História Mudança de Destino - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Esgrima, França, Realeza, Romance
Visualizações 8
Palavras 3.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 11 - 10 - Stevan


Fanfic / Fanfiction Mudança de Destino - Capítulo 11 - 10 - Stevan

     Confesso que o convite da princesa me surpreendeu. Eu gostaria muito de aceitar, afinal sua companhia é maravilhosa, supera tudo o que eu havia imaginado, desde beleza até simpatia. Recusar esse convite foi uma atitude difícil, mas, em minha opinião, seria errado aceitar, afinal ela faz parte da realeza e eu sou um simples plebeu, um servo.

      Apesar disso fiz companhia a ela e sua dama, mas de uma maneira diferente. Enquanto as duas se deliciam com um enorme banquete, eu permaneço observando em um dos cantos da sala.

      Minha curiosidade acabou me vencendo e escuto algumas palavras da conversa das damas. Pelo o que entendo, estão falando da primeira aula da Senhorita Christine. Algumas vezes, quando ela olha para o canto onde estou e nossos olhares se encontram. Toda vez que isso acontece ela sorri e não consigo evitar que um sorriso molde meus lábios também.

- Com licença senhorita, vou buscar nossa sobremesa.

- À vontade Lisa - a princesa se perde em pensamentos assim que sua dama sai, porém seu olhar alcança o meu e ela não desvia nem pisca a nenhum momento. Em seus lábios aparece um sorriso triste. Por um momento me sinto culpado por não ter aceitado o convite, pois tenho quase certeza de que esse é o motivo de seu sorriso.

- Tem certeza de que não gostaria de sentar-se conosco? – sua voz doce chega aos meus ouvidos e me contorço por dentro, mas tento manter a voz firme.

- Agradeço novamente senhorita, mas não vejo motivos plausíveis para me juntar a tão bela e agradável companhia. Desculpe.

- Sem problemas... – diz abaixando a cabeça, porém recobra a postura rapidamente - Então está liberado. Pode ir almoçar.

- Com licença Alteza! – me curvo e saio em direção à cozinha.

   No caminho ouço vozes altas e animadas, mal chego ao cômodo e sou recebido por dois brutamontes um tanto alterados.

- Stevan! – grita Pierre com alegria.

- Finalmente apareceu! Por onde andou? – Francis já estava exaltado.

- Olá rapazes. Estava com nossa princesa. Não acham que estão um pouco alterados? – pergunto me sentando junto aos dois.

- Longe disso, eu ainda tenho muito que beber! - Francis despeja todo o líquido presente no copo garganta abaixo.

- Você poderá dormir depois de refeição. Pierre terá que trabalhar daqui alguns minutos.

- Ele tem razão Pierre!

   Pierre empurra seu copo com um muxoxo de insatisfação. Já Francis pega o copo num movimento rápido e toma tudo de uma vez.

- E você senhor galã, o que fará agora? – pergunta Francis

- Eu gostaria muito de almoçar. Será que seria possível? – respondo com deboche.

- Que você vai se entupir de comida eu não tenho dúvidas, porém o que você fará depois de recuperar as energias?

- Voltarei à companhia da princesa! - mal pronuncio tais palavras, os dois me devolvem uma expressão maliciosa – Querem parar com isso? Não se pode mais comer em paz? – eles caem na gargalhada, para minha indignação.

- Pare de se fazer de santo, por favor. Você acha mesmo que eu não percebi os olhares entre vocês noite passada

- Como assim?! – dou de ombros e abaixo o olhar.

- Ontem, quando você a levou até os aposentos, ela pediu para eu me retirar para ficar com você. – diz Pierre sério.

- Você entendeu errado, eu apenas cumpro meu dever de assegurar que ela não sofra qualquer ataque.

   Pierre apenas maneia a cabeça em concordância, mas sinto que sua opinião continua a mesma e que minhas palavras não foram suficientes para convencê-lo.

- Se não se importam, pretendo comer antes do pôr-do-sol – me afasto e escuto um cochicho seguido de uma risada escandalosa de Francis, ou seja, estão falando de mim.

   Perco-me em pensamentos enquanto como, e os mesmos voltam há algumas horas atrás, no momento em que eu acompanhava a princesa. Será mesmo verdade o que Pierre disse? Não, deve ser coisa da minha cabeça. Uma princesa estar apaixonada por um de seus criados! Pierre e Francis estão com parafusos a menos.

- Eu realmente espero não ter de ficar de baba de ninguém, estejam avisados – digo me levantando e indo até eles.

- Não se preocupe, sabemos cuidar de nós mesmos – ri Francis.

