História Mudança de Destino - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Esgrima, França, Realeza, Romance
Visualizações 3
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Este é um dos meus capítulos favoritos
desculpem qualquer erro
Boa leitura ;)

Capítulo 8 - 7 - Christine


Fanfic / Fanfiction Mudança de Destino - Capítulo 8 - 7 - Christine

- Perdoem o meu atraso - digo entrando apressada no escritório e me sentando na cadeira de meu pai.
Os conselheiros me fitam, desaprovando minha atitude. Lisa rapidamente faz sinal para que eu arrume a postura e faço-a com mais calma. 
Não estranho Lisa estar presente, agora ela é responsável por mim. Vejo alguns rostos familiares em volta da mesa, mas um em especial me surpreende.
Louis está na segunda cadeira à minha esquerda. Não tem mais aquela aparência de garoto que tinha na última vez que o vi. Meu Deus, já faz anos! Agora ele está elegante, como seu pai. Seus cabelos castanhos estão compridos e amarrados, seus olhos escuros me encaram e em seu rosto se abre um sorriso.
Meu pai sempre dizia que eu me casaria com ele. E, sinceramente, dadas as circunstâncias, eu me casaria com ele, sim. Prefiro me juntar com alguém que eu conheça, do que com alguém que mal sei o nome. Porém, essa ideia está fora de cogitação. Desde pequeno ele é apaixonado por uma garota e há boatos de que estão noivos.
Fico feliz por ele ter encontrado a pessoa certa, espero que eu também encontre.
- Pois bem, Alteza - o pai de Louis quebra o silêncio - Conversamos com a senhorita Lisa, sobre sua situação...
Estou com medo, sei o que vão falar agora e temo essa decisão. Lisa segura minha mão por debaixo da mesa, ela também sabe o que vai acontecer.
- Há duas condições que precisam ser executadas o quanto antes, para que a senhorita e o reino não sejam prejudicados!- diz com calma.
- Prossiga... - digo impaciente, porém controlo-me.
- Primeiramente, a senhorita terá de aprender tudo sobre a política e o reinado do seu futuro país - suspiro de alívio - Designei essa tarefa ao meu filho. Tenho certeza que ele irá ajudá-la.
Sorrio e relaxo. Pelo menos uma coisa boa no meio de tantas catástrofes.
- Em segundo lugar, e não menos importante, chegamos à questão da sua coroação!
Meu coração acelera e minhas mãos suam. Ele se vira para os outros conselheiros, todos trocam olharem e assentem e o pai de Louis se volta novamente a mim:
- Tenho conversado com o conselho e chegamos à conclusão de que a senhorita terá que desposar antes da coroação! - estremeço, mas ele continua- Já temos um pretendente para você!
Como? Eles não podiam ter feito isso, não sem minha aprovação ou opinião. Estou completamente indignada. Porém, no fundo, sei que eles têm razão.
- Eu compreendo vossos motivos, conselheiros. Porém não tenho entendimento de vossa pressa.
- Alteza, tente entender- outro conselheiro começa a falar, ele é mais velho e seu cabelo já está grisalho - O casamento é a melhor decisão a se tomar, pois a senhorita não terá de administrar este lugar sozinha.
Desvio o olhar para evitar que as lágrimas escorram.
- E de onde vem esse pretendente? - tento disfarçar a decepção.
- Ele é um príncipe das ilhas do norte. Já enviamos uma carta pedindo a presença dele na próxima semana - o pai de Louis responde.
- Certo - falo quase como um sussurro. 
- Senhorita Lisa, gostaria de conversar convosco sobre a chegada do príncipe - ela assente e ele prossegue - Os outros estão dispensados.
Um a um, os conselheiros saem do escritório. Lisa sai acompanhada de todos, se separando depois do grupo para discutir os preparativos. Ficamos apenas eu e Louis. Não consigo olhar em seus olhos, minha vergonha, por eu ser tão fraca, toma conta de mim.
Louis vem até mim, ele sempre gostou de ajudar as pessoas. Uma de suas mãos pousa em meu ombro e me forço a olha-lo. Sua expressão é de pura solidariedade. Ele estende sua outra mão e eu a seguro, fazendo com que eu me levante.
