História Mudança de Destino - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Esgrima, França, Realeza, Romance
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Palavras 1.640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpe qualquer erro
Boa leitura :3

Capítulo 7 - 6 - Stevan


Fanfic / Fanfiction Mudança de Destino - Capítulo 7 - 6 - Stevan

 -Só me faltava essa, além de trabalhar no castelo, vou ter que ser guarda pessoal da princesa?- digo com desdém, enfatizando as palavras "castelo" e "princesa".
Pierre e Francis reviravam os olhos a cada vez que eu comentava algo sobre esse assunto.
-Pelo menos, agora, temos nossos títulos. E, além de tudo, trabalhamos para a realeza. Quantos de nós queríamos esse cargo... - diz Pierre, sempre calmo, porém já está se irritando com o assunto.
-Talvez... - digo por entre os dentes enquanto deito em minha cama nova.
Nosso novo quarto é maior e mais bonito. As paredes são feitas de azulejos e não de madeira, como o antigo. Tem três camas grandes, com um baú para nossos pertences, e duas janelas enormes na parte onde há um vão entre as camas. Tem também vista para o jardim real, e eu finalmente vou poder conhecer. 
Acho que Pierre está certo, há algo bom em vir trabalhar aqui.

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Meu dia começa às 5h da manhã, o sol mal apareceu, mas ilumina uma parte do pátio do castelo. Francis e Pierre ainda estão roncando em suas camas.
Depois de um bom banho, procuro algo para vestir no meu baú. Fico surpreso quando vejo um uniforme novinho guardado. Está completo e com cheiro de recém-lavado. Percebo que o colete não é azul e sim vermelho-escuro, igual ao do Capitão Claud. Essa deve ser a cor do uniforme de quem trabalha para a realeza. 
Nem me preocupo em ir rápido, pois a princesa, provavelmente, irá acordar tarde.
O sol já tinha entrado pelas janelas do quarto e iluminado o cômodo inteiro. Termino de me vestir e penteio meus cabelos. Quando vou colocar o chapéu, deixo aquele novo no baú e coloco o meu da sorte. Sempre irei usá-lo.
Quando saio, vejo Pierre e Francis acordando, porém não tenho tempo para conversa, tenho que ir para meu posto. Mas antes vou à cozinha comer algo.
A cozinha fica no primeiro andar do palácio, assim como o meu quarto. O piso é de madeira e as paredes são beges, um tanto chamuscadas, por causa dos fogões a lenha. No centro há uma mesa comprida que ocupa uma boa parte do cômodo. Deve ser usada nas refeições e também para o preparo de determinadas comidas. 
Uma das pontas, a que fica perto da entrada, têm três lugares arrumados e uma variedade de comida, entre eles: frutas, panquecas, leite e outras coisas, tudo fresco e recém-feito. Apoiado em uma das xícaras tem um bilhete:

 
 “Sejam Bem-vindos 
Aproveitem a refeição 
Princesa Christine”.

A caligrafia é redonda e delicada, exatamente como na realeza. Mas não acho que tenha sido a própria princesa.
-Bom dia!- diz uma mulher, provavelmente, a cozinheira real, me tirando o raciocínio - O senhor é o...?
- Stevan!- respondo, completando-a.
-Sim, senhor Stevan. Muito prazer, sou Nina. - diz estendendo a mão e eu a aperto - Seja bem vindo ao castelo, a princesa Christine mandou preparar uma refeição especial para o senhor e seus companheiros.
Fico realmente surpreso com a iniciativa da princesa. Nina se vira, mas antes que se vá pego o bilhete. 
-Foi a princesa que escreveu isto?- pergunto e mostro-lhe o papel.
-Sim, ela tem uma letra linda, não é?
-Sim. Será que isto vai ser só hoje?- penso alto e Nina percebe.
-Acho que será todos os dias! A princesa gosta de agradar às pessoas.
Concordo. Acho que Pierre tem razão, não vai ser tão ruim trabalhar aqui, principalmente se tiver refeições como essa. Só espero que a princesa não seja tão mimada quanto parece.