- Quero só ver. Com licença, vou voltar aos meus deveres reais – digo com um meio sorriso para seus rostos com expressão maliciosa.

- Vá encontrar sua princesa, vá!

- Vocês dois não prestam! – sorrio saindo da cozinha em direção à sala de jantar.

Chegando avisto Lisa terminando de limpar a mesa, porém não vejo a princesa em qualquer canto de tal cômodo.

- Senhorita Lisa, onde está Vossa Alteza?

- Olá senhor Stevan. Ela foi para o quarto depois de comer, disse que estava com muito sono.

- Muito obrigado senhorita! - me retiro fazendo reverência e sigo para o corredor dos aposentos reais, que há essa hora devia estar sendo cuidado por Pierre que continua enchendo a cara com Francis.

   Acabo rindo do meu próprio pensamento e então percebo que estou em frente à porta do aposento da princesa.

- Alteza? – bato de leve na porta.

   Não obtendo nenhuma resposta, continuo batendo até Pierre aparecer.

- Ela não está aqui, Stevan.

- Mas a senhorita Lisa disse que ela estaria aqui!

- A princesa até veio para cá, mas ficou pouco tempo e se foi logo em seguida. Tive a impressão de que veio apenas para buscar algo.

Com essa simples fala de Pierre, eu tenho certeza de onde ela está.

- Obrigado Pierre. Até que para quem estava se embebedando, você lembra bastante coisa.

- Eu gostaria muito que você não comentasse isso com ninguém - prendo um riso ao ver sua cara um tanto desesperada - Principalmente com a senhorita Lisa.

   Minha expressão muda para maliciosa e a dele ganha um rubor extremamente perceptível.

- Não é nada disso que está pensando!

- Seu rosto te entrega cara – começo a gargalhar e andar.

- Onde você está indo? – diz receoso.

- Quem é que está apaixonado agora?

- Cala a boca, idiota. Volte aqui!

- Eu estou procurando a princesa – o ouço suspirar alto – Não vou te delatar para a senhorita Lisa, você mesmo tem que se declarar a ela! – saio correndo antes que Pierre me alcance e me faça pagar pelo o que eu acabei de falar.

   Vou indo até a sala onde eu e a princesa treinamos, eu tenho quase certeza de que ela esteja lá treinando. Retiro as caixas e desço as escadas escuras. A sala não está iluminada e não vejo a princesa em lugar algum, mesmo iluminando cada canto com a tocha. Involuntariamente memórias voltam a minha mente. Aquele dia em que treinamos... Foi ontem? Meu Deus, tudo aconteceu ontem! É como se eu a conhecesse há muito tempo.

    Novas perguntas, que nunca me vieram à mente, me rodeiam. Por que ela chamou eu e meus amigos para assegurar que não corresse perigo? Por que ela quer aprender a lutar? Um desespero repentino toma conta de mim e começo a correr de volta ao salão. Olho dentro de todas as salas e corredores possíveis, porém não a encontro. Tiro meu chapéu e passo os dedos entre meus fios castanhos, puxando-os. Estou procurando há tempos e nada. Percebo então que não havia procurado no lugar mais óbvio de todos.

    Vou o mais rápido para o jardim, acabo esbarrando em algumas plantas. Esse lugar mais parece um labirinto. Encontro a princesa num canteiro de tulipas e solto um suspiro aliviado. Ela está com as madeixas ruivas presas, mas alguns fios de sua franja lhe escapam, talvez pelos movimentos bruscos. Um espartilho e uma saia que vai até seus joelhos estão presentes em seu corpo fino e delicado. Seus pés estão descalços e sujos de terra, porém ela não parece se importar, pois um sorriso brilhante se mostra em seus lábios rosados, junto com um rubor nas bochechas e pequenas gotículas de suor. Não posso mentir, ela está linda! Uma perfeita imagem de uma garota forte, independente e capaz.

     A princesa parece notar meu olhar preso em sua bela figura e chama minha atenção.

- Boa tarde, Alteza – reverencio.

- Bom tarde, senhor Stevan.

- Atrapalho?

- De forma alguma, venha! – ela me chama e aponta para um banco onde estão o restante de suas roupas, se sentando em seguida e eu faço o mesmo.

- Alteza, eu agradeceria se a senhorita não sumisse assim. Fiquei desesperado lhe procurando – coloco alguns fios soltos atrás de sua pele roçando meus dedos em sua pele macia. Meu ato parece constranger um pouco a princesa, já que a mesma ganhou um pouco mais de rubor em suas bochechas.

- Perdão, mas não precisava ficar desesperado, eu não iria sair do castelo de qualquer forma – riu ao responder.