- Como você cresceu! - exclama me olhando de cima a baixo.
- Parece que sim...
- Sei que está preocupada com seu casamento - suspira ele- Mas, não fique assim. Tenho certeza de que você será muito feliz.
- Assim espero - digo, olhando para o chão.
Louis me puxa para um abraço carinhoso e sussurra:
- Senti muito a sua falta!
- Eu também senti!- retribuo o abraço. 
Quando nos separamos, ele começa a acariciar minha bochecha e aconchego meu rosto em sua mão. Não consigo evitar um sorriso. É tão bom tê-lo de volta.
- Preparada para ter aula de política comigo?
- É claro. Quando começamos?
- Amanhã mesmo, se a senhorita quiser! - ele fita a porta- Perdão Alteza, meu pai me aguarda!
- Sim, é claro - falo me afastando.
- Até amanhã, princesa- ele me beija no rosto e sai andando. Vou na direção contrária.
Ao sair, encontro Stevan parado em frente a porta, como lhe pedi.
- Ocorreu tudo bem, princesa? - ele pergunta, mais curioso do que preocupado. 
- Acho que sim - saio andando e ele me acompanha. Quando não vejo mais ninguém no corredor, pergunto:
- Está pronto para treinar?!
- Sim - responde relutante.
- Então, venha comigo - seguro em sua mão e puxo-a involuntariamente.
Atravessamos boa parte do castelo até chegar a um dos salões de baile. Este não era um dos maiores e ficava mais aos fundos do castelo, mas isso não tirava sua beleza.
Hoje está um pouco deserto, há um tempo que não fazem alguma comemoração aqui. Em uma das laterais do salão há corredores que dão na cozinha. E nesses corredores há salas para guardar a decoração.
- O que estamos fazendo aqui?- Stevan pergunta quando entramos em uma das salas.
- Me ajude a tirar essas caixas!- digo sem prestar atenção em sua pergunta.
Ele, simplesmente, obedece. Tiramos mais algumas coisas e avisto uma pequena corda, antes escondida. Puxo-a e uma parte do piso levanta revelando uma passagem. O pó quase me faz espirrar, por isso tapo o nariz.
Viro-me para Stevan, ele parece atônito. Depois que a poeira abaixa, pego uma tocha para iluminar a passagem.
- Você não vem? - pergunto no pé da escada.
Ele apenas assente, pega, delicadamente, a tocha de minhas mãos e desce. Fecho a pequena porta e o sigo pelas escadas. Depois de andarmos um pouco mais, e tenho que me apoiar, de vez em quando, em seus ombros para evitar que eu tropece em meu próprio vestido, enfim chegamos a uma entrada.
A sala é ampla, porém pouco iluminada. Stevan entra, comigo ainda agarrada em seus ombros, e acende todas as velas que consegue encontrar. Temos, ao total, quinze candelabros, agora, todos acesos.
A luz das chamas reflete nos equipamentos de treino e luta que estão guardados no local.
- Que lugar é esse?- Stevan pergunta, fica atônito e impressionado por alguns momentos.
- Este era o local onde meu pai treinava! - falo, soprando a poeira de um baú antigo.
Quando abro uma coleção de espadas são apresentadas. No centro há uma especial, que era a favorita de meu pai. Pego-a e miro em direção de um candelabro, fazendo com que as chamas das velas reflitam na prata da lâmina e no vidro violeta das ametistas encravadas na extremidade.
Essa espada foi feita em homenagem a minha família, por isso meu sobrenome, Chermont, está gravada na lâmina.
- É perfeita!- falo, olhando para ele agora- Eu sempre gostei dela e deste lugar, mas... Meu pai nunca deixava eu vir aqui, dizia que eu deveria ser uma dama.
- Em parte eu concordo com a opinião do seu pai, ainda não entendi todo esse interesse por luta!
- Esse sempre foi meu sonho, minha vontade!- exclamo irritada - Eu não entendo o porquê de vocês não compreenderem.
Stevan fica atônito e sem graça, provavelmente pensando que deveria ter ficado quieto, e essa reação faz eu me sentir culpada.
- Me desculpe!- falo sem jeito- É que, sempre que eu falo sobre esse assunto, as pessoas me julgam. Você não foi o primeiro e não será o último!