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Quando termino de comer, vou até a porta do quarto da princesa. Está fechada, imagino que ainda esteja dormindo, pois agora está por volta das 8h.
Depois de passar uns 30 minutos de guarda, Lisa vem pelo corredor e para a minha frente.
-O que está fazendo aqui, senhor Stevan?
-Esperando a princesa!- exclamo sem entender, eu acho que está bem óbvio. Lisa ri e me pergunto o porquê.
-A princesa já está acordada faz um tempo, e agora está no segundo andar tendo aula! E acho melhor você se apressar, pois falta pouco para acabar e ela o estará esperando para seu passei o matinal no jardim.
Eu cada vez me surpreendo mais com essa garota. Concordo com a cabeça, faço uma reverência para lhe agradecer e saio andando em direção ao segundo andar.
Assim que encontro a sala certa, fico de guarda e em menos de 10 minutos a princesa sai.
-Obrigada pela aula, professor Jean! Até a próxima. - diz ela fechando a porta e se virando para mim- Ah, o senhor já está aqui!
-Perdoe-me pelo atraso, Alteza. -falo dando de ombros.
-Não tem problema! - diz a princesa, sempre sorridente e esbanjando simpatia - Leva um ou dois dias até se acostumarem com a rotina.
Concordo novamente, só falo quando necessário. 
-Vamos?- pergunta, e indico para ela seguir na frente. Ela agradece formalmente e segue.
Descemos ao primeiro andar e vamos à porta dos fundos, sua saída da direto para o jardim real.
Seguimos por uma passagem de pedras, antes brancas, agora amareladas pelo tempo. É toda rodeada de violetas azuis-clara e prímulas, no final há um chafariz de água cristalina e se divide em quatro caminhos diferentes. Cada um é representado por uma flor. O primeiro, à esquerda, é de girassóis, o segundo, à esquerda, é de orquídeas, o terceiro, agora à direita, é de rosas e o quarto, à direita também, é de samambaias.
Não consigo conter uma expressão sorridente naquele maravilhoso lugar, é encantador e, além disso, sempre quis vir aqui. A princesa parece perceber minha empolgação.
-Gosta deste lugar?- pergunta sorrindo e parando em frente ao chafariz. 
-É... Encantador!- paro ao seu lado, mas continuo olhando em volta, admirando o belo jardim.
Percebo que estamos parados e encaro-a esperando suas ordens.
-Já que gosta tanto daqui, por que não escolhe por qual caminho seguiremos?- diz ela indicando as quatro divisões da passagem.
-Não, não, a senhorita é quem manda aqui!- digo meio sem jeito.
-Então, estou mandando você escolher!-ela realmente não vai mudar de ideia.
Depois de pensar por algum tempo, escolho o caminho das orquídeas. Ela apenas assentiu e começou a andar. Sigo-a.
A princesa se senta em um banco de madeira, rústico, mas belo, que tem um contraste perfeito com o lilás e branco das flores.
-A senhorita Lisa não virá hoje?- às vezes é impossível controlar minha curiosidade e minha impulsividade.
-Lisa não vem comigo!- responde, estranhando minha pergunta.
-Então o que faz aqui?- e novamente não me contenho, mas ela parece não notar.
-Antigamente, quando eu era pequena, eu brincava aqui com Lisa e nosso amigo Louis- começa pensativa - Depois Lisa tinha afazeres, Louis já não vejo há um bom tempo, então eu vinha com minha mãe. Mas agora eu fico sozinha, pensando o que farei após a coroação. - ela sai do transe e me olha.
-Mas, você não tem nenhum amigo fora do castelo?- não sei como reagir a esse desabafo...
-Improvável, é muito difícil eu sair daqui. Tem toda uma questão de segurança...
-Entendo- não, na verdade não sei como é não ter liberdade, mas o que eu falaria?!- Sinto muito por seus pais.
-Tudo bem- diz ela tentando voltar ao normal- Chega de falar de mim! Vamos falar de você. Como veio parar no castelo?
-Eu treino para isso desde os meus 15 anos, atualmente tenho 21. Faz uns três ou quatro meses que me transferiram para cá!
-Entendi- parece pensativa, mas logo pergunta: - Desculpe minha indelicadeza, mas, você não é daqui, é? Quero dizer, daqui da França!
-Tem razão, Alteza, não sou daqui! Sou espanhol, porém meus pais fugiram de lá quando eu era bem pequeno! - ela faz uma cara que diz "eu já sabia" - Mas, você também não parece muito francesa!
-Ah, é verdade, mas eu sou. - diz ela risonha- Minha mãe era irlandesa, era ruiva e sardenta. Eu tenho um pouco de sua aparência!- ela coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha.
-Perdoe minha intromissão, mas... Se seus pais estivessem aqui, o que faria da sua vida?- nossa conversa está interessante.
-Com certeza teria de me casar. Porém, isso soará estranho, eu sempre quis ser mosqueteira, é meu grande sonho!
Fico atônito. Como uma menina pode ser mosqueteira?! Ela levanta rapidamente, bem animada.
-Você poderia me ensinar?- fala entusiasmada com a ideia.
-Eu... Eu não sei, não. Acho que não seria uma boa ideia- falo ainda surpreso.
Sua expressão muda instantaneamente, seu sorriso desaparece e uma tristeza toma seu rosto. Ela senta-se novamente como se sua última esperança tivesse sido jogada fora sem dó nem piedade e logo me arrependo do que falei.
-Só me responda uma coisa- ela me olha triste - Por que quer aprender a lutar?- melhor corrigir meu erro agora.
-Porque esse sempre foi meu grande sonho! E agora não tem ninguém para me impedir, porém... Também não tem ninguém para me ensinar...
-Tudo bem!- digo suspirando - Mas onde iremos treinar? Não pode ser em lugar aberto!
-Sim, sim, é claro. Podemos... Oh Meu Deus!
Fico em alerta.
-Tenho reunião com o conselho agora, teremos que ir! - diz ela andando até a saída.
Não quero sair, pois não sei quando poderei voltar. Pode parecer estranho, mas naquele lugar eu me esqueço de todos os meus problemas. A princesa percebe, pois se volta para mim.
-Entendo o que está sentindo. Vamos fazer assim, me encontre em uma hora na porta do escritório, certo? Até lá, pode ficar aqui!- diz sorrindo.
-Muito obrigado, Alteza!- faço reverência. Ela assente e sai. Vejo-a passar novamente pelo caminho de pedras e entrar no castelo.
-Por que eu me meti nisso?!- pergunto para mim mesmo- Bom, agora não tem mais volta, terei de ensiná-la a lutar. - suspiro.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Até mais


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