- Sim, claro, mas a senhorita me contratou com o objetivo de cuidar de sua segurança, mesmo dentro do castelo. Eu não quero lhe deixar sozinha...

- Eu compreendo – sorri e o rubor parece aumentar em seu rosto.

  Um silencio se instala entre nós e seu olhar se desvia para outra coisa que não seja eu. Eu, por outro lado, não consigo parar de olhá-la.

- Pois bem, professor Stevan, o senhor me viu treinando. Como estou me saindo? – ela diz enfatizando a palavra professor.

- Bem, muito bem – meus pensamentos estão tão longe que mal consigo responder – Mas quero que faça novamente, não consegui ver o exercício inteiro!

   Ela não responde, apenas levanta e continua treinando. Seus movimentos estão melhores hoje, mas percebo que ela ainda se atrapalha com os pés, já os movimentos das mãos estão suaves e precisos. De repente, não sei exatamente em que momento, minha concentração não está focada nos exercícios e sim em seu corpo, e que belo corpo. Parece tão frágil e forte ao mesmo tempo, sua beleza é inacreditável. Pelo amor, por que estou pensando nisso? Eu não deveria ter esses pensamentos com ela... Ela é da realeza, está noiva e eu... Bem, eu estou ficando louco por ter esses pensamentos tão impuros. Sim, impuros e pensar nisso está fazendo eu me sentir extremamente culpado.

   A princesa para os exercícios e me olha esperançosa, enquanto eu tento disfarçar minha bagunça de pensamentos. Ela se senta ao meu lado esperando um comentário e me forço a pensar em algo para dizer sem parecer um idiota.

- Seus movimentos das mãos estão ótimos, precisos. Seus pés são o problema. A senhorita só precisa ter mais coordenação quando andar – comemoro internamente por conseguir manter minha voz firme.

- Certo, é um pouco difícil, mas eu vou tentar até conseguir. Não pretendo desistir e, provavelmente, nem te deixar em paz por algum tempo – ela ri enquanto fala.

- Isso me deixa feliz... Quero dizer, sobre voc... a senhorita não desistir – acabou a comemoração interna.. Como ela pode fazer isso comigo apenas com uma fala. Eu realmente espero que ela não tenha notado – Se a senhorita quiser eu posso tentar lhe ajudar...

- Eu adoraria... – ela parece um tanto envergonhada, então revejo o que falei em busca de algum erro.

   Vejo-a levantar e parar no meio do canteiro, esperando que eu a siga, e eu o faço. Ando até ela pensando em como farei para ajuda-la. Acho que vou usar o mesmo método que usei ontem, mas agora sem a espada. No fundo o que eu quero é estar mais perto dela novamente, mas não vou admitir isso para ninguém, nem para mim mesmo.

- Como irá me ajudar? – parece até que ela leu meus pensamentos.

- Eu pensei que poderíamos fazer o mesmo exercício de ontem, porém agora sem a espada, apenas para treinar seus passos – tentei te manter firme ao sentir meu rosto enrubescer um pouco.

   A princesa apenas assentiu a minha proposta, ato que me fez eliminar aos poucos a distância entre nós, fazendo-a corar um pouco. Minhas mãos se estendem em sua direção antes que ficássemos perto demais, e, relutante, ela segura-as. Coloco suas mãos em meus ombros e as minhas vão para sua cintura, onde seguro de leve. Começo com passos fáceis para que ela não se perca e logo começo a torna-os mais rápidos e complicados. Por vezes a princesa pisa em meus pés e pede perdão inúmeras vezes.

- A senhorita quer que eu vá devagar? – pergunto vendo-a arfar pelo cansaço.

- Não precisa, está tudo bem, eu só preciso me concentrar – noto quando suas bochechas rosadas ficam cada vez mais escuras e me pergunto se eu sou o motivo que não a deixa se concentrar.

   Alcanço seu corpo novamente e refaço os passos um pouco mais devagar. Quando percebo que a mesma consegue fazer certo e com precisão repito a sequência com um pouco mais de rapidez. No começo a princesa consegue me seguir, entretanto em algum momento ela tropeça em seus próprios pés e quase cai no gramado. Como tenho reflexo apurado, seguro a princesa antes que a mesma vá de encontro ao chão. Tudo aconteceu rápido demais e quando percebo um de seus braços está rodeando meu pescoço e sua outra mão segura fortemente meu ombro, já meus braços estão rodeando sua cintura segurando-a de um jeito forte, fazendo com que nossos corpos estejam muito próximos.

- Está tudo bem? Machucou-se? – pergunto preocupado.