Coloco a espada novamente no lugar e sento-me na ponta do baú, escondendo o rosto entre as mãos.
Escuto um tilintar de metal e me volto para Stevan. O mesmo entrega a espada para mim.
- Venha, vou ensinar-lhe tudo o que precisa saber!
Sorrio e pego a espada, por mais que eu ache que ele não está fazendo por mim e sim pelo meu título.
- Só tenho uma pergunta - ele fala relutante, com medo de eu me irritar- Como você pretende lutar com esse vestido?
- Ah, sim. Já tomei providências - e tiro a primeira a primeira camada da minha saia.
Fico apenas com uma saia menos rodada que vai até os joelhos, para não tropeçar. Desta vez calço botas compridas. 
- Acho que melhorou! O que acha?- pergunto
- Bem melhor!- ele disse admirando meu desejo.
- Vamos lutar?- pergunto animada.
- Lógico que não!- meu sorriso desaparece, mas ele explica:- Como você quer lutar sem saber atacar ou defender? Não! Vamos por partes. Se quiser aprender de verdade, terá que seguir meus comandos.
Sorrio e concordo.
- Primeiramente, você está segurando sua espada de maneira incorreta!
- Sério?! Então como segura?
Ele segura a lâmina da minha espada e eu a solto. Stevan segura minha mão de forma cuidadosa e eu olho-o. Seu olhar está fixo em minha mão, que ele fecha em torno da espada colocando meu polegar por cima dos dedos.
- Você deve segurar assim, pois seu polegar que vai segurar firmemente, impedindo que a espada escape. Certo?- fala olhando em meus olhos.
- Certo, claro!- volto ao mundo real.
- Tudo bem?
- Sim, sim. Próxima lição!
- Ataque e defesa.
Ele pega sua espada para demonstrar. 
- Defesa- suas pernas estão fechadas, mas um de seus pés o mantém seguro. A espada está rente ao corpo, que impediria de machucarem-no.
- E ataque- agora, se apoia na perna que está na frente, inclinando e mantendo a espada na horizontal, de maneira reta.
- Entendeu? Agora faça você.
Primeiro faço defesa, olho em sua direção e ele assente. Depois ataque e novamente ele assente.
- Agora faça a sequência várias vezes para aprimorar seus reflexos.
- Certo!- respondo.
Em cada momento das sequências, me preocupo em deixar a lâmina sempre reta e Stevan analisa cada movimento.
- Está ótima. Porém, numa luta, você tem de se movimentar, para dar menos chances ao adversário. E, um ponto importante, mantenha a outra mão nas costas.
- Sim, senhor!- digo em deboche e ele sorri.
- Tente se movimentar enquanto mexe a espada. Um passo para frente, outro para trás. 
Tento inúmeras vezes, mas quando coloco atenção nos pés não mexo as mãos e quando mexo as mãos, meus pés não me acompanham.
- Não consigo - digo a ele chateada.
- Já sei o que está errando -ele chega próximo e pergunta: - Sabe dançar?
- Sei.
Uma de suas mãos escorrega pela minha cintura e segura minha mão que está nas costas.
- Está mão deve permanecer fechada, lhe dará mais segurança.
Sua outra mão segura a espada junto a mim, e desta vez seu olhar se volta ao meu rosto, me fazendo corar. Minhas pernas tremem pela ansiedade e minhas mãos estão suando.
- Agora iremos dançar. Quando o passo for para sua direita, ataque e quando for para sua esquerda, defesa.
Praticamos os exercícios algumas vezes, e por ora pensei que minhas pernas cederiam. Stevan está tão perto que posso sentir seu perfume.
De repente ele para e se afasta devagar.
- A senhorita está indo muito bem, mas, acho que devemos encerar. Melhor não corrermos o risco de alguém sentir sua falta. 
- O senhor tem razão!- vou em direção ao baú e Stevan me impede.
- Guarde-a com a senhorita, e treine quando estiver sozinha.
- Mas como levarei?
Stevan tira seu sinto que tem uma bainha e entrega a mim.
- Obrigada!- coloco o sinto e guardo a espada, escondendo-a com a saia.
Ele acende novamente a tocha e apaga os candelabros.
- Vamos?- pergunto e ele pede para eu seguir na frente.


Notas Finais


Só isso por hoje
até o próximo capítulo


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