História Mudança de Destino - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Esgrima, França, Realeza, Romance
Visualizações 4
Palavras 1.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei!!
Desculpe qualquer erro
Boa leitura ;)

Capítulo 9 - 8 - Stevan


Fanfic / Fanfiction Mudança de Destino - Capítulo 9 - 8 - Stevan

não havia reparado antes, no alto há um lustre grande e brilhante, maior do que todos os que eu já vi. Realmente muito bonito.
            O salão não está mais claro e deduzo que o pôr-do-sol está próximo. A maioria dos candelabros já foram acesos para garantir que não fiquemos no escuro. Fixo o olhar nas chamas que crepitam sem cessar enquanto andamos pelo corredor, mas a princesa chama minha atenção: 
          - O Senhor gosta muito do jardim, não é mesmo?- pergunta relutante.
          - Bastante Senhorita- respondo sorrindo- Aquele lugar é maravilhoso!
          - Eu tenho de mostrar-lhe algo. Siga-me!- diz e vira bruscamente em um corredor.
          Não tenho tempo para opinar, pois ela aperta o passo e já está bem à frente, então apenas sigo-a.
          Andamos por alguns corredores e parece que estamos indo à frente do castelo, porém o caminho segue por lugares estreitos e um pouco empoeirados. Paramos em frente a uma porta de madeira. A princesa então para e reluta a abrir a porta.
          - Aconteceu algo Alteza?- pergunto a ela, estranhando sua atitude.
          - Acenda uma tocha para mim, por favor- fala, disfarçando o que realmente queria dizer.
          Concordo e acendo a tocha que estou segurando desde que saímos da outra passagem. Depois entrego a ela.
          - Espero que você  consiga subir alguns degraus!- diz com deboche.
          - Lógico que consigo!- sorrio.
          - Então venha!- abre a porta com um empurrão, parece que não é aberta há muito tempo.
          Vou atrás dela, subindo, prestando atenção em cada degrau. Não tinha entrada nem porta enquanto subíamos, então imagino que estamos em uma torre, e tenho certeza quando passamos pela próxima porta.
          Parece que subimos uns cinco andares, mas a princesa parece bem, pois continua com sua postura e por isso não deixo transparecer meu cansaço, mas a verdade é que eu daria tudo por um copo d'água.
          Na pequena sala onde estamos há várias coisas cobertas com lençóis brancos e não consigo identificar nada, até a princesa descobrir alguns manequins com vestidos e roupas de festa.
          - Essas roupas eram dos meus pais... Eles usavam em ocasiões especiais - ela indica um vestido prata, cheio de cristais- Este, por exemplo, foi o vestido que minha mãe usou em seu casamento. Ela queria que eu usasse no meu casamento...
          A princesa começa a alisar o vestido, tirando o pó que está impregnado no tecido, já deve fazer um tempo que ninguém limpa esse lugar.
          - Tenho certeza de que ficará linda com esse vestido!- digo, tentando ser simpático e mudar de assunto ao mesmo tempo.
          Ela volta o olhar para mim sorridente, porém seu olhar transmite tristeza.
          - Posso contar uma coisa, que pode parecer engraçado?
          - Pode!- falo surpreso.
          - Quando eu vi esse vestido pela primeira vez, fiquei muito ansiosa para usar. Mas, agora, temo a chegada do dia em que terei de usá-lo!
          - Mas, pôr que? Será o dia do seu casamento! Dizem que é um dia muito especial. 
          - Especial para quem se casa por amor e não para pessoas que se casam por dinheiro, títulos ou posses! Às vezes, ser da realeza tem suas desvantagens.
          - Eu... Nunca pensei por esse lado. Você tem razão. Sinto muito, Alteza!- fico sem jeito.
          - Sente muito? Pelo que? Acredite, o Senhor não é o único que pensa assim- diz rindo da minha cara.
          Coro, mas não tenho certeza do porquê. Acho que eu tenho certo receio da falar perto dela e ela não gostar, ou algo assim. Porém, enquanto penso sobre isso, reparo em algo que não havia notado ainda. Seu sorriso. É realmente incrível! Bonito, sincero e feliz ao mesmo tempo. Fico alucinado, até ver um pedaço de tecido vermelho saindo por debaixo de outro lençol. 
          - Posso?- pergunto a ela, indicando o pano.
          - Sim, sim.
          Retiro o lençol e descubro um tecido vermelho, longo e bonito.
          - Este minha mãe usou na coroação!- diz ela fitando o vestido com o olhar perdido no tempo.
          - Vai usá-lo também?- pergunto sorrindo.
- Não, o vestido da coroação eu irei escolher!- fala, já o imaginando - Que tal violeta com ametistas? Ou azul com safiras? Ou então verde com esmeraldas?- está dando voltas em torno de si mesma- O que acha?!
          Afasto-me um pouco e olho-a de cima a baixo. O violeta ficaria bonito, mas não daria uma impressão adulta como se espera numa coração. O azul ficaria lindo, destacaria sua pele clara. Mas o verde, com certeza é o mais apropriado.
          - O verde! Ele irá destacar seu cabelo e as esmeraldas combinam com seus olhos!- digo pensativo e ela sorri um tanto envergonhada- Mas, afinal de contas, o que queria me mostrar?
          - Ah, claro- diz rindo- Quase me esqueci. Venha!- estende a mão para mim.
          Com relutância eu a seguro e a princesa me puxa até uma porta de vidro, na outra extremidade da sala. Além da porta há uma sacada não muito grande e um banco de pedra envelhecido está situado no centro. A princesa continua e eu sigo, até ela parar ao parapeito da varanda.
          Vejo então, muito surpreso e contente, o que ela queria me mostrar. Lá de cima, tenho uma visão perfeita do jardim. As flores e plantas formam um desenho magnífico. 