- Estou. Desculpe-me, a culpa foi minha, de novo – ela revira os olhos e da um sorriso triste e sarcástico.

- Não tem problema, isso é normal, não precisa se culpar... O importante é que a senhorita não se machucou – dou meu melhor sorriso e seu sorriso triste é trocado por um sorriso aliviado.

   Nossos rostos estão mais próximos do que eu imaginava e meu instinto me faz aproximar mais ainda. Os olhos dela estão focados nos meus e agora sinto sua respiração muito próxima de minha boca. Por um momento me sinto extasiado e não consigo controlar meus próprios atos. Minha mente grita “SE AFASTE”, porém meu corpo diz “Se aproxime”. Eu estou em um conflito mental e que não me leva a nada.

    Vejo os olhos dela se fechando conforme vamos nos aproximando. Sinto a ponta de nossos narizes se encostarem, o que prova o quão perto ela está. Estou tentando recuar, mas parece impossível. Meus lábios estão roçando nos meus e eu teria continuado se não fosse um maldito barulho que veio das folhas, indicando que alguém está se aproximando.

     A princesa sai rapidamente de meus braços e começa a ficar nervosa. Levo algum tempo até eu achar o motivo do meu nervosismo, então percebo que não estamos em uma situação não muito favorável, para nenhum dos dois.

- O que vamos fazer?! – sussurro para a princesa que parece pensativa em meio ao desespero.

- Vem comigo! – ela me entrega suas roupas e segura minha mão, me puxando rápido e com força.

   Ela me leva por entre as plantas numa velocidade extraordinária. Em um de seus puxões quase que me chapéu sai voando, e eu o tento segurar, mas acho que não foi uma boa ideia, afinal as roupas da princesa tamparam minha visão fazendo com que eu bata em algo que julgo ser outro banco. Não corremos por muito tempo e logo chegamos ao nosso destino. Não tive nem tempo de comtemplar o canteiro de flores que não reconheci, pois a princesa já está tirando as roupas do meu rosto junto com meu chapéu e me puxando escadaria a baixo, onde arrancou uma tocha da parede as pressas e continuou seguindo pelos túneis. Eu já havia desistido de entender algo e estanquei no lugar quando percebi onde estávamos.   

- Como foi que chegamos aqui? – pergunto vendo a princesa ascender as velas presentes na sala, a mesma sala que treinamos ontem.

- Passagens secretas – respondeu como se fosse muito óbvio – O senhor está bem? Eu o ouvi batendo em alguma coisa enquanto estávamos correndo.

- Eu acho que bati num banco... Na verdade eu não sei, pois eu não estava vendo nada – ri da minha própria fala.

- Desculpe – seu rosto toma uma expressão divertida e ela não consegue conter o riso.

- Posso saber do que está rindo? – digo tentado conter um sorriso.

- Nada não... – olho-a com um olhar reprovador – É que seu cabelo está muito engraçado, está em pé e todo arrepiado – ela mal consegue falar depois de começar a gargalhar.

  Faço cara feia e isso faz a gargalhar mais alto. Meus músculos ficam tensos quando a vejo se aproximando ainda rindo, agora baixo. Seus dedos tocam meus cabelos numa carícia suave, provavelmente arrumando a bagunça que estava. Quando se afastou um sorriso satisfeito moldou seus lábios, entendi isso como um recado de que ela havia feito um bom trabalho arrumando meus fios, então lhe retribuí com um sorriso agradecido.

  A verdade é que estamos envergonhados pelo o que aconteceu anteriormente, antes de sairmos correndo feitos dois ratos fugindo de um gato. Ainda não consigo acreditar que fui capaz de quase beijar a princesa, o que ela deve estar pensando de mim agora? Não quero nem imaginar, mesmo que ela, estranhamente e incrivelmente, não tenha se afastado na hora e isso com certeza foi o que mais me impressionou. Decido parar com esses pensamentos quando vejo a princesa me observando curiosa.

- Então, acha que consegue fazer o exercício certo agora? – digo sorridente a fim de disfarçar meus pensamentos nada normais.

- Acho que consigo agora, principalmente depois daquele exercício. Ajudou-me bastante professor, obrigado! – percebo um pouco de sarcasmo em sua voz, o que fez eu me sentir perdido. Desde quando essa garota tem esse senso de humor e esse sarcasmo todo. Impressiono-me a cada vez que ela diz algo e, certamente, por essa eu não esperava.

- Façamos um acordo então, se a senhorita conseguir fazer o exercício inteiro sem erros ou pausas, ainda hoje ensinarei como se luta de verdade, e pode ter certeza que eu serei seu adversário. O que me diz?

