele grande passo. Hakyeon encontrou sua mãe na cozinha. Olhos baixos e apreensivos, sua mão suada na de Minhyuk tentando ser firme.

    Ele não precisou dizer nada. Sua mãe saiu gritando pela escada. Ele não entendeu a situação, mas achou ter visto um sorriso.

— Amor , eu ganhei!

    Hakyeon subiu a escada quando ouviu claramente sua mãe chamando seu pai no escritório.

— Como assim ganhou?

— A aposta.

— Que aposta, mãe?

— Ora, querido. Eu e seu pai apostamos para quem você contaria do seu namorado primeiro.

 

    Quando todos já estavam na sala comendo lámen e Wonsik encarava Minhyuk com certo grau de desconfiança e o senhor Kim fazia um interrogatório, o clima mudou. Jaehwan entrou chorando na sala junto com um nervoso Junghwan. A verdade era que os amigos Jaehwan e Hakyeon tinham decidido contar aos pais dos seus namoros juntos, mas Jaehwan não teve a sorte de Hakyeon. Seu pai disse coisas que meninos de 15 anos não merecem ouvir sobre vergonha e decepção. Ele não estava fazendo nada além de gostar de um outro garoto. As crianças foram mandadas para casa. Senhor Kim levou Junghwan e Minhyuk embora e depois foi conversar seriamente com os Lee. Jaehwan, Hakyeon e Taekwoon iam dormir no chão da sala, juntos.


 

    Antes de cair no sono, Hakyeon sentiu que devia explicações para o seu irmãozinho. Wonsik era novo, mas estava entrando na idade onde as coisas deixariam de ser inocentes e as pessoas fariam o possível para ofender.

— Por que você e Jaehwan hyung namoram esquilos?

    A pergunta pegou Hakyeon de surpresa. Ele não pode fazer muito além de gargalhar de seu pequeno ciumento irmão.

— Eles não são esquilo, Wonsik.

— Coelhos então.

— Bem, nós gostamos deles. Esse é o porquê.

— Mas eles são homens, hyung.

— Homens podem gostar de homens, Wonsik. Não é errado. As pessoas não escolhem de quem elas vão gostar verdadeiramente. eu tentei gostar da Sojin, mas não consegui. Mas eu realmente gosto do Minhyuk. Eu quero que você se dê bem com ele. Ele também joga futebol.

— Você parece feliz com ele mesmo. Mas por que Jaehwan estava chorando?

— Algumas pessoas não entnedem que o amor pode acontecer de todas as formas possíveis e que de todas as formas ele vai ser bonito, e uma dessas pessoas é o pai do Jaehwan.

— Mas amor não é puro? Então por que seria errado.

— Isso Wonsik. Amor é sempre certo.



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