          - É incrível!- mesmo não vendo meus olhos, sei que estão brilhando. 
          - Você não viu a melhor parte!
          Fico atônito e ela sorri.
           - Pode ficar melhor?- falo quase sem ar.
           Ela apenas assente e olha para o céu: 
           - É agora, preste atenção!- diz com o olhar cravado no mar de cores.
           Faço o mesmo e me surpreendo mais ainda. Do nada o jardim ganha novas cores, numa ordem muito conhecida pelas pessoas. Há um arco-íris cobrindo todo o lugar, como se a água estivesse na frente do sol, criando esse efeito.
           Tenho que me segurar para não cair. Aquilo é mais que incrível, é inexplicável.
          - O que está acontecendo?- falo, não prestando atenção nas palavras.
          - Todo equinócio ou solstício, ou seja, toda mudança de estação, o sol se alinha a um cristal que está no topo desta torre. Este é o único lugar onde se percebe isso. 
          Me apoio no parapeito, a fim de aproveitar o máximo possível.
          - É lindo, obrigado por me mostrar. Fazia tempo que eu não me sentia tão feliz e em paz.
          - Não precisa agradecer - ela parece pensativa por um momento, mas continua falando- Antigamente apenas três pessoas sabiam desse lugar: eu, meu pai e minha mãe, e agora estava guardado apenas para mim, mas... É um prazer compartilhar com o Senhor.
          - Eu realmente não esperava por isso! Por que quis me mostrar?
         - Para a maioria das pessoas isso seria fútil! E, além disso, é uma forma de agradecer o que está fazendo por mim.
          - Eu não sei como te agradecer - digo sem jeito, corado e quase desmaiando, não é sempre que algo assim acontece. 
          - Você está corado!- ela diz rindo. 
          Não consigo evitar um sorriso. E também não sei o que fazer. Ela tenta quebrar a tensão parando de me encarar e olhando para o jardim. 
          Porém eu não consigo parar de olhá-la. Começo a fitar seu cabelo, com a luz do sol refletindo nos fios. Parecem chamas, que nunca irão se apagar. Tento olhar novamente para o jardim, mas meus olhos se voltam para a princesa, involuntariamente.
          Ao final das contas o espetáculo acabou e tentei disfarçar com uma expressão chateada.
          - Ah que pena! Agora só daqui três meses - ela diz meio chateada.
         - Mas essa vez já valeu, muito obrigado, novamente.
          - Não foi nada- ela diz simpática - Vamos! Já vai escurecer.
          - Claro.
         Descemos a escadaria, mas dessa vez não fico sem fôlego, deve ser a felicidade.
          Ao longo do trajeto de volta ficamos um pouco calados, mas muitas vezes eu me pegava olhando-a.
          Quando chegamos perto do corredor ela me faz parar:
          - Espere! Eles irão estranhar nossa demora. Fique sério para que eles não desconfiem.
         - Certo.
        Faço uma expressão séria e ela assente. Seguimos pelo corredor, alguns passos atrás, e meu olhar sempre num ponto fixo.
          - Boa noite, Senhor Pierre!
          - Boa noite, Alteza!- ele reverencia.
          - A Lisa procurou por mim?
          - Sim, pediu que eu a avisasse quando voltasse aos seus aposentos!
          - Muito bem, então lhe diga para não se preocupar, eu estava no jardim - diz a princesa extremamente calma.
          - Claro, Senhorita - diz Pierre saindo.
          Ela o observa andando até virar em outro corredor , então seu olhar se volta a mim lentamente.
          - Pode relaxar agora- diz calma.
          Relaxo um pouco os ombros e desfaço a expressão séria.
          - O que faremos agora, Alteza?- pergunto quebrando o silêncio.
          - Eu tentarei impedir que alguém entre, quero treinar mais um pouco. E você está dispensado, pode descansar.
          - Se é assim, então boa noite princesa!- digo sem saber ao certo o que.
          - Boa noite Senhor Stevan!- ficamos algum tempo quietos e ela continua - O que foi? Já pode ir descansar.
          - Não saio enquanto a senhorita não entrar!- digo um tanto tímido.
          - Por qual motivo?
          - Meu dever é garantir sua segurança e estou fazendo isso, cuidando da Senhorita!- sorrio e ela cora.
          De repente sua expressão muda para pensativa, como se quisesse tomar alguma atitude, mas apenas abre a porta e entra em seu quarto.
          - Até amanhã!- diz e vejo a luz sumir pela fresta da porta.
         - Até... - falo como um sussurro.
         Fico algum tempo parado diante a porta fechada. Meus pensamentos estão vindo à tona e estão muito desorganizados. Incrível como em pouco tempo pensamos em tantas coisas e não resolvemos absolutamente nada.
          Ouço um barulho de porta e imagino que Pierre está voltando. Não penso duas vezes e sigo em direção ao meu dormitório.
          Entro sorrateiro e fecho a porta atrás de mim. O quarto é iluminado por algumas velas que provavelmente não irão durar até de manhã. Se não fosse pela alta respiração de Francis, o cômodo estaria em total silêncio.
          Coloco alguma roupa para dormir e coloco o uniforme dobrado em cima do baú. Assim que deito a cabeça no travesseiro, as lembranças do dia voltam. O café preparado pela princesa, nossa visita ao jardim, a aula de esgrima e a surpresa... Fizemos muita coisa hoje! Nem parece que tudo aconteceu em apenas um dia. Ela é muito hiperativa.
          Rio do meu próprio pensamento, enquanto minhas pálpebras vão ficando pesadas e adormeço com um sorriso.

 

 


Notas Finais


Até mais.


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