- Aceito! – ela diz com um meio sorriso nos lábios.

  Vejo-a respirar fundo três vezes antes de pegar a espada e iniciar o exercício. Seus lábios estão comprimidos e formam uma linha reta em sua boca, sua testa está franzida e esses sinais indicam que ela está extremamente concentrada. Presto atenção em seus movimentos e, embora no começo fossem um tanto relutantes, percebo certa frieza, seriedade e controle em cada um deles. Parece que ela aprende muito rápido mesmo.

- Como me saí? – pergunta assim que termina o exercício.

- Parece que estou te devendo uma aula de combate ainda hoje. Meus parabéns, a senhorita se saiu muito bem – ela solta um sorriso envergonhado e eu prossigo – Quando quer começar?

- Se for possível, agora mesmo!

   Pego minha espada e vou ao seu encontro. Ela mira a lâmina em minha direção e eu faço o mesmo, mantendo uma distância razoável entre nós dois. Nossas mãos esquerdas estão fechadas em punho atrás das costas.

- Não se preocupe, pegarei leve com a senhorita – ela apenas assente e da um meio sorriso que me faz perceber que há algo errado.

  Ela começa me atacando, um bom golpe, posso concluir, contudo sou conhecido por ser ágil e ela não me derrotará tão fácil assim. Defendemos e atacamos uma série de vezes, mas não conseguimos chegar a lugar algum. A princesa parece ter percebido, pois se aproximou perigosamente de minha desferindo um golpe que seria certeiro se eu não tivesse me esquivado segundos antes, teria sido atingido.

  Decido acabar com essa luta de uma vez, algo está errado e acho que sei o que é. Sua espada cruza com a minha e eu enrosco a lâmina dela com a minha, a princesa parece notar minha intenção e tenta soltar a lamina de sua espada, porém sou mais rápido e a puxo para mais perto tirando minha espada da sua enquanto ela gira com meu movimento, dou alguns passos e seguro suas mãos para trás enquanto nossos corpos se chocam. Parece a mais situação do jardim, entretanto desta vez nossos rostos estão suados e um tanto corados devido ao esforço, minhas mãos seguram as dela em suas costas, o olhar se encontra mais intenso. Retido a espada de sua mão e jogo as duas no chão.

- Não é a primeira vez que luta, é? – digo depois de muito tempo encarando um ao outro. Ela nega. Minhas suspeitas estão certas e um sorriso vitorioso molda minha boca – Com quem lutava?

- Louis – sua voz sai soprada e baixa.

   Afasto-me da garota lentamente e meu sorriso desparece aos poucos. Não fui muito com a cara desse Louis, mas isso não é novidade e, provavelmente, meu desgosto também não. A princesa parece notar minha reação.

- Há algo errado com isso? – pergunta preocupada, deve achar que vou parar de ensiná-la.

- Não, eu imaginei pelo jeito como lutou. Mas posso dizer que me surpreende um pouco – disfarço meu desgosto ao responder.

- O senhor vai parar com as aulas por esse motivo? – sua voz é baixa e preocupada, o que faz eu me sentir culpado.

- Certamente não, seria um desperdício, a senhorita leva muito jeito para lutar – minha resposta à fez sorrir novamente – Eu acho que deveríamos voltar, passamos muito tempo longe...

- Não seja por isso, Lisa está muito ocupada com os preparativos da chegada do príncipe, mas eu estou morta de fome. É melhor subirmos sim... O que acha de jantar comigo? – ela pergunta esperançosa e aquela mesma dúvida me perturba, eu estou prestes a reusar, mas ela me interrompe – Acho que irá recusar, não é? Não irei pedir mais – por um momento me sinto incomodado e aliviado ao mesmo tempo – Eu irei mandar mesmo, já que não pode desobedecer minhas ordens – ela da um sorriso extremamente satisfeito.

- Mas isso não seria certo, senhorita. Eu sou apenas um servente... – respondo pensativo.

- Eu não me importo – ela diz com cara de poucos amigos – O senhor vai jantar comigo sim, porque eu não quero ficar sozinha. Não seria capaz de me deixar sozinha, seria? – ela faz cara triste e sei que quer sorrir com sua vitória.

- Certo, certo... Irei jantar com a senhorita, só dessa vez – mal termino de falar e ela já está me arrastando escada acima. Reviro os olhos ao mesmo tempo em que dou um sorriso.

Será uma longa noite.

 

 


Notas Finais


Bem, ja foram todos os capítulos que estavam prontos, não sei quando será a próxima atualização mas espero que seja logo.

Obrigada por ler

beijos e até mais ;);):